"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

domingo, 10 de fevereiro de 2013

Experiências fora do corpo – parte I

EFC

Robert Monroe, engenheiro e jornalista, no ano de 1958, começou a passar por estranhas experiências fora do corpo (também chamadas viagens extrafísicas, desdobramento, projeção ou viagem astral). De início suas saídas extracorpóreas aconteciam espontaneamente, sem que ele tivesse tido vontade disso ou comando sobre as mesmas. aos poucos, conforme o tempo passava, foi se acostumando com as saídas e finalmente as programava, saindo do corpo por vontade própria.

A partir daí todo um novo universo se descortinou para Monroe, mudando sua visão de mundo e inclusive sua fisiologia. Ele relata suas viagens e descobertas no livro Viagens fora do corpo, Ed. Record, 1971.

Como cientista que era, e até por instinto de preservação, quis pesquisar sobre o assunto e o caminho levou-o para longe das religiões, parapsicologia e disciplinas orientais, pois aí não encontrou a confirmação científica que procurava. Quase nada encontrando resolveu, lá pelos anos 70, junto com alguns colaboradores, todos profissionais de grau universitário, fundar um instituto para pesquisar e desenvolver técnicas de saída do corpo – o Instituto Monroe de Ciências Aplicadas.

O laboratório de testes consistia em três cabines de isolamento com uma cama com colchão d’água aquecida, controle de ar, temperatura e acústica. Todas as três ligadas separadamente à sala de controle onde eram registrados sinais fisiológicos dos participantes: EEG (eletroencefalografia) com oito canais, EMG (tônus muscular), pulsação e voltagem corporal.

Seus experimentos com os voluntários “pacientes” eram à noite o que acarretou que muitos acabavam dormindo durante as sessões. Como Monroe era engenheiro de som, pensou em utilizar sons para manter os pacientes acordados num estado de pré-sono e plenamente conscientes. Pôs mãos à obra e criou o que chamou de FFR (Frequency Following Response) ou Resposta Imediata à Frequência. Introduzindo certos tipos de sons nos ouvidos dos participantes descobriram que havia uma resposta elétrica semelhante nas suas ondas cerebrais e controlando essas freqüências de ondas conseguiam manter a pessoa acordada ou fazê-la dormir.

A partir de então Monroe e sua equipe alcançaram considerável progresso em seus experimentos. Com a divulgação de seus trabalhos começaram os convites para palestras e posteriormente para experimentos com vários participantes na forma de workshops. À época do lançamento de seu livro Viagens além do universo (1985), milhares de pessoas já tinham participado dessas experiências de saída do corpo assistidas pela equipe do Instituto.

Monroe deu palestras em grandes universidades americanas e organizações como o Smithsonian Institution e apresentou estudos sobre o assunto à Associação Psiquiátrica Americana. Seu trabalho foi sempre acompanhado por psicólogos e psiquiatras.

Estudos realizados após a publicação do livro Viagens fora do corpo indicaram que uma a cada quatro pessoas teve, no mínimo, uma experiência extracorporal espontânea (eu já tive umas cinco das quais me lembro).

A leitura dos livros de Monroe foi uma das mais instigantes que já chegou às minhas mãos. Seu conteúdo ratifica outras leituras minhas sobre expansão de consciência e confirma a existência de outras realidades bem como a reencarnação.

Já disse aqui e volto a dizer: somos muito, mas muito ignorantes a respeito do que é a realidade e o universo. Infelizmente as religiões ocidentais se encarregaram de nos condicionar com conceitos e crenças bobas e limitantes. Não temos a menor ideia do que nos rodeia que não conseguimos ver com os olhos físicos.

Os anos todos que Monroe despendeu em suas “viagens” fora do corpo o levaram a ter uma diferente visão de mundo, espaço e tempo.

Esta é a mensagem que os monitores do Instituto Monroe fornecem para os participantes memorizarem antes de iniciar seus experimentos fora do corpo:

“Sou mais do que o meu corpo físico. Por ser mais do que matéria física, posso perceber aquilo que é maior do que o mundo físico.

Assim, desejo me expandir, experimentar: conhecer, compreender, controlar, utilizar as energias e sistemas energéticos superiores que possam ser benéficos e construtivos para mim e para aqueles que me seguem.

Também desejo a ajuda e cooperação, a compreensão dos indivíduos cuja sabedoria, evolução e experiência são iguais ou maiores que as minhas. Peço a eles orientação e proteção contra qualquer influência ou força que possa me proporcionar menos do que os meus desejos expressos.” (livro Viagens além do universo)

Esta mensagem se justifica porque Monroe constatou que ele e outros participantes entravam em contato com outras entidades (algumas constituídas só de luz, mas também algumas desencarnadas de corpos físicos).

