"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fineza saiu de moda?



Recebi por e-mail, na forma de pps e desconheço a autoria, mas vale partilhar com vocês, principalmente porque percebo que vivemos atualmente tempos onde a grosseria, a falta de respeito e a intolerância permeiam o nosso dia a dia.

Já começa na escola, com o bulling. Sei que isso é coisa antiga, sempre existiu nas escolas, mas somente crianças muito agressivas ou de tendências psicopáticas eram as autoras. Atualmente , convenhamos, está generalizado, quase lugar comum.

Depois vêm os Hulks do trânsito, os colegas de trabalho que adoram” puxar tapetes”, aqueles atendentes antipáticos e de má vontade nos órgãos públicos, os políticos subornáveis, enfim um bando de gente que nunca mereceria ser chamado de “gente fina”.

Fineza não tem nada a ver com status, riqueza ou poder, tem a ver com sentimentos de nobreza interior e não com linhagem.

Vocês lerão comentários simples, mas apropriados, e vale refletir sobre como cada um se encaixa, ou não, em cada um deles.

Se fosse um teste, que nota você receberia ao final ... ?

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.

Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário.

É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.

Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Ajuda-o, mas permite que você cresça sozinho.

Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não somente para agradar.

Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.

Gente fina não julga ninguém, ... tem opinião, apenas.

Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.

Gente fina não veio ao mundo para colocar areia no projeto dos outros.

Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.

Gente fina não faz fofoca,   se coloca no lugar do outro.

Gente fina é amável, honesta, verdadeira e confiável.

Gente fina é generosa, suas mãos têm sempre algo para oferecer.

Se colocarmos na balança, é ELA quem faz a diferença.

Gente fina... é que tinha de virar moda!


Imagem: dicasdebutantesenoivas.blogspot.com

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As armadilhas da mente




Meditação é uma prática muito saudável para o corpo, a mente e o espírito, principalmente nos agitados dias atuais.

Existem várias técnicas diferentes, algumas muito carregadas de misticismo, no entanto a meditação é uma coisa muito simples, nada mais do que sentar-se confortavelmente, de preferência num ambiente silencioso, e esvaziar a mente de qualquer pensamento.

Difícil no início? Com certeza. Nossa mente é um constante burburinho, mas com a prática vai ficando cada vez mais fácil.

Encontrei na web este excelente texto que trata das armadilhas da mente, muito útil para nós ocidentais que não temos a mesma familiaridade, com esse tipo de prática, como os orientais.

“Quando se fala em "desligar a mente" durante a meditação, seria como falar em desligar um gigantesco computador, muito poderoso, que tem medo de ser desligado. Aí, então, esse computador começa a preparar armadilhas... Pois é; a mente é mais ou menos assim quando você medita. Meditar é estar em um foco, que lhe permita relaxar a lógica. Estar em um foco é permanecer conectado à sua âncora, seja ela qual for. Pode ser o movimento do abdome, poder ser a atenção na respiração, a pronúncia de um som específico; pode ser até apenas o espaço do agora, mas sempre haverá uma âncora quando se meditar.

Relaxar a lógica é não se envolver nas sequências de pensamentos que forem surgindo em sua mente. Como? Repetidamente "abandonando", soltando", "libertando" os pensamentos e voltando para a âncora.

Mas, aí surge o problema: a mente não pretende ser desligada. Nosso computador mental não pretende ajudar nesse exercício. Para a maioria das escolas meditativas, esse é um dos princípios mais básicos para se entender, e vamos explicar isso melhor, abaixo.

De acordo com essas escolas, se dividirmos didaticamente o nosso "ser", poderíamos dizer que há um ser "atuante" e um ser "existente". Existiria um "eu" que atua no mundo, que fornece a nossa identidade social, composto por raciocínio, emoção, instinto, corpo físico, idade, sexo, profissão, etc. Esse "eu" atua no mundo e nos identificamos completamente com ele.

