"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O povo está nas ruas

corrupção.não

Antes tarde do que nunca!!!

Dia 12, as pessoas, aproveitando o feriado nacional, fizeram protestos contra a corrupção que assola o nosso país, pelo que vi na TV.

Conforme comentava-se, na matéria a que assisti, em tais protestos não havia vinculação com partidos, sindicatos ou outro tipo de associações. Era somente o povo reunido manifestando sua revolta e insatisfação com o que tem acontecido por aqui.

É, as pessoas estão finalmente acordando, desenvolvendo a consciência. Cientistas comportamentais não estão encontrando explicação para o que vem acontecendo no mundo, já que essas manifestações públicas estão sendo globais.

Recentemente na Índia houve a greve de fome de um militante anticorrupção, Anna Hazare, de 74 anos.

No Oriente Médio tivemos a chamada Primavera Árabe que parece ter começado após a morte de Mohamed Bouazizi (1984 – 2011) que tocou fogo em si mesmo por não poder continuar com seu trabalho de vendedor ambulante nas ruas de Tunis. Após houve também imolações no Egito, Argélia e Mauritânia, seguidas de manifestações populares.

Por lá ditadores caíram e outros estão por cair. A última notícia “tragicômica” é: mulheres sauditas vão poder votar e se eleger para cargos municipais. Tragicômica porque naquele país continua a vigorar a proibição às mulheres de dirigir e vocês sabem como é a vida delas por lá. Aff! De qualquer forma, já foi um avanço.

No Chile estudantes foram às ruas exigindo educação pública de qualidade e gratuidade de estudos para os que não podem pagá-los.

Na Grécia o povo vai às ruas também para protestar contra o fato de os trabalhadores pagarem as dívidas dos “graúdos”.

Recentemente, nos Estados Unidos, começaram as passeatas e manifestações nas ruas contra Wall Street, símbolo do capitalismo americano desenfreado e selvagem.

Enfim, em toda parte as pessoas estão dando um basta ao modo como são tratadas por seus governos, sejam eles ditatoriais ou democráticos.

Democracia. Na escola aprendemos que a palavra quer dizer governo do povo pelo povo. E onde é que existe isso? Lugar nenhum. O que vemos nos países ditos democráticos é um grupo de indivíduos que foram eleitos para representar o povo, mas que na prática legislam ou governam em proveito próprio.

Bom, mas de quem é a responsabilidade por tal estado de coisas? De cada um e de todos (adultos em plena posse de suas faculdades mentais).

Lá atrás, há muito tempo, as pessoas abdicaram de suas responsabilidades por si mesmo e pela condução das atividades grupais (povoado, cidade, etc.). Acharam mais fácil/confortável eleger uma pessoa ou grupo para dirigir as atividades do grupo total. Talvez porque já estivessem condicionadas a ser comandadas (épocas precedentes de reis divinos). Seja qual tenha sido o motivo da decisão, sempre houve a possibilidade de escolha, mesmo que difícil.

Transferiram o seu poder para um governante ou uma assembléia. E assim vivemos até hoje.

Com o passar do tempo o ser humano médio, comum foi ficando cada vez mais preguiçoso e irresponsável, delegando cada vez mais poder aos seus governantes e/ou representantes eleitos.

Claro que a História mostra “n” casos de inconformismo, revoltas e revoluções, mas se analisarmos as revoltas e revoluções contra o sistema dominante vão perceber que após o período de contestações e mudanças (de comandos e/ou políticas) sobrevém uma estagnação e as pessoas, mesmo não gostando ou aprovando o novo sistema/governo acabam aceitando-o. Isso aconteceu lá na antiga Roma como também na União Soviética após a subida de Stalin ao poder.

Diz um velho ditado: “cada povo tem o governo que merece”. Nada mais certo e apropriado!

Enquanto o ser humano tiver preguiça de pensar, não querer aceitar a responsabilidade por sua vida e não desenvolver a consciência continuará sendo mero marionete comandado por aquele/s que elegeu ou permitiu que tomasse o poder.

Quando transferimos nosso poder pessoal a um “governo” ficamos do jeitinho que ele gosta: sem liberdade, sem voz ativa e manipuláveis.

