"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Existe maldade gratuita?

maldade

Postei há pouco tempo uma matéria sobre uma experiência que foi denominada “Efeito Lúcifer” onde descobrimos que pessoas comuns, numa situação onde podiam exercer poder arbitrário e legal sobre outras, tornaram-se cruéis torturadores.

Hoje vamos adentrar um pouco mais neste campo, o da crueldade, maldade ou perversidade, como queiram chamar. Por que estou postando sobre este tema? Porque tomando conhecimento dos noticiários atualmente percebemos que os atos ditos maus ou cruéis estão se tornando um lugar comum em distintas partes do globo. Seja em regimes totalitários (Síria, por ex.), seja em países democráticos (Brasil, onde se queimam moradores de rua). Em vista disso é útil saber os porquês das pessoas agirem assim para, se possível, prevenir.

Ao indivíduo comum, normal, bem comportado parece que o mundo enlouqueceu. Será? Vejo duas possibilidades de resposta: 1) a crueldade sempre existiu, somente que agora temos amplo e imediato acesso, ou quase, aos fatos que ocorrem na sociedade planetária ou 2) mais pessoas estão “saindo dos trilhos” porque não estão aguentando as mudanças que ora ocorrem no planeta (a consciência está aumentando, e sendo ela luz, acaba trazendo à tona a escuridão que existe em cada um).

Freud atribuía a maldade à pulsões (conceito vago e difícil de entender) eu prefiro, segundo a Análise Transacional, atribuí-la à Criança Interior. Nossa criança interna é amoral, como qualquer criança pequena o é, carente de juízos de valor. Os pequenos não sabem que estão causando algum mal ao gato quando puxam o rabo dele. Os conceitos de bem e de mal vão se instalando em nossa psique conforme vamos crescendo. Na idade adulta, para alguns, ter seu objetivo alcançado transcende seus conceitos e/ou valores internalizados.

Trarei aqui algumas contribuições de um excelente trabalho (Tese de Mestrado de Marie Danielle Brülhart Donoso – Estudo psicanalítico sobre a gramática da maldade gratuita). Seus excertos serão colocados em cor e fonte diversas.

Autores citados na tese mencionada trazem diferentes abordagens à questão da crueldade. Gostei do enfoque de Hannah Arendt que considera que o mal é a absoluta falta do pensar (em profundidade). Em decorrência desse pensamento cunhou a expressão mal banal ou banalidade do mal. Ela chegou à sua conclusão a partir do estudo que realizou sobre os nazistas. Esteve presente, inclusive, nos julgamentos de Nuremberg. Esta “falta do pensar” nada mais é do que falta de reflexão ou, por extensão, falta de consciência evoluída.

Neste exemplo pode-se constatar a ausência de reflexão (depoimento de um soldado sobre os extermínios na ex-Iugoslávia): “A gente mata, e depois que a gente matou [...] temos que continuar matando sem parar, em ação sem parar, tiros sem parar, dedo no gatilho sem parar [...]. O importante é uma certa eficiência, uma coisa puramente, puramente empírica: não há muita filosofia, nem muita reflexão sobre o porque matei. É isso. (Welzer, 2007, p. 276).”

“Arendt não acredita que exista um Eichmann em cada um de nós, mas suas características é que se multiplicariam em sociedades de massa, inclinadas ao não exercício do pensamento e à falta de profundidade. (grifo meu) “Não pensar é também negar a si a responsabilidade pelos seus atos e é justamente quando não refletimos sobre o mal que podemos realizá-lo, quando anestesiamos a criticidade.” (Adilson Silva Ferraz)

Hannah Arendt dizia que “Os campos (de concentração nazistas) são a única forma de sociedade onde é possível dominar o homem inteiramente, mas conforme vimos no Experimento de Zimbardo - o Efeito Lúcifer, isso é possível em outras circunstâncias, desde que estejam presentes os elementos propiciadores.

Além do fato de não pensar, outro elemento vem propiciar o surgimento da bestialidade nos seres humanos: fazer parte de uma “massa” humana.

Heinrich Himmler num de seus discursos: Nós tínhamos o direito moral, nós tínhamos o dever em relação ao nosso povo, de matar esse povo que queria nos matar. Não é um “eu” que mata, é um “nós”. (Welzer, 2007, p. 282).”