O outro "eu", seria aquele que existe, antes de tudo. Simplesmente existe. É um "ser" que vem antes do corpo, do raciocínio, do instinto, de identidade social, do sexo, da idade, enfim, de tudo que possamos usar para dar identidade a alguém. É a chamada "pura existência". Esse ser esteve presente quando éramos jovens, quando envelhecemos, quando celebramos, quando choramos. Ele nunca foi jovem, mas estava lá no começo de nossas vidas. Ele não ficou velho, mas presencia nossa idade madura. Ele nunca celebrou, mas assistiu nossa celebração na mais absoluta paz. Ele jamais chorou, mas estava presente, em perfeito equilíbrio, enquanto chorávamos.

Nosso ser completo seria formado pela soma dos dois seres. Sim, isso mesmo, pela soma do superficial e do profundo, pois mesmo a superfície do mais profundo oceano ainda é parte do oceano. A chamada "consciência desperta" seria a percepção deste ser completo, a cada momento.

Quando as correntes místicas orientais falam sobre o ego, elas falam sobre uma falsa identidade, que se formaria quando acreditamos que tudo que somos é o "ser atuante". Essa identificação com este "meio-ser", sem entender o "ser completo", é que formaria o ego. Ao contrário do que muitos pensam, o ego não é o alvo a ser destruído na meditação, mas sim algo que deve ser entendido, quando se percebe que o ser "atuante" é apenas uma parte do que somos em totalidade.

Quando meditamos, com o tempo encontramos espaços de silêncio interno, e "o ser existente" começa a aflorar. Na mesma proporção, o "ser atuante" sente-se ameaçado. É por isso que alguns meditadores, quando atingem determinados estágios, relatam experiências onde sentiram muito medo, e falam sobre um medo tão grande que "parecia que iam morrer". A partir desse momento, começa a luta do "ser atuante", que também podemos chamar de "armadilhas da mente".

Quais as principais armadilhas da mente? Várias. As ideações positivas, quando pensamos sobre como estamos indo bem enquanto meditamos e, assim, nos envolvemos em outras sequências de pensamentos. A sensação de poder, que gera arrogância e alimenta o ego. O orgulho de estarmos aparentemente em evolução "espiritual", e não há orgulho maior do que o orgulho espiritual. A vaidade de ser visto como alguém que vive sem tantas necessidades, e não há ostentação maior do que a vaidade de não ter vaidades. O tato intuitivo crescente, que nos faz parecer poderosos magos, quase que adivinhos das sensações e necessidades alheias. A capacidade de meditar, em qualquer circunstância, por muito tempo, que é usada como um troféu perante outras pessoas. Até mesmo o rótulo de "buscador", de alguém que está "a caminho" de alguma coisa, com o qual nos identificamos como com qualquer outro rótulo. Por fim, o medo sem explicação aparente, conforme já descrevemos acima.

Vejam que todas essas armadilhas apenas alimentam o ego, e quando o ego é alimentado ele é inchado, permanece em soberba, e parece cada vez maior e mais poderoso, ao invés de ser percebido como apenas uma parte de nós. São as armadilhas da mente. É simples assim. Um mecanismo de defesa de um "ser" (o ser atuante) que pensa que vai morrer e precisa se defender. Quando estamos no espaço de consciência, é possível vislumbrar que não somos apenas isso. A consciência plena compreende o engano do ego, mas o ego não é capaz de compreender a consciência plena, acredita que corre risco de desaparecer, e luta como pode para evitar isso.

Como evitar esses riscos quando se pratica meditação? Apenas meditando, cada vez melhor. A prática continuada irá desbastando essas barreiras. Não se rotule. Não faça "pose de meditador". Não pense que alcançou, pois enquanto for possível pensar que algo foi conquistado, aí ainda estará o ego em operação. Na verdade, nem procure alcançar nada, pois tudo se dissolverá - até mesma sua intenção de busca - antes de começarmos a perceber a nossa mais profunda natureza. Esqueça a "conquista"; esqueça a "busca"; esqueça a "iluminação". Esses são conceitos, e conceitos pertencem ao mundo da lógica.

Medite. Viva. Esteja aqui, agora. Perdoe-se por ainda não estar em completa paz. Seja, sem precisar saber o que exatamente você é. Relaxe no não-saber. Aceite. Sinta. Você já é. Você sempre foi...”

