"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

domingo, 31 de outubro de 2010

Você é empático ou simpático?

Empatia
Por que existem pessoas com as quais desconhecidos conversam e até contam intimidades? Já aconteceu com você, no ônibus ou na fila do banco? Se a resposta é sim você deve ser alguém empático. As pessoas empáticas parece que atraem uma conversa ou confidência.
Empático: é aquele que demonstra ou sente empatia.
Empatia: capacidade de sentir o que outra pessoa sente em determinada situação. Saber colocar-se no lugar do outro.
Há pessoas simpáticas que não são empáticas. Simpatia é ser cordial, sorridente e delicado nas relações humanas, mas não necessariamente sentir com o outro.
Há muitos que já nascem com essa capacidade de empatia, outros a desenvolvem no decorrer de suas vidas.
E há outros em cujo dicionário esta palavra não existe. Por quê?
A empatia tem a ver com bondade, compaixão e sensibilidade, contudo nem toda pessoa sensível é empática. Uma pessoa pode ser sensível às artes, por exemplo, e não ser sensível ao sentimento ou sofrimento dos outros.
Para sermos empáticos temos de não só ver as nossas necessidades, mas as dos outros também. Por que devemos achar que as nossas necessidades são mais importantes que as dos demais?
Precisamos primeiramente nos conhecer, conhecer nossos sentimentos, carências e necessidades para poder entender os sentimentos e carências do outro.
Precisamos enfocar mais as semelhanças que existem entre nós porque assim fica mais fácil aceitar as diferenças.
A falta de empatia também pode ser um problema mental. É sabido que os psicopatas ou sociopatas não têm a mínima capacidade de empatia. Sua relação com os demais é totalmente egocentrada e carente de afeto.
Simpatia pode trazer qualidade de vida, vencer oposições, obstáculos ou atrair pessoas, mas empatia pode conquistar amizades ou, quem sabe, aquela criatura sensacional em que você está interessado afetivamente ...
Nas relações humanas, tanto sociais quanto afetivas, haveria bem mais entendimento se as pessoas fossem mais empáticas.
Cada vez mais no mundo dos negócios os empresários procuram pessoas empáticas para atender seus clientes porque já constataram sua eficácia na fidelização dos mesmos. E existem técnicas para desenvolver a empatia. O Dr. Martin Portner, neurologista, trabalha já há algum tempo com técnicas muito interessantes que ele disponibiliza em seu site.
Para quem interessar, este link é para download de seu e-book sobre Empatia no Trabalho: http://portner.sites.uol.com.br/empatia/index.html
Para finalizar, aqui vai um texto de alguém que, muito mais do que eu, resume com perfeição o assunto:
O Milagre da empatia
Artur da Távola
O mais difícil dos sentimentos é o sentimento do outro. O outro é ele e és tu. Ele é realmente o outro ou é a parte tua que não queres ser, saber, ver ou aceitar? Tu és o outro para os outros, logo és igual a ele. Todos somos “outros”. E, no entanto o outro invade, ameaça, mastiga de boca aberta, irrita, eriça, machuca. Até teu filho é o outro. E tu, pobre pretensioso, pensas que ele é teu…
O sentimento do outro quantas vezes te faz parar, meditar, deixar de fazer o melhor que tens ou podes, só porque o outro é o mistério que te ameaça. Por que o outro te ameaça? Porque és tu. Quanto maior teu sentimento do outro, maior será teu o sentimento do melhor e do pior que tens.
O sentimento do outro não é sentir por ele. É saber o que ele sente. É avaliar o como e o quanto ele sente. O sentimento do outro não é o masoquismo de fazer teu, um sofrimento que só a ele pertence. É dimensionares a medida certa do sofrimento dele e só poderes ajudar porque não fazes teu um sofrimento que é alheio mas o entendes e sentes, na exata medida de sua extensão, sem as marcas e as limitações da dor enquanto dói. Não é ficar como o outro. É ficar com o outro. O sentimento do outro é quase um milagre. Cuidado com ele, vai te obrigar a ceder, a entender. Atrapalhará para sempre teu desejo, tua gula e vontade.
O sentimento do outro é aquilo que é mais prático não ter. Mas, em caso positivo é contágio de saúde: não podes deixar de exercê-lo. Senão fermentas. Senão apodreces.
Ele freará tua vitória, calará teu brilho e tua boca, impedirá tua vaidade. Pode, até, te pregar a suprema peça de te fazer entender os detestáveis. Cuidado com ele! Quanto maior, mais anulador! Quanto mais anulador, mais repleto de grandeza.
O sentimento do outro, talvez te faça tímido, herói, cais, antena. Ser antena dilacera, sabias? O sentimento do outro te exigirá nervos, músculos, e uma paciência de anacoreta. Quanto mais o outro o perceba em ti, mais ele te invadirá, cobrará, exigirá, até quando, exaurido, ainda consigas juntar os cacos do teu cansaço para, ainda assim, prosseguir.
O sentimento do outro é tua glória e tua tragédia! Tanto mais o terás quanto encontres em ti os escaninhos escurecidos do que és e, ao mesmo tempo as luzes do que, ainda puro, brilha em ti.
O sentimento do outro é o conteúdo oculto do amor ao Próximo.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Nova Era e esoterismo

