"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

domingo, 14 de novembro de 2010

A magia está em falta

magia

Esta palavra tem mais de um significado, conforme o dicionário pode ser: “arte de produzir por meio de certos atos e palavras efeitos contrários às leis naturais”, mas também “fascinação e encanto” (Dicionário Aurélio).

Bom, quanto à primeira definição, o Aurelio que me perdoe, mas está completamente errada. Atos mágicos só podem ser possíveis por estarem enquadrados em leis naturais, somente que desconhecidas pela maioria dos humanos.

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Mas neste post quero me referir à magia como sinônimo de fantasia e encanto. É isto o que está faltando nos dias atuais.

De alguma forma, não sei exatamente quando, perdeu-se a magia. Acho que, atualmente, só as crianças ainda a mantém. Claro que muito menos do que em outras gerações, pois não havia a diversidade de brinquedos que hoje existem, nem a facilidade de adquiri-los. As crianças costumavam criar os seus brinquedos. Hoje vem tudo pronto e a TV, os games e a Internet não deixam muito espaço para a criação.

Afora as crianças, atualmente há um tipo de pessoas que ainda procura e experimenta a magia, só que de forma negativa e destrutiva para sua saúde mental e física: os adictos em drogas.

Junto com a magia foi-se embora muito da criatividade. Essa ausência tem sido notada e reclamada por parte das empresas.

Antes, quando um homem estava interessado por uma mulher, ele ficava fantasiando como seria seu corpo. Sonhava em vê-la nua, antecipando com avidez as curvas de seu corpo. Houve épocas em que o simples vislumbre de um tornozelo era o bastante para excitar um homem.

Hoje tudo é mostrado muitas vezes de forma vulgar e carente de senso estético.

Esse excesso de exposição do corpo feminino acarretou um saciamento muito rápido do desejo fantasioso masculino. E onde isso leva? Relações rápidas também.

clip_image003Em tempos muito, muito antigos as pessoas conseguiam ver seres, hoje considerados mágicos, como duendes, sílfides, ondinas e salamandras. Tais seres, embora não sejam mágicos, mas simplesmente elementos da natureza, com o passar do tempo foram desaparecendo das vistas do ser humano comum, só sendo percebidos por pessoas com a chamada “3ª visão” desenvolvida. Atualmente talvez só seja possível vê-los em Findhorn.

Por que estou citando-os? Porque eles nos trazem um viés mágico, de encanto e fantasia já que são tão diferentes de nós, pertencendo a uma “outra realidade”. Além do fato de muitos serem brincalhões.

Vocês podem dizer que estou viajando na maionese, mas eu sei do que estou falando. O simples fato de alguém não admitir que espíritos ou elementais da natureza não existem já demonstra que sua fantasia está capenga. Até o cientista Einstein reconhecia que só a imaginação é mais importante que o conhecimento. Sem falar que onde há fumaça, há fogo. Toda lenda tem seu fundo de verdade.

O futuro trará a comprovação de muita coisa que hoje é considerada pura fantasia, absurdo ou crendice ignorante.

Vejam bem, nada é criado sem ter sido imaginado primeiro e a imaginação é irmã da fantasia e prima do mistério.

O reducionismo nos deixou um triste legado e a Era das Luzes trouxe muito conhecimento, mas também tornou o ser humano descrente de tudo aquilo que a maioria não consegue perceber e do que não possa ser provado em laboratório.

O ser humano precisa da magia, do mistério e do encanto. Isso permite que nosso lado mental descanse e abra caminho para a intuição e para a verdadeira criatividade. Principalmente nos dias atuais, onde o stress tomou conta da maioria, é altamente saudável ter alguns momentos, ao menos, de relax e divagações criativas. É aí que entram a fantasia e a imaginação.

clip_image004Restou-nos a magia do cinema ... Ainda bem.

"A coisa mais bela que o homem pode experimentar é o mistério. É essa emoção fundamental que está na raiz de toda ciência e toda arte." (Einstein)

Imagem: amorizade.wordpress.com

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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Vamos esperar os cadáveres para agir contra o celular?

celular

Recebi este e-mail da amiga Mariléa de Castro e pela importância do assunto resolvi postá-lo aqui no blog.

Embora pregando no deserto, não deixarei de divulgar.

