"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Você sabia que ...

pilha de Bagda

Hoje vamos expandir a consciência numa área do conhecimento humano que é uma das que mais mentiras e lacunas contém: a História oficial, a que a gente aprende na escola.

A história humana está muito, mas muito mal contada. Arqueólogos, paleontólogos e historiadores tecem teorias sobre seus achados e qualquer coisa que não encaixe em suas teses, eles simplesmente ignoram ou dão explicações descabidas.

Aquela que é chamada de pré-história é uma verdadeira fábula, relatando-nos que os homens viviam em cavernas, de forma muito primitiva, tal como hoje vivem parecido os bosquímanos da África, entretanto isso não quer dizer que o resto da humanidade assim o viva. Como diz Charroux: “O homem pré-histórico não era esse ser obtuso, tacanho, grosseiro que se pretende. Era pintor, oleiro, desenhista, de gênio (as grutas de Lascaux, Altamira, Glozel). As cavernas não eram senão ateliers dos ‘minus’ da sociedade. Os seus contemporâneos mais evoluídos conheciam o vidro, o carvão e, muito possivelmente, os metais e a indústria do ferro” ((O livro dos segredos traídos, Robert Charroux. Ed. Livraria Bertrand, pg. 98)

Vamos ver então alguns exemplos da História desconhecida dos homens.

- Você sabia que já houve uma guerra atômica na antiguidade? Veja o que dizem escritos sagrados indianos:

O fogo da terrível arma destruía as cidades, produzindo uma luz mais clara que cem mil sóis ... Este fogo fazia cair as unhas e os cabelos dos homens, embranquecia as penas das aves, coloria as suas patas de vermelho e entortava-as.” (Ibid, pg. 61)

- Você sabia queo homem pré-histórico usava, como todos os homens civilizados do Ocidente: chapéu, casaco, calças, sapatos”? “Este fato é incontestável porque está provado pelos desenhos gravados nas lajes da biblioteca seqüestrada no Museu do Homem, em Paris.” (Ibid, pg. 97)

- Você sabia que Os homens pré-históricos conheciam a escrita, como o provam as tabuinhas gravadas de Glozel, as quais são incontestavelmente autênticas”? (Ibid pg. 97)

- Você sabia que no Museu Topkapi existem mapas antigos que pertenceram ao capitão turco Piri Reis (comandante da frota otomana em 1550) que mostram cadeias de montanhas na Antártida que só foram descobertas em 1952; que à época mostrada nos mapas a Antártida não estava totalmente sob a capa de gelo o que situa a observação contida nos mapas em 4000 AC?

Os mapas dão algumas informações que só podem ser possíveis de obter vistas do alto. Havia veículos aéreos em 4000 AC?

- Você sabia que à época da conquista da América Latina pelos espanhóis havia pessoas loiras e de olhos azuis no Peru?

“Pedro Pizarro, primo do conquistador diz na sua crônica: Os cabelos dos homens e das mulheres são loiros como o trigo e certos indivíduos têm a pele mais clara do que os espanhóis.” (História desconhecida dos homens, Robert Charroux. Ed. Círculo do Livro, pg. 64)

- Você sabia que “Em Gargayan, província ao norte da Filipinas, foi descoberto o esqueleto de um gigante que não media menos do que 5,18 metros.? Ou que foram descobertas no sudoeste da China ossadas pertencentes a outros seres humanos com 3 metros de altura”? (Ibid pg. 171)

- Você sabia que “vários cronistas do século XIII afirmam que Jechielé, rabino francês de rara erudição à qual o rei São Luis gostava de prestar homenagem conhecia o segredo de um candeeiro resplandecente que se iluminava espontaneamente”?

“Esse candeeiro não continha azeite nem pavio e por vezes o rabino o colocava na janela à noite, o que intrigava profundamente seus contemporâneos. (...) Segundo os cronistas o rabino tinha uma forma muito pessoal de desencorajar os importunos que lhe iam bater à porta. Tocava num prego colocado na parede de seu gabinete e imediatamente dele jorrava uma faísca crepitante e azulada. Infeliz daquele que, nesse preciso momento, tocasse na aldrava de ferro da porta; o importuno dobrava-se, contorcia-se e berrava como se estivesse prestes a ser absorvido pela terra e finalmente fugia sem querer saber de mais nada.” (Ibid pg. 96)

Você sabia que existe uma pilha elétrica que foi encontrada numa ruína próxima à capital do Iraque e cuja idade é estimada em 2000 anos? A mesma é composta por eletrodos de ferro e de cobre e um eletrólito desconhecido: a Pilha de Bagdá.

