"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

Você conhece a sua mente?

mente

Já faz algum tempo que surgiu a neurociência e ultimamente anda ativamente pesquisando e divulgando seus achados.

Acho ótimo, estávamos atrasados em relação ao conhecimento do cérebro comparando-se com o restante do corpo. Mas .... como ainda é a ciência cartesiana que domina ... os neurocientistas estão considerando o cérebro como sinônimo de mente.

Felizmente o planeta tem o seu lado oriental, com sua antiguíssima sabedoria, e é de lá que surgem vez por outra informações e conhecimentos riquíssimos que podemos somar às frias e insensatas teorias dos ocidentais.

Fiz faculdade de Psicologia, mas só fui entender mesmo o que é a mente humana quando li o livro do Dr. David Frawley. Embora ele seja americano de nascimento, escolheu se tornar um hindu por convicção. É considerado especialista em medicina Ayurvédica e graduou-se em medicina chinesa, também é professor védico, raja yogi e astrólogo védico.

Seu entendimento da mente humana é tão excepcional porque não é limitado pelo axioma ocidental de que “o todo é a soma das partes”. Os ensinamentos orientais têm um caráter holográfico, onde as partes refletem o todo.

A mente é o principal veículo que usamos para tudo o que fazemos; no entanto, poucos sabem como usá-la ou zelar por ela, se é que alguém sabe.”

“A mente não é matéria física, mas é matéria de natureza sutil, etérea e luminosa.” (...)” o cérebro é o órgão físico por meio do qual a mente trabalha”.

Cérebro e Mente são duas realidades distintas, enquanto o cérebro é condição da mente, a mente não é necessariamente condição do cérebro.” (http://cerebroemente.weebly.com/)

Frawley nos explica que o cérebro (com suas conexões químicas e elétricas) é somente uma ferramenta usada pela mente. A mente foi projetada pela Inteligência Cósmica para permitir que a consciência tenha suas experiências. Vejam então que mente também não é a mesma coisa que consciência.

É uma capacidade nossa, como seres sencientes, e não uma parte de nosso corpo físico. A mente se manifesta através de pensamentos, sentimentos, sensações que, por sua vez, agem como gatilhos para ativar certas partes do cérebro (que os neurocientistas percebem com seus instrumentos).

Bom, alguém vai argumentar que o cientista ativando certas partes do cérebro produz sensações e/ou emoções. Ok, sensações e emoções estão ligados à parte química do corpo, tendo suas respectivas áreas cerebrais também. Eu quero ver eles provocarem pensamentos (sem emoções ou sentimentos) ...

Entender a mente e, principalmente controlá-la, é uma das mais grandiosas tarefas com que o ser humano se defronta. Afinal, é devido a ela que exultamos ou sofremos, que somos capazes de vencer obstáculos ou fracassar miseravelmente, que amamos ou odiamos, enfim é graças a ela que temos consciência de quem somos e de que estamos vivos.

“Aprender a usar de modo correto os recursos da mente não apenas resolve os nossos problemas psicológicos, mas também nos leva à compreensão superior de nós mesmos”.

Para começar a entender a mente é preciso notar que ela se desloca conforme a nossa percepção, portanto é altamente mutável e inquieta. Nossas horas de vigília são totalmente tomadas por sensações (através dos 5 sentidos), pensamentos e emoções, tudo se sucedendo velozmente, sem controle nenhum (exceto em pessoas treinadas).

Uma forma de acalmar e treinar a mente para nosso benefício é praticar meditação.

A mente também propende a reações dualistas de atração e repulsão, amor e ódio e assim por diante. (...) Para afirmar uma coisa temos de sugerir o contrário. (...) Por exemplo, se dissermos a alguém que não pense num macaco, esse alguém naturalmente pensará num macaco.”

(... )”Ela pode facilmente cair presa dos opostos, ou vir a ser vítima de sua própria tendência para mudar de ideia. Por esta razão não deveríamos tentar obrigar a mente a se voltar a nenhuma direção determinada, mas deveríamos procurar conservá-la longe de quais quer extremos”.

Estes dois parágrafos acima são de extrema importância para aprendermos a controlar a mente e merecem uma detida reflexão.

