"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Depois de algum tempo...

Este é o tipo de texto que merece ser lido vagarosamente, parando após cada parágrafo para meditar em que e no quanto você se encaixa ou é afetado por ele. Somente um mestre poderia ter escrito esta aula de vida: William Shakespeare

ampulheta2

Depois de algum tempo você aprende a diferença, a sutil diferença entre dar a mão e acorrentar uma alma. E você aprende que amar não significa apoiar-se e que a companhia nem sempre significa segurança. E começa a aprender que beijos não são contratos e presentes não são promessas.E começa a aceitar suas derrotas com a cabeça erguida e olhos adiantes, com a graça de um adulto e não com a tristeza de uma criança.

E aprende a construir todas as suas estradas no hoje, porque o terreno do amanhã é incerto demais para os planos, e o futuro tem o costume de cair em meio ao vão.

Depois de um tempo, você aprende que o sol queima se ficar exposto por muito tempo. E aprende que não importa o quanto você se importe, algumas pessoas simplesmente não se importam... E aceita que não importa o quão boa seja uma pessoa, ela vai feri-lo de vez em quando e você precisa perdoá-la por isso.

Aprende que falar pode aliviar dores emocionais. Descobre que se leva anos para construir confiança e apenas segundos para destruí-la, e que você pode fazer em um instante coisas das quais se arrependerá pelo resto da vida.

Aprende que verdadeiras amizades continuam a crescer mesmo a longas distâncias. E o que importa não é o que você tem na vida, mas quem você é na vida. E que bons amigos são a família que nos permitiram escolher. Aprende que não temos que mudar de amigos se compreendemos que os amigos mudam, percebe que seu melhor amigo e você podem fazer qualquer coisa, ou nada, e terem bons momentos juntos. Descobre que as pessoas com que você mais se importa na vida são tomadas de você muito depressa - por isso sempre devemos deixar as pessoas que amamos com palavras amorosas, pode ser a última vez que as vemos.

Aprende que as circunstâncias e os ambientes agem sobre nós, mas nós somos responsáveis por nós mesmos. Começa a aprender que não se deve comparar com os outros, mas com o melhor que pode ser.

Descobre que se leva muito tempo para se tornar a pessoa que se quer ser e que o tempo é curto.

Aprende que não importa aonde já chegou, mas onde está indo, e se você não sabe para onde está indo, qualquer lugar serve. Aprende que, ou você controla seus atos ou eles o controlarão, e que ser flexível não significa ser fraco ou não ter personalidade, pois não importa quão delicada e frágil seja uma situação, sempre existem dois lados.

Aprende que heróis são pessoas que fizeram o que era necessário fazer, enfrentando as conseqüências.

Aprende que a paciência requer muita prática. Descobre que algumas vezes, a pessoa que você espera que o chute, quando você cai é uma das poucas que o ajudam a se levantar.

Aprende que a maturidade tem mais a ver com os tipos de experiência que se teve e o que você aprendeu com elas, do que com quantos aniversários você celebrou.

Aprende que há mais dos seus pais em você do que você supunha.

Aprende que nunca se deve dizer a uma criança que sonhos são bobagens. Poucas coisas são tão humilhantes e seria uma tragédia se ela acreditasse nisso.

Aprende que quando está com raiva tem o direito de estar com raiva, o que não te dá o direito de ser cruel. Descobre que só porque alguém não o ama do jeito que você queria não significa que esse alguém não o ame com tudo o que pode, pois existem pessoas que nos amam e simplesmente não sabem como demonstrar ou viver isso.

Aprende que nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem que aprender a perdoar a si mesmo. Aprende que com a mesma severidade com que julga, você será em algum momento condenado.

Aprende que não importa em quantos pedaços seu coração foi partido, o mundo não pára para que você o refaça.

Aprende que o tempo não é algo que possa voltar para trás, portanto, plante seu jardim e decore sua alma, ao invés de esperar que alguém lhe traga flores.