Assim fica mais fácil, não é? Um “nós” ao invés de um “eu”.rsrs

Quando o indivíduo faz parte de um grupo, grande ou até mesmo pequeno, ocorre o que Freud se referia como abdicar do ideal de ego pelo ideal de massa ou como disse Marie Danielle: “[...] o anonimato da massa – facilita uma suspensão da repressão e um apagamento da consciência moral e do sentimento de responsabilidade.”

Novamente aí observamos a falta de reflexão e consciência evoluída, pois um indivíduo altamente consciente escolherá o caminho a agir de acordo com seus princípios éticos e não se deixará levar pela turba.

Um terceiro elemento encontrado na manifestação da violência ou crueldade é a segregação, o catalogar-se, e aos demais, por nação, etnia, credo, orientação sexual, etc.

Sobre o massacre de My Lai, Vietnã : “Aterrissamos em outro planeta. Ninguém tem a menor ideia do que falam. Ninguém tem o menor sentimento pelos vietnamitas. Não são seres humanos. Então, pouco importa o que você faça deles. (Welzer, 2007, p. 239).”

Vemos no noticiário: pai e filho espancados por suposição de serem gays; templos espíritas e umbandistas são atacados por religiosos de outra fé, moça agredida brutalmente por terem suposto que era prostituta, roubos seguidos de morte quando as vítimas nem sequer reagiram, assassinato de crianças numa escola por fanático islâmico e por aí vai a insana fúria dos intolerantes que não conseguem aceitar as diferenças, que se consideram donos da verdade ou baluartes de sua fé, que se supõem superiores por sua raça ou status social.

Os requintes de bestialidade mais atrozes acompanham o homem ao longo de toda sua história e a aculturação, o progresso e a ciência não proporcionaram a hegemonia da civilidade nem garantiram o primado da razão.”

A vida em sociedade impõe restrições aos nossos impulsos primitivos que quando chegam a um limiar crítico irão se descarregar, por exemplo, através da violência. Uma das formas de descarregar os impulsos primitivos seria, o que é tão comum atualmente, hostilizar minorias “diferentes”.

Enfim, não podemos dizer que exista maldade gratuita porque toda ação humana tem algum motivo por trás. . Vejamos o exemplo de um torturador que gosta do que faz, ele pode estar desrecalcando no torturado os maus tratos ou falta de amor que sofria na infância.

A psique humana é muito complexa e sempre devemos levar em conta que, muitas vezes por detrás de uma aparência polida, reside um ogro primitivo que pode emergir a qualquer momento. Esse é o ser humano nem besta, mas também nem anjo. Enquanto vivermos na dualidade assim será.

Reflitam sobre isso.

Imagem: rumoatolerancia.fflch.usp.br

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terça-feira, 27 de março de 2012

Estou cansado!

cansado

Recebi este texto por e-mail atribuído a Bill Cosby, mas, ao pesquisar, descobri ser uma variação de outro (bem mais longo) postado em seu blog por um ex-senador de Massachussets: Robert A. Hall.

Embora seja a visão de um norteamericano, muito do que cita diz respeito a todos nós, pois vivemos num mundo globalizado.

Trata-se de um texto com palavras duras e, à primeira vista, preconceituoso, politicamente incorreto e intolerante. Contudo me fez refletir, pois muito do que diz é a mais pura verdade. Aí fiquei me perguntando: será que não estamos tão hipnotizados pela mídia e pelo politicamente correto que passamos a ver fatos e situações de forma distorcida desde que se adeque à nossa autoimagem de “bonzinhos”?

Fica aqui o texto para cada um fazer a sua reflexão e chegar, ou não, a uma conclusão.

Tenho 74 anos. Exceto num breve período na década de 50 quando fiz o meu serviço militar, tenho trabalhado duro desde que eu tinha 17 anos, exceto por alguns graves desafios de saúde. Tinha 50 horas por semana e não caí doente em quase 40 anos. Tinha um salário razoável, mas eu não herdei o meu trabalho ou o meu rendimento e eu trabalhei para chegar onde estou. Dado o estado da economia, parece que a reforma foi uma má idéia. E estou cansado. Muito cansado.

