"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Sintomas do despertar ... da Matrix

despertar

Existe uma necessidade que é inerente a todo ser humano, faz parte de nossa essência, sendo esta o verdadeiro ser – a totalidade do ser e não só a expressão física que caminha sobre o planeta: a necessidade de encontrar ou ter contato com o Criador.

Essa necessidade se manifesta de várias maneiras, variando de indivíduo para indivíduo. Em alguns se manifesta como uma tristeza indefinida, em outros como um sentimento de incompletude (a busca da alma gêmea) ou solidão ou, em outros ainda, como falta de propósito para o viver – uma frustração profunda.

O conhecimento de que somos todos oriundos da mesma Fonte, que somos seres divinos e grandiosos está contido dentro de nós, no nosso DNA e explica muito bem o desejo pelo poder demonstrado por muitos, a busca de alguns, mania para outros, pela perfeição Para alguns está tão escondido na “caixa preta” que conscientemente a pessoa diz não acreditar em Deus. Não existe nenhum problema aí, foi o que a pessoa escolheu experienciar nesta existência e não há julgamento por parte do Espírito (o Criador).

Aliás, o Espírito não julga e muito menos condena. As estórias da Bíblia sobre a ira divina ou são mau entendimento dos canalizadores da época ou, na minha opinião, poderia Jeová ser um E.T. com boas intenções mas com má execução dos seus propósitos. (as estórias da Bíblia ainda são um grande ponto de interrogação para mim).

Nós estamos atravessando um período da existência humana totalmente diferente de todos os anteriores, onde o nível de consciência está aumentando, onde há milhões de pessoas já despertas e outras em processo de despertar.

O que desencadeia o despertar? Aqueles que vão ler nosso trabalho conjunto são os que vão procurar, realmente, coisas como “o livro que cai da prateleira”. Agora, uma série de outras coisas fez com que Vince lhe desse o livro. Você estava pronta para ele, mas costumam dizer que é o livro que cai da prateleira; o filme que, de repente, faz alguém conceber a vida de um modo inteiramente diferente; um sonho muito ruim, aterrorizante, que faz alguém passar para um nível em que nunca esteve antes; um cônjuge, uma pessoa amada que morre; a primeira vez que alguém se defronta com a morte. A pessoa sabe que a morte existe, mas, na verdade, nunca se defrontou com ela. Pode ser algo como um acidente de carro; um acidente de carro que faça a pessoa passar por algum tipo de trauma, ou mesmo entrar num coma, mas que a arranque da zona de conforto.

Pode ser, simplesmente, o fato de acordar um dia e perceber que se está sozinho. Ou, repentinamente, pode se tomar consciência de sua curiosidade devastadora. Essas coisas vêm fermentando por existências e existências – e vocês, finalmente, se conectaram com elas.” (Adamus, canalizado por Geofrey Hoppe, Círculo Carmesim)

O que é despertar? Simplificando: é sair da hipnose coletiva em que sempre vivemos (ver A Matrix de todos nós).

Primeiro vem a consciência de que se está vivendo na Matrix, um sistema louco, desumano e antinatural e a seguir vem a busca da Divindade como um direito inato do ser humano.

Muitos pensam que para começar o caminho da espiritualidade (encontro da Divindade) é necessário fazer cursos e seminários, experimentar alterações de consciência, ler tudo que encontrar sobre extraterrestres, magia, fenômenos paranormais ou mistérios, etc. Nada disso. Para encontrar a divindade o primeiro passo é entrar para dentro de si mesmo. É se auto-analisar para aumentar o autoconhecimento. Só aumentando o autoconhecimento a pessoa conseguirá livrar-se das crenças limitantes e escapar da Matrix.

Quando o despertar para a Divindade interior começa, uma série de sintomas e/ou fenômenos ocorrem com os despertantes nessa primeira fase.

Nosso propósito aqui é divulgá-los para o esclarecimento porque são muitos os que pensam estar doentes fisicamente ou ficando loucos.

Vou listar alguns mais comuns, mas provavelmente existem outros que desconheço.

- Freqüentemente sono interrompido entre duas ou três horas da madrugada.

- Dores no corpo sem causa aparente, principalmente nos ombros e costas.

- Muito cansaço.

- Diarréias e/ou vômitos sem explicação pela medicina (os médicos não descobrem a causa).

- Sensação de flutuação ou como se faltasse o chão.

- Desorientação espacial e/ou temporal.

- Ouvir vozes (dentro da cabeça). Ver vultos, ter sonhos muito vívidos.

- Ver cenas, imagens na tela mental sem explicação aparente.