E você aprende que realmente pode suportar... que realmente é forte e que pode ir muito mais longe depois de pensar que não pode mais. E que realmente a vida tem valor e que você tem valor diante da vida.

William Shakespeare (1564-1616)
Foto:http://gabiru.info/wordpress/wp-content/uploads/2008/08/ampulheta.jpg

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Poder, sexo e violência

historyofman
Hoje o assunto é pesado, mas dada sua importância resolvi postá-lo.
Lembro até hoje como fiquei chocada quando certa vez assisti num filme um casal tendo relações sexuais num quarto enquanto na sala estava sendo velado o corpo da mãe da moça.
Os anos passaram, amadureci, estudei, fui em busca do conhecimento até que um dia numa meditação onde questionava a violência veio o entendimento, muito claro, que a história da humanidade está calcada ou permeada por uma tríade inseparável: poder, sexo e violência (ou morte). Hoje sei que a cena do filme que me chocou é uma decorrência normal do medo da morte que é fantasiosamente anulada pela realização do ato sexual - que é gerador de vida.
A história mostra muitos personagens que aliaram estes três elementos. Lembro de Cleópatra que ,seduzindo Cesar, almejava o poder decorrente dessa união e quanto derramamento de sangue se sucedeu. Messalina, esposa do imperador romano Claudius, tão famosa por suas conquistas que virou até sinônimo de mulher insaciável por homens e sobre quem pesam muitas suspeitas de assassinatos. Lucrecia Borgia, a envenenadora (não confirmado) do século XV que celebrizou suas orgias dentro do Vaticano, além de incesto com os irmãos.
No lado masculino temos o famoso imperador romano (supremo poder) Calígula que levou uma vida promíscua e que adorava ver suas vítimas sendo torturadas. Henrique VIII que ficou célebre por suas conquistas e decapitar suas esposas.
Lembro também as sociedades secretas que reúnem orgias ou práticas sexuais com rituais de sangue, numa busca doentia pelo poder sobre o oculto. Hitler, o grande genocida, pertencia a uma delas.
Um dos mais significativos exemplos desta tríade é o estupro. Por que, desde a antiguidade, exércitos invasores estupram as mulheres do lado inimigo? Certamente porque é a suprema demonstração de poder do vencedor e aí está bem caracterizada a união dos três elementos. O estupro rotineiro que hoje ocupa as manchetes da mídia já foi bastante estudado por especialistas e verificado que o estuprador não quer sexo, embora se utilize dele, o que ele quer realmente é exercer poder sobre a vítima.
A humanidade sempre se sentiu tão indefesa e impotente por causa de sua separação da Divindade e pela existência da morte que desde o início voltou-se para a busca do poder. Foi a forma de compensação que encontrou. Seja o poder sobre o vizinho, a esposa, seus seguidores religiosos, os funcionários, a cidade, o país e até tentou, e continua tentando, sobre a natureza.
O poder é almejado e perseguido nas suas mais distintas formas, desde os pais, que mesmo na pura intenção de educar, não deixam de sentir prazer, inconsciente ou não, no poder que eles têm sobre os filhos até a recompensa do exercício ditatorial sobre uma nação.
Bom, mas por que cargas d’água abordei este assunto hoje? O que tem a ver com expandir a consciência?
Eis a razão: a energia sexual tem sido muito mal qualificada pelo ser humano e com essa ligação atávica ao poder e violência o recado aqui é levar o leitor a ter consciência disto para evitar cair em armadilhas, que existem sim, nas relações com seus parceiros sexuais – fixos ou eventuais.
Muitas das relações são calcadas na necessidade de poder que um dos dois ou ambos têm. Pode ser exercido das mais diversas formas, incluindo violência psicológica ou emocional culminando na violência física que hoje vemos nos noticiários.
As mulheres costumam se utilizar da manipulação (exercício do poder) do companheiro por intermédio da sedução e os homens, ainda, se arvorando em provedores tanto financeiramente quanto de protetores (segurança física. Eles são mais fortes fisicamente) de suas parceiras. Hehehe, alguém já viu este filme?
A erotização exagerada da mulher nos meios de divulgação não deixa de ser uma violência à sua dignidade e que aumenta o poder do anunciante ou dos donos de emissoras de TV ou de outras mídias.
Durma-se com um barulho desses! Está faltando conscientização e muito!
Foto: http://hp.gizmodo.com.br/sites/all/files/historyofman_1.jpg

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entender um pouco sobre a palavrinha misteriosa: energia

átomo

Em posts posteriores a energia vai ser uma palavra citada, portanto vamos começar, para aqueles que não conhecem, explicando um pouco sobre energia.

“Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere "ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação” (Wikipedia) já que a palavra tem sua origem no grego – ergos, que quer dizer trabalho.

Podemos dividir a energia em dois tipos, dependendo se ela está em movimento ou armazenada: a energia em movimento chama-se energia cinética ou dinâmica e a energia armazenada chama-se energia potencial.

Estes são os conceitos que usamos aqui em nossa terceira dimensão produzidos pelo conhecimento acumulado até agora.

O conhecimento científico atual, bem como a visão do mundo são produtos da obra de dois grandes homens: Descartes e Newton.

Descartes queria chegar a um método científico inédito em sua época, um método que trouxesse absoluta certeza sobre os fatos investigados.

Após muito estudo e reflexão chegou à seguinte conclusão: todos os fenômenos complexos podem ser entendidos desde que reduzidos a seus componentes básicos – o reducionismo, que virou sinônimo de método científico.

Para ele, o universo material era como se fosse simples máquina, composta de diferentes partes ou peças independentes e desprovidas de um propósito espiritual.

Newton, na sua própria busca de explicações para o mundo material, acatou as idéias de Descartes. O modelo newtoniano de matéria era atomístico (átomo, em grego: indivisível), ele pensava que a matéria era composta de partículas sólidas, duras e impenetráveis que se moviam exclusivamente por causa da atração gravitacional.

Somente com o advento da Física Quântica, no começo do século 20, é que esta visão da matéria sofreu transformação e ... radical!

A teoria quântica ou mecânica quântica foi formulada por um grupo de físicos, entre os quais Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Louis De Broglie, Erwin Schrödinger, Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg e Paul Dirac.

A Física Quântica veio demonstrar que o átomo não é aquela partícula sólida que se supunha, mas sim, um elemento vibrátil que está em constante movimento.

A característica mais interessante do átomo é que ele é mais espaço vazio do que matéria. O átomo é enorme em relação ao tamanho do núcleo. Fritjof Capra faz a seguinte comparação: se o átomo tivesse o tamanho da abóbada da Catedral de São Pedro (Vaticano) o núcleo teria o tamanho de um grão de sal.

O porquê do nome quântica :

Max Planck provou que toda energia não é irradiada de forma contínua, mas em “pacotes individuais” que Einstein chamou de quanta.

Em primeiro lugar, para aceitar a Física Quântica, temos de nos libertar do raciocínio cartesiano/newtoniano e esse é o maior obstáculo que os físicos têm enfrentado.

Já no início dos experimentos com átomos os dados obtidos deixaram os cientistas atônitos, pois os eventos no nível quântico são de natureza totalmente estranha e indeterminada, tudo são possibilidades, não há condições de prever resultados. Citando Capra: “o paradoxo partícula/onda forçou os físicos a aceitarem um aspecto da realidade que contestava o próprio fundamento da visão mecanicista do mundo - o conceito de realidade da matéria. Em nível subatômico a matéria não existe com certeza em lugares definidos, em vez disso mostra “tendências para existir” e os eventos atômicos não ocorrem com certeza em tempos definidos e de maneiras definidas, mas antes mostram “tendências para ocorrer”.(O Ponto de Mutação. Ed. Cultrix)

A substância quântica é ao mesmo tempo onda e partícula, mas somente uma delas está disponível num determinado momento. Não se consegue medir ao mesmo tempo a posição exata de um elétron (quando ele se manifesta como partícula) e sua velocidade (quando ele se manifesta como onda).