NovaEra
Quando morava em Brasília, certa noite eu e minha filha vimos um rastro de luz no céu e no dia seguinte, através do noticiário, fiquei sabendo que metade da cidade também tinha visto o que foi comunicado como um avistamento de Ovni.
Já tinha algum interesse pelo assunto e esse fato aguçou minha curiosidade pelos chamados ETs. Portanto quando, já em minha cidade, fui convidada para uma palestra sobre ETs fui toda curiosa ao evento.
Para minha surpresa a palestra não foi sobre extraterrestres e sim sobre espiritualidade. A palestrante canalizava um ser oriundo de Metaria, seja lá onde for que fique isso. Logo ao chegar já me impressionou a energia que senti no local – senti-me muito bem. Durante a palestra senti muito amor vindo daquele ser que estava sendo canalizado.
Este foi o início de minhas experiências no chamado Movimento da Nova Era.
Após tal palestra, durante 4 anos, aproximadamente, tive estreito contato com um grupo de pessoas realmente extraordinárias, pelas qualidades de amor, amizade, humanidade, desprendimento e altruísmo e também por serem, muitas delas, totalmente “viajantes na maionese”.
Sucederam-se encontros holísticos (que foram maravilhosos em todos os sentidos) e alguns rituais, inclusive xamânicos, nos quais me sentia bastante desconfortável e às vezes ridícula. O problema é que nunca gostei, e continuo não gostando, de rituais. Não julgo as pessoas que os apreciam, mas os rituais em si me causam uma vontade de sair correndo. Hoje eu sei por quê.
No meu afã de encontrar a Divindade eu acabava indo a tais rituais para ver se eu “melhorava” ou melhor dizendo se, de repente, naquele dia despertaria em mim a comunicação com o “outro lado”. Afinal de contas, quase todos com os quais eu interagia tinham visões de outras realidades e alguns se comunicavam com seres extrafísicos e eu – nada! Sentia-me como se fosse aleijada, faltando-me uma parte que os demais possuíam.
Foram anos incríveis e dolorosos também. Incríveis porque nos encontros de canalizações eu me sentia nas nuvens tal o amor que permeava tais reuniões. Dolorosos porque junto com meu despertar interno, com muita, mas muita auto-análise, tendo de fazer face ao meu lado sombrio, também percebi naquelas pessoas que conheci alguns egos gigantescos, vaidades e muita puxação de saco dos canalizadores. Aff
Também percebi, com exceção de alguns poucos, que estavam mais interessados no aspecto fenomenológico: ver, sentir, ouvir coisas fora do normal desta prosaica terceira dimensão. Não que eu também esporadicamente não tivesse minhas “visões” e sentisse energias que até então nunca havia sentido, mas tais manifestações não me impressionavam ou deixavam vaidosa, pelo contrário, eu ficava sempre me perguntando se também não estaria “viajando”.
De lá para cá 15 anos se passaram e continuo vendo outras pessoas ainda fascinadas pelo fenômeno, por rituais, por objetos de poder (como se objetos tivessem poder), cristais, mandalas, mudras, danças , e etc., etc.
Não estou dizendo que tudo isso é besteira, mas são apenas instrumentos para despertar o nosso lado místico e sensitivo, não são o caminho para chegar ao Deus interior.
O Deus interior é alcançado através de duro e contínuo trabalho interno:
- autoconhecimento,
- amar-se totalmente,
- desfazer-se das crenças limitantes,
- desenvolver a compaixão (aceitar o outro como ele é e aceitar o que ele faz),
- eliminar o dualismo
- sentir (na enésima potência),
- eliminar o medo (se eu sou Deus também, terei medo do quê?).
Acho que estou esquecendo alguma coisa, mas o exposto é o principal. E deu para perceber que alcançar tal maestria não é tarefa nada fácil. É contínua e constante auto-observação e auto-análise (sem julgamento). E isso é difícil, muito difícil.
Então, ser esotérico ou Nova Era ou espiritual não é necessariamente o Caminho para Ele/Ela. O Uno, Tudo que É, a Fonte, o Criador. Até porque os tempos mudaram, atualmente vivemos numa nova energia onde antigos parâmetros não funcionam mais.
A humanidade está mudando e se ela muda a Divindade também muda porque fazemos parte Dela. O Deus de Abraão mudou há muito tempo e o da Nova Era também já mudou e continuará mudando. Há que expandir-se a consciência para poder perceber e acompanhar as mudanças.
Imagem:http://adparqueribeiraopreto.com.br/2010/02/nova-era/
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segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Cinismo e eleições