Roberto Cardoso

Imagem: lipocentersorocaba.com.br

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domingo, 4 de novembro de 2012

E se a gente não precisasse mais pagar pela energia que precisamos e consumimos?

energia livre

“Quem controla o suprimento de alimentos, controla o povo. Quem controla a energia pode controlar todos os continentes. Quem controla o dinheiro pode controlar o mundo.”

Henry Kissinger

Segundo as informações que temos, foi Nikola Tesla (o pai da eletricidade e inventor do rádio) que no final do século 19 e início do 20 esteve envolvido com experimentos e invenções que tinham a ver com o que atualmente chamamos Energia Livre ou Energia de Ponto Zero, à qual ele chamava de Energia Radiante.

Também foi o primeiro a ser boicotado em suas tentativas de fornecer energia grátis à população. Ao início de suas experimentações foi financiado pelo banqueiro J.P. Morgan, mas depois que este se deu conta que não haveria como cobrar a dita energia, cancelou sua ajuda financeira a Tesla.

“Finalizada a II Guerra Mundial, os esforços científicos para obter energias limpas ou inesgotáveis se centraram sobre a nuclear. A chamada Energia Livre não chegou a despertar, aparentemente, o interesse geral, no entanto vários inventores continuaram com seus ensaios. Para frear as tentativas particulares daqueles que tratavam de alcançá-la, o Governo dos EEUU promulgou a "Secrecy Order.

Os que recebessem a ordem, seriam calados e abandonariam seus projetos. Segundo a Ata de Liberdade de Informação da Federação de Cientistas Americanos, só em 1991, o Pentágono considerou 774 patentes como Secrecy Order, supomos que uma importante parte sobre este tema” (http://energia-libre.blogspot.com.br/)

A Secrecy Order- Lei de Sigilo de Invenção de 1951 (Pub.L. 82-256, 66 stat. 3, promulgada em 1 de fevereiro de 1952, codificada em 35 U.S.C § § 181–188) é um corpo de lei federal dos Estados Unidos, projetada para impedir a divulgação de novas invenções e tecnologias que, na opinião de agências federais selecionadas, apresentam uma possível ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos.”

A partir de então ficou difícil para os bravos pesquisadores e inventores de mecanismos produtores de energia renovável e grátis ter sucesso em patentear, e principalmente por à disposição do público, seus inventos que beneficiariam a humanidade até os mais recônditos confins da África ou interior da Amazônia.

Adam Trombly é um especialista reconhecido internacionalmente nas áreas de física, dinâmica atmosférica, geofísica, giro e ressonância eletromagnética sistemas e Modelagem Global Ambiental. Ele criou diversos dispositivos capazes de gerar Energia Livre como o Closed Path Homopolar Machine e Piezo Ringing Resonance Generator. Só que, até agora já foi perseguido e teve patentes cassadas. É criador do Projeto Terra e trabalha pela criação de um mundo melhor e mais justo, não só para os humanos como também para o meio ambiente.

A Homopolar Generator, é uma máquina, um gerador elétrico, cuja saída excede a entrada por um fator de 4,92. Seja lá o que isso for, para uma leiga como eu, o que entendi é que a tal máquina produz mais energia do que consome o que quer dizer – economia.

Entre outros inventores que pesquisamos podemos citar Perendev, Beardens e Bedini responsáveis por outros motores usando ímãs e bobinas e de trabalho virtualmente perpétuo.

Um centímetro cúbico de espaço vazio em torno de nós (a ponta de um dedo mindinho de volume) tem nele tanta energia em estado natural que, se condensada em matéria, haveria mais matéria do que é observável no universo através do maior telescópio! Assim, mesmo uma pequena eficiência de captação poderia e irá extrair toda a energia que qualquer um poderia desejar. (http://www.energyfromthevacuum.com/)

Infelizmente os poderosos das companhias petrolíferas, banqueiros que os apóiam e os governos (que ganham muito nas faturas de energia elétrica e preços de combustíveis fósseis) estão exercendo muita pressão para que a Energia Livre não se torne uma realidade (o lucro com a energia constitui aproximadamente um terço do mercado mundial).

Está mais do que na hora de todos acordarem e começar a batalhar para que a Energia Livre venha a se tornar uma realidade. O primeiro passo estou fazendo aqui: divulgar que isso já é possível e que está sendo boicotado. Acompanhem-me!