Sem os pensamentos, a mente desaparece. O problema maior é conseguirmos eliminar os pensamentos. Muitas vezes eles parecem um macaquinho doido dentro de nossa cabeça (lembrando que usamos o cérebro como ferramenta). Uma das coisas mais difíceis, para nós ocidentais, é fazer meditação (eliminando os pensamentos), mas é possível através do treino. De início a gente consegue esvaziar a mente nada mais do que um segundo, depois, aos poucos, vamos aumentando o tempo.

Outro controle que precisamos fazer é sobre a qualidade dos nossos pensamentos – o quê pensamos.

Como pensamentos são energia, eles também passam a existir, ter uma vida própria (os orientais chamam de formas-pensamento). A duração de suas vidas vai depender de quantas vezes temos o mesmo pensamento e de sua intensidade (emoção ou sentimento que o acompanha). Pensamentos fugazes e que não se repetem têm vidas (permanência) fugazes também.

Na Psicologia Clínica é comum encontramos pacientes que apresentam pensamentos recorrentes, que chamamos de obsessivos. Tais pacientes acabam se tornando vítimas de seus próprios pensamentos porque os mesmos já ganharam vida própria e teimam (e como teimam) em se apresentar novamente criando um círculo vicioso.

“Só quando mudamos nossos pensamentos mais profundos é que podemos realmente mudar e ir além dos limites impostos pela mente. Isso é muito mais do que mudar nossas ideias sobre as coisas, implica alterar nossos sentimentos e instintos mais profundos.”

Isso é nos livramos de hábitos arraigados e vícios mentais. Não é tarefa fácil, mas é realizável.

Como o assunto é muito amplo, retornarei ao mesmo em outra ocasião. Para os interessados em se conhecer melhor, recomendo o livro do Frawley.

Citações: Uma Visão Ayurvédica da Mente, Dr. David Frawley. Ed. Pensamento

Imagem: tresjoiastextos.blogspot.com

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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tenha consciência na hora de consumir medicação

industria farmaceutica

Quanto mais expandida é nossa consciencia, mais estamos atentos aos maleficios que as drogas alopáticas podem causar ao nosso organismo. É sempre melhor prevenir uma doença do que tratá-la, pois todos os medicamentos alopáticos causam efeitos colaterais.

Abaixo transcrevo uma entrevista dada pelo Dr. Joan-Ramon Laporte, catedrático de Farmacología pela Universidade Autônoma de Barcelona. É chefe do serviço de Farmacología do Hospital de Vall d’Hebron de Barcelona. Dirige o Instituto Catalão de Farmacologia, centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS).

- Analisa fármacos que já estão no mercado?

- Sim, porque quando um fármaco sai ao mercado foi provado por uns poucos milhares de voluntários, mas ao ser comercializado em todo o mundo é tomado por milhões de pessoas e é então quando podem aparecer efeitos indesejados, algumas vezes com desenlace mortal.

- Qual é o medicamento que mais gente tem matado?

- A aspirina, porque é o medicamento que mais gente tem tomado e a percepção de seu risco está distorcida. A doses baixas - cem miligramas ao dia- é um excelente protetor cardiovascular, mas a doses analgésicas - um grama- pode produzir hemorragia gastrointestinal.

- Há dados?

- Na Catalunha se produzem uns 3000 casos anuais de hemorragia gastrointestinal dos quais uns 40% são atribuídos à aspirina e a outros antiinflamatórios. Nos USA. morrem ao ano, por hemorragia gastrointestinal e por antiinflamatórios, umas 15.000 pessoas; enquanto que de AIDS morrem 12.000.

- Impactante.

- Qualquer enfermidade pode ser produzida por un. medicamento: um infarto de miocárdio por um antiinflamatório e por muitos outros fármacos; uma pneumonia, qualquer enfermidade neurológica ou patologia psiquiátrica pode ser favorecida por medicamentos.

- Vejo que os efeitos secundários são sérios....

- Muitos causam depressão, como alguns que tratam a pressão arterial ou os diuréticos em pessoas de idade avançada. Os medicamentos para a insônia podem provocar crises de agressividade, muitos casos de irritabilidade, ao levantar-se pela manhã, se devem a medicamentos deste tipo, como as benzodiazepinas ou outros hipnóticos de ação curta.