Por favor, suspendam a hipnose por um instante e digam se 95% do que as pessoas falam aos celulares não é perfeitamente dispensável...ou protelável.

Mariléa

Da Folha de SP de 07/11/2010 - 16h02

"Vamos esperar os cadáveres para agir contra o celular?", questiona pesquisadora

Débora Mismeti – Editora Assistente de Saúde

A epidemiologista Devra Davis lidera uma cruzada para fazer as pessoas deixarem o celular longe de suas cabeças. Convencida de que a radiação emitida pelo aparelho lesa a saúde, ela escreveu "Disconnect" (sem edição no Brasil), cuja base são pesquisas que começam a mostrar os efeitos dessa radiação no organismo. Nesta entrevista, ela também perguntou: "Vamos esperar as mortes começarem antes de mudar a relação com o celular?".

Folha - Quais os riscos para a saúde de quem usa celular?

Devra Davis - Se você segurá-lo perto da cabeça ou do corpo, há muitos riscos de danos. Todos os celulares têm alertas sobre isso. As fabricantes sabem que não é seguro. Os limites [de radiação] definidos pelo FCC [que controla as comunicações nos EUA] são excedidos se você deixa o celular no bolso.

Quais os riscos, exatamente?

O risco de câncer é muito real, e as provas disso vão se avolumar se as pessoas não mudarem a maneira como usam os telefones. Trabalhei nas pesquisas sobre fumo passivo e amianto. Fiquei horrorizada ao perceber que só tomamos atitude depois de provas incontestáveis de que danificavam a saúde.

Reconheço que não temos provas conclusivas nesse momento. Escrevi o livro na esperança de que meu status como cientista tenha peso, e as pessoas entendam que há ameaça grave à saúde e podemos fazer algo a respeito.

Mas há estudo em humanos que dê provas categóricas?

Quando você diz "provas", você quer dizer cadáveres? Você acha que só devemos agir quando já tivermos prova? Terei que discordar. Hoje temos uma epidemia mundial de doenças ligadas ao fumo. O Brasil também tem uma epidemia de doenças relacionadas ao amianto. Só recentemente vocês agiram para controlar o amianto no Brasil, apesar de ele ainda ser usado. Ninguém vai dizer que nós esperamos o tempo certo para agir contra o tabaco ou o amianto. Estou colocando minha reputação científica em risco, dizendo: temos evidências fortes em pesquisas feitas em laboratório mostrando que essa radiação danifica células vivas.

Qual a maior evidência disso?

A radiação enfraquece o esperma. Sabemos por pesquisas com humanos. As amostras de esperma foram dividas ao meio. Uma metade foi mantida sozinha, morrendo naturalmente. A outra foi exposta a radiação de celulares e morreu três vezes mais rápido. Homens que usam celulares por quatro horas ao dia têm a metade da contagem de esperma em relação aos demais.

Crianças correm mais perigo?

O crânio das crianças é mais fino, seus cérebros estão se desenvolvendo. A radiação do celular penetra duas vezes mais. E a medula óssea de uma criança absorve dez vezes mais radiação das micro-ondas do celular. É uma bomba-relógio. A França tornou ilegal vender celular voltado às crianças. Nos EUA, temos comerciais encorajando celular para crianças. É terrível. Fico horrorizada com a tendência de as pessoas darem celulares para bebês e crianças brincarem. Sabemos que pode haver um vício no estímulo causado pela radiação de micro-ondas. Ela estimula receptores de opioides no cérebro.

Jovens usam muitos gadgets que emitem radiação.

Sim, e eles não estão a par dos alertas que vêm com esses aparelhos. Não é para manter um notebook ligado perto do corpo. As empresas colocam os avisos em letras miúdas para reduzir sua responsabilidade quando as pessoas ficarem doentes.

É possível comparar a radiação de celular à fumaça?

Sim. O tabaco é um risco maior. Mas nunca tivemos 100% da população fumando. Agora, temos 100% das pessoas usando celular. Então, ainda que o risco relativo não seja tão grande, o impacto pode ser devastador.

Nos maços de cigarro, há aquelas fotos horríveis. Esse é o caminho para o celular?