Número de incidentes de supressão de invenções de energia (dados de 2006):

- 53 o número de mortos de inventores, ativistas e associados, desaparecidos ou feridos

- 13 o número de inventores de energia ameaçados de morte

- 16 o número de pesquisadores de energia e associados presos

- 7 o número de incidentes envolvendo a US. Central Intelligence Agency (CIA)

- 4 o número de incidentes envolvendo o governo dos EUA

- 27 o número de invenções classificadas como secretas pela US Patent Office

- aproximadamente 4000 incidentes envolvendo empresas de petróleo

- 9 nomes de bancos e companhias de petróleo envolvidas - Standard, Atlantic Richfield, Shell Oil Company, World Bank, Wells Fargo Bank Possibly Most Impressive Energy Invention (http://rense.com/general72/oinvent.htm)

“É nossa convicção no Projeto Terra ™ que, sem imediata e radical mudança em um nível nunca realizado em qualquer época anterior da história, a raça humana está em uma potencialmente fase terminal de um declínio longo e trágico, arremessada em direção a desintegração como uma onda que se quebrou contra as rochas da inércia cultural e educacional coletiva. A humanidade tem a oportunidade neste momento de transcender os erros do passado e participar na cura dos danos.” (Adam Trombly)

Se quiserem saber mais a respeito do aqui exposto, sugiro os seguintes vídeos:

http://www.youtube.com/watch?v=NznxK0KQdaM&feature=related parte 1

http://www.youtube.com/watch?feature=endscreen&v=Zu64jDHICts&NR=1 parte 2

Imagem: http://johnbedini.net/john34/bedinibearden.html

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sexta-feira, 26 de outubro de 2012

O que é estado alterado de consciência - parte II

Castañeda

Dando continuidade ao post anterior veremos agora o que causa estados alterados de consciência e alguns efeitos dos mesmos, a partir do que encontrei em pesquisas e de minha própria vivência.

A alteração da consciência se dá através de: drogas chamadas de psicotrópicas, rituais xamânicos, fervor religioso (principalmente em indivíduos com características histéricas, indução hipnótica (seja por hipnólogo ou pastores de algumas religiões), às vezes pela bebida alcoólica, terapias de regressão, meditação, treinamento por intermédio de práticas e exercícios. Talvez algum outro método que desconheço.

Nos rituais xamânicos são alcançadas ondas Alfa e Teta por intermédio de tambores e/ou chocalhos e/ou cantos. Nos templos religiosos, através do ritmo da fala do pastor e da música é alcançado o estado Alfa. Ver neste post como é conseguido.

Na hipnose propriamente dita, no transe leve é alcançado o estado Alfa e no transe profundo pode se chegar às ondas Teta.

Quanto aos transes de fervor religioso, pelo que se tem de informações dos relatos de santos e místicos parece que ambos os estados Alfa e Teta são alcançados.

Já as drogas psicotrópicas e as plantas chamadas de alucinógenas induzem a estados alterados Alfa e também Teta.

Veja abaixo uma descrição feita sobre o uso da planta Ayahuasca (Santo Daime):

“A gama de alterações cognitivas (efeitos psíquicos) produzidas pela adição do composto, assim como para os demais psicodélicos, varia de acordo com o ambiente (condição externa) e o estado de espírito e personalidade (condição interna) do usuário: as experiências ruins e potencialmente danosas são frequentes entre os usuários recreacionais (ilícitos) enquanto o uso positivo é sumamente verificado no contexto religioso (lícito). Os efeitos são similares aos efeitos desencadeados pelos químicos pertencentes ao mesmo grupo: alterações na percepção visual que podem incluir visões caleidoscópicas, hiper-coloridas e zoons em texturas ou padrões de formação dos objetos; sensibilização sensorial; experiências de despersonalização onde o indivíduo perde a identidade com seu próprio corpo e com os limites do próprio corpo; alteração da noção temporal e espacial; sensação de plenitude consciencial, de unicidade com o universo (cosmovisão); sensações tanto de paz suprema quanto de intenso terror que pode levar a quadros de pânico (má viagem, bad trip); taquipsiquismo (pensamento rápido); pensamento confuso e desordenado; perda do controle emocional etc. (...) Já os efeitos fisiológicos incluem alterações variáveis como o aumento da pressão sanguínea, taquicardia, midríase (dilatação da pupila) e atividades eméticas (vômito).”(http://avisospsicodelicos.blogspot.com.br/2009/06/mescalina-molecula-magica-do-peiotismo.html) ...