Bom acho que deu para dar uma ideia do quanto nossa verdadeira História é subtraída de nós, pois estas informações não estão nos livros comuns de acesso ao grande público.

Nossa real História é muito mais apaixonante e instigante do que sequer imaginamos.

Imagem: sitedecuriosidades.com

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domingo, 3 de junho de 2012

Malhação de Judas dos dias atuais

xuxa

O Google me trouxe 125.000 resultados sobre o assunto “Xuxa e suas declarações no Fantástico”. Eta país pobre! Pobre de espírito!

O mundo atravessa uma crise econômica sem precedentes, o Oriente Médio pode ter deflagrada uma guerra de proporções catastróficas a qualquer momento, no Brasil temos uma CPI em curso sobre mais um dos desmandos dos homens da política e ... as pessoas deste país perdendo tempo em discutir, opinar e julgar se a Xuxa fez bem em lavar sua roupa suja no Fantástico, se mentiu, se foi dissimulada ou se foi sincera .

Que que é isso, gente? Falta do que fazer?

Eu entendo que a moça é uma figura pública e chamou a atenção pelo inusitado de sua declaração sobre ter sofrido abusos sexuais quando criança, mas daí a fazer esse sucesso todo????

Vejam algumas “pérolas” que coletei na internet:

Apelativa: a guerra pela audiência de domingo proporcionou ao telespectador um espetáculo desagradável – 45,96% (resultado do quizz do UOL)

“Quando entram em decadência começam a "lembrar" de muitos fatos importantes. Proposta de casamento de Michael Jackson (???), agora abuso sexual. Aguardem na próxima semana outra "lembrança". Xuxa já era.” (comentário no Portal UOL)

“Para mim ela está querendo aparecer. Está horrivelmente velha. Não consegui ver a história até o fim por me parecer fabricada pela Globo. Muito chato.” (comentário no Portal UOL)

“... suas declarações são políticas no mais alto grau, pois alinhou-se com a agenda do marxismo cultural, cuja meta é a destruição da família tradicional”. (Nivaldo Cordeiro, vídeo no Youtube)

“É quase certo que as famosas cenas de pedofilia explícita do filme "Amor, estranho amor", estrelado por Xuxa, em 1982, serão explicadas agora - após suas declarações no programa Fantástico deste domingo (20) - pelo abuso que Xuxa sofreu na infância.” (Cristian Derosa, jornalista)

Agora, usando a massa cinzenta e sem emocionalismos, vamos fazer algumas considerações:

- Dois dias após o depoimento da Xuxa a Secretaria de Direitos Humanos registrou 220 mil ligações denunciando abuso infantil. Então tenha sido “golpe” ou não, o depoimento funcionou positivamente para as vítimas de abuso.

- Xuxa, “horrivelmente velha”? Quem dera 90 % das mulheres da idade dela tivessem sua aparência.!!!

- Alinhada com a “agenda do marxismo cultural”? Que eu saiba ela é uma legítima representante do capitalismo consumista.

- Cenas de pedofilia em seu filme Amor, estranho amor? Que eu saiba pedofilia é ato sexual cometido por um adulto com uma criança ou adolescente. Pois bem, na época da filmagem Xuxa tinha 16 nos e a “criança” suposta vítima (não vi o filme) tinha 12 anos, portanto eram ambos adolescentes, com pequena diferença de idade. Onde então está o ato pedofílico?

Citei muito pouco das barbaridades que andei lendo na Internet. É lamentável. Mas o que é tudo isso? Inveja e da grossa!!!

Não estou aqui para defender a Xuxa, ela que arque com as conseqüências de sua fama, mas fico muito p. da vida com gente invejosa e mau caráter que não aguenta ver alguém ter beleza, dinheiro e fama ou com paranóicos que ficam encontrando motivações ocultas em tudo.

Será que esse povo invejoso não se dá conta do quão difícil é ser famoso? O preço que é preciso pagar? Amy Winehouse que o diga ... ou será preciso a Xuxa também se suicidar para então se tornar simpática aos maledicentes?