Os pleiadianos dizem: “A tirania suprema numa sociedade não é controlada pela lei marcial. É controlada pela manipulação psicológica da consciência, através da qual a realidade é definida de tal forma que as pessoas que nela vivem nem mesmo percebem que são prisioneiras.” (Mensageiros do Amanhecer – Barbara Marciniak)

Acordem! Este é um momento único na história da humanidade. Nada resolve ficar reclamando nos papos de bar com os amigos ou nos corredores com os colegas de trabalho, é hora de ir às ruas engrossar as fileiras daqueles que já acordaram e deixaram a preguiça de lado. A união faz a força, mesmo que tarde um pouco o resultado almejado.

Usem a internet, os blogs, as redes sociais. É a hora do GAME OVER.

Eu estou fazendo a minha parte …  e você?

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sábado, 8 de outubro de 2011

A rebelião espiritual e … a global

revolução espiritual

Navegando na web encontrei este primor de texto, muito bem escrito e elucidativo dos tempos em que estamos vivendo. Também corrobora o que tenho exposto aqui para os leitores.

Compartilho com vocês. Negritos por minha conta.

“Os sinais na Terra se mostram claros: de um lado, as forças do mal manipulando as consciências e transformando os seres humanos em robôs, fantoches, máquinas que apenas obedecem as ordens da hipnose coletiva dos meios de comunicação, da educação, da cultura. Do outro, as forças do bem que comandam ações corajosas de rebelião contra essa ditadura do mal, a opressão, a injustiça social. Sem dúvida, algo está se movimentando, e isto é uma evolução espiritual.

Inspirada num texto recentemente canalizado por Ramathis, do lendário Hermes Trismegisto, encontrei o elo que me faltava para compreender a inércia que parece ter tomado conta de muitos espiritualistas modernos convictos, imersos numa espécie de hibernação inconsciente de que basta usar técnicas alternativas de relaxamento, yoga, meditação, para prover o crescimento espiritual. A verdade é que isso não basta. Há algo muito mais profundo e decisivo para que possamos realmente entrar no ciclo evolutivo da espiritualidade.

Segundo as palavras de Hermes, precisamos compreender que evolução é algo que nos lança para além do meramente humano. Nessa linha de raciocínio, a perspectiva trans-humana é um estado do ser, um estado existencial que precisamos desenvolver, para que possamos nos alinhar com as mudanças genéticas que estão ocorrendo em nosso corpo de energia. Essa perspectiva implica, em primeiro lugar, uma visão mais crítica e abrangente do contexto sócio-político do mundo contemporâneo. Toda a crise que estamos vivendo atualmente é o resultado de mecanismos de comunicação social que são veiculados pela TV e pela mídia globalizada, da educação que recebemos e transmitimos aos nossos filhos, do tipo de cultura que valorizamos e repetimos cegamente, das ideologias políticas e do sistema econômico que nos escraviza a um consumismo cada vez mais voraz e destruidor.

Vamos pensar: tudo isso serve a quem? Beneficia a quem? Há uma força global invisível que nos governa através da tecnologia, do sistema financeiro e político, visando cada vez mais riqueza, poder e controle. Essa invisibilidade é assustadora e gera medo nos seres humanos, que se vêem impotentes, submissos e sem recursos para reagir. Assim, enfraquecidos, voltamos a ser uma raça de humanóides inconscientes, inconsequentes e facilmente manipulados.

Enquanto alguns buscam o prazer substitutivo de um consumismo fascinante, hipnótico e sedutor, outros buscam saídas ilusórias pela via de um espiritualismo delirante, fundamentalista e muitas vezes dogmático, enquanto uma minoria escolhe práticas alternativas gratificantes e saudáveis, como a yoga, a meditação, as técnicas de relaxamento. Tudo isso expressa muito mais a angustia e a inércia na alma do ser humano, do que um verdadeiro e coerente compromisso com a revolução que representa a consciência espiritual.