cínicos

Em tempos de eleição a gente vê, através dos meios de comunicação, diversos exemplos de cinismo totalmente explícito. E o pior é que não há punição para os cínicos de plantão, pois o cinismo não consta como delito nos nossos códigos jurídicos.

“O Cinismo foi uma escola filosófica grega criada por Antístenes, seguidor de Sócrates, aproximadamente no ano 400 a.C., mas seu nome de maior destaque foi Diógenes de Sínope. Estes filósofos menosprezavam os pactos sociais, defendiam o desprendimento dos bens materiais e a existência nômade que levavam.” (Ana Lucia Santana)

Como a palavra chegou ao significado atual, a História não tem registro, provavelmente foi se deturpando aos poucos. Bom, mas hoje, além de se referir à escola filosófica, o dicionário diz o seguinte sobre o cinismo: “impudência, desvergonha, descaramento.” (Dicionário Aurelio)

Também é empregado como indiferença ao sentimento e sofrimento alheios. A História apresenta vários cínicos famosos, na política, na filosofia, nas letras, etc. Sem pensar muito, lembro de dois que quase me contaminaram com seus pensamentos derrotistas e doentes quando eu era adolescente: Nietzsche e Oscar Wilde.

Eis aqui alguns exemplos do cinismo de ambos:

De Oscar Wilde:

“Não deixe de perdoar os seus inimigos – nada os aborrece tanto.”

“O cinismo não é mais do que a arte de ver as coisas como elas são de preferência a de como deveriam ser.”

“As tragédias dos outros são sempre de uma banalidade exasperante.”

“Quando eu era jovem, pensava que o dinheiro era a coisa mais importante do mundo. Hoje, tenho certeza.”

De Nietzsche:

“O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são.”

"Em geral, as mães, mais que amar os filhos, amam-se nos filhos."

“Nome da mãe da moral: medo.”

“Se se quer ser alguém, deve venerar-se a própria sombra.”

Nunca me dei ao trabalho de pesquisar a vida do Nietzsche, então não sei os motivos de seu derrotismo e pessimismo, mas de Oscar Wilde eu sei alguma coisa. Ele era homossexual e passou por maus bocados devido a isso já que viveu durante a época Vitoriana que se tornou famosa por causa dos excessos puritanos.

O cinismo é uma máscara usada para encobrir baixa auto-estima e/ou medo. Quanto à primeira acho que não preciso explicar, está obvio. Já o medo, pode ter vários motivos.

Pode ser o medo do indivíduo não achar que os demais acreditam na imagem perfeita que ele tenta passar ao mundo.

