"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Decifra-me ou devoro-te

esfinge

Segunda a lenda do enigma da Esfinge esta era a frase que a mesma proferia a todo viajante que dela se aproximava. Já li mais de um significado ou explicação sobre a mesma, mas como agora não lembro de nenhuma vou colocar aqui uma “ateniana” que se adequa ao propósito deste post.

Vamos transportar a frase para qualquer ser humano.

Decifra-me ou devoro-te homem/mulher, eu sou teu eu interior. Teu verdadeiro eu. Sou teu subconsciente e inconsciente, teus sonhos e devaneios, tuas dúvidas e perplexidades, tuas crenças e valores, teus defeitos e qualidades, amores e ódios, desejos e aversões, fragilidades e fortalezas.

Se não me decifrares não crescerei em consciência, não evoluirei como ser porque o autoconhecimento é o primeiro passo e eu te devorarei ao transformar-te de ser humano livre e autônomo em mero joguete das Parcas, mera folha ao vento do destino.”

Quem não se conhece será sempre refém de suas emoções, de suas desconhecidas crenças limitantes e de suas percepções distorcidas.

Quem não se conhece diz A quando queria ter dito B. Tira conclusões equivocadas sobre si e sobre os outros já que é comandado pelas crenças que tem e desconhece que as têm.

Quem não se conhece tem maior chance de fazer escolhas não benéficas para si mesmo e depois fica culpando fulano ou beltrana ou a má sorte.

Quem não se conhece terá mais chance de insucesso em seus relacionamentos, pois poderá ser manipulado pelo outro, poderá ficar carente de argumentos válidos numa discussão crucial, poderá ter sua auto-estima abalada por comentários equivocados ou maldosos do outro, etc.

Quem não se conhece mais facilmente entra em conflito com os demais.

Quem não se conhece se auto-engana a maior parte do tempo e disso podem vir conseqüências desastrosas tanto na vida pessoal quanto profissional.

Quem não se conhece pode ter uma vida ralada, medíocre e se achar o “rei/rainha do pedaço” ou, ao contrário, ser uma pessoa excepcional e se considerar um lixo.

Quem não se conhece pode ficar marcando passo, estagnado em alguma situação onde não vê saída porque desconhece o próprio potencial ou, ao contrário, pode dar o passo maior que a perna porque desconhece suas limitações.

Há muitos que não querem se conhecer. A estes eu digo: são covardes!

Sim, porque autoconhecimento demanda coragem para vasculhar ou literalmente mergulhar em seu lado escuro: suas limitações, seus medos, seu lado desonesto, seu viés cruel, sua agressividade, sua raiva, sua covardia, enfim tudo aquilo que o ser humano apresenta como características bem humanas, mas que a sociedade e as religiões condenam.

Todos nós temos esse lado sombrio, ninguém escapa. Em alguns o lado sombrio é bem maior que o luminoso, mas na média da humanidade não o é. Ninguém é perfeito, ninguém é 100% “bonzinho”. Só os hipócritas pensam que o são e os ingênuos pensam que alguém assim existe.

Não tenha medo, quando a gente começa a mergulhar no nosso lado sombrio eu sei que começa um pânico, ansiedade e angústia, mas à medida que vamos analisando os porquês de sermos assim ou assado, vai ficando mais fácil a aceitação desse lado tão indesejável e muito do que encontramos de “negativo” já podemos ir mudando (se assim o quisermos) e nos tornando pessoas melhores e mais evoluídas.

Uma advertência: ao se aprofundar no seu lado sombrio, jamais, jamais se julgue ou condene. Não é dito que Deus nos aceita e ama como somos? Então faça como Ele.

Quem não se conhece não pode se amar de verdade, pois só após conhecer cada canto obscuro seu, só após chegar ao âmago de sua menosvalia, será capaz de começar a dar valor a todo o brilho que tem a despeito de todo o obscuro que em si encontrou. Irá conscientizar que isso tudo que é - é simplesmente ser humano. Nem pior nem melhor que todos os demais. Somente diferente em sua individualidade.