O mundo que percebemos é real? Os objetos, os seres, a matéria em geral é tudo sólido? Para responder estas questões temos duas explicações na Física Quântica:

a) dentro do átomo os elétrons assumem uma velocidade altíssima, em torno de 960 km/seg. Isso faz com que o átomo aparente ser uma esfera rígida, como acontece com a hélice de um ventilador que girando em alta velocidade parece-nos como um disco.

b) a função de onda do elétron entra em colapso quando interage com outro sistema físico mais amplo, como um aparelho de medição ou o cérebro do observador, assumindo então o aspecto partícula e o modo especial que escolhemos para observar a realidade também determina o que veremos.

Portanto, o mundo não é sólido, é constituído por energia e esta toma forma através do pensamento daqueles que dele participam. A mente de todos é que mantém os átomos e moléculas aglutinados em determinada forma (colapso da função de onda).

O prêmio Nobel Ylya Prigogine assim se manifestou a respeito: “Seja o que for que chamemos realidade, ela só nos é revelada através de uma construção ativa da qual participamos.”

Então vejam: o mundo que vemos, a nossa tão preciosa realidade nada mais é que um constructo que depende da concordância da grande maioria ou seja, pode mudar se assim o quisermos e tivermos a intenção. Os xamãs fazem isso há milênios.

Os indianos, sempre disseram que o mundo em que vivemos é maya=ilusão. Os ocidentais, principalmente acadêmicos e cientistas já riram muito disso, no entanto a Física Quântica agora nos prova sua razão.

Para finalizar é importante lembrar que tudo, absolutamente tudo é energia, inclusive nossos pensamentos, nossos sonhos à noite, nossos desejos, nossas emoções ...tudo.

domingo, 22 de agosto de 2010

Código de Ética dos Nativos Norte-americanos

Recebi este texto por e-mail e não sei dizer da veracidade da autoria (nativos norte-americanos), mas quis compartilhar com vocês porque é um lindo texto e linda mensagem, muito apropriada aos dias de individualismo em que vivemos.

índio

Levante com o sol. Reze sozinho. O Grande Espírito só escutará, se você falar.

Seja tolerante com os que estão perdidos em seus caminhos. Ignorância, preconceito e aborrecimento, formam uma alma perdida. Reze para que achem um guia.

Se procura, procure por si próprio. Não permita que outros percorram o caminho por você. É sua estrada, e somente sua. Outros poderão caminhar com você, mas ninguém poderá caminhar por você.

Trate visitas em sua casa com muita consideração. Sirva-lhes a melhor comida, dê-lhes a melhor cama e trate-os com respeito e honra.

Não tire o que não é seu de uma pessoa, da comunidade, da natureza ou de uma cultura. Não foi merecido nem dado. Não é seu.

Respeite todas coisas sobre a terra - sendo pessoas, animais ou plantas.

Respeite os pensamentos, desejos e palavras dos outros. Nunca interrompa nem zombe ou faça mímicas rudes deles. Permita que todos se expressem livremente.

Nunca fale mal dos outros. A energia negativa que você põe no universo se multiplicará quando voltar para você.

Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser perdoados. Maus pensamentos causam doença da mente, corpo e espírito. Pratique otimismo.

Natureza não é PARA nós, é uma PARTE de nós. Ela é parte da sua família mundial.

Crianças são as sementes do futuro. Plante amor no coração delas e regue com sabedoria e lições de vida. Quando estiverem crescendo, dê-lhes espaço para crescer.

Evite machucar corações alheios. O veneno de sua dor retornará para você.

Sempre seja verdadeiro. Honestidade é o teste da própria vontade neste universo.

Mantenha seu equilíbrio. Sua auto-vontade, auto-espiritualidade, auto-emoção e auto-estima necessitam estar fortes, puras e saudáveis. Trabalhe o corpo para fortalecer a mente. Cresça rico de espírito para curar males emocionais.

Faça decisões conscientes de quem você quer ser e como reagirá. Seja responsável por seus atos.

Respeite a privacidade e espaço pessoal dos outros. Não toque na propriedade particular dos outros - especialmente objetos assustadores e religiosos. Isso é proibido.

Seja verdadeiro consigo mesmo. Você não poderá ajudar aos outros se não se ajudar primeiro.

Respeite as crenças religiosas dos outros. Não force sua crença religiosa aos demais.

Compartilhe seu bem estar com os outros. Participe com amor ao próximo.

Foto: Edward S. Curtis

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os “espíritos de porco”

porco-espinho

Conhecem esta expressão?

Para quem não conhece: se refere àquelas pessoas que são sempre do contra, estraga-prazeres, que querem aparecer chamando a atenção de modo negativo.

O mundo está cheio delas.

Como profissional de comportamento humano, até sei os motivos (inconscientes) de serem assim, contudo não consegui ainda deixar de me irritar com algumas.

Vou dar um exemplo: temos em nossa mídia um jornalista que me dá muita vontade de escrever ao Presidente (do país) pedindo para lhe caçar a cidadania. Por que? Porque ele passa o tempo todo falando mal do Brasil e dos brasileiros. Pombas, se há uma coisa que acho execrável é virar o coxo em que se come. É o que ele faz. Se acha tudo aqui tão ruim por que não volta para a Itália?

Esse falar mal do nosso país é o que mais me incomoda na dita figura, mas outras vezes ele solta pela boca umas pérolas de burrice que me deixam pasma. Uma delas (essa tá no meu caderninho preto) dita na fase de invasão do Iraque (na época a grande maioria do planeta era contra, ele, pra contrariar, era a favor e disse - “é melhor que haja uma guerra civil do que continuar com um ditador como o Sadam.” Acreditam nisso? Pois ele disse na TV!

Como alguém pode achar que guerra civil é melhor que ditadura? Quantos morreram na época do ditador e quantos até agora depois da invasão? E continuam morrendo!?

Quanto a este “espírito de porco”, ainda não consegui descobrir se:

a) só está tentando imitar (mal) o Paulo Francis

b) só precisa chamar a atenção de qualquer jeito

c) o que precisa mesmo, urgente, é de terapia

d) todas estão corretas

O fator crítico dos espíritos de porco é que eles não contribuem em nada, a não ser criar irritação nos que os ouvem e, muitas vezes, são obrigados a os aturar.

Na webesfera também há muitos do tipo, volta e meia a gente vê algum exemplo.

Nos ambientes corporativos essas figuras, e são muitas, conseguem emperrar projetos, atrasar prazos, causar gastrite no chefe, detonar com metas.

No âmbito social são os estraga-festas. O grupo todo quer ir comer pizza, ele/a quer comida tailandesa, num restaurante caro!

No ambiente familiar é aquele parente que ninguém quer convidar para as festas ou reuniões familiares porque já sabem que vai dar rolo.

O espírito de porco pode ter sido muito mimado na infância, o que faz com que cresça com o rei na barriga e não dá a mínima para as necessidades dos demais

Pode também ser tão inseguro e carente de auto-estima que precisa, doentiamente, ser alvo de atenção o tempo todo. Enfim, as causas podem ser várias, mas o efeito é sempre o mesmo: o “espírito de porco” irrita.

O que fazer com essas “figuraças”? Não lhes dar atenção!

O ser do contra é um jogo psicológico e para ser anulado é só não jogar junto. O velho ditado não diz que quando um não quer, dois não brigam?

Então procure ignorar o espírito de porco quando ele estiver tendo a sua grande cena de estrelismo. Nem sempre é possível, mas, por exemplo, se ele estiver num grupo, todas as pessoas devem dizer que aquela idéia que ele está combatendo é dele mesmo, que a deu há um tempo atrás e não se lembra. Inicialmente ele vai negar irritado, mas se o grupo mantiver dizendo que a idéia é dele e ele não lembra, acabará ficando confuso e mesmo contra a vontade concordando com o grupo.