Aos céticos, sugiro assistirem este vídeo sobre um paciente sob anestesia geral que experimenta uma saída do corpo: http://www.youtube.com/watch?v=8GoVFGsLmzk&feature=youtu.be

Imagem: http://www.viagemastral.com/

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

A tortura bárbara que ainda existe no século XXI

Waris Dirie

Já disse aqui no blog que o pior mal da humanidade é a ignorância e ...

Ignorância mata!

Não só mata na violência cotidiana das cidades, nos atentados suicidas dos terroristas islâmicos, nos abortos clandestinos porque em muitos lugares o aborto ainda é criminalizado, no consumo de alimentos pulverizados com agrotóxicos, etc, mas já matou centenas, talvez milhares de meninas que ainda nos dias de hoje sofrem uma tortura indescritível e bárbara – a mutilação genital.

“As histórias são parecidas: sem aviso, as meninas são levadas pelas mães a um local ermo, onde encontram uma espécie de parteira que as espera com uma navalha. Sem qualquer anestesia ou assepsia, a mulher abre as pernas das garotas - muitas vezes, crianças de menos de dez anos - e corta a região genital, num procedimento que varia da retirada do clitóris ao corte dos grandes lábios e à infibulação (fechamento parcial do orifício genital).

Com Waris Dirie não foi diferente. "Desmaiei muitas vezes. É impossível descrever a dor que se sente", disse em entrevista ao G1 a hoje modelo e ativista contra a mutilação genital feminina. Dirie nasceu num vilarejo da Somália e foi circuncidada aos cinco anos.

Após conseguir fugir de um casamento arranjado por seu pai aos 13 anos, ela foi parar em Londres, onde chamou a atenção de um fotógrafo. Dirie se tornou modelo internacional e uma ferrenha ativista contra a circuncisão feminina. (...)

“É uma vergonha que uma tortura bárbara, cruel e inútil continue a existir no século XXI”. (...)

Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que entre 100 e 140 milhões de meninas e mulheres vivem hoje sob consequências da mutilação - a maioria na África. A organização tem uma campanha contra a prática, que considera prejudicial à saúde da mulher e uma violação dos direitos humanos.

A mutilação ocorre em várias partes do mundo, mas tem registro mais frequente no leste, no oeste e no nordeste da África e em comunidades de imigrantes nos EUA e Europa. Em sete países africanos - entre eles Somália, Etiópia e Mali - a prevalência da mutilação é em 85% das mulheres.

mapa_mutilacao

Um estudo da ONG Humans Rights Watch de junho deste mostra que, no Curdistão iraquiano, 40,7% das meninas e mulheres de 11 a 24 anos passaram por mutilação.” (http://g1.globo.com/mundo/noticia/2010/07/e-impossivel-descrever-dor-diz-modelo-sobre-circuncisao-feminina.html )

A vida dessa mulher, Waris Dirie, vale a pena ser conhecida pelo exemplo de superação e conscientização que ela demonstra. Ela alcançou reconhecimento mundial após ter sido a primeira modelo africana contratada com exclusividade pela Revlon. É autora de quatro livros. O primeiro, sua autobiografia, Flor do Deserto foi transformado em filme.

Agora pergunto: o que faz o nosso órgão máximo de direitos humanos, a ONU? Uma campanhazinha aqui, outra ali? Quando é para invadir países por questões econômicas, eles sabem tomar grandes medidas, mas para salvar inocentes menininhas se fazem de surdos e cegos.

Não sei qual foi a besta ou bestas que primeiro demonizaram a mulher e, no seu medo, disseram que ela era um ser inferior. Eu até aceito que nos tempos antigos isso fosse aceitável já que a ignorância era a lei, mas hoje? Século 21? A mulher, na África e países islâmicos, está numa situação lamentável, haja vista o recente acontecimento com a garota paquistanesa Malala Yousufzai, baleada pelo talibã.

Ano passado, a ONU, após 15 anos, aprovou uma resolução para banir a mutilação genital, mas isso não é o suficiente, a ONU precisa tomar medidas mais efetivas junto aos países que praticam essa barbaridade.

“A resolução exorta 193 Estados-membros da ONU a condenar a prática e lançar campanhas educativas para eliminá-lo. Insta todos os países a decretar e fazer cumprir a legislação para proibir a mutilação genital feminina, para proteger as mulheres e meninas "desta forma de violência" e para acabar com a impunidade para os infratores. Embora não vinculativas, resoluções da assembleia geral da ONU carregam considerável peso moral e político.” (http://worldnews.nbcnews.com/_news/2012/12/20/16048831-un-calls-for-ban-on-grotesque-practice-of-female-genital-mutilation?lite )

Waris Dirie criou uma fundação à qual deu o nome de seu primeiro livro. Conheça-a:

O que é a Desert Flower Foundation?