Isso é o que foi proposto no Estado do Maine (EUA). Está se formando um grande movimento para alertar as pessoas a respeito dos celulares. Isso é o que aconteceu com o fumo passivo. Vamos começar a ver limites para a maneira e os locais onde as pessoas usam celular. A maioria não sabe que, se você está tentado conversar num celular em um elevador, a radiação está rebatendo nas paredes e fica mais intensa em você e em quem estiver perto.

Além de usar fones, o que é possível fazer para prevenir?

Enviar mensagens de texto é mais seguro do que falar. Ficar com o celular nas mãos, longe do corpo, é bom, e mantê-lo desligado também.

Mas celular é um vício!

Sim. Temos que usá-lo de forma mais inteligente.

FORMAÇÃO

Doutora em estudos científicos pela Universidade de Chicago e mestre em saúde pública pela Johns Hopkins.

ATIVISMO

É fundadora da ONG Environmental Health Trust, que faz campanhas sobre riscos do tabaco, amianto e dos celulares para a saúde.

LIVROS

"When Smoke Ran Like Water" (2002), sobre poluição, "The Secret History of the War on Cancer" (2007), sobre as causas ambientais do câncer, e "Disconnect" (2010).

Imagem: http://www.armengo.com/2009_08_01_archive.html

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terça-feira, 9 de novembro de 2010

Eu Sou o que Sou

Eu Sou o que Sou
Este post é para responder a um comentário de um caro leitor. Já estive postando sobre este assunto, mas creio que não ficou bem claro para ele e talvez para outros também não.
Numa resposta a um comentário deste leitor eu me referi como sendo um ser evoluído e ele me respondeu dizendo que poderia ser arrogância ou infantilidade de minha parte e que “um ser evoluído não diria “eu sou evoluído”, pois quem diz “eu sou isso...” tem carência de provar alguma coisa...”.
Eis aí um exemplo típico da hipnose em que vivemos com nossas crenças limitantes e que nos impedem de manifestar toda a nossa magnificência e grandiosidade, pois somos Deus também.
O amigo leitor está simplesmente repetindo algo que já ouviu muitas vezes, todos nós já ouvimos. Tenho certeza que se eu tivesse dito: eu sou burra, ele não acharia que eu estava querendo provar alguma coisa. Concordam comigo?
Claro, há pessoas que não tem desconfiômetro e há muitas que se acham o rei ou rainha da cocada preta sem ter a mínima chance de o serem. Toda regra tem exceção.
As pessoas só o consideram inconveniente ou até arrogante se você manifesta uma característica positiva sua ou uma qualidade. Por quê? Porque é assim que fomos condicionados. É feio “contar vantagem”. Só que expressar o que sou ou quem eu sou não é contar vantagem e sim a expressão de algo que eu considero um fato. Por que não é taxado de feio as pessoas manifestarem seus defeitos? Ninguém reclama disso, não é?
Ah, é considerado ser franco e honesto ou talvez demonstração de humildade. Que hipocrisia! O pior é que a maioria sequer se dá conta disso, de tão acostumados que estamos a viver num mundo falso e hipócrita.
Humildade ... é um conceito que se presta a muitos mal entendidos. Os religiosos, então, acham o máximo da qualidade. Grande engano. Essa tão apregoada humildade só ajuda as pessoas a terem menos auto-estima. E novamente faz parte da hipocrisia reinante, pois os crentes se dizem humildes, mas ao mesmo tempo “donos” da verdade ao dizer que a sua religião é a única que salva ou, como anda muito em pauta ultimamente, dizer que os ateus não são boas pessoas. Que humildade é essa?
Ser humilde é: mesmo sabendo que somos Deus também, reconhecer que estamos aqui numa situação de ignorância porque estamos em corpos físicos com toda a gama de desvantagens que isso acarreta. Não é se sentir diminuído porque fulano tem curso superior e eu não ou beltrano é mais inteligente do que eu.
Já dei treinamento para operários analfabetos em chão de fábrica e ficava muito constrangida com a deferência com que me tratavam, pois para mim eles eram meus iguais como seres humanos, da mesma raça que eu. Minha falecida mãe tinha um ditado bem gauchesco que dizia: “quem muito se abaixa, o fiofó lhe aparece”. rsrs
A humanidade vem sendo condicionada há muito, muito tempo que é ruim e nascida em pecado. Assim fica difícil ter boa auto-estima e a prova disso está nos consultórios de psicólogos e psiquiatras.
Portanto, caros leitores, eu não me gabo de ser evoluída. Sou sim. Fiz por onde. É mérito meu. Ah, e também sou muito inteligente, empática e carismática (essa não é minha avaliação, eu já ouvi de várias pessoas). Com isso não estou dizendo que não há, pelo mundo, milhares ou milhões de pessoas mais evoluídas, inteligentes, empáticas ou carismáticas do que eu.
Quando a gente sabe Quem é e o Que se é não temos medo ou vergonha de dizê-lo.
Entenderam?
Isso é ter boa auto-estima. Sem hipocrisias. rsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrsrs
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sábado, 6 de novembro de 2010