Hermes insiste que é preciso compreender que o conceito de consciência espiritual não é algo ligado à fé ou à religiosidade. Numa perspectiva trans-humana, ela é a matriz que dirige todos os processos bioquímicos, físicos, geométricos e matemáticos do Universo. Nós, seres (ainda) humanóides, ainda presos a uma genética biológica, a uma área geográfica, a uma cultura específica, não assumimos nossa verdadeira identidade de Seres Cósmicos, parte do Universo e do Plano Divino. Para que isso aconteça, precisamos avaliar os conceitos evolutivos que nos foram transmitidos, reconhecer que temos nos submetido à velha ideologia da sobrevivência do mais astuto ou do mais forte, e assumir plenamente que nossa origem é Divina. Só estamos aqui na Terra, encarnados num corpo biológico e mortal, por uma necessidade evolutiva, mas não somos terrestres, não pertencemos a este mundo. Somos pesquisadores da evolução e transformação espiritual. A essência que reside em nosso interior é divina, imortal e indestrutível.

A compreensão dessa lei nos devolve a consciência de que nada temos a temer, que não precisamos de artifícios para combater as forças obscuras do mal, que está na hora de acordar dessa hibernação espiritual e ativar a perspectiva trans-humana de nossa evolução. Isso nos devolve um estado de Ser, Sentir e Saber, que permite a compreensão de que somos todos irmãos e todos temos a mesma origem divina. Não existem fronteiras geográficas, sociais, políticas ou econômicas quando compreendemos que tudo isso foi criado para nos confundir e confinar energeticamente no paradigma da separatividade, da discórdia, da desunião.

Estamos entrando numa nova era e isso não é um mero slogan espiritualista. Isto significa que chegou o momento de vivermos a espiritualidade com um senso de que estamos fazendo política, aquela que congrega forças de coesão e colaboração fraternal, que ativa o princípio cósmico da harmonia e do serviço desinteressado â coletividade, que expande a consciência para além das fronteiras do individualismo e dos interesses pessoais. Isso é a verdadeira subversão de valores. Essa é a rebelião espiritual. Esse é o grande poder do espírito que somos.”

Mani Alvarez

Fonte: http://www.stum.com.br/clube/artigos.asp?id=25460

Aproveitando o “contexto sócio–político” mencionado por Mani, incluo aqui uma nota sobre um movimento global de expansão de consciência que está se manifestando neste momento.

Chamado à ação: Unidos por Mudança Global

Em 17 de setembro a indignação foi global, mas em 15 de outubro vamos levá-la a um nível totalmente novo. Ações estão sendo planejadas em todo o mundo. Onde você estará?

Em 15 de outubro as pessoas de todo o mundo vão tomar as ruas e praças. Da América à Ásia, da África á Europa, as pessoas estão se levantando para reivindicar seus direitos e exigir uma verdadeira democracia. Agora é hora de todos nós para juntarmo-nos em um protesto não-violento global.

Os governantes trabalham para o benefício de poucos, ignorando a vontade da grande maioria e o preço humano e ambiental nós todos temos de pagar. Esta situação intolerável deve acabar.

Unidos em uma só voz, vamos deixar os políticos e as elites financeiras a que servem saberem que cabe a nós, o povo, decidir o nosso futuro.

Não somos mercadorias nas mãos de políticos e banqueiros que não nos representam.

Em 15 de outubro vamos nos encontrar nas ruas para iniciar a mudança global que queremos. Vamos demonstrar pacificamente, falar e organizar até que isso aconteça.

É hora de nos unir. É hora para que escutem.

Fonte: http://roarmag.org/2011/09/call-to-action-united-for-global-change-on-october-15/

Confira eventos já agendados aqui no Brasil:

Porto Alegre - RS

Sábado, 15 de Outubro. Concentração 13h na Redenção com marcha até a Praça da Matriz

São Paulo – SP

Sábado, 15 de outubro. 15:00 - 23:30. Local: Largo São Bento, Estação São Bento (Linha Azul do Metrô)

Florianópolis – SC

Sábado, 15 de outubro. 14:30 - 17:30. Local: UFSC – Concha

Belo Horizonte – MG

Sábado, 15 de outubro às 16:00 - 16 de outubro às 23:00. Local: Praça Carlos Chagas

Brasília – DF

Sábado, 15 de outubro. 15:00 - 23:30. Local: Esplanada dos Ministérios

Goiânia – GO

Sábado, 15 de outubro às 14:00 - 16 de outubro às 15:00. Local: Praça Cívica

Imagem: exame.abril.com.br

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sábado, 1 de outubro de 2011

Quando as máscaras caem

máscara2

Vocês se sentem nus? rsrs

Brincadeiras à parte, o assunto de hoje é sério.