- Estamos hipermedicados?

- Sim, chegamos ao ponto de que quando uma pessoa está triste se diz coloquialmente que está depre. Os antidepressivos só servem para uma depressão profunda, a tristeza não é una enfermidade, é uma reação saudável.

- Não há medicamentos sem efeitos indesejados?

- Não, cada medicamento tem seu pedágio. A Agencia Européia de Medicamentos calcula que cada ano falecem na Europa 197.000 pessoas a causa de efeitos adversos. Nos USA os efeitos adversos são a quarta causa de morte, detrás do infarto de miocárdio, AVC e câncer; e está acima da diabetes, enfermidades pulmonares e dos acidentes de tráfego.

- É uma loteria?

- Não, se a tomada ou a prescrição do medicamento fosse mais atenta aos riscos que implica se calcula que se poderia evitar entre uns 65% a 75% dessas mortes.

- Anunciar fármacos por televisão deveria ser proibido.

- Opino o mesmo. Em Espanha só se podem anunciar os que não são financiados pela Seguridade Social, senão a arruinariam. Somos o país de Europa que, em relação ao PIB, mais medicamentos consome.

- Falemos de seus preços.

- São arbitrários. Fabricar o medicamento mais caro, de cem a quinhentos euros, não custa mais de dois euros, incluindo a embalagem. Supostamente pagamos o esforço de investigação. Mas entre 30% e 40% do gasto médio dos laboratórios se destina à promoção comercial.

- O preço é negociado pelo Governo ...

- Sim, mas com pouco êxito. Em Espanha o preço do medicamento está alcançando o da Alemanha que nos duplica a renda per capita.

- Que grande negocio.

- Segundo o informe de desenvolvimento da ONU é o terceiro setor econômico, detrás da indústria armamentista e do narcotráfico.

- Dizem que se inventam cada ano novas enfermidades

.

- Sim, sobretudo em relação com a mente e o sexo. Convertem a timidez em enfermidade e a medicam. Agora inventaram a disfunção sexual feminina: “Você padece disfunção sexual feminina..., não se ria...

- De acordo.

- ... se nos últimos seis meses você rechaçou uma proposição de relação sexual ou não teve uma com satisfação plena”. Cada vez que se reúne um dos comitês de hipertensão arterial (o estadounidense, o europeu, ou o da OMS) baixam o nível de pressão arterial considerado normal, e o mesmo ocorre com o colesterol.

- Explique-me.

- Em poucos anos se diminuiu de tal maneira o limite de normalidade do colesterol que cada vez há mais população que deve tratar-se. Nos USA, aumentou de 3 milhões de pessoas a 25 em 10 anos.

- Assombroso.

- A indústria farmacêutica dedica o dobro (na Espanha, o triplo) de seu orçamento para promoção comercial que para a investigação. Uma visita do representante comercial vem a gerar umas 35 novas receitas do medicamento. O assombroso é que não haja em Saúde uma espécie de central de compras de medicamentos com gente formada.

- Quem se ocupa da formação continuada do pessoal sanitário?

- Os laboratórios, assim que é muito difícil assegurar que não haja uma influência de interesses comerciais.

“A diferença entre um medicamento e um veneno consiste na dose”. (Dr. Joan-Ramon Laporte)

“As empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas na cura, mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crônica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente pare de tomar a droga.(Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel de Medicina em 1993)

Fonte: http://www.lavanguardia.com/lacontra/20110124/54105214595/las-medicinas-curan-o-causan-cualquier-enfermedad.html

Imagem: jaderresende.blogspot.com

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terça-feira, 27 de novembro de 2012

O que é normal?




Este texto se refere a uma mensagem que foi dada a um grupo de shaumbra, canalizada de Adamus (um mestre ascensionado) por Geofrey Hoppe.

É uma mensagem que fala sobre o que somos nós (seres criadores) e também de esperança para toda a humanidade, pois diz que a mesma poderá, assim como os shaumbra, alcançar a sua plenitude.

“Eu sou o que sou, Adamus do domínio soberano.