Estou cansado de que me digam que eu tenho que "espalhar a riqueza" para as pessoas que não tenham a minha ética de trabalho. Estou cansado de que me digam que o governo fica com o dinheiro que eu ganho, pela força se necessário, para dá-lo a pessoas com preguiça para ganhá-lo.

Estou cansado de que digam que o Islã é uma "religião da paz", quando todos os dias eu leio dezenas de histórias de homens muçulmanos matando as suas irmãs, esposas e filhas pela "honra" da família; de tumultos de muçulmanos sobre alguma ligeira infração; de muçulmanos a assassinar cristãos e judeus porque não são"crentes"; de muçulmanos queimando escolas para meninas; de muçulmanos apedrejando adolescentes vítimas de estupro, até a morte, por serem"adúlteras"; de muçulmanos a mutilar o genital das meninas, tudo em nome de Alá, porque o Alcorão e a lei da Sharia diz para eles o fazerem.

Estou cansado de que me digam que em nome da "tolerância para com outras culturas" devemos deixar a Arábia Saudita e outros países árabes usarem o nosso dinheiro do petróleo para financiar mesquitas e escolas madrassa islâmicas para pregar o ódio na Austrália, Nova Zelândia, Reino Unido, Estados Unidos e Canadá, enquanto que nenhum desses países está autorizado a fundar uma sinagoga, igreja ou escola religiosa na Arábia Saudita ou qualquer outro país árabe, para ensinar amor e tolerância.

Estou cansado de que me digam para eu baixar o meu padrão de vida para lutar contra o aquecimento global, o qual não é sequer permitido debater...

Estou cansado de que me digam que os toxicodependentes têm uma doença e eu tenho que ajudar no apoio e tratá-los, pagar pelos danos que eles fazem. Terá sido um germe gigante saindo correndo de um beco escuro que os agarrou e os encheu de pó branco pelos narizes ou enfiou uma agulha em seus braços enquanto eles tentavam combatê-lo?!

Estou cansado de ouvir ricos atletas, artistas e políticos, de todos os partidos, falarem sobre os seus erros inocentes, erros estúpidos ou erros da juventude, quando todos sabemos que o que eles realmente pensam é que o seu único erro foi terem sido apanhados.

Estou realmente cansado de pessoas que não assumem a responsabilidade pelas suas vidas e ações. (sublinhado meu) Estou cansado de ouvi-los culpar o governo, a discriminação, a economia e a falta de equidade social - de fato, eles não durariam muito mais numa sociedade de verdadeira equidade social...

Eu também estou cansado e farto de ver homens e mulheres jovens e adolescentes serem "doca" de tatuagens e pregos na face, tornando-se não-empregáveis, e reivindicando dinheiro do governo, como se de um direito se tratasse.

Sim, estou muito cansado. Mas também estou feliz por ter 74 anos porque não vou ter de ver o mundo nojento que essas pessoas estão preparando. Eu só estou triste por minha neta e os seus filhos.

Graças a Deus, estou no caminho de saída e não no caminho de entrada...

Imagem: achopouco.blogspot.com

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quarta-feira, 21 de março de 2012

Você sabe o que o motiva?