Já me referi anteriormente às máscaras que todos nós usamos e vamos agora falar um pouco mais a respeito.

A máscara é “a face que mostramos ao mundo. É o que achamos que deveríamos ser, ou que gostaríamos de ser, com base em imagens mentais idealizadas.” (Susan Thesenga – O Eu Sem Defesas)

A máscara tem sua origem na infância quando nos sentimos feridos (emocionalmente) ou rejeitados ou incompreendidos, etc. Quando crianças somos todos muito vulneráveis e ninguém escapa dessa!

Essa vulnerabilidade faz com que a criança sempre se sinta culpada por ter sido rejeitada, por exemplo, ou carente de atenção e de amor dos pais (seja isso real ou erro de percepção da própria criança). Daí ela sentir-se como sendo “não boa”, “não digna de amor”, “não atendendo expectativas paternas”. Note-se, porém, que cada criança tem uma percepção única do que ocorre à sua volta, portanto o que para uma pode ser demonstração de rejeição, para outra não o será.

Isso acontece, via de regra, na primeira infância, quando, devido à pouca vivência, não temos suficientes capacidades cognitivas para analisar os fatos e chegar a conclusões acertadas. Na cabecinha da criança só o que conta é como se sente e aí está incluído sentir que sua sobrevivência (instinto básico) depende de ser amada e aceita, mas como já chegou “à conclusão” que é “malvada” vai então “decidir” negar tudo aquilo que existe dentro dela que possa causar rejeição e/ou desaprovação. Neste momento se instala a máscara.

Criamos para nós a “persona” (do grego: representar, através de abertura na máscara, pelo som da voz – per+sona), em outras palavras, uma personagem que vamos mostrar ao mundo para sermos aceitos e amados.

Já fiz um post sobre a sombra, nossa parte inteiramente real e que contém os nossos sentimentos ditos negativos, mas também o nosso potencial divino. Durante nossa infância nos fizeram crer que essa parte nossa é vergonhosa, mas como ela existe (e não tem como fugir dela) então tratamos de mantê-la bem escondida e mostramos só a fachada – boazinha e bem comportada.

Vocês devem estar se perguntando se isso se aplica a todo mundo. A resposta é não. Muitos marginais, por exemplo, não usam a máscara de bonzinhos, mas podem usar outras que confirmem seu status de todo poderosos. Como disse antes, a máscara é baseada em autoimagem idealizada. Qual o ideal do marginal? Ser aquele mais temido.

Como começamos a usar a máscara muito cedo, ao chegarmos à idade adulta ela já está “cristalizada”, difícil de retirar. Já deu origem a comportamentos auto e hetero destrutivos.

Uma das maiores conseqüências do uso da máscara é a não responsabilidade por sentimentos, atitudes, escolhas, etc. Muitas vezes é a causa da vitimização (ela está presente em diversos graus e maneiras). É sempre do outro ou da vida a responsabilidade pelas desgraças do indivíduo.

Quando finalmente aceitamos que usamos uma máscara e que, sim, temos uma parte nossa que é sombria damos o primeiro passo para sermos íntegros (=inteiros), contudo essa aceitação deve ser totalmente livre de julgamentos. Sem essa de se botar pra baixo!

E por que nos livrarmos da máscara? Porque ela “se baseia na falsa concepção essencial de que podemos evitar as imperfeições, as decepções e as rejeições características do plano humano” (Susan Thesenga - O Eu Sem Defesas) Ou seja, ela não resolve os nossos problemas de autoestima e não aceitação, só camufla e posterga a eclosão da crise/s que um dia baterá à nossa porta.

Somos o que somos, seres imperfeitos e em construção e/ou evolução. Todos nós possuímos em nosso âmago a faísca divina que só se transformará em brilhante e linda chama se nos aceitarmos integralmente.