Tanta coisa acontecendo nos dias de hoje. Muito interessante notar que o mundo está ficando louco e que vocês estão realmente voltando ao normal. Muito interessante sobre o que é normal? 

Normal, o estado normal, é um estado de graça, um estado de ahmyo (sagrado ou divino), onde vocês têm implícita confiança em si mesmos, seja aqui ou onde quer que vão, que vocês estão apenas experimentando a alegria da vida e da criação. Isso é normal. Quando vocês podem ir a qualquer reino e experimentar como é sem sentir medo dele consumir vocês, matar vocês, roubar seu coração ou sua alma. Que a alegria da vida é ser capaz de criar qualquer coisa que vocês escolheram para criar para si mesmos e ter alegria e grande orgulho e honra de sua criação e não se preocupar que a criação é tão grande que vai machucar os outros ou machucar vocês, ser capaz de criar algo e não se preocupar que vá se transformar em um monstro ou num destruidor.

Normal é quando vocês não precisam mais destruir energia em suas vidas, onde vocês podem apenas ser, experimentar, criar, sentir. Ah, isso é normal. Isso é quando vocês estão no comando. Isso é de onde alguns de vocês estão muito, muito perto, voltando para si mesmos.

Vocês tiveram uma longa, longa jornada neste planeta. Uma jornada que tem ensinado a vocês de várias maneiras como não amar a si mesmos, como não confiar em si mesmos, como temer o que os outros podem ter, como temer até mesmo seus próprios poderes.. Isso é anormal.  Então agora vocês retornam à normalidade. Vocês adentram numa experiência sem medo, criar sem reter. É o que está acontecendo, realmente.

Sim, o mundo está ficando um pouco mais louco agora, todos os eventos acontecendo na história da humanidade, todas as mudanças – mudanças de tecnológicas a morais, valores e crenças, mudanças no próprio tecido e fibra da humanidade.

A humanidade ainda é muito, muito mental. A humanidade ainda é preenchida com os seus aspectos (vidas passadas) A humanidade ainda segue os passos de suas encarnações passadas. Eles estão ainda no tubo de suas probabilidades, ao invés de seus potenciais. E está ok. Faz parte da sua viagem. Parte do que eles estão aprendendo, parte do que eles escolheram experienciar. E, como vocês ... um dia dirão: "não mais”.

Não mais. É hora de seguir em frente. É hora de sair desse tubo limitado de probabilidades. É hora de ir além até mesmo dessa coisa que vocês chamam encarnações – vidas após vidas – e hora de ir além do carma. Tempo para absolutamente viver. E a maior alegria de viver é conseguida aqui, fisicamente encarnados. Sim, isso faz com que seja um pouco mais difícil, porque, sim, vocês vão ter mais preocupações sobre coisas como a sua saúde, outras pessoas e o tráfego nas rodovias, problemas de incêndios em florestas, de dinheiro no mundo e todas essas outras coisas.

Mas para serem capazes de fazer isso, para serem capazes de estar aqui neste momento, voltar ao seu estado normal do ser como um criador, um professor e um aventureiro, sem ter uma agenda, sem a necessidade de manipular energias, ah, é sublime. É o que os mestres têm experimentado. É o que vocês estão começando a experimentar.

Então, vamos tomar uma respiração profunda com isso. Uma boa respiração profunda.”

Fonte: Shaumbra Monthly, Adamus – Jul/2012

Imagem: novasenergias.net

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terça-feira, 20 de novembro de 2012

Fineza saiu de moda?



Recebi por e-mail, na forma de pps e desconheço a autoria, mas vale partilhar com vocês, principalmente porque percebo que vivemos atualmente tempos onde a grosseria, a falta de respeito e a intolerância permeiam o nosso dia a dia.

Já começa na escola, com o bulling. Sei que isso é coisa antiga, sempre existiu nas escolas, mas somente crianças muito agressivas ou de tendências psicopáticas eram as autoras. Atualmente , convenhamos, está generalizado, quase lugar comum.

Depois vêm os Hulks do trânsito, os colegas de trabalho que adoram” puxar tapetes”, aqueles atendentes antipáticos e de má vontade nos órgãos públicos, os políticos subornáveis, enfim um bando de gente que nunca mereceria ser chamado de “gente fina”.