Viva este dia como se fosse o seu último. ... Pode ser!

morte
Todo ser humano sabe que vai morrer. É a única certeza que temos na vida. Por que, então, muitos, quiçá a maioria se comporta como se fosse viver para sempre?
É um tal de adiar decisões, tarefas, férias, visitas aos amigos, aos parentes que moram distante, arrumar um tempinho para brincar com o filho e por aí vai.
E as palavras duras ou agressivas que dizem aos seres que mais amam? Se morrer no fim do dia, esta será a última lembrança deixada.
Tudo bem, quem não tem sangue de barata se irrita às vezes e pode dizer coisas que não gostaria, mas se as palavras foram ditas a alguém que ama, por que não se desculpar antes de sair para o trabalho? O trânsito está virado numa batalha urbana, as balas perdidas andam soltas por aí, os assaltos com morte também. E se for a sua vez?
Ninguém parece pensar nisso.
Cruz, credo, Atena, saravá, mangalô treis veiz!
Não, não é agouro, é um fato que pode acontecer hoje. Temos de ter consciência dele, temos de ter consciência da morte física. A vida é eterna, mas o corpo físico não e como ainda não chegamos no estágio em que podemos nos comunicar facilmente com os vivos após “bater as botas”...
Aí chegam do outro lado e ficam chorando e gritando que precisam voltar porque magoaram fulano ou beltrano e precisam se desculpar. Como a humanidade dá trabalho aos “anjos” que estão do outro lado para ajudar!
E os adiamentos, as postergações? É bem conhecida a característica dos brasileiros de deixar tudo para a última hora, último dia. Até pode funcionar se continuamos vivendo, mas e se for nosso último dia aqui (nesta vida) no planetinha azul?
Durante o tempo em prestava consultoria e treinamentos em empresas recebia muito dos administradores pedidos para trabalhar com os funcionários essa característica: postergação. Nas empresas, postergar pode ser mortal para a vida das mesmas desde que se torne um hábito dos funcionários (péssimo hábito).
Ter consciência da morte não é ficar morbidamente pensando nela, pensando em coisas ruins que podem acontecer com você. É aprender a viver no Agora. Hoje é o dia! O dia D.
O dia em que você pode, sim, arrumar um tempinho para brincar com seu filho ou ajudar na lição que ele trouxe da escola.
O dia de dizer ao parceiro/a o quanto o/a ama.
O dia para consertar aquela tomada que já está a perigo de causar um curto circuito. Pode cobrar depois ... na cama. Será pago com gosto.
O dia de começar a fazer a caminhada diária que vai ajudá-lo/a a viver mais e melhor.
O dia de responder o e-mail do amigo que já está há um mês na caixa de entrada.
O dia de derramar aquelas lágrimas que foram tão represadas que já escorreram dos olhos e estão entupindo a garganta.
O dia de assistir aquele filme bem comédia pastelão para relaxar após o trabalho ao invés de assistir o noticiário.
O dia de fazer um elogio para o seu tímido e pouco comunicativo, mas excelente funcionário.
O dia de colocar uma música orquestral, bem relaxante, enquanto dirige para o trabalho e não se irritar com os facínoras atrás do volante.
O dia de perdoar aquela pessoa que tanto lhe ofendeu. Quando você chegar ao outro lado dar-se-á conta de que nada disso importa.
Enfim, o dia de viver intensamente e presentemente o Agora, lembrando que guardar rancores acaba causando doenças, que adiamentos podem se tornar irreparáveis e que podem ser demonstração de covardia.
Então, os deixo com duas frases sábias que encontrei por aí.
“O segredo da saúde, mental e corporal, está em não se lamentar pelo passado, não se preocupar com o futuro, nem se adiantar aos problemas , mas viver sabia e seriamente o presente.” (atribuída a Buda)
“Não temas arriscar-te. Quando um barco avança, ele equilibra-se.” (dito popular chinês)-
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quarta-feira, 3 de novembro de 2010

A premiação do grito - Scream Awards 2010

screams

Dia 31 pp. assisti na TV a um tal de Scream Awards 2010. Nem sabia que essa premiação existia, mas como devia estar num surto inconsciente de masoquismo, resolvi olhar a tal de premiação.

Scream Awards é um prêmio dedicado a filmes do gênero terror, ficção científica e fantasia, revistas em quadrinhos violentas, etc. Não preciso dizer que é americano, não é?

Bom, vamos esclarecer que o show da premiação é um exemplo magistral de non sense, algo parecido com certos programas de variedades dos canais abertos brasileiros. Nas pausas feitas pelos apresentadores a mulherada presente (grande maioria) gritava histericamente. As roupas, maquiagens e perucas, de ambos os sexos, usadas pela plateia, eram bizarras. Uma mistura de halloween com carnaval brasileiro.

O pior do espetáculo era que mostravam cenas dos filmes de terror que estavam concorrendo aos prêmios. Um dos prêmios era “melhor cena de mutilação”. Dá para acreditar numa coisa dessas? Então fiquei tapando os olhos uma boa parte do tempo.

Não consegui assistir até o final, mas durante o tempo em que fiquei olhando aquele festival de horrores, muita coisa veio à minha cabeça. tsk tsk

Por que o ser humano assiste e – gosta de filmes de terror com cenas absolutamente desumanas e nojentas?

Já li e ouvi diversas explicações de especialistas como: é uma forma de fazer catarse; as pessoas gostam porque se sentem vivas (quem morre é a personagem no filme); se sentem aliviadas porque sabem que é só uma fantasia; etc. A meu ver é total e completa rejeição pelo bom gosto.

Cinema é diversão, cultura e de certa forma uma “fuga” aos dissabores da realidade nua e crua do dia a dia. Então por que não fugir com filmes alegres, divertidos ou bem humorados?

Desde o início da história do cinema houve filmes de suspense e terror, mas até a década de 1950 eram bem ingênuos, sem cenas chocantes, em parte porque não havia a tecnologia que existe hoje, mas creio que principalmente porque as pessoas não estavam tão enlouquecidas quanto atualmente.

Hoje colocam na web cenas de decapitação reais feitas por terroristas, cenas dos corpos vitimados em desastres aéreos, um dos meus filhos me contou que existem sites dedicados só a bizarrices. Que mundo é esse?

Calígula e Nero até hoje são condenados por seus atos e lembrados como bárbaros e loucos, mas o que acontecia lá na Roma antiga não fica devendo nada para o que se vê atualmente na vida real e nos filmes.

Os filmes de terror atraem milhões de pessoas aos cinemas, muito mais do que filmes com bom conteúdo. Aí dirão alguns: mas filme não é real, é fantasia. Sim, mas o que se passa na mente dos espectadores é bem real.

As pessoas precisam entender que pensamentos são reais. Alguns pensamentos quando carregados de sentimentos ou emoções adquirem vida própria e mais longa é essa existência conforme vai sendo alimentada pela energia de outras pessoas tendo o mesmo tipo de pensamento. Aquela dimensão chamada de Umbral, por alguns, está repleta de formas-pensamento de todo tipo. Segundo indivíduos que conseguem se conectar com essa dimensão, a chamada viagem astral, lá se encontram todo tipo de horrores, talvez até pior do que se veem atualmente nos filmes de terror.

Imaginem a quantidade e o tipo de pensamento de milhões de pessoas assistindo a um filme com cenas bárbaras e sanguinárias ... muitas, mas muitas mesmo dessas cenas vão adquirir vida no Umbral. Depois não querem ter pesadelos noturnos (durante o sono quase todos nós passeamos por lá). Aff

Eu sei que a violência e a barbárie fazem parte da experiência chamada Terra, mas pombas já estamos no século 21, não está na hora de evoluir um pouquinho? Só um pouquinho que seja?

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