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sábado, 24 de setembro de 2011

O que mudou no mercado de trabalho?

Feitor

Continuamos hoje a falar sobre trabalho. O que mudou nestes últimos tempos?

Já em meu primeiro emprego, como psicóloga em uma empresa, chamou-me a atenção a maneira como o empresário e seus subordinados em cargos de chefia tratavam os funcionários. Eu via desrespeito, perseguições, exploração (horas extras não remuneradas)) e apesar disso me era solicitado trabalhar para conseguir que os funcionários “vestissem a camiseta da empresa”.

Essa era a realidade, quando me formei, e ainda o é atualmente, hoje mais restrita a empresas comandadas por empresários de pouca cultura e/ou pouca inteligência.

Durante muitos anos como psicóloga e mais tarde como consultora autônoma em RH, sempre me vi como “pára-choque” entre os funcionários reclamando (com razão) da maneira como eram tratados e as chefias ou dono da empresa que queriam competência e produtividade, mas não abriam mão de um comando autoritário e desumano.

Já é antiga a frase: “o principal capital de uma empresa é o capital humano”. Frase de efeito muito citada por empresários quando em frente às câmeras de TV, porém que fica só da boca pra fora.

Bom, mas parece que após tanto tempo de existência da Administração como ciência, finalmente bons e inteligentes empresários estão dando a devida importância ao seu capital humano. Sinal dos novos tempos onde a consciência está aumentando, pois tratar funcionários com dignidade e respeito é sinal de consciência mais evoluída.

Atualmente já podemos ver na mídia exemplos de empresas que propiciam a seus funcionários creche para os filhos, salas para condicionamento físico, horários de entrada flexível, serviço de atendimento psicoterapêutico, promoções por mérito, qualificação profissional, etc.

Certamente ainda são poucas dentro do imenso número de empresas que existem e ainda, vez por outra, aparece na mídia casos de trabalho quase escravo, como recentemente foi flagrado em São Paulo.

Vivemos, desde que existe o trabalho remunerado, num círculo vicioso cruel: pessoas precisam de emprego para se sustentar e às suas famílias, empresários, sabendo disso, tratam seus funcionários conforme sua ganância e desumanidade lhes dita porque crêem que seus funcionários não pedirão demissão.

Além de gananciosos e desumanos – burros! Sim, porque é burrice não reconhecer que pessoas contentes com sua empresa e/ou chefias trabalham com maior motivação e são mais produtivas.

A mudança que estamos observando hoje nas empresas provavelmente é devida a essa nova geração de trabalhadores – a geração Y. Essa meninada, diferentemente de seus antecessores, não permanece num emprego que considere ruim seja por ser maltratado ou por não ver perspectivas de crescimento funcional e/ou profissional. Eles “chutam o balde” mesmo e trocam de emprego sem maiores pruridos de consciência, até porque boa parte deles conta com o respaldo dos pais (também chamada de geração canguru).

Tendo respaldo ou não, meus parabéns a essa geração porque estão mudando um comportamento anacrônico dos “patrões”.

Os empresários estão se dando conta que pessoas são um fator competitivo e estão disputando os melhores profissionais. Estão “descobrindo” que precisa haver sintonia entre a empresa e os funcionários e que no gerenciamento de pessoas é preciso primeiro escutá-las.

Este é o novo cenário no mercado de trabalho, mas para que se torne generalizado é preciso que os trabalhadores, os funcionários também façam a sua parte, desenvolvendo suas consciências, reivindicando melhor tratamento e mudanças laborais, mas sendo comprometidos com seu trabalho e sua empresa quando atendidos em suas solicitações.

Uma nova era laboral se vislumbra, mas tem que haver ações e atitudes de ambas as partes, patrões e empregados.

Imagem: historiaemaulas.blogspot.com

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segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Você trabalha porque gosta ou porque precisa?

trabalho

Hoje vamos expandir a consciência sobre um assunto que afeta grande parte da população mundial: o trabalho.

Durante muitos anos nos cursos que ministrei para funcionários de empresas ouvi constantemente queixas sobre o trabalho que desempenhavam, sobre as empresas onde trabalhavam e também das chefias. Constatei uma insatisfação generalizada com raras exceções.