- Aumento de apetite, acompanhado ou não de ganho de peso.

- Tristeza e/ou choro sem saber a razão.

- Sentir-se desconfortável em ambientes com multidão (shoppings, por exemplo).

- Sentimentos de desagrado com o emprego ou ambiente de trabalho.

- Para alguns, distanciamento afetivo dos familiares.

Deu para perceber por que as pessoas acham que estão ficando loucas? Pois é, mas a coisa se passa assim mesmo. É desnorteante.

Vejam bem que nem todas as pessoas têm os mesmos sintomas ou algumas podem ter todos eles.

Os já despertos não têm explicações lógicas para alguns sintomas, ainda somos muito ignorantes sobre esses assuntos, só podemos adiantar que é somente uma fase e que aos poucos a gente vai se acostumando tanto com “coisas estranhas” acontecendo que de repente vira rotineiro.

Paralelamente a tudo isso começam a se suceder as sincronias e esta é a parte ótima, rsrs mas este assunto é para um outro post.

Imagem: encantandotempo.blogspot.com

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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Por que não?

circle 1

Essa é a pergunta que faz a mente aberta.

Infelizmente parece que pessoas de mente aberta são uma minoria. O mais comum é encontrarmos preconceitos, estereotipias, “donos” da verdade e ceticismo burro.

O que é ceticismo burro? É fincar pé na própria visão estreita de mundo.

Sempre fui cética, costumo botar um pé atrás quando ouço ou leio algo inusitado ou com aparência de fantasia, contudo sempre tive mente aberta também. É nessas ocasiões que me faço a pergunta: por que não, ao invés de refutar de saída a nova informação.

Há indivíduos que dizem os círculos nas plantações ser obra de humanos e que nada tem de misterioso ou de misticismo envolvido. Segundo depoimentos de observadores in loco, os falsos, realizados por humanos, têm as plantas com as hastes quebradas ao passo que nos outros, “misteriosos”, as hastes são apenas curvadas.

Bom, eu não estive em tais locais e não posso afirmar nada, mas já vi as fotos das plantas com as hastes curvadas, portanto por que não podem ser os círculos criados de forma misteriosa para nós humanos?

Este é um dos mistérios atuais, mas lendo os registros históricos encontraremos muitos fatos misteriosos no decorrer de nossa história.

Um bom exemplo de ceticismo burro é o daquele senhor que oferece um milhão de dólares a quem quer que prove algo paranormal ou misterioso.

Eu o ouvi, numa recente entrevista, dizendo que o que os médiuns espíritas chamam de falar com os espíritos não passa de enganação porque o que eles fazem é simplesmente dizer coisas genéricas que algum dos ouvintes vai tomar como dirigida a si.

Já estive em sessões públicas em casas espíritas onde, do que ouvi, tenho de concordar com ele, por outro lado já ouvi e vi casos de médiuns incorporados que não deixaram a mínima dúvida quanto a estarem se comunicando com algum desencarnado.

É muito fácil taxar de mentira ou fraude eventos “misteriosos” sem pesquisar e estudá-los a fundo.

Pessoas condicionadas pelas crenças judaico-cristãs que não admitem a reencarnação (porque na Bíblia diz que ela não existe) também não vão a fundo pesquisar e principalmente experimentar se a coisa é ou não real.

Canalizações são chamadas por muitos de conteúdos provenientes da mente do sujeito que está alucinando ou tendo delírio histérico. Então eu pergunto: o cético da vez já participou de algum evento onde seres de luz transmitem seus ensinamentos através de um canalizador?

A resposta é não porque qualquer pessoa que assiste a uma canalização (não de qualquer um) jamais dirá que é uma fraude porque não conseguirá negar o que sente durante esses eventos (a energia de amor é muito forte).

Ah, canalizadores não fazem o que muitos pastores de algumas religiões costumam: usar técnicas de PNL para colocar a audiência em estado alfa, quando fica fácil aceitar tudo o que é ouvido como verdades insofismáveis.

Há muitos canalizadores que estão canalizando o produto de sua própria mente ou de seres interessados em manter a humanidade no atual estado de ignorância e falta de consciência. É sempre proveitoso se ter um pé atrás e não sair acreditando em tudo que se vê, ouve ou lê.

O argumento mais usado pelos céticos é: se a ciência não pode provar, não é real. Sempre que ouço ou leio isto eu fico me perguntando: mas de onde essa criatura tirou que a ciência sabe tudo ou pode provar tudo?

Quantas coisas a ciência já afirmou no passado e depois teve de voltar atrás? E ainda: a ciência tem mecanismos ou aparelhos para medir manifestações ditas paranormais?

