Esta semana, no conforto de minha poltrona preferida, assisti Eclipse, o último filme da série Crepúsculo. Gostei dos três e, me perdoem os cínicos e intelectuais de plantão, não ofendeu minha inteligência. Primeiro porque cinema, para mim, é sinônimo de diversão e não de encucação. Segundo porque toda mulher que se diz feminina curte um filme romântico. Terceiro porque há um conceito nesta série, que vamos ver aqui, de vital importância para a evolução do ser humano.
Já li e ouvi explicações ou interpretações sobre o sucesso da Saga e o fascínio que exerceu sobre os adolescentes. Variando entre: o fascínio por vampiros ser antigo ou o desejo humano pela vida eterna até o papel primordial do sangue como fluído vital. Explicações bem fundamentadas e das quais não nego a propriedade, mas em nenhuma delas tocou-se num conceito que permeia os três filmes (ou livros).
Uma das explicações dizia que os vampiros causam repulsa, mas ao mesmo tempo oferecem às vítimas a vida eterna. Daí o seu fascínio.
A causa da repulsa aos vampiros seria o fato de não terem alma e também a tirar de suas vítimas.
Agora pergunto: por que o ser humano crê ser tão terrível não ter alma?
Porque somente o ser álmico “tem lugar” junto ao Criador?
Tantas pessoas crêem em Arcanjos e Anjos e por acaso acham que esses seres são inferiores a nós, humanos, porque eles não têm alma? Ou nunca pensaram sobre isso e está a nível inconsciente?
Segundo a tradição, esses seres são completamente devotados a ajudar e cuidar da humanidade a qual amam incondicionalmente ... E então? Não merecem estar também junto ao Criador?
Se não tivermos alma não seremos salvos? Mas salvos do quê?
Ausência ou não de alma ... Caso para pensar ...
Bem, vamos ao conceito que me deixou tão encantada com a Saga: ela mostra, desde a primeira parte o AMOR INCONDICIONAL de Edward por Bella.
A humanidade já tem amostras de amor incondicional na maioria das mães e numa boa parte dos pais, mas em relacionamento amoroso seja hetero ou homossexual o que a gente encontra é o amor egoísta e possessivo.
Este é o ponto que quero ressaltar. Já abordei o assunto em “Você ama de verdade?”
Edward demonstra também compaixão, que é respeitar e aceitar o desejo do outro. Ele, por amor, não quer transformar Bella em vampiro por considerar essa situação uma maldição, mas se resigna a tanto por respeito ao desejo da moça.
Fico cogitando se a autora da Saga teve consciência do motivo de, do trio romântico, somente o vampiro sentir o amor verdadeiro. Sim, porque em Eclipse fica claro que Jacob (o homem-lobo) sente por Bella um amor bem humano (possessivo) e quanto a Bella, ela esclarece que há outro motivo para querer se transformar em vampiro e não só o amor que sente por Edward. Aliás, ela também ama a Jacob. Uma ambigüidade que não fica bem esclarecida no filme (coisas para dar mais lucro...).
Sim, os filmes estão longe de serem obras de arte. São filmes para consumo das massas e gerar grana, contudo esta mensagem do amor verdadeiro é de se tomar nota.
Será que a autora, pelo conhecimento do ser humano, julgou que somente Edward seria capaz disso?
O amor incondicional e a compaixão são condições sine qua non para a nossa evolução.
Ah, Edward ... Além de lindo, evoluído? Rsrsrs
Foto: http://updatefreud.blogspot.com/2010/07/crepusculo-lindsay-lohan.html

