Perguntava sempre: “mas por que você continua nesse emprego?” Resposta mais comum: “porque preciso trabalhar, o mercado de trabalho está difícil e não sei se me demitindo conseguirei coisa melhor”.

Essas respostas sempre me deixavam insatisfeita e eu entrava em acaloradas discussões com os alunos. Ouvia as mais estapafúrdias justificativas e explicações, cada qual defendendo sua necessidade de continuar no atual emprego.

Ficava muito penalizada porque percebia que boa parte daquelas pessoas sofria com sua situação profissional, mas sentiam-se “travadas” para buscar soluções.

Já ouvi de algumas pessoas a frase: “quando eu acertar na loteria ou Mega Sena nunca mais vou trabalhar”. Sempre fiquei pensando quando ouvia isso: “coitado/a, se isso acontecer mesmo, está cavando um futuro infeliz”. Sim, porque vai ser uma vida vazia e sem realização (exceto se a pessoa se engajar em algum trabalho voluntário).

O bom trabalho, aquele que nos anima, que nos dá prazer, é fundamental para aumentar a autoestima. O grande problema reside no fato das pessoas (boa maioria) procurarem apenas empregos e não trabalho (a diferença está no comprometimento com o que fazem) .

Eu sei, precisamos comer, pagar as contas, etc. e para isso precisamos de dinheiro ... que não cai do céu.

A questão que quero deixar clara é: precisa haver planejamento.

Se estiver num emprego que detesto ou que não me acrescenta nada, ao invés de gastar tudo que ganho com futilidades ou consumismo exagerado por que não colocar uma quantia, todo mês, numa poupança que poderá mais adiante me permitir ficar um tempo sem trabalhar enquanto procuro nova colocação que me será benéfica?

Ah, não sobra nada após pagar as contas? Então vamos fazer o seguinte: ao invés de perder o meu tempo assistindo o Big Brother (ou algo do gênero) por que não emprego o meu tempo livre consultando os sites de emprego que existem na Internet e também fazendo algum curso (existem vários gratuitos) que me proporcione mais chances de empregabilidade?

O povo brasileiro é altamente criativo e empreendedor. Já pensou ou teve vontade de ter um negócio próprio? Atualmente o governo e instituições financeiras estão ajudando muito mais que antes a quem quer ser empreendedor.

Leia, pesquise, vá à luta.

Não fique enchendo o saco dos familiares ou dos amigos com suas lamúrias e queixas da empresa onde trabalha ou do seu chefe.

O mercado de trabalho é vasto e dinâmico e atualmente as empresas estão desesperadas atrás de bons profissionais. Ah, não é o seu caso? Você é um profissional mediano, para não dizer medíocre? Bom, está na hora de mudar se está insatisfeito com seu trabalho atual.

Meus caros, expandam seus horizontes. O primeiro passo é sempre o mais difícil, mas depois você vai engrenando e tudo se torna mais fácil.

Deixe de encarar seu trabalho como somente um provedor de dinheiro, vá atrás de algo que o/a apaixona. Quando fazemos algo que nos apaixona, o trabalho deixa de ser obrigação ou dever e passa a ser diversão.

São poucos, pouquíssimos aqueles que se enquadram nesta categoria, mas converse com algum deles e você dará razão ao exposto neste texto.

Para aqueles que estão engajados no desenvolvimento espiritual: se você está infeliz no seu atual emprego/trabalho, mude já porque ninguém consegue alcançar seu máximo no caminho espiritual se não estiver bem ou contente com todas as áreas de sua vida. E a profissão é uma importante área.

Se sua autoestima está tão baixa que já desistiu de ter um trabalho melhor ou uma vida melhor, leia os posts que falam sobre este assunto aqui no blog e procure também uma ajuda psicológica.

Nós encarnamos aqui para manifestar nosso máximo potencial e ser felizes, porém graças aos nossos sistemas de crenças limitantes vivemos nessa “gaiola de loucos”, contudo sempre é tempo para sair dela. MUDAR!

Torço por todos aqueles que tiverem a coragem para tanto.

Imagem: pixmac.com.br

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