O nosso conhecimento científico está muito desenvolvido, mas até agora nem sequer começou a investigação (salvo exceções geralmente desacreditadas) de fenômenos chamados paranormais ou de coisas que não podem ser vistas ou medidas com os atuais aparelhos existentes.

Então, se a nossa ciência não sabe tudo por que não aceitar que existem coisas que são reais, mas que não podemos ver ou provar?

Afinal o que é real e o que não é?

Toda noite, quando sonhamos, é absolutamente real o que experimentamos. A gente fala, ouve, sente frio ou calor, sente medo ou alegria, experimenta orgasmos, enfim tudo se passa como quando estamos acordados. As sensações são as mesmas, no entanto chamamos aos sonhos de fantasia ou ilusões. Por que não pode ser uma diferente realidade? Por que não?

A mesma coisa com o experimentado com drogas ditas “alucinógenas”. Por que não ser uma outra realidade?

A esta altura tenho a certeza que os leitores de mente aberta estão, no mínimo, se questionando. Questionando suas certezas...

Eu já me dei conta há bastante tempo que não tenho certeza de nada, que não sei nada e que há um mundo desconhecido ainda por ser descoberto.

É bom lembrar que as coisas nem sempre são o que parecem.

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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

O pai, o adulto e a criança de todos nós

pac

No post Existe uma criança dentro de você ... já comentei sobre a teoria de personalidade criada por Eric Berne – a Análise Transacional.

Segundo Eric Berne a nossa personalidade é formada por três partes bem diferentes (chamou-as Estados do Ego) e que começam a atuar já na primeira infância, quando éramos bebês.

Do nascimento até mais ou menos um ano e meio, nós somos puramente instintos e emoções. Um bebê não compreende nada, ele só sente e esse comportamento não desaparece quando crescemos, ele continua operando, só que de forma diferente. Portanto nós continuamos com uma parte infantil dentro de nós que representa as emoções, a tristeza, a diversão, o prazer, o sexo (porque é instintivo), o choro e tudo o que se refira aos cinco sentidos. É a nossa CRIANÇA interna.

Ao redor de um ano, um ano e meio, o bebê começa a bisbilhotar tudo que o rodeia, os objetos, os móveis, as pessoas da casa, etc. É aquela fase em que ele começa a mexer em tudo, tudo quer ver e tocar. É nessa idade que começa a se desenvolver uma outra parte da nossa personalidade, o ADULTO, a parte que raciocina; que procura saber o porquê das coisas; reflete sobre a realidade que a rodeia e de acordo com essa reflexão é que vai tomar uma atitude frente a uma situação, pesa os prós e os contras e age segundo a razão e não as emoções; pede e dá informações. A nossa parte de ADULTO não tem emoções, é pura razão.

Vimos, então, que já nascemos com a parte CRIANÇA e que o ADULTO se forma algum tempo depois, porém não podemos esquecer que não vivemos sozinhos; desde o nascimento o bebê está rodeado por pessoas que vão cuidá-lo, alimentá-lo e educá-lo. Em geral isto é feito pelos pais.

Você já deve ter notado como as crianças, desde cedo, imitam seus pais nos gestos, atitudes ou maneira de falar. É porque os pais são os modelos que elas têm de como se comportar. Tudo o que os nossos pais dizem ou fazem fica registrado em nossa mente para sempre, contudo a maior parte fica inconsciente. Quando crescemos a nossa tendência será a de repetir as atitudes deles sem nos darmos conta disso. Portanto temos permanentemente um pai dentro de nós ou uma mãe (para simplificar dizemos somente PAI, reunindo as duas influências de comportamento que herdamos).

É a nossa parte que serve para educar, proteger, alimentar, normatizar, criticar, dirigir e ensinar a viver em sociedade. É toda a herança que recebemos de nossos pais (ou pessoas que os substituíram) quanto a normas, tradições, leis, etc.

A parte de PAI pode assumir três formas de comportamento: CRÍTICO, aquele que critica, castiga, julga,.

Pode ser PROTETOR, aquele que não só protege, mas também cuida, alimenta, orienta sem imposição e é permissivo.

Por último o PAI pode ser BRUXO (assim chamado por Berne), aquele que incute medo e preconceitos, estimula sentimentos de fracasso e culpabilidade. Esta é a pior parte. Pobre de quem teve um pai ou mãe assim.