As plantas alucinógenas quando consumidas com objetivos espirituais ou religiosos, vai provavelmente ocasionar visões dentro desta temática, entretanto quando consumidas com objetivo investigativo (como foi o caso de Aldous Huxley, livro As Portas da Percepção) irá proporcionar outras visões diferenciadas, dependendo da personalidade e das crenças do usuário.

As chamadas alucinações produzidas pela plantas não podem realmente ter este nome, pois não são produto da mente, mas visões de uma diferente realidade alcançada por outra parte do ser humano que embora a ciência não admita, existe e atua.

Neste sentido posso dar minha declaração pelo consumo de peiote (mescalina): mantive a consciência e lucidez o tempo todo que durou a experiência. Algo que percebi foi que houve diminuição da autocrítica.

Nos estados alterados de consciência o que acontece é termos uma percepção ampliada, onde podemos estabelecer contato com outras realidades que os nossos cinco sentidos não percebem, o que não elimina o fato de elas existirem.

“Nossas expectativas usuais acerca da realidade são criadas por um consenso social. Nos ensinam como ver e perceber o mundo. O truque da socialização consiste em nos convencer que as descrições que estamos de acordo definem os limites do mundo real. O que chamamos de realidade é apenas um modo de ver o mundo, um modo que é sustentando pelo consenso social. Nós sempre vemos o desconhecido nos termos do conhecido.” (Carlos Castaneda)

Sobre a incompreensão ou não aceitação de realidades alternativas:

“Esta questão pode ter, também, ligações com o que Narby denomina de olhar racional ou aproximação racional, que “tende a minimizar aquilo que não se compreende”. Diz o antropólogo que o melhor dos campos de treinamento para esta arte muito conveniente, é a sua profissão: a antropologia. E explica o porquê. “Os primeiros antropólogos consideravam a todos aqueles que viviam na periferia do mundo dito “civilizado e racional” de primitivos e pertencentes a sociedades inferiores. Os xamãs foram categorizados como doentes mentais. A aproximação ou olhar racional é o resultado da idéia de que tudo o que é inexplicável e misterioso é, em um determinado senso, o inimigo. Isto significa que se prefere o pejorativo, e mesmo o erro, a responder demonstrando a ausência de compreensão”.

“Aprendi durante a minha investigação que vemos somente aquilo no que acreditamos e, para mudarmos a nossa visão, torna-se necessário, algumas vezes, mudarmos aquilo no que acreditamos”.(http://avisospsicodelicos.blogspot.com.br/2009/06/hipotese-do-antropologo-jeremy-narby.html)

O melhor material que conheço para conhecer sobre estados alterados de consciência é a coletânea de livros do antropólogo Carlos Castaneda. É riquíssimo em informações que, contudo, necessitam um prévio conhecimento dos assuntos chamados de ocultismo ou transcendentais para que seja entendido o que realmente acontece com o protagonista nas suas diferentes experiências.

Por último uma advertência: não recomendo a ninguém consumir plantas psicoativas sem acompanhamento especializado (psicólogo, psiquiatra ou mesmo um xamã) e nem se tiver ego não bem estruturado. As conseqüências podem ser danosas!

Imagem: http://www.cineconhecimento.com/

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sexta-feira, 19 de outubro de 2012

O que é estado alterado de consciência - Parte I

AldousHuxley

Já percebi que muitos que chegam a este blog estão confundindo consciência expandida com consciência alterada. Já falei sobre a primeira, portanto hoje vamos falar sobre consciência alterada.

A consciência humana ainda é um assunto inexplicado pela ciência. Há muito bla bla bla a respeito e múltiplos conceitos. A atual neurociência quer explicar tudo pelo cérebro, contudo para aqueles mais familiarizados com o chamado transcendental, muito do assim explicado não passa de babaquice.