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sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Perguntas que não querem calar

perguntas

Mais um exercício para expandir a consciência: algumas perguntas para reflexão. Não dê a primeira resposta que vier à mente, reflita primeiro.

- Por que o povo brasileiro aceita uma das maiores cargas tributárias que existem no planeta, maior que da Suíça ou Canadá? (E olhem como eles vivem lá e como vivemos aqui.)

- Por que somos obrigados a votar? Afinal, democracia é um direito ou um dever?

- Por que, mesmo o Brasil tendo atingido a suficiência na extração de petróleo, ainda pagamos bem mais caro pelos combustíveis do que países que não a têm?

- Por que os brasileiros obedecem a governos corruptos e desonestos?

- Por que Deus acharia ser pecado ou injurioso um homem usar barba aparada ou não usar barbas? (Crença de muçulmanos)

- Por que Deus gostaria das mulheres de cabelo comprido e não das de cabelo curto? (Crença de evangélicos)

- Por que um país que se diz o paladino da democracia mantém uma prisão onde os detentos nunca foram julgados? (Guantánamo)

- Por que juízes, após aprovação nos concursos, não são submetidos a uma rigorosa e séria avaliação psicológica e de caráter eliminatório?

- Qual a justificativa para o Vestibular ter o mesmo conteúdo de quem vai para ciências exatas do de quem vai para ciências humanas?

- Aliás, por que ainda existe Vestibular? (Não seria muito mais justo os alunos serem aprovados por suas médias alcançadas no Curso Médio?)

- Por que cada vez que, em revoltas prisionais, os presos queimam seus colchões eles são substituídos? (Às custas dos impostos que nós pagamos)

- Por que os indígenas brasileiros são donos de 13% do território nacional (área maior do que Inglaterra, Alemanha, França e Portugal juntos) sendo que somente 25% deles vivem nessas terras (aproximadamente 12 km² para cada índio. Mais ricos que muita gente.), já que os restantes vivem em áreas urbanas? Leia mais

- Por que é permitido aos congressistas, do nosso país, votarem o próprio salário?

- Por que os empresários, do lado ocidental no planeta, estão gradativamente colocando a produção industrial nas mãos dos chineses? (“...contribuindo para o desmantelamento dos já poucos parques industriais ocidentais... Então, num futuro próximo veremos os produtos chineses aumentando os seus preços, produzindo um "choque da manufatura", como aconteceu com o choque petrolífero nos anos setenta. Aí já será tarde de mais. Então o mundo perceberá que reerguer as suas fábricas terá um custo proibitivo e irá render-se ao poderio chinês.” Luciano Pires)

- Por que o Papa continua proibindo o uso da camisinha se ele sabe que isso poderá levar pessoas a se contaminar com HIV e outras DSTs?

- Por que apenas 2% das pessoas do planeta detêm mais de 50% da riqueza mundial?

Por que nossas fronteiras, principalmente por onde entram armas, não são melhor patrulhadas?

- Por que, cada vez mais, o governo brasileiro regula através de leis o comportamento privado dos cidadãos? (Lei da palmada nos filhos, por ex.)

- Por que a maioria das pessoas não está nem aí para o que acontece à sua volta e no planeta em geral? (Coisas que afetam direta ou indiretamente suas próprias vidas)

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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Quero mudar, mas não consigo