Assim que as três partes se encontram formadas, nós começamos a agir ora usando uma, ora outra, às vezes duas ou as três juntas. Este uso de uma parte ou de outra vai depender do tipo de mensagens que recebemos de nossos pais e a nossa reação a elas, se as aceitamos ou rejeitamos.

Se você pensar um pouco vai ver como lembra de pessoas que estão sempre rindo, brincando, bem humoradas. São as que usam mais a CRIANÇA interna. Outras vivem sisudas, dando ordens ou conselhos, são as que usam mais a parte de PAI. Já outras são mais racionais, não tendo problemas de relacionamento porque usam mais o ADULTO que determina o momento adequado para agir com a CRIANÇA ou com o PAI internos.

Nas relações interpessoais, a vantagem de quem conhece esta teoria é conseguir identificar qual parte a outra pessoa está usando em determinado momento e procurar interagir com ela usando a sua adequada parte interna. Por ex;

1) O chefe grita com você ou lhe dá uma ordem em tom brusco. Ele está usando o Pai Crítico interno. O melhor que você tem a fazer é reagir com o seu Adulto, pois se reagir com sua Criança ou seu próprio Pai Crítico vai haver um conflito.

2) O marido chega em casa, após o trabalho, e começa a se insinuar para a a esposa. Ela ao invés de responder à investida com sua Criança, o que levaria a uma relação sexual, começa a usar seu Pai Protetor perguntando ao marido como estão suas costas, se já se sente melhor da dor, etc. É claro que o marido vai ficar desapontado (pra não dizer outra palavra...rsrs) ou bravo mesmo.

Conhecer os nossos Estados de Ego, além de contribuir com o autoconhecimento, ajuda muito na nossa interação com as pessoas, a tomar decisões, a se portar numa entrevista de emprego ou outra situação delicada, etc.

Imagem: http://www.colegiocesut.com.br/

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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

A vida é simples, o ser humano é que a complica

vida simples

“A simplicidade é o último degrau da sabedoria!”

Esta é a frase que escolhi para este mês no blog. Por quê? O que me motivou? Sempre há uma motivação adjacente a cada ato nosso...

O que me motivou foi um antigo desejo (surgido na época da Faculdade) de resgatar a simplicidade.

O ambiente acadêmico foi decisivo na conclusão de meu status cognitivo. Explicando melhor: sempre tive a tendência natural de simplificar as coisas e na Faculdade recebi uma superdose de “como complicar as coisas e lhes outorgar grau de importância”. Aff!!

Na adolescência, quando comecei a ler os clássicos da literatura e alguns textos filosóficos chamou-me a atenção a quantidade de palavras despendidas em explicar coisas altamente subjetivas, portanto, no meu modo de ver, perda de tempo. Sim, porque se são visões ou conceitos subjetivos, cada um vai ter o seu.

Claro que eu, ignorantemente, posso ter uma ótica sobre determinado assunto carente de consistência e lendo ou ouvindo alguém com mais conhecimento aprimorar ou até mudar minha opinião. Afinal é para isso que serve o estudo.

Refiro-me, no entanto, a conceitos subjetivos ou questões para as quais não temos resposta. Por exemplo; definir ou conceituar o amor ou o sentido da vida.

É a maior perda de tempo falar ou escrever sobre isso! É aí que vale o “cada cabeça, uma sentença”.

Quero alertar também para os riscos de encher os miolos com palavras e conceitos de grandes pensadores. Não quero aqui anular sua importância. Eles contribuíram com o grau de desenvolvimento que atingimos, contudo também levaram muita gente à loucura ou ao suicídio, final meio que compulsório de quem pensa demais em assuntos que não tem solução.

Para onde vão as moscas no inverno? Pode ser que os zoólogos saibam, mas o resto da população mundial não sabe, então pra que se encucar com isso? rsrs

Lembro quando li um livro de Humberto Eco e fiquei muito p. da vida. Era uma edição brasileira, no entanto havia “n” parágrafos escritos em Latim. Pombas, Latim é uma língua morta! Afinal um romance é escrito para o grande público ou para uma pequena elite de eruditos?

Num certo trecho da história humana abdicamos do sentir em favor do pensar. Aí começou a complicação.

Vejam bem, quando sentimos, e sensação é um estímulo que vem através dos cinco sentidos, só existem três possibilidades: 1) prazer; 2) desprazer e 3) indiferença ou neutralidade. Simples assim.

Então falar ou escrever de forma difícil ou como “eles” diriam de forma vernacular não é sinal de sabedoria e sim de esnobismo e vaidades do tipo acadêmico.

Neste ponto da leitura alguém deve estar pensando: “ essa criatura é louca. Seu blog é sobre expandir a consciência e aqui fala para não pensar ...?