Vejamos alguns conceitos relativos à consciência:

1- definição neuropsicológica – sentido de estado vigil, que iguala a consciência ao grau de clareza do sensório. Consciência é estar desperto, acordado, vigil, lúcido. Fala-se, nesse caso, de nível de consciência.

2- definição psicológica – soma total das experiências conscientes de um indivíduo em um determinado momento.É a dimensão subjetiva da atividade psíquica do sujeito que se volta para a realidade. Na relação do eu com o meio ambiente, a consciência é a capacidade de o indivíduo entrar em contato com a realidade, perceber e conhecer os seus objetos.

3- definição ético-filosófica – consciência se refere, aqui, à capacidade de tomar ciência dos deveres éticos e assumir as responsabilidades, direitos e deveres concernentes a essa ética. A consciência ético-filófica é um atributo do homem desenvolvido e responsável.(M.A. Coutinho Jorge)

Segundo Henri Ey consciência é “a organização da experiência sensível atual que integra a presença no mundo, a representação atual da ordem objetiva e subjetiva,e a construção do presente.”

Para se falar em estados alterados de consciência, primeiro devemos recapitular o que são ondas cerebrais: são formas de ondas eletromagnéticas produzidas pela atividade elétrica das células cerebrais. Elas são medidas pelo aparelho eletroencefalográfico (EEG) e foram assim divididas:

a) Ondas Beta é quando o cérebro humano está pulsando entre 13 e 25 ciclos por segundo. Este é o estado da vigília, homem acordado, frequência acelerada.

b) Ondas Alfa é quando o cérebro esta pulsando na freqüência que oscila entre 8 e 12 ciclos por segundo. É um estado de grande paz, ocorre na hipnose, na meditação e no período transitório um pouco antes de dormir.

c) Ondas Teta é quando o cérebro humano está pulsando na freqüência que oscila entre 4 e 7 ciclos por segundo. Ocorre na hipnose profunda e sob efeito de algumas drogas psicotrópicas. Aqui o tempo e o espaço não existem.

Neste estado o ser humano tem acesso a ferramentas como a telecinésia, a “saída em corpo astral” e até a bilocação.

d) Ondas Delta é quando o cérebro esta pulsando entre 0,5 e 3 ciclos por segundo. É o estado de sono profundo. É em delta que o ser humano se refaz em energias para todo o dia.

Tudo aquilo chamado de paranormal ocorre durante estados em que as ondas Alfa ou Teta estão atuando; aqui se identificam os estados alterados de consciência. Entre estes se encontram os chamados êxtases dos místicos e santos e muito provavelmente tudo aquilo que acontece com os que dizem ter “falado com Deus” (atualmente estão se replicando feito erva daninha) rsrs

Pois bem, um famoso psicólogo e neurocientista (Michael Persinger), durante os anos 1980, realizou experimentos no sentido de provar que a experiência religiosa derivava de estímulos cerebrais. Os pesquisados de Persinger foram submetidos a estímulos magnéticos e responderam com a sensação de presenças etéreas.

Os sujeitos não foram esclarecidos sobre o propósito exato do teste; só que o experimento era para relaxamento. Segundo os relatos, 80% dos participantes disseram sentir algo quando os campos magnéticos foram aplicados. Persinger chama a uma das sensações comuns como “presença sentida”, como se alguém estivesse no quarto com o sujeito.

Posteriormente, o Dr Persinger foi apresentado a um dos ateus mais renomados da Grã-Bretanha, o Prof Richard Dawkins. Ele concordou em testar suas técnicas em Dawkins para ver se ele poderia lhe dar um momento de sentimento religioso. Após uma sessão que durou 40 minutos, Dawkins relatou que os campos magnéticos em torno de seus lóbulos temporais afetaram sua respiração e seus membros, mas que ele não encontrou Deus.

Bom, Persinger não se deu por satisfeito e comentou que as pessoas reagem diferentemente. Que mania que esse povo tem de achar que tudo o que vivenciamos é produto do cérebro!

“Muitos autores demonstram uma falta total de deslumbramento e parecem considerar que a vida é meramente um fenômeno fisioquímico”. (Jeremy Narby)

Na próxima postagem irei detalhar, dentro do possível, o que acontece quando estamos em estados alterados de consciência.

Imagem: osbaratasalbinas.blogspot.com

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