mudanças
Esta é uma das frases mais ouvida em consultório de psicólogos terapeutas.
Realmente o ser humano está sempre almejando mudanças, mas paradoxalmente não gosta de mudanças.
Por quê? Porque a mudança pode ser vista como combate ao tédio, mas ao mesmo tempo significa o desconhecido. O terrível monstro de sete cabeças! rsrs
Todos nós gostamos de viver dentro do que é chamado “zona de conforto”. Ah, e como é difícil sair dela!
Na zona de conforto podemos estar num mau emprego, mas pelo menos estamos empregados (ufa, que alívio) ...
Podemos estar numa relação a dois conflituosa ou aborrecida, mas pelo menos não estamos sozinhos ...
Podemos sentir muita vontade de ter amigos, mas pelo menos não precisamos ter de ser simpáticos ou agradáveis quando não estamos com vontade (isto é o que achamos que é preciso para ter amigos) ...
Podemos odiar os quilos extras do nosso corpo, mas pelo menos não precisamos ir ao fundo da questão que é descobrir por que estamos gordos (o que realmente nos falta ou deixa infelizes) ...
Podemos nos sentir magoados porque os outros nos rejeitam por sermos teimosos, agressivos ou falsos, mas pelo menos não precisamos nos auto-analisar (sabe-se lá quantos monstros e melecas podem sair daí) ...
Enfim, já deu para entender os benefícios da zona de conforto, não é?
Não é fácil mudar e nem se consegue de um dia para o outro, mas quando existe uma forte motivação para a mudança, vá em frente, pois vale a pena.
Cada caso é único, contudo para todos é proveitoso conhecer o como a mudança se processa para pode ter sucesso na empreitada.
Primeiramente aceitamos a idéia da mudança que desejamos no nível mental. Racionalmente concluímos que é a atitude certa a tomar.
Esse período de “digestão” mental varia para cada pessoa e algumas, porque a mudança não acontece, param por aí mesmo.
A mudança não acontece nesta fase porque ela não depende de raciocínio mental, não depende da razão. Por isso técnicas como PNL tem resultados incompletos ou reversíveis.
Se você persistir em seu intento começa o segundo período ou fase – a “digestão” emocional. Você começa a setir alguns efeitos benéficos de suas tímidas mudanças ou alterações de comportamentos e atitudes e isso já o deixa feliz ou ao menos satisfeito.
Se parar por aí, está ferrado. Após algum tempo volta tudo à estaca zero.
Para a mudança se tornar definitiva você deverá entrar no terceiro período – a mudança de valores.
Aí é que “a porca torce o rabo” pois esta é a parte mais difícil, pois valores pessoais levam algum tempo para serem construídos e incorporados ao sistema de cada um.
Uma forma de ajudar nesta fase é o reforço do estímulo. Por exemplo, você leu algum texto ou livro que fala da mudança que quer alcançar, então deixe esse material na sua mesa de cabeceira e releia-o frequentemente. Pode ser antes de dormir, fará mais efeito.
Poderá, também, escrever a mudança desejada elencando todos os benefícios decorrentes da mesma e reler frequentemente.
Este é o método que chamo “água mole em pedra dura, tanto bate até que fura”, rsrsrs , mas não é brincadeira não, é fundamentado em nossos processos psíquicos.
Seja feliz e tenha sucesso com suas mudanças!
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sábado, 20 de novembro de 2010

Conflitos: como resolvê-los

conflito

O conflito faz parte da característica gregária dos humanos: ao mesmo tempo em que precisamos do outro, costumamos entrar em disputas ou conflitos com o outro.

O texto abaixo foi destinado ao público corporativo, mas serve tranquilamente para conflitos domésticos ou de outro tipo qualquer de relações, pois a solução apontada serve em todas as situações.

Aproveite as dicas de um especialista para administrar eficazmente seus conflitos.

CONFLITO: O Bem Necessário

Há várias teorias tentando explicar o que é conflito e suas origens. Há sempre a necessidade de pelo menos duas pessoas, mas pode haver mais de duas pessoas em conflito. Na teoria da administração, hoje, enxerga-se conflito como algo benéfico.

O conflito pode ter origem em uma destas 3 dimensões:

- percepção: quando você percebe que suas necessidades, desejos ou interesses tornam-se incompatíveis pela presença ou atitude de uma outra pessoa;

- sensação: quando você tem uma reação emocional frente a uma situação ou interação que aponta para um sentimento de medo, tristeza, amargura, raiva, etc.

- ação: quando você torna explícito para a outra parte, ou outras partes, as suas percepções, os seus sentimentos ou age no sentido de ter uma sua necessidade satisfeita, mas essa sua ação interfere na satisfação das necessidades de outras pessoas.