PirâmideMaslow
Em se tratando de seres humanos nada é simples e nada é definitivo. Não se pode colocar rótulos ou fazer generalizações apressadas. A Psicologia já avançou muito no estudo da psique humana, mas ainda não tem e talvez nunca tenha a última palavra. Grande parte dos teóricos desta ciência não consideram a relevância do aspecto espiritual sobre o comportamento humano. Aí já se constata uma significante lacuna no seu estudo.
Primeiro vamos partir do princípio de que todo o comportamento humano é motivado e ... os motivos são frequentemente inconscientes. Mas o que motiva o comportamento e as atitudes humanas? Vários fatores e aqui vou citar alguns sem a pretensão de esgotar o assunto, até porque já foi constatado que conforme a humanidade evolui diferentes necessidades e motivações aparecem.
Afinal, o que é motivação? Em palavras bem simples é o que explica os porquês das pessoas escolherem uma ação. Por que esta e não aquela? Por que insistem numa determinada ação que até, muitas vezes, lhes resulta danosa ou penosa?
“O ser humano reage não só a objetos e pessoas do ambiente exterior como também ao seu próprio corpo, a seus pensamentos e sentimentos. Ao fazê-lo desenvolve cognições sobre o eu, como um objeto central e valioso. Surgem necessidades e objetivos importantes que se ligam à elevação e à defesa do eu.” (Krech, Crutchfield e Ballachey em O indivíduo na sociedade)
O ser humano é impulsionado por duas forças principais: a) buscar o prazer, satisfação e b) evitar o desprazer, desconforto, etc. o que equivale a dizer que é impulsionado por necessidades, desejos, objetivos.
Já é bem conhecida a Pirâmide de Maslow que classifica as necessidades humanas numa escala ascendente começando pelas mais básicas ou fisiológicas. A seguir, a necessidade de segurança, após a de afiliação ou participação, no quarto nível vem a necessidade de autoestima, prestígio e finalizando vem a necessidade de autorrealização.
Analisando esta pirâmide percebemos que a partir do terceiro nível algumas variáveis determinam diferenças entre as pessoas quanto à existência ou não da necessidade. Por ex: uma pessoa que mal ganha o suficiente para se manter dificilmente irá se motivar para a autorrealização (que pressupõe já estarem satisfeitas as necessidades dos níveis anteriores).
As necessidades variam conforme o país em que a pessoa vive, sua escolaridade, nível socioeconômico, capacidade cognitiva, questões emocionais, etc.
Vejam que interessantes as conclusões a que Maslow chegou quanto aos indivíduos auto-realizados:
- Percebem a realidade de modo preciso;
- Aceitam-se a si próprios, aos outros e ao mundo;
- São espontâneos e despretensiosos;
- Centram-se mais nos problemas do que em si próprios;
- Valorizam a solidão;
- São autônomos;
- Reagem com respeito aos mistérios da vida;
- Têm experiências fortes;
- Identificam-se com a Humanidade;
- Têm relativamente poucos amigos, mas os levam a sério;
- Partilham valores democráticos;
- Têm um forte sentido ético;
- Têm sentido de humor sem hostilidade;
- São criativos;
- Resistem à enculturação.
Murray, psicólogo americano, também se dedicou ao estudo das necessidades humanas e estabeleceu a seguinte lista:
- Submissão
- Realização
- Afiliação
- Agressão
- Autonomia
- Contra-reação (vencer pelo esforço próprio)
- Defesa
- Deferência
- Domínio
- Exibição (causar boa impressão)
- Autodefesa física
- Autodefesa psíquica
- Altruísmo
- Ordem
- Entretenimento
- Rejeição (afastar-se de algo negativo)
- Sensibilidade
- Sexo
- Apoio
- Conhecimento
- Aquisição
- Retenção
- Construção
- Cuidar
- Ser cuidado
- Brincar
Ultimamente, os teóricos, que estão sempre pesquisando, fizeram descobertas significativas sobre a motivação. Ex:
“Em experimentos que uniram ressonância magnética, exames de neurorradiologia e mapeamento de ondas cerebrais, o professor de psicologia da Universidade de Michigan Kent Berridge fez o achado mais significativo dos últimos 50 anos sobre nossa motivação. Ele descobriu que nosso cérebro tem dois sistemas de recompensa — um que nos leva a querer e outro que nos leva a gostar. Costuma ser uma operação conjunta: sua mente sente vontade de alguma coisa e, depois, prazer por conquistá-la. Essa venda casada sempre ocultou o fato de termos dois sistemas diferentes — mas que podem ser flagrados quando não estão em sintonia. Quando se usam drogas ou em situações de ansiedade e estresse, o “querer” é turbinado e provoca a busca de uma recompensa mesmo que você não esteja tão a fim dela. Ou seja, você se motiva para conseguir algo que quer, mas não gosta.
Essa descoberta explica, na pressão do vestibular, alguém gostar de arquitetura mas estar cheio de gás para fazer medicina. Explica por que aquele emprego pelo qual você lutou é decepcionante de uma maneira que você nem sabe explicar, depois que conseguiu a vaga. E por que nenhuma empresa faliu seguindo o consagrado esquema de recompensas e punições: afinal, o cérebro dos funcionários quer esse esquema, só não parou para pensar se gosta dele.” (http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI236569-17773,00-O+QUE+NOS+MOTIVA.html)
Nos ambientes corporativos, cada vez mais está se valorizando o empowerment, a autonomia e a independência dos funcionários para mantê-los motivados e assim assegurar boa produtividade. Mas que fique bem claro: ninguém motiva ninguém. Não existe heteromotivação e sim automotivação. O que se pode fazer é criar condições que propiciam a automotivação.
Finalizando, assistam ao vídeo a seguir porque o mesmo é bem esclarecedor e muito didático.
Imagem: pt.wikipedia.org
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quarta-feira, 14 de março de 2012

Mentalidade de rebanho explicada

sheeple

Em mais de um post já comentei aqui sobre uma característica humana que é decorrente da consciência pouco desenvolvida: deixar-se influenciar pelos demais, ficar repetindo o que os outros dizem sem ter comprovação ou, resumindo, deixar-se comandar pela matrix (sistemas de crenças vigentes).

Quando não se está desperto de maya (a ilusão que é a nossa realidade) é comum isso acontecer com as pessoas. Como se não bastasse desconhecermos a “real” realidade, ainda existe o fato de o ser humano ser emocional. Existem aqueles mais racionais, mas quando o parafuso aperta, somos todos comandados pelas emoções. As pessoas não se dão conta disso, a coisa funciona inconscientemente.

Nos Estados Unidos, esse “Maria vai com as outras” arranjou um nome bem apropriado: sheeple (mistura de sheep – ovelha com people – pessoa). Achei muito engraçado, pois o povo desse país é um exemplo típico do que estamos falando. rsrs

O povo americano é bastante imaturo e naive (ingênuo), mas, pelo que tenho tido de informações de lá, parece que estão acordando...

Já aqui no Brasil não é a ingenuidade a responsável, mas a ignorância. Falta muita educação ao nosso povo e os governos, que poderiam dar um jeito nisso, até agora lavaram as mãos. Não que isto esgote os motivos para tal comportamento, com seres humanos nada é simples.

Bem, mas vejam a matéria que fala sobre a experiência conduzida pelo Professor Jens Krause da Universidade Leeds.

Estudo comprova que 95% das pessoas são sheeple

O estudo mostrou que é preciso somente uma minoria de 5 por cento para influenciar a direção de uma multidão e que os outros 95 por cento acompanham sem terem noção do que está acontecendo.

Os cientistas na Universidade de Leeds conduziram pesquisas que comprovam a tendência que muitos têm de agir como rebanho, inconscientemente seguindo a multidão como se eles não possuíssem uma mente capaz de raciocinar. Enquanto esta tendência pode ter seus usos em algumas situações, tais como o planejamento de fluxo de pedestres em áreas ocupadas, ela não inspira nada de esperança para a humanidade. O estudo mostrou que uma minoria de apenas cinco por cento influencia a direção da multidão - e que os outros 95 por cento seguem sem sequer perceber o que está acontecendo.

O Professor Krause realizou uma série de experimentos em que grupos de voluntários andavam aleatoriamente num grande salão. Dentro do grupo, alguns receberam instruções sobre onde andar. Os participantes não podiam se comunicar ou influenciar alguém intencionalmente. As conclusões em todos os casos revelaram que os indivíduos informados foram seguidos pelos outros formando uma estrutura de organização snake-like (como uma cobra) ou rebanho de ovelhas, faça a sua escolha.

“Nós todos já passamos por situações onde fomos “varridos” juntos por uma multidão, disse o Professor Krause. Mas o que é interessante sobre esta pesquisa é que nossos participantes acabaram por tomar uma decisão de consenso, apesar do fato de que eles não estavam autorizados a falar ou fazer gestos um para o outro. Na maioria dos casos os participantes não perceberam que estavam sendo conduzidos por outras pessoas. Assustador. Somos sheeple já que podemos permitir que algumas pessoas "informadas" nos conduzam ao redor sem saber o que está acontecendo? Infelizmente faz sentido. Quantos caem em golpes de todos os tipos por causa de amigos ou fontes "informadas" em esquemas de pirâmides ou golpes religiosos e/ou políticos? Nós parecemos acreditar sobre qualquer coisa ou tolerar cegamente desde que a mensagem seja entregue com suficiente credibilidade social.”

Como ser você mesmo? Há algumas coisas que você pode fazer não só para evitar viver como um sheeple, mas desfrutar de uma vida plena, próspera e emocionante para começo de conversa. Aqui estão alguns dos fundamentos que os sheeple tendem a perder.

Determine o que você quer na vida. Por mais de 25 anos ensinando Programação Neuro Lingüística, eu fiz a milhares de pessoas a pergunta: o que você quer? E fiquei espantado com a incrivelmente baixa percentagem de pessoas que podem responder a ela. Quais são seus principais objetivos? Em que direção você está norteado? Onde você quer estar em cinco anos? A resposta mais comum: não sei. Vamos ver o que acontece. Talvez um em cada dez pode responder com segurança e especificidade. São os que falam assim:

- Meus principais objetivos agora são ..........

- Em cinco anos minha vida será diferente nas seguintes específicas maneiras .........

- Os obstáculos principais no meu caminho são os seguintes........

- As habilidades que preciso desenvolver para alcançar meus objetivos são as seguintes...

Ninguém pode prever o futuro, mas algumas coisas nos servem melhor para intencionalmente perseguir um futuro escolhido do que esperar para "ver o que acontece." Se você não escolher suas metas, sua família, amigos, comunidade e cultura farão isso por você (consciente ou inconscientemente). Isso é chamado de status-quo. Não surpreendentemente, o status quo não é tão inspirador.

Aprenda a tomar decisões intencionais, completas. Muitas das nossas decisões não são bem consideradas. Na PNL, aprendemos que as decisões e a motivação são simplesmente compostos de fenômenos visuais, auditivos e cinestésicos (sensação orientada). Estes são os blocos de construção dos processos mentais. (Discordo solenemente. Não é só isso. A PNL afirmando isso, baseia seu conhecimento na priorização de aspectos físicos ou fisiológicos)

Más decisões, decisões impulsivas e decisões lamentáveis muitas vezes estão carentes de um bloco de construção. Tomamos decisões de impulso sem discutir coisas (faltando o auditivo). Tomamos decisões emocionais sem considerar outras opções (faltando visual e auditivo). Ou somos travados em loops mentais sem nenhuma saída (interminável diálogo interno com nenhum sentimento em direção à ação).

Em todos estes casos, porque nos falta a base para decisões sólidas, somos vulneráveis aos caprichos dos outros. Se não tivermos a capacidade de discutir e analisar as decisões, aceitamos a análise de alguém como se fosse um evangelho. Se nós tendemos a tomar decisões emocionais, podemos ser vítimas de quem pode bombear-nos de encontro a um estado emocional. Se nós não levamos nossos pensamentos à conclusão com um sentimento de segurança, nós podemos apenas fazer o que os outros estão fazendo simplesmente para sair do loop interno sem fim.

Incrivelmente, não ensinamos as habilidades de fixação de metas e tomada de decisão em nosso sistema educacional. Essas ajudam a formar a base do real caráter e individualidade - e nos protegem da dependência das idéias ou opiniões dos outros. Tomar as suas decisões com todos os seus blocos de construção no lugar e com um conjunto claro de objetivos em mente. Isto irá mantê-lo fora do reino do sheeple. Mas não tome minha palavra para isso. Pense bem.”

Fonte: http://www.naturalnews.com/034676_sheeple_study_psychology.html#ixzz1jqjo20yM

Imagem: holytaco.com

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quarta-feira, 7 de março de 2012

Você está disposto a abrir mão de ... pela sustentabilidade do planeta?

onda verde

Encontrei esta pérola de texto e compartilho com vocês para darem uma pensadinha ... rsrs

Na fila do mercado o caixa diz a uma senhora idosa que deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não eram bem-vindos ao meio ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: “Realmente, meu filho, não havia essa onda verde no meu tempo. ”O empregado então respondeu: “Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com nosso meio ambiente”. A senhora foi embora e eu sai dali matutando no que tinha ouvido.

E cheguei a conclusão que a coisa não era bem assim como o rapaz pensava. Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerantes e cerveja eram devolvidas à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes do reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas dezenas ou centenas de vezes, sei lá.

E hoje o que se vê são milhares e milhares de latinhas de cerveja e refrigerante entupindo bueiros e degradando rios e mares e levando centenas de anos para se decompor e até que isso aconteça causando mortes e toda sorte de tragédias nas famílias (está inserido aí o astronômico consumo de álcool da atual geração).

Realmente, a geração da senhora não se preocupava com o meio ambiente. Subia-se as escadas, porque não havia escadas rolantes nas lojas e escritórios, movimentando o corpo, e não esperava-se o elevador, como a maioria dos jovens faz, no colégio ou no prédio onde mora, para ir do térreo ao primeiro andar. Caminhava-se até o comércio, ao invés de se usar o carro de 300 cavalos de potência, cada vez que se precisa ir à padaria da esquina.

O rapaz estava certo, a geração da senhora não se preocupou com o meio ambiente. Até então, as fraldas eram lavadas, porque não havia fraldas descartáveis (descartáveis apenas no nome, pois também levam décadas para se degradar).

Roupas secas: a secagem era feita não nessas máquinas bamboleantes de 220 volts. A energia solar e eólica (energias puras) é que realmente secavam as roupas que tinham sido antes dos irmãos mais velhos e não roupas compradas apenas pela febre do consumismo desenfreado.

Mas é verdade, não havia preocupação com o meio ambiente no passado. Naquela época, tinha-se somente uma TV ou rádio em casa e não uma TV e tantas parafernálias eletrônicas em cada cômodo da casa, gerando, para isso, um imenso consumo de energia.

Energia essa que para ser obtida irá produzir desmatamento, ruptura do equilíbrio ecológico, desvio de rios (basta ver o que acontece hoje em Belo Monte), extinção de animais e poluição da atmosfera num ciclo infinito (veja a tragédia da Usina Nucelar de Fukushima no Japão e a de Chernobyl, na Rússia).

E toda essa parafernália, com materiais altamente poluentes, onde será depositada, depois que estragar? Até quando a terra aguentará abrigar em seu seio tanto lixo? Na cozinha, batia-se tudo com as mãos, pois não havia aparelhos elétricos, que fazem esse processo como agora. Quando embalava-se um pacote frágil para o correio, usava-se jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets como hoje, que duram cinco séculos para começar a degradar.

Naqueles tempos, não se usava motor à gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama movimentado pelos músculos. O exercício era extraordinário e não se precisava ir a uma academia e usar esteiras que também consomem energia (e nem vou falar nos anabolizantes).

E já que falei em anabolizantes, nem vou dizer que no tempo de juventude daquela doce senhora seus amigos não se utilizavam de cocaína, maconha, ecxtasy, heroína, crack, anfetaminas, LSD e por ai vai. Porque eram mais resolvidos consigo mesmo e não precisavam da proteção da droga para poder enfrentarem o mundo.

Mas você, meu rapaz, tem razão: não havia preocupação com o meio ambiente. Bebia-se diretamente da fonte, quando vinha a sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos e rios e somente se acabarão lá pelo ano (pasmem) 2400. Afiava-se a navalha, as tesouras e as facas, ao invés de jogá-las fora como hoje, só porque ficam sem corte, ajudando a aumentar os aterros sanitários com seus materiais plásticos poluentes.

As comidas eram naturais e sabia-se de onde vinha, não como hoje repletas de agrotóxicos, substâncias químicas e sal, contribuindo para o alto índice de colesterol e obesidade infantis, sem contar a desgraça dos refrigerantes e os alimentos geneticamente modificados.

Bem, meu caro rapaz, eu poderia ficar aqui citando exemplos que não acabam mais, no entanto, cansaria o leitor e contribuiria para o desconvívio familiar e a desagregação das relações interpessoais, pois no tempo da sublime senhora conversava-se, interagia-se, prosava-se, estreitava-se os laços de amizade e afeto cara-a-cara, pessoalmente, prazerosamente.

E não se vivia o tempo do silêncio familiar, da distância entre pais e filhos, entre marido e mulher, cada um preocupado com sua novela, seu filme, seu facebook, twiter, orkut e todas essas rede sociais.

Os jovens exercitavam os músculos do cérebro porque precisavam estudar e não tinham tudo de mão beijada dado pelo Google. E o resultado são esses milhões de jovens alienados e analfabetos mentais circulando por aí. Realmente, a senhora estava errada, quem dera que você também pudesse errar como ela e ouvisse do seu filho um dia a frase: “Pô, pai, como era bom viver no seu tempo. Você sim era maneiro e tirava onda, a onda era verde, pai, não era essa onda preta de hoje”. Naquele tempo...

Ludmila Stuart - Jornalista

Fonte: jornalsobretudo.com

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