Fineza não tem nada a ver com status, riqueza ou poder, tem a ver com sentimentos de nobreza interior e não com linhagem.

Vocês lerão comentários simples, mas apropriados, e vale refletir sobre como cada um se encaixa, ou não, em cada um deles.

Se fosse um teste, que nota você receberia ao final ... ?

Gente fina é aquela que é tão especial que a gente nem percebe se é gorda, magra, velha, moça, loira, morena, alta ou baixa.

Ela é gente fina, ou seja, está acima de qualquer classificação. Todos a querem por perto. Tem um astral leve, mas sabe aprofundar as questões quando necessário.

É simpática, mas não bobalhona. É uma pessoa direita, mas não escravizada pelos certos e errados: sabe transgredir sem agredir.

Gente fina é aquela que é generosa, mas não banana. Ajuda-o, mas permite que você cresça sozinho.

Gente fina diz mais sim do que não, e faz isso naturalmente, não somente para agradar.

Gente fina se sente confortável em qualquer ambiente: num boteco de beira de estrada e num castelo no interior da Escócia.

Gente fina não julga ninguém, ... tem opinião, apenas.

Gente fina não esnoba, não humilha, não trapaceia, não compete e, como o próprio nome diz, não engrossa.

Gente fina não veio ao mundo para colocar areia no projeto dos outros.

Ela não pesa, mesmo sendo gorda, e não é leviana, mesmo sendo magra.

Gente fina não faz fofoca,   se coloca no lugar do outro.

Gente fina é amável, honesta, verdadeira e confiável.

Gente fina é generosa, suas mãos têm sempre algo para oferecer.

Se colocarmos na balança, é ELA quem faz a diferença.

Gente fina... é que tinha de virar moda!


Imagem: dicasdebutantesenoivas.blogspot.com

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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

As armadilhas da mente




Meditação é uma prática muito saudável para o corpo, a mente e o espírito, principalmente nos agitados dias atuais.

Existem várias técnicas diferentes, algumas muito carregadas de misticismo, no entanto a meditação é uma coisa muito simples, nada mais do que sentar-se confortavelmente, de preferência num ambiente silencioso, e esvaziar a mente de qualquer pensamento.

Difícil no início? Com certeza. Nossa mente é um constante burburinho, mas com a prática vai ficando cada vez mais fácil.

Encontrei na web este excelente texto que trata das armadilhas da mente, muito útil para nós ocidentais que não temos a mesma familiaridade, com esse tipo de prática, como os orientais.

“Quando se fala em "desligar a mente" durante a meditação, seria como falar em desligar um gigantesco computador, muito poderoso, que tem medo de ser desligado. Aí, então, esse computador começa a preparar armadilhas... Pois é; a mente é mais ou menos assim quando você medita. Meditar é estar em um foco, que lhe permita relaxar a lógica. Estar em um foco é permanecer conectado à sua âncora, seja ela qual for. Pode ser o movimento do abdome, poder ser a atenção na respiração, a pronúncia de um som específico; pode ser até apenas o espaço do agora, mas sempre haverá uma âncora quando se meditar.

Relaxar a lógica é não se envolver nas sequências de pensamentos que forem surgindo em sua mente. Como? Repetidamente "abandonando", soltando", "libertando" os pensamentos e voltando para a âncora.

Mas, aí surge o problema: a mente não pretende ser desligada. Nosso computador mental não pretende ajudar nesse exercício. Para a maioria das escolas meditativas, esse é um dos princípios mais básicos para se entender, e vamos explicar isso melhor, abaixo.

De acordo com essas escolas, se dividirmos didaticamente o nosso "ser", poderíamos dizer que há um ser "atuante" e um ser "existente". Existiria um "eu" que atua no mundo, que fornece a nossa identidade social, composto por raciocínio, emoção, instinto, corpo físico, idade, sexo, profissão, etc. Esse "eu" atua no mundo e nos identificamos completamente com ele.