É difícil um conflito ter uma única dimensão, ele freqüentemente tem as 3 dimensões, e a intensidade de cada dimensão pode variar durante o processo de conflito.

O conflito quando se torna conhecido pelas pessoas envolvidas, pode ser destrutivo e violento, conciliatório ou amistoso; pode ser um exercício de poder ou pode ser construtivo.

Não importa qual a origem do conflito, nem o caminho que se toma para a solução, ou não, do conflito, a pessoa em conflito sempre tem a intenção de expor as suas razões dentro do conflito e ter suas necessidades atendidas.

O termo conflito, que antes demonstrava e eliciava uma percepção de confronto, hoje, na área administrativa, demonstra oportunidade.

A diversidade, também perseguida em toda empresa de ponta, é outra propulsora do conflito, pois se busca febrilmente compor equipes o mais diversificado possíveis, exatamente para poder captar nuances da realidade mutável do mercado.

Com a diversidade, opiniões e pontos de vista diferentes, constroem-se empresas mais resistentes, pela adequação de seus serviços e produtos ao público que se destina. Essa adequação é tanto maior quanto maior for a percepção da usabilidade - facilidade de uso - por parte dos clientes. Para isso compõem-se equipes diversificadas, para aumentar a usabilidade.

Pode-se resumir as soluções que podem ser obtidas nos possíveis conflitos, em 4 tipos, a saber:

- Evitação: um lado não manifesta a existência de conflito, o outro lado desconhece a existência do conflito, é a forma mais passiva.

- Acomodação: o conflito é expresso e conhecido, mas um lado se acomoda, demonstrando uma resignação externa e, freqüentemente, uma revolta latente interna.

- Competição: o conflito é expresso e conhecido, mas forma-se uma gangorra, onde os dois lados querem ganhar, e quando um ganha o outro perde.

- Acordo: o conflito também é expresso e conhecido, mas é formada uma parceria para buscar soluções que contemplem os pontos de vista diferentes, só há um lado que, na busca de soluções únicas, aumenta a auto-estima e fortalece o grupo para assumir novos desafios.

Nas empresas busca-se fazer a gestão de conflitos com o aprendizado e a prática da solução por acordo.

Qual tipo de solução de conflitos você pratica em casa? No trabalho? Nas suas relações pessoais?

E na sua empresa há cursos, suporte ou orientações para a gestão de conflitos?

Qual o perfil de pessoas que podem conduzir conflitos a soluções por acordo?

Na Tabela abaixo apresentamos com mais detalhes os 4 tipos de soluções para os conflitos.

SOLUÇÃO POR

Evitação

Acomodação

Competição

Acordo

Tipo de conflito

Fechado, não declarado

Aberto

Aberto

Aberto

Solução

Não há conflito expresso, não há solução.

Solução ganha-perde.

Solução ganha-perde, solução de soma constante, quando um ganha o outro perde.

Solução ganha-ganha, soluções de soma ampliada.

Caracterís-

ticas

Passividade extrema, receio ou medo de conflitos.

Um lado se entrega sem convicção interna, passividade.

Os dois lados brigam entre si, falta empatia, interesses exclusivamente próprios.

Empatia, os dois lados participam pro-ativamente na compreensão dos problemas em suas múltiplas facetas e na busca de soluções comuns. Os dois lados são maduros e desenvolvem essa maturidade na busca de uma solução e da sua respectiva implantação.

Um lado

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Passivo, não deixa aflorar o conflito por algum medo, receio, valores ou convicções.

Tem solução ótima para o conflito, aparentemente.

Autocentrado, estresse, brigas, possível solução arbitral externa.

Só há o lado vencedor, porque só há um lado, o único lado, o único lado de AMBOS: a empresa, o projeto, a relação. Gera aumento da auto-estima, comprometimento mútuo e união. Fortalece as pessoas e facilita o enfrentamento de novos conflitos.

Outro lado

Desconhece a existência do conflito

Abandono de interesse, passividade, resignação externa, revolta interna, ressentimento, perda de auto-estima.

Semelhante ao “um lado”

Só há o lado vencedor, porque só há um lado, o único lado, o único lado de AMBOS: a empresa, o projeto, a relação.

Carlos Alberto de Faria

Consultor em Administração e Marketing

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quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Você tem controle da sua vida?

controller
Não. Você só pensa que tem. É um auto-engano muito comum.
Então vamos esclarecer para você se conhecer mais um pouco.
Primeiramente, como em qualquer medida de comportamento humano o controle também segue a Curva de Gauss. Há pessoas que não tem a mínima preocupação em controlar e isso vai num crescendo até àquelas que são altamente controladoras, não só da própria vida, mas também daqueles que a rodeiam.
Como isso começa? Pode haver várias causas, mas a mais recorrente é o sentimento, inconsciente e bem arraigado no ser humano, de impotência e fragilidade já que somos mortais. Por exemplo: nos sentimos impotentes ante as forças da natureza ou perante as doenças que tanto mal e sofrimento nos causam. Então o controle ou pseudocontrole surge como uma reação ou mecanismo inconsciente de defesa.
A necessidade de controle já começa na adolescência, às vezes até mais cedo. Atualmente está bastante comum entre as adolescentes do sexo feminino a necessidade doentia de controlar o peso corporal culminando com a anorexia e bulimia.
Pessoas controladoras são mais ansiosas e mais propensas a doenças psicossomáticas. São também as mais rígidas (emocionalmente), o que se manifesta no físico: esticadas e estaqueadas, músculos comprimidos, muitas vezes lábios contraídos, ombros retos (exceção militares e bailarinos), eu as chamo de “tábua de passar roupa”. Recebi algumas em meu consultório. Você provavelmente conhece o tipo. Ah, e não esqueça de se olhar num espelho onde possa se ver por inteiro e avaliar se não se enquadra também.
Há também os controladores do tipo prepotente, do tipo CEO (seja lá do quê), do tipo Ego Titânico. Esses a gente encontra facilmente dentro dos ambientes de trabalho e dão uma trabalheira danada ao pessoal de RH. rsrs
Essa característica humana pode se manifestar de várias formas também. Há pessoas que enfocam o controle nas suas finanças, outras em sua alimentação, outras ainda têm vários planejamentos dirigidos a diferentes áreas como visitas a amigos, férias, horários para isso ou aquilo. E tudo isso é pura perda de energia, pois todos nós sabemos que existe algo chamado imprevisto que pode nos pegar de surpresa a qualquer momento.
Então, a gente pensa que controla, mas esse controle é muito parcial e vejamos por que:
a) nós temos aproximadamente 2/3 de conteúdo inconsciente em nosso psiquismo (impossível de controlar);
b) a humanidade é dirigida por inúmeros e diferentes ciclos naturais dos quais não tem sequer noção, conhecendo somente alguns como os ciclos solar e lunar (se você quiser conhecer alguns outros, pergunte ao seu médico);
c) estamos o tempo todo em contato e sob a influência da consciência e inconsciência coletivas que afetam tremendamente as pessoas que não bloqueiam essa interferência porque a desconhecem;
d) dependemos de governos, leis e normas sociais;
e) há também a mídia que, cada vez mais, dita modas e forma opiniões.
Estes são alguns dos motivos porque não podemos exercer um controle realmente efetivo sobre nossas vidas.
Reflita comigo: se você concordou com o exposto, não fica muito mais fácil levar a vida de uma forma mais zen ou fluída evitando assim ansiedade e stress?
Não estou indo contra o planejamento que muitas vezes se torna necessário se quisermos ter sucesso nalgum empreendimento. O que quero deixar claro é que na rotina do dia a dia não carecemos tanto assim de controle, se deixarmos as coisas fluírem elas se acomodam naturalmente. Também é muito bom para os familiares, para uma relação mais harmoniosa, e se livrarem do “mala sem alça” que os controla o tempo todo, interferindo nas liberdades individuais.
Então, você é um ser livre ou um game nas mãos de um jogador, mesmo que este seja você mesmo?
Imagem: londrina.olx.com.br
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