Nã na ni na não.

Expandir a consciência é fruto de: conhecimento e percepção e não de queimar a mufa!!

Os grandes filósofos e pensadores complicaram demais. Descobriram “chifres em cabeça de vaca”. rsrs Muitas pessoas, também, acreditam que ser “importante” é o que interessa e para isso usam e abusam não só de palavras difíceis, mas de demonstrações (sempre com plateia) de conhecimento sobre assuntos “relevantes” e complicados. Pobreza de espírito!!!

Outra forma de complicar a vida é o consumo de produtos não necessários.

Salvo por necessidade profissional, por que uma pessoa precisa ter dois ou quatro celulares ou um smartphone, um tablet e um notebook ao mesmo tempo?

Por que ter quatrocentos pares de sapato?

Por que um aparelho de TV em cada cômodo da casa?

São maneiras de complicar a vida, pois no caso das tranqueiras acumuladas dentro de casa, surge a necessidade de mais móveis para contê-las e mais espaço disponível.

No caso das parafernálias eletrônicas, vem junto com elas a ocupação do tempo do indivíduo.

Atualmente as pessoas reclamam tanto de falta de tempo e da correria em que vivem. A solução é refletir sobre como está levando a vida, se não a está complicando em vez de simplificar.

A vida é simples, o ser humano é que a complica.

Imagem: galeriaaberta.com

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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O carma trocado em miúdos

carma

Continuando a expandir a consciência, vamos hoje ver um conceito que já tem dado “pano pra mangas”.

Como já disse em outro post, mesmo que você não acredite em reencarnação ou carma conscientemente esse conceito pode estar contido em seu DNA, transmitido através de um antepassado que acreditava nisso.

Não podemos ignorar conteúdos inconscientes gravados em nosso DNA já que eles explicam muitos sentimentos nossos e principalmente o que chamamos as nossas idiossincrasias.

Sei que há muitos que acreditam que o carma faz parte das regras divinas, só que a Divindade nunca estabeleceu regras, iria contra sua dádiva para nós do livre arbítrio.

O carma foi um conceito criado pelos humanos, provavelmente após o estabelecimento da primeira religião no planeta. Não esquecer que as religiões, todas elas, foram invenções humanas, criadas e estruturadas por humanos.

O ser humano é bom e puro em sua essência, contudo ao encarnar aqui, esquecido de onde veio, essa sensação de separação da Divindade deu “motivos” para os comportamentos destrutivos que conhecemos tão bem.

Atrelado ao advento das religiões veio a implantação da culpa nos corações humanos.

Mesmo na longínqua antiguidade já havia uma incipiente consciência e ao final da vida terrestre todo ser “sabia” num cantinho de sua psique que havia cometido atos não dignos, o que foi reforçado pelas religiões.

As religiões dessa antiga época aceitavam naturalmente a reencarnação, já que é um fato inerente à vida humana na Terra. Surge então a idéia de pagar numa próxima encarnação as dívidas morais acumuladas.

Eis, provavelmente, o início do conceito que após algum tempo virou uma crença e persiste até hoje.

Com o passar do tempo, com as religiões cada vez mais se sofisticando e acrescentando regras e dogmas aos seus princípios, o conceito de carma acabou se tornando um preceito divino.

Assim chegamos aos dias atuais onde tal conceito é amplamente aceito no lado ocidental do planeta graças ao trabalho realizado por Kardec, além, é claro, do grande contingente de seguidores da crença no Oriente.

Bom, se carma não é uma imposição divina, podemos nos ver livres dele? A resposta é sim. A causa de alguns mal entendidos a respeito do carma é que muitos ainda se deixam guiar por ensinamentos dados em outras épocas, como, por exemplo, os ensinamentos de Kardec. Acontece que o homem evoluiu em consciência e ensinamentos ou mensagens enviados a nós no século passado ou ainda anteriores não são mais válidos nos dias de hoje.

Agora, libertar-se do carma demanda uma considerável evolução de consciência. Requer seres responsáveis pela própria vida¹ e que não sentem mais necessidade, mesmo que inconsciente, de prejudicar seus semelhantes, o que, convenhamos, é uma diminuta percentagem da humanidade.

1. Ser responsável pela própria vida é não delegar a outros (Deus, satanás, a mãe, o motorista que deu-lhe uma fechada, etc.) ou fatores externos (o governo, a sorte ou azar, etc.) a responsabilidade por seus atos, sentimentos ou pensamentos

Imagem: http://www.let-verlag.de/ecards/2-bumerang.jpg

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