O outro "eu", seria aquele que existe, antes de tudo. Simplesmente existe. É um "ser" que vem antes do corpo, do raciocínio, do instinto, de identidade social, do sexo, da idade, enfim, de tudo que possamos usar para dar identidade a alguém. É a chamada "pura existência". Esse ser esteve presente quando éramos jovens, quando envelhecemos, quando celebramos, quando choramos. Ele nunca foi jovem, mas estava lá no começo de nossas vidas. Ele não ficou velho, mas presencia nossa idade madura. Ele nunca celebrou, mas assistiu nossa celebração na mais absoluta paz. Ele jamais chorou, mas estava presente, em perfeito equilíbrio, enquanto chorávamos.

Nosso ser completo seria formado pela soma dos dois seres. Sim, isso mesmo, pela soma do superficial e do profundo, pois mesmo a superfície do mais profundo oceano ainda é parte do oceano. A chamada "consciência desperta" seria a percepção deste ser completo, a cada momento.

Quando as correntes místicas orientais falam sobre o ego, elas falam sobre uma falsa identidade, que se formaria quando acreditamos que tudo que somos é o "ser atuante". Essa identificação com este "meio-ser", sem entender o "ser completo", é que formaria o ego. Ao contrário do que muitos pensam, o ego não é o alvo a ser destruído na meditação, mas sim algo que deve ser entendido, quando se percebe que o ser "atuante" é apenas uma parte do que somos em totalidade.

Quando meditamos, com o tempo encontramos espaços de silêncio interno, e "o ser existente" começa a aflorar. Na mesma proporção, o "ser atuante" sente-se ameaçado. É por isso que alguns meditadores, quando atingem determinados estágios, relatam experiências onde sentiram muito medo, e falam sobre um medo tão grande que "parecia que iam morrer". A partir desse momento, começa a luta do "ser atuante", que também podemos chamar de "armadilhas da mente".

Quais as principais armadilhas da mente? Várias. As ideações positivas, quando pensamos sobre como estamos indo bem enquanto meditamos e, assim, nos envolvemos em outras sequências de pensamentos. A sensação de poder, que gera arrogância e alimenta o ego. O orgulho de estarmos aparentemente em evolução "espiritual", e não há orgulho maior do que o orgulho espiritual. A vaidade de ser visto como alguém que vive sem tantas necessidades, e não há ostentação maior do que a vaidade de não ter vaidades. O tato intuitivo crescente, que nos faz parecer poderosos magos, quase que adivinhos das sensações e necessidades alheias. A capacidade de meditar, em qualquer circunstância, por muito tempo, que é usada como um troféu perante outras pessoas. Até mesmo o rótulo de "buscador", de alguém que está "a caminho" de alguma coisa, com o qual nos identificamos como com qualquer outro rótulo. Por fim, o medo sem explicação aparente, conforme já descrevemos acima.

Vejam que todas essas armadilhas apenas alimentam o ego, e quando o ego é alimentado ele é inchado, permanece em soberba, e parece cada vez maior e mais poderoso, ao invés de ser percebido como apenas uma parte de nós. São as armadilhas da mente. É simples assim. Um mecanismo de defesa de um "ser" (o ser atuante) que pensa que vai morrer e precisa se defender. Quando estamos no espaço de consciência, é possível vislumbrar que não somos apenas isso. A consciência plena compreende o engano do ego, mas o ego não é capaz de compreender a consciência plena, acredita que corre risco de desaparecer, e luta como pode para evitar isso.

Como evitar esses riscos quando se pratica meditação? Apenas meditando, cada vez melhor. A prática continuada irá desbastando essas barreiras. Não se rotule. Não faça "pose de meditador". Não pense que alcançou, pois enquanto for possível pensar que algo foi conquistado, aí ainda estará o ego em operação. Na verdade, nem procure alcançar nada, pois tudo se dissolverá - até mesma sua intenção de busca - antes de começarmos a perceber a nossa mais profunda natureza. Esqueça a "conquista"; esqueça a "busca"; esqueça a "iluminação". Esses são conceitos, e conceitos pertencem ao mundo da lógica.

Medite. Viva. Esteja aqui, agora. Perdoe-se por ainda não estar em completa paz. Seja, sem precisar saber o que exatamente você é. Relaxe no não-saber. Aceite. Sinta. Você já é. Você sempre foi...”

Roberto Cardoso

Imagem: lipocentersorocaba.com.br

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