Fui convidada por um leitor do blog a dar minha opinião no Facebook sobre o assunto e eis o que escrevi:

Como existe gente que não tem nada útil pra fazer! Aff! Assisti ao vídeo na internet e sequer passou pela minha cabeça saber se a Xuxa estava falando a verdade, meia verdade ou o que mais. Não me interessa. O fato dela ser uma pessoa pública não me dá o direito de achar que a conheço para emitir julgamentos. Quem se interessa pela vida alheia ao ponto de gastar seu tempo com isso, provavelmente, carece de uma vida pessoal interessante ou rica, fica projetando suas fantasias nas vidas das celebridades. Eu realmente não tenho muita paciência com xeretas, fofoqueiros e opiniosos.” rsrs

Pois bem, a inconsciência das pessoas é tão grande que uma outra comentadora (acho que vestindo a carapuça) escreveu o seguinte:

“Acho que pelo fato dela ser uma pessoa pública é que muda tudo. Não vivemos isolados preocupados somente com o nosso umbigo. O depoimento de uma pessoa desta pode repercutir na vida de muitas crianças e adolescentes e como educadora acho que devo "gastar meu tempo" ouvindo para poder ver como isto vai aparecer lá com o grupo de adolescentes que atendo. Isto não quer dizer que a minha vida não seja muito interessante e não estou mais na fase de fantasiar sobre a vida de artistas, mas eu não vivo meu mundinho e nada mais! Gostando ou não, a vida dos artistas da TV são referências para as crianças e adolescentes que estão formando suas personalidades. Cabe a nós, adultos mediar as informações para minimizar danos.

Concordo que as vidas de celebridades televisivas são referências para os adolescentes, mas pela repercussão que houve parece que os adultos também estão muito “ligadinhos” nas vidas das celebridades... provavelmente essa pessoa nem se deu conta que vestiu a carapuça, pois do contrário não teria feito suas ressalvas.

Pessoal, é por essas e por outras que eu fico aqui enchendo a paciência de vocês estimulando-os a desenvolverem suas consciências!

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segunda-feira, 28 de maio de 2012

Os perigos da obediência

obediencia
A sociedade humana foi estabelecida em cima da obediência. Em grupos gregários organizados, se os indivíduos não obedecerem às leis, regras e normas vigentes para o bom andamento do grupo, a anarquia se estabelece e o caos impera.

Desde a infância somos ensinados a obedecer - como bons cãezinhos em treinamento. Sim, precisamos desse treinamento civilizador para depois saber conviver com os demais em sociedade, contudo este treinamento, em certa medida, acaba com uma preciosa característica humana que é a criatividade e também contribui para embotar ou diminuir a consciência de cada um. Pessoas obedientes costumam abrir mão de sua autonomia e, muitas vezes, até de sua responsabilidade.

Ultimamente tenho refletido bastante sobre os efeitos da obediência humana à autoridade. Se nos ativermos à história ela está repleta de fatos danosos resultantes da obediência à autoridade: envio à tortura e fogueira pelos padres durante a Inquisição, brutalidades e assassinatos por soldados e oficiais nazistas nos campos de concentração, só para dar dois exemplos.

Atualmente a mídia me traz alguns exemplos das conseqüências da obediência irrefletida: as pessoas acreditam em tudo que é dito pelas “autoridades”, não importa de qual área seja, basta ser considerada uma autoridade pela sociedade em geral. Esse comportamento facilmente leva a um outro já apresentado aqui (Mentalidade de rebanho explicada)  ou seja, a obediência sem reflexão pode ser danosa para quem a pratica e chegando até a ser danosa ao outro/s como foi verificado nos experimentos de Milgram.

Em 1961 Stanley Milgram conduziu na Universidade Yale um experimento para entender melhor a obediência à autoridade: Realizei uma experiência simples na Universidade de Yale para testar até que ponto um cidadão comum poderia infligir dor a outra pessoa simplesmente porque essa ordem lhe foi dada por um cientista experimental. A autoridade rígida foi oposta aos imperativos morais mais fortes dos testados contrárias a ferir os outros. Com os ouvidos retinindo com os gritos das vítimas, a autoridade vencia na maioria das vezes. A extrema disposição de adultos obedecerem totalmente ao comando de uma autoridade constitui o principal achado desse estudo: fato este que necessita, com maior urgência, de uma explicação.”

A experiência consistia em administrar choques elétricos (o sujeito acreditava nisso) a um outro indivíduo a cada vez que o mesmo errasse uma resposta dada numa sequência de perguntas. Os choque iam de 15 a 450 volts.

Segundo Milgram: “Para muitos, a obediência é uma tendência comportamental profundamente arraigada, chegando mesmo a ser um forte impulso que sobrepuja o treinamento em ética, solidariedade e conduta moral. Muitas pessoas eram, de certa forma, contra o que fizeram ao aluno e muitas protestaram ao mesmo tempo em que obedeciam. Algumas estavam totalmente convencidas da crueldade de suas ações, mas não podiam se decidir a romper abertamente com a autoridade.”