Pode ser medo de perdas: financeiras ou de poder, por exemplo.

Medo de perda do ser amado (ainda não conquistado) e - por quê? Por baixa auto-estima.

Medo de perda de posição social, reconhecimento ou honrarias.

Medo da própria capacitação sexual. As baladas noturnas estão repletas desse tipo de cínicos. Tanto homens quanto mulheres, só o que os difere são as formas de cinismo.

Medo da finitude – da morte daquelas pessoas que não tem o respaldo de uma crença espiritual.

Enfim, medos de vários tipos e várias razões.

Então, não sejam muito duros com os nossos políticos, o que eles merecem é compaixão, pois resolveram experienciar nesta vida atitudes nada edificantes como ganância, falsidade, hipocrisia, desonestidade, demagogia e egocentrismo e terão de voltar para resgatar o carma que geraram.

Pode ser que um dia, num futuro e alvissareiro dia, a totalidade dos políticos seja de pessoas íntegras.

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sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Precisa-se de um amigo

amizade

Hoje, fazendo uma pausa para descanso da minha cuca, que está sempre fervendo, criando textos que possam ajudar ou esclarecer vocês sobre assuntos tão difíceis de digerir venho hoje homenagear a todos os meus amigos e àqueles que o serão também.

Conheci este texto quando era bem jovem. Não sei como veio parar em minhas mãos, mas o guardo por anos a fio porque o acho lindo e fala sobre a maior riqueza que o ser humano pode encontrar na face da terra – a amizade.

Apreciem.

Precisa-se de um amigo

Precisa-se de um amigo, não precisa ser homem, basta ser humano, basta ter sentido, basta ter coração.

Precisa saber falar, saber calar e, sobretudo, saber ouvir.

Tem que gostar de poesia, da madrugada, dos pássaros, de sol, da lua, do canto dos ventos e da canção da brisa.

Deve ter amor, um grande amor por alguém ou, então, sentir falta de não ter esse amor.

Deve respeitar ao próximo e respeitar a dor que todos os passantes levam consigo ...

Deve guardar segredo sem se sacrificar.

Não é preciso que seja de primeira mão, nem é imprescindível que seja de segunda mão.

Pode já ter sido enganado (todos os amigos são enganados).

Não é preciso que seja puro, nem que seja de todo impuro, mas não deve ser vulgar.

Deve ter um ideal e medo de perdê-lo e, no caso de assim ser, deve sentir o grande vácuo que isso deixa.

Tem que ter ressonâncias humanas.

Seu principal objetivo deve ser o de ser amigo.

Deve sentir pena das pessoas tristes e compreender o imenso vazio dos solitários.

Deve ser D. Quixote, sem contudo desprezar Sancho.

Deve gostar de crianças.

Precisa-se de um amigo para gostar dos mesmos gostares, que se comova quando chamado de amigo.

Que saiba conversar de coisas simples, de orvalho, de grandes chuvas e de recordações da infância.

Precisa-se de um amigo para não enlouquecer; para contar o que se viu de belo e de triste durante o dia, dos anseios e das realizações, dos sonhos e da realidade.

Deve gostar das ruas desertas, de poças de chuva e de caminhos molhados, de beira de estrada, de mato depois das chuvas, de se deitar no capim.

Precisa-se de um amigo que diga que vale a pena viver, não porque a vida é bela, mas porque já se tem um amigo.

Precisa-se de um amigo para se parar de chorar.

Para não se viver debruçado no passado, em busca de memórias queridas.

Que nos bata no ombro sorrindo e chorando, mas que nos chame de amigo.

Precisa-se de um amigo para se ter consciência de que ainda se vive.

Autor desconhecido

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terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entendendo nosso vulcão interno: as emoções – Parte 2

vulcão2

Como podemos treinar o gerenciamento das emoções?

Antes de tudo é preciso você se perguntar: a emoção A ou B está atrapalhando a minha vida? Colocando-me muitas vezes numa saia justa? Já me fez perder um emprego ou um/a namorado/a? Etc.

Sendo assim, eu quero mudar meu comportamento? De verdade? Terei persistência para tanto?