Há mais de 12 anos, Waris Dirie tem lutado contra a mutilação genital feminina (MGF) em todo o mundo. Pelo menos 150 milhões de mulheres e meninas são afetadas por esta prática cruel, que continua a ser realizada na África, mas também na Ásia, Europa, América e Austrália. A Fundação Flor do Deserto pretende acabar com este crime procurando sensibilizar a opinião pública, criação de redes, organização de eventos e programas educacionais. A Fundação também apóia vítimas de mutilação genital feminina.” (http://www.desertflowerfoundation.org/en/)

Encontre-a também no Facebook e ajude a divulgar seu trabalho se você for uma pessoa consciente. https://www.facebook.com/DesertFlowerFoundation

Imagem: facebook.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Hábitos viciosos da mente humana

vício mental

Continuando nossa abordagem sobre a mente humana, hoje veremos alguns maus hábitos adquiridos na forma de processar informações por intermédio da cognição.

Lembrem sempre que o ser humano é mais emocional do que racional, “no frigir dos ovos” é sempre a emoção (com raríssimas exceções) que sai ganhando na batalha entre ambas. Portanto nosso cérebro, usando a razão, pode estar processando uma informação, mas inconscientemente nossas emoções estão atuando e interferindo.

Em Psicologia tais erros de julgamento são chamados de viés cognitivo.

A seguir veremos alguns deles conforme o site http://www.jornalciencia.com/top-listas/diversos/1865-top-10-falhas-comuns-na-mente-humana

A falácia de Gambler, também chamada de falácia de jogador, é a tendência para pensar que as probabilidades futuras são alteradas por eventos passados, quando, na realidade, eles não são. Certas probabilidades, tais como a obtenção de uma “cara” quando você joga uma moeda são sempre as mesmas.

A probabilidade de obter uma “cara” é de 50%, não importa se conseguiu “coroa” nas últimas 10 tentativas. Veja um exemplo no jogo de roleta. As últimas quatro rodadas caíram no preto, tem que ser vermelho desta vez. Certo? Errado! A probabilidade de parar no vermelho ainda é de 47,37% (18 pontos vermelhos, divididos por 38 pontos no total). Isto pode soar óbvio, mas esse viés tem levado muitos jogadores a perder dinheiro, pensando que as probabilidades mudam.

Reatividade é a tendência das pessoas a agir ou aparecer de forma diferente quando sabem que estão sendo observadas. Na década de 1920, uma obra em Hawthorne (uma fábrica) encomendou um estudo para analisar se os diferentes níveis de luminosidade influenciavam na produtividade do trabalhador. O que se descobriu foi incrível. Infelizmente, quando o estudo foi concluído, a produtividade voltou para os seus níveis regulares. Isto porque a mudança não foi devido aos níveis de luz, mas porque os trabalhadores estavam sendo vigiados. Isto demonstrou uma forma de reação.

Quando os indivíduos sabem que estão sendo vigiados, eles são motivados a mudar seu comportamento, para se mostrarem com uma aparência melhor. A reatividade é um problema sério em pesquisas e precisa ser controlada com experimentos cegos (quando os indivíduos envolvidos em um estudo de investigação não sabem que estão sendo analisados, de modo a não influenciar os resultados).

A profecia autorrealizável gera comportamentos que levam a resultados que confirmam perspectivas existentes. Por exemplo, se alguém acredita que se sairá péssimo na escola, ela diminui o esforço para fazer suas tarefas. Assim, acaba realmente indo mal, exatamente como pensava. Outro exemplo comum são os relacionamentos.

A pessoa acha que o seu relacionamento amoroso vai falhar, então começa a agir de modo diferente, afastando-se emocionalmente. Por causa disso, realmente é possível fazer com que o relacionamento fracasse..

Fato interessante: As recessões econômicas são profecias autorrealizáveis. Uma recessão se configura após dois trimestres de queda do Produto Interno Bruto (PIB). Sendo assim, você não pode saber que está em recessão até que esteja há pelo menos seis meses em uma. Infelizmente, ao primeiro sinal de diminuição do PIB, a mídia relata uma possível recessão, as pessoas entram pânico, gerando uma cadeia de eventos que realmente causam recessão.

O efeito halo é a possibilidade de que a avaliação de uma característica possa interