"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

A Saga Crepúsculo

Crepúsculo

Esta semana, no conforto de minha poltrona preferida, assisti Eclipse, o último filme da série Crepúsculo. Gostei dos três e, me perdoem os cínicos e intelectuais de plantão, não ofendeu minha inteligência. Primeiro porque cinema, para mim, é sinônimo de diversão e não de encucação. Segundo porque toda mulher que se diz feminina curte um filme romântico. Terceiro porque há um conceito nesta série, que vamos ver aqui, de vital importância para a evolução do ser humano.

Já li e ouvi explicações ou interpretações sobre o sucesso da Saga e o fascínio que exerceu sobre os adolescentes. Variando entre: o fascínio por vampiros ser antigo ou o desejo humano pela vida eterna até o papel primordial do sangue como fluído vital. Explicações bem fundamentadas e das quais não nego a propriedade, mas em nenhuma delas tocou-se num conceito que permeia os três filmes (ou livros).

Uma das explicações dizia que os vampiros causam repulsa, mas ao mesmo tempo oferecem às vítimas a vida eterna. Daí o seu fascínio.

A causa da repulsa aos vampiros seria o fato de não terem alma e também a tirar de suas vítimas.

Agora pergunto: por que o ser humano crê ser tão terrível não ter alma?

Porque somente o ser álmico “tem lugar” junto ao Criador?

Tantas pessoas crêem em Arcanjos e Anjos e por acaso acham que esses seres são inferiores a nós, humanos, porque eles não têm alma? Ou nunca pensaram sobre isso e está a nível inconsciente?

Segundo a tradição, esses seres são completamente devotados a ajudar e cuidar da humanidade a qual amam incondicionalmente ... E então? Não merecem estar também junto ao Criador?

Se não tivermos alma não seremos salvos? Mas salvos do quê?

Ausência ou não de alma ... Caso para pensar ...

Bem, vamos ao conceito que me deixou tão encantada com a Saga: ela mostra, desde a primeira parte o AMOR INCONDICIONAL de Edward por Bella.

A humanidade já tem amostras de amor incondicional na maioria das mães e numa boa parte dos pais, mas em relacionamento amoroso seja hetero ou homossexual o que a gente encontra é o amor egoísta e possessivo.

Este é o ponto que quero ressaltar. Já abordei o assunto em “Você ama de verdade?”

Edward demonstra também compaixão, que é respeitar e aceitar o desejo do outro. Ele, por amor, não quer transformar Bella em vampiro por considerar essa situação uma maldição, mas se resigna a tanto por respeito ao desejo da moça.

Fico cogitando se a autora da Saga teve consciência do motivo de, do trio romântico, somente o vampiro sentir o amor verdadeiro. Sim, porque em Eclipse fica claro que Jacob (o homem-lobo) sente por Bella um amor bem humano (possessivo) e quanto a Bella, ela esclarece que há outro motivo para querer se transformar em vampiro e não só o amor que sente por Edward. Aliás, ela também ama a Jacob. Uma ambigüidade que não fica bem esclarecida no filme (coisas para dar mais lucro...).

Sim, os filmes estão longe de serem obras de arte. São filmes para consumo das massas e gerar grana, contudo esta mensagem do amor verdadeiro é de se tomar nota.

Será que a autora, pelo conhecimento do ser humano, julgou que somente Edward seria capaz disso?

O amor incondicional e a compaixão são condições sine qua non para a nossa evolução.

Ah, Edward ... Além de lindo, evoluído? Rsrsrs

Foto: http://updatefreud.blogspot.com/2010/07/crepusculo-lindsay-lohan.html

sábado, 11 de setembro de 2010

Você tem tempo para ...

por-do-sol

Certa época morei em Brasília e ministrava cursos no SENAC no período noturno. Para chegar lá escolhia o caminho que cruzava o parque da cidade. Certa noite, enquanto dirigia, sem nenhum tráfego no parque naquela hora, ao olhar para cima vi uma enoooorme lua cheia. Maravilhosa! Não parei mais de admirá-la até chegar ao meu destino. Só quem já viu uma lua cheia em Brasília pode entender do que estou falando. Quando ela está subindo no horizonte é absurdamente grande e às vezes de cor alaranjada. Um espetáculo digno de se ver.

Entrei na sala de aula ainda muito excitada pelo que tinha visto e antes de dizer boa noite aos alunos já fui perguntando: vocês viram aquela maravilhosa lua lá fora? Para meu espanto ninguém tinha visto!

Então, agora eu pergunto a você, meu leitor:

Tem tempo para olhar a lua cheia?

Você ouve o cantar dos pássaros pela manhã ou em qualquer outro horário?

Você nota que em determinada rua por onde passa há um belo jardim?

Que nesse jardim há uma rosa espetacular?

Você sente o cheiro da terra molhada depois que cai a primeira pancada de chuva? (mesmo na selva de asfalto dá para senti-lo)

Você nota as brancas e fofas nuvens no céu e às vezes até vê formas nelas?

Quando está na praia se extasia com a imensidão e força do mar ou é mais urgente ficar se bronzeando e bebendo sua cerveja?

Nota a pureza, o brilho, a perplexidade do olhar de um bebê quando cruza com algum?

Repara, em dias quentes de verão, quando de repente sopra uma brisa mais fresca?

Sente o odor do feijão ou da carne fritando na panela que emana de algum apartamento no prédio onde mora?

Já lambeu vagarosamente a parte de cima de um quindim (aquela bem molinha)?

Ou, como disse o poeta, comeu papo de anjo em trevas totais?

Saberia me dizer qual a sensação no seu corpo quando está mergulhado na água da banheira ou de um rio?

Na parte da tarde, já notou a cor fantástica que a luz do sol produz numa parede clara, quase branca?

Já saiu correndo do trabalho, ao final da tarde, para poder observar o por do sol?

Já parou, alguma vez, para observar o por do sol?

Saberia me dizer em que fase a lua está hoje?

Quem respondeu afirmativamente a maioria das perguntas receba os meus parabéns: você vive e não simplesmente passa por aqui.

Você, provavelmente, pode ter dias em que está triste ou deprimido ou irritado, mas nunca entrará em depressão porque você sabe aproveitar o que há de bom na vida - g r a t u i t a m e n t e!

Vou contar um segredo: você sempre tem tempo para tudo isso que mencionei somente não pára para aproveitar. O tempo é algo totalmente relativo, ele não existe. Se você é uma pessoa que está sempre correndo ou atrasado para os compromissos recomendo um Curso de Administração do Tempo. Encontrará vários na Internet.

A humanidade atual que vive em centros urbanos, principalmente nas metrópoles, perdeu a simplicidade no viver, perdeu a capacidade de se deliciar ou encantar com coisas simples, pueris e gratuitas também. Dizem não ter tempo para nada. Tem sim, basta priorizar o ser em vez do ter.

Vivemos hoje num mundo violento, cheio de problemas (causados por nós mesmos) e se ainda não aproveitarmos o que há de bom, a conseqüência será o que está aí nas estatísticas: elevados índices de pessoas com depressão, stress ou câncer.

Cada vez mais pessoas se entregam à bebida, muitas às drogas. A agressividade anda altíssima. Vocês acham que alguma delas responderia afirmativamente às perguntas que fiz? Duvido muito.

Após ler este texto, pare para refletir em como anda a sua vida, o que você tem feito de bom para si mesmo, o quanto tem ou não tem aproveitado das coisas simples e belas da vida. O exposto aqui é um dos primeiros passos para expandir a consciência: ter consciência do que nos rodeia no dia a dia.

Ah sim, dirão alguns, eu vejo os noticiários com toda a violência e tragédias do dia a dia. Bom, mas é só isso que existe? Neste exato momento milhões de coisas boas, alegres, saudáveis, criativas estão acontecendo no mundo, só que os noticiários não as mostram porque o ser humano gosta de ser mórbido, gosta do drama.

Para você desejo um lindo dia amanhã, com rosas no seu caminho ao trabalho ou o sol batendo numa parede branca, um lindo bebê no ônibus, no metrô ou no carro que parar ao seu lado no semáforo.

Ah, ao final do dia: um radiante por do sol!

Foto: http://www.flickr.com/photos/9568111@N04/2255317172/

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

O culto da feiúra

 

pixação

A feiúra me incomoda, talvez porque inconscientemente eu a associe ao “estar separado da Divindade”. Sim, para mim o divino é sinônimo de beleza. Loucura minha? Talvez ...

Desde criança a beleza me emocionou e extasiou. Lá na infância eu procurava a beleza nas flores. Cedo elegi minhas preferidas: a orquídea e o amor-perfeito. Existem orquídeas tão lindas de tirar o fôlego. Juntamente com a beleza visual, amava também a beleza da música. Aos seis anos de idade já adorava óperas e sinfonias.

Não sei bem quando começou, se na década de 70 ou 80, mas devagarzinho a moda começou a ficar feia. Notei que a juventude começou a usar um uniforme para todas as ocasiões: T-shirts e jeans ou T-shirts e bermudas.

Uns bons anos depois a moda dos rapazes adolescentes chegou ao auge da feiúra e ridículo: usar as calças ou bermudas bem abaixo da cintura. Aqueles fundilhos quase nos joelhos me dão uma vontade incontrolável de rir – para não chorar de tristeza.

Sim, tristeza porque o mundo está feio. Na moda, os calçados absolutamente medonhos (plataformas), nada femininos, que deixam as mulheres com pés de elefantes e um caminhar muito estranho. Nem as modelos de passarela conseguem caminhar direito com eles. Calças justas, de malha (não sei o nome porque nunca comprei uma. Será que é legs?), roupa criada exclusivamente para corpos perfeitos, mas que o mulherio todo usa ressaltando as gordurinhas quando não são as banhas mesmo.

E a moda de arrombar os lóbulos das orelhas e cobrir o corpo com tintas escuras e tétricas? (rsrsrs)

Na música, criou-se o tal de rap, que podem até ser chamados de versos com ritmo, mas nunca de música. Alguns têm letras interessantes e inteligentes, pelo menos. E o funk? Repetindo indefinidamente os mesmos compassos? Não consigo ouvir por cinco minutos sequer. E a forma de dançar das mulheres, como se estivessem evacuando em pé ritmadamente? Sei que gostos variam, mas esse modo de dançar ofende o meu senso estético.

Atualmente a feiúra está por toda parte. Como está a sua cidade com a pichação? E o lixo jogado em vias urbanas e córregos?

Em 1985 ou 1986 fui numa Bienal em São Paulo. Saí da exposição passando mal. Causa: excesso de estímulos visuais horrendos.

O motivo deste assunto é para chamar a atenção para algo interessante: junto com a feiúra veio também o aumento da grosseria, da violência, da falta de respeito, do individualismo exacerbado ... Por que será?

A Psicologia nos ensina que conforme está o nosso interior isso se refletirá no nosso exterior, mas acho que o inverso também é verdadeiro.

Então aí vai uma frase para colocar nos anais do conhecimento humano: .(rsrsrs)

“Pessoas feias, interiormente, criam um mundo feio e um mundo feio torna as pessoas feias.”

Reflitam sobre isso.

Foto:http://3.bp.blogspot.com/_Pq2gaDUs2Ao/SUlMyJ5HrrI/AAAAAAAAAcY/1Sy4NDMiuso/s400/pixacaoselim.jpg

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

O analfabeto político

analfabeto.político

“O pior analfabeto é o analfabeto político.

Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos.

Ele não sabe que o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato, do remédio, depende de decisões políticas.

O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política.

Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, o assaltante.

E o pior de todos os bandidos que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio de empresas nacionais e multinacionais.”

Este texto me chegou às mãos há muito tempo atrás, nem lembro mais como. É atribuído a Bertold Brecht (1898-1956), poeta e dramaturgo alemão. Estava fazendo uma faxina na papelada quando o encontrei. Lido novamente - minha surpresa: incrível como é atual. Aliás, às vezes aparecem na Internet outros textos, até bem mais antigos que este e surpreendentemente atuais.

Quando os leio sempre fico um pouco triste ao constatar que (desculpem, mas vou ter de usar um clichê) passados tantos anos, tantas conquistas científicas e tecnológicas e o ser humano continua o mesmo. Repetindo os mesmos erros.

Claro que sei que o condicionamento humano é muito forte. As burrices e canalhices daqueles que nos precederam estão, neste exato momento, correndo em nossas veias. Porque o nosso DNA é herdado!

Mas oh céus, oh dor, oh vida (lembram do pica-pau?), nós temos todo o poder da livre escolha. Podemos escolher nossos atos em todos os instantes de nossa vida. Por que ceder ao condicionamento? Se por acaso alguém traz em seu corpo os genes de um antepassado mau caráter, não está predestinado a ser igual. Predestinação não existe! O que existem são probabilidades.

Todos nós, ao nascermos, viemos com múltiplas probabilidades que poderão se manifestar ou não. Vai depender de nossa livre escolha, de escolher, muitas vezes, valores que não são nossos (honestidade, por exemplo), mas que a gente sabe que existem, estão ao nosso redor e apostando neles fazer diferente do que “o diabinho” está soprando em nosso ouvido.

È uma questão de escolha!

As eleições estão aí.

Pensem nisso.

Foto: http://seriartetshirts.blogspot.com/2009/02/nao-vejo-nada-nao-ouco-nada-e-nao-falo.html

sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Você vive de expectativas?

bola_de_cristal
Resolvi escrever este post porque em outro anterior “A expectativa na relação amorosa” vi comentários manifestando ser difícil não criar expectativas. Concordo, é difícil, mas por quê? Porque esta é uma das nossas crenças da qual não nos damos conta de que seja uma crença.
Nós crescemos vendo assim e fazendo assim. Nunca paramos para pensar que poderia ser diferente e nunca será demasiado alertar sobre o papel limitante, às vezes destrutivo, das crenças em nossa vida. Achar que não podemos viver sem expectativas é uma crença também.
Eu lembro que passei nove meses de gravidez esperando uma filha que teria cabelos cor de mel e olhos verdes (geneticamente bem possível). Tive uma menina de olhos e cabelos castanho-escuros. Fiquei muito desapontada! Claro, depois de nove meses de expectativa ...
Hoje eu sei que poderia ter me poupado esse desapontamento. E não é isso que nós todos queremos, ter um mínimo de decepções na vida?
No outro post dei o conceito de expectativa: esperar obter o resultado desejado de uma determinada situação. Situação essa que ainda não aconteceu, que se encontra no futuro. Seja um futuro namorado ou futuro emprego.
Meus queridos leitores: o futuro consiste em potenciais. Não existe um futuro pré-determinado, existem sim futuros prováveis – vários.
Eu sei que muita gente acredita em destino, tarot, profecias, etc. Destino não existe, quanto ao tarot e profecias o que acontece é que o cartomante ou vidente tem acesso aos potenciais futuros e como do outro lado do “véu” (a chamada quarta dimensão) as coisas são caóticas mesmo, naquele mar de possibilidades ou potencialidades o vidente pega o que está mais à mão ou mais próximo ou mais forte em energia. Essa parada é difícil de explicar, até porque eu não sou vidente e não posso falar por experiência. Contudo é o que explica o porquê de muitas profecias não se realizarem.
Lembro que em meados da década de 90 uma amiga me disse que alguém tinha “visto” o Rio de Janeiro debaixo das águas na passagem do milênio. E a cidade maravilhosa continua linda e seca. O vidente viu errado ou mentiu? Não, ele escolheu esse potencial que provavelmente existia na época.
Esclarecida esta parte, vamos ver como a formação de expectativas pode influenciar ou interferir numa situação futura.
Quando criamos uma expectativa nós interferimos no fluxo natural das energias por intermédio dos nossos pensamentos que ficam como que batendo na mesma tecla – um mesmo e único potencial sendo ativado.
Assim ó: meu futuro tem vários potenciais o que permite com que eu faça uma série de escolhas. Eu escolho um deles para concentrar meus pensamentos (através da expectativa), só que necessariamente esse não é o melhor ou mais benéfico para mim, pode haver outro ou outros que o são Provavelmente eu o escolhi somente por ser o mais sedutor, aquele que me afeta mais fortemente. É assim que age o ser humano, ignorantes que somos de como as energias agem e das outras realidades das quais não temos consciência.
Eu sei que isso é difícil de entender. Eu, pessoalmente, já desisti de entender faz um bom tempo, contudo coloquei em prática a ausência de expectativas e percebi que as situações na minha vida começaram a ficar mais fáceis. Ou seja, deixei as coisas fluírem naturalmente e de uma hora para outra a vida se tornou menos complicada. Como se diria em informatês: com uma interface mais amigável.
Na realidade o ser humano “acha” que tem controle sobre sua vida e seu futuro ... Vã ilusão! Postarei mais adiante sobre este tema.
Voltando: desconhecemos quais os potenciais que se encontram no nosso futuro, portanto não temos como avaliar a correção ou adequação de nossas escolhas.
Alguém comentou no outro post que “todo ser vivente tem um objetivo e se correr atrás dele irá se decepcionar em algum ponto da vida”.
Concordo. Todos nós temos objetivos, mas objetivo não é a mesma coisa que expectativa. Objetivo é um alvo ou fim que se quer atingir (dicionário do Aurélio). Requer ação de nossa parte e não suspiros de ansiedade ou pensamentos obsessivos esperando obter o resultado desejado. Sentiram a diferença? Eu diria até que a pessoa que vive de expectativas é reativa em vez de pró-ativa.
Sim, podemos nos decepcionar por não atingir certos objetivos, mas se pararmos com as expectativas nos decepcionaremos muito menos. É uma questão matemática.
A expectativa só serve para fabricar decepções. Experimente começar a viver de uma forma mais leve, deixando as coisas fluírem naturalmente, fica tudo tão mais fácil ... Com isso não estou excluindo planejamentos, estes fazem parte de alcançar objetivos. Lembre que nós podemos, sim, fazer diferente dos nossos pais, dos nossos antepassados, dos nossos conhecidos, ou seja, sair da hipnose coletiva ou Matrix. É só querer e ter a intenção.
Você experimenta e depois me conta o resultado, ok?
Foto:http://www.e-ideias.com.br/monica-content/uploads/2008/10/boladecristal.jpg