“Dos quarenta sujeitos que participaram da primeira experiência, 25 obedeceram às ordens dos experimentador até o final, punindo a vítima até que chegassem ao mais potente choque que o gerador podia oferecer. Depois que 450 volts foram aplicados por três vezes, o experimentador encerrou a sessão. Muitos do pacientes obedientes suspiraram então de alívio, enxugaram suas testas, esfregaram os olhos com os dedos ou nervosamente puxaram seus cigarros.”


Em suas análises, Milgram relembra o que disse Hannah Arendt sobre a banalidade do mal durante o julgamento de Adolf Eichmann que ela classificou não como monstro, mas como um simples burocrata cumprindo ordens. Depois de testemunhar centenas de pessoas comuns se submeteram à autoridade em nossas próprias experiências, devo concluir que a concepção de Arendt a respeito da banalidade do mal está mais próxima da verdade do que se ousaria imaginar. As pessoas comuns que administraram choques na vítima o fizeram devido a um senso de obrigação – uma impressão de seus deveres como paciente – e não devido a tendências peculiarmente agressivas.”

(...) “A essência da obediência é que uma pessoa passa a se ver como o instrumento que executa os desejos de outra e que, portanto, deixa de se considerar responsável pelas suas ações. A moralidade não desaparece – adquire um enfoque radicalmente diferente: a pessoa subordinada sente vergonha ou orgulho, dependendo de quão adequadamente executou as ações solicitadas pela autoridade.


O idioma possui inúmeros termos para determinar esse tipo de moralidade: lealdade, dever, disciplina são todos termos bastante saturados de significado moral e que se referem ao grau com o qual uma pessoa cumpre suas obrigações para com a autoridade.”

(...) “Há, assim, uma fragmentação da ação humana total; ninguém é confrontado com as consequências da sua decisão de executar o ato mau. A pessoa que assume a responsabilidade desapareceu. Talvez seja essa a característica mais comum do mal socialmente organizado na sociedade moderna.”


Talvez nos dias atuais essa experiência tivesse um resultado diferente porque estão soprando ventos de rebeldia pelo planeta, mas não creio que seria uma diferença muito significativa, pois embora haja uma confessa rebeldia social e política, por outro lado os seres humanos ainda são condicionados pela obediência à autoridade, haja vista como obedecem às recomendações da ciência médica a respeito das vacinas (cada dia mais alvo de suspeitas).

Finalizando, quero deixar o alerta sobre a obediência sem reflexão ou sem consciência. Não há autoridade que seja dona da verdade, mesmo a ciência volta e meia desdiz ou refuta conceitos e teorias anteriores tidos como acertados.

Para evoluir a consciência é necessário questionar, questionar sempre!

Fonte: http://www.bernardojablonski.com/pdfs/graduacao/perigos_obediencia.pdf

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quinta-feira, 17 de maio de 2012

Youtube, Circo Romano atual

youtube

Os circos romanos eram o lugar de entretenimento do povo na antiga Roma. Tais obras de engenharia foram inspiradas nas similares gregas, só que ganharam proporções gigantescas, sendo que ao final de suas obras, o Circus Maximus acomodava até 385.000 pessoas.

Nestes locais realizavam-se corridas de bigas e quadrigas,combates de gladiadores, lutas de animais, execuções, batalhas navais, caçadas e outros divertimentos tão ao gosto dos romanos da época, ou seja, festivais de sandice e estupidez humana.

Hoje temos ainda festivais assim espalhados pelo mundo e mais recentemente o maior circo de todos: o Youtube. Claro que há muitos vídeos educativos e instrutivos lá, mas o ranking de acesso nos mostra que entre os vídeos mais acessados estes não são encontrados.

Resumindo, é um festival de besteirol e nonsense.

Outro dia, não sei o que estava procurando quando de repente vi um vídeo de um tal de Irmão Rubens: Curiosa com o título resolvi assisti-lo e após não resisti a verificar os comentários. Bem, aí começou a real diversão (ou tristeza). Oh, céus, quanta ignorância, preconceito, desinformação e semialfabetismo. Aí fui olhando outros vídeos e seus relativos comentários. Continuou a mesma coisa.

Já tinha encontrado muito português (idioma) assassinado na internet, mas fiquei impressionada com o que li nos comentários. Abaixo da crítica. Também impressionou-me a carência de argumentação sensata ou lógica, a falta de informação, a falta de cultura.

Abaixo transcrevo, sem correção alguma, algumas das “pérolas” encontradas. Divirta-se ou ... chore.