Uma boa medida é fazer uma lista, por escrito, das “roubadas” em que você entrou por manifestar tal ou qual comportamento oriundo de uma emoção inadequada à situação.

Cada indivíduo tem um nível próprio de intensidade de emoções. Arianos, leoninos e sagitarianos, como signos de fogo que são, têm emoções mais intensas. Estes terão mais dificuldade em treinar a administração de suas emoções porque também são mais imediatistas e impulsivos. Contudo tudo é treinável nesta vida, o importante é querer realmente, ter a determinação.

Com a auto-observação e auto-análise gradativamente vamos tomando consciência de como, quando e por que nossas emoções se manifestam.

Como: uma situação assustadora deixa você catatônico, sem ação ou faz com que agrida o objeto causador? O objeto pode ser animado ou inanimado. Quando está muito nervoso começa a rir incontrolavelmente ou começa a gaguejar ou quiçá gritar?

Pare! Faça uma inspiração profunda e procure se observar como se fosse outra pessoa. E então? Se sente ridículo ou um ogro? A seguir reflita na situação em si mesma: merece tanto envolvimento de sua parte? Se você ficar calmo, será que não dominará a situação? Refletir é a chave!

Quando: procure analisar quais momentos ou situações deixam você “fora da casinha” e a partir daí sempre que tiver de enfrentar uma situação de tal tipo já vá se preparando antecipadamente. Tome um chá de erva cidreira, faça yoga ou meditação, sei lá, qualquer coisa que o deixe mais calmo.

Por que: este é o item principal. E o mais difícil ...

Os por quês do que sentimos é bem mais fácil de encontrar numa psicoterapia, com a ajuda de um profissional, mas se você não pode ter esta ajuda procure aprofundar sua auto-análise. Via de regra as causas estão na primeira infância (até os 7, 8 anos). Procure lembrar qual foi a primeira vez em que manifestou a emoção em pauta com mais intensidade. O que a causou? Foi uma situação de humilhação, de incompreensão, de muito medo, de maus tratos físicos, de indiferença por parte da mãe ou do pai? Cada caso é um caso.

Na nossa primeira infância uma infinidade de situações e tratamento por parte dos adultos nos fragiliza e marca o nosso psiquismo para sempre se não resolvermos o trauma gerado.

Veja bem, é muito comum as pessoas culparem, principalmente, as mães pelos seus traumas e dificuldades de comportamento quando já se encontram na fase adulta. Olímpico engano! Com exceção daquelas megeras que nunca deveriam ter parido, a média das mães fez e faz o que sabe e o que pode de acordo com suas próprias limitações.

Nossos traumas e neuras são 90% das vezes causados pela maneira como percebemos o mundo que nos rodeia (ver Como você vê o mundo II), lá na infância dependeu da ótica que tivemos sobre determinada situação. Se você duvida disso confira com algum irmão algum “causo” da infância. Talvez a ótica seja até parecida, mas nunca a mesma.

Voltando ao hoje. Existe diferença entre controle emocional e repressão de impulsos emocionais.

Primeiramente, devemos distinguir entre o controle da expressão externa da emoção e o controle da experiência interior dessa emoção.

O controle interior pode, muitas vezes, se tornar realmente uma repressão e a emoção em causa pode internalizar-se, causando problemas psicossomáticos ou transformar-se em ressentimento, ódio, neuroses, etc.

No convívio social, o que devemos fazer é controlar ou administrar a expressão externa das emoções que causam conflitos nas situações e principalmente nos relacionamentos.

A chave para o controle emocional é a transformação da situação ocorrente. Via de regra, é o que as pessoas fazem, muitas vezes, sem se dar conta. Por ex: contar uma piada numa situação conflitante, o que desviará a atenção das pessoas e conseqüentemente mudará seu foco emocional.

Finalizando por hoje, quero frisar um ponto muito importante para a nossa saúde mental e equilíbrio emocional: jamais, jamais se julgue!

Se você está disposto a mudar seu comportamento para melhorar sua vida e suas relações que isso seja uma tarefa gratificante e não um suplício totalmente imerecido. Digam o que disserem as religiões judaico-cristãs, você não merece castigo e não precisa ser salvo de nada.

Imagem: g1.globo.com

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