“ALGUEM SABE DA ONDE É ESSE IDIOTA ELE DEVE SER MAÇOM PRA FALA ESS AS BESTEIRAS QUE PENE QUE NEM TODOS SAO LIBERTOS”

“CARA VC É LOUCO

VC É MUDO

TEM QUE COLOCAR VÓS ELETRÔNICA PRA FALAR” (primeira vez que encontro “voz” redigida assim)

“Vc ta defecando pela boca. Awey”

“eu também defendo kadafi, mubarak, sadan, xavez pois estão peitando o sistema” (???????)

“deixa de ser burro;”

“Partilho com você a dor de ver tantos sendo enganados, iludidos, profanados em sua fé, e em nome dessa fé, mas "muy pronto" me dei conta de que é trabalho perdido mostrar novas experiencias à mentes tão bitoladas, especialmente os "protestantes" (os evangélicos), eles conhecem a "biblia", mas não as mãos que a escreveu, as mentes por traz da palavra e suas intenções, o porque livros foram retirados, outros adicionados, uns modificados, e textos destruidos, os homens são dominados pela ignorância” (eu que o diga após a leitura dos comentários)

“ESSE SILVIO É UM CARA DE CORAGEM EM TRAZER O IRMÃO RUBENS E QUEBRANDO TOTALMENTE A TRADIÇÃO DESSA EMISSORA, FATO É QUE JAMAIS VEREMOS O IRMÃO RUBENS SENTADO NO SOFÁ DO JO SOARES, OU EM QUALQUER CANAL DE TV ABERTA FALANDO EM REDE NACIONAL E DENUNCIANDO OS PLANOS DOS ILLUMINATIS QUE TAMBÉM SÃO DONOS DE TAIS EMISSORAS.” (esse aqui também acredita no “perigo” dos Illuminatis)

“Acredito que muitos consideram seu comentário "extravagente e desnecessário" você falou de "lixo" mas de onde vem tanto lixo ? Da próxima vez, utiliza palavras sábias para debater qualquer assunto, grande comentarista !!! para áqueles assuntos os quais não tens interesse, não comentas, só pioras !!!”

“nunca vi tanta bobagem em tão pouco tempo.....2 minutos e um caminhão de mxxxx....” (censurado. rsrs)

“O Brasil mandou dinheiro para socorrer a Espanha, aqueles padeiros asquerosos fedidos a bacalhau que tratam brasileiro igual a cachorro no aeroporto??? Eles que se acham "superiores" que vão cuidar daquele país marroquino deles sozinhos.” (se os espanhóis são preconceituosos, essa criatura é o que?)

“esse padre é um completo BABACA vai a mxxxxx... (censurado)

JUDEUS são outro LIXO também

Bando de lixo.” ... (ainda hoje, num país multicultural com o nosso, dá pra aguentar isso?)

“vc tem cuidar e da sua salvaçao e nao analfabetismo , saber escrever e le bem nao salvar vc, DEUS TEM HAVER COM SEU CARAÇAO ., e nao com sua escrita certa ou errada, no mais DEUS TI ABENÇOE...” (é, analfabeto, porém salvo...)

“prefiro o diabo se vc ou esse babaca tive no céu” (o “tive” quer dizer “estiver”)

Deu para ter uma ideia a que me refiro?

Tenho pensado bastante ultimamente qual será o futuro deste país. Estas gerações mais novas não leem, não tem cultura e despendem seu tempo livre em futilidades. Cada vez mais a corrupção aumenta por aqui e com esses eleitores o que podemos esperar de melhoria? Parece-me que esse povo não precisa expandir a consciência, precisa mesmo é TER consciência.

Acordem. Cada um faça a sua parte para ver se podemos mudar esse cenário tão infeliz.

Imagem: turbosocialmedia.com

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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Tempos virtuais

tempos virtuais

Recebi por e-mail e desconheço a autoria. Vale a pena refletir sobre o que diz o autor. Sublinhados por minha conta.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.

Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: “Qual dos dois modelos produz felicidade?”

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: “Não foi à aula?” Ela respondeu: “Não, tenho aula à tarde”. Comemorei: “Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde”. “Não”, retrucou ela, “tenho tanta coisa de manhã...” “Que tanta coisa?”, perguntei. “Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina”, e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: “Que pena, a Daniela não disse: Tenho aula de meditação!” Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: “Como estava o defunto?”. “Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!” Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é “entretenimento”; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: “Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!” O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.

Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: “Estou apenas fazendo um passeio socrático.” Diante de seus olhares espantados, explico: Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Imagem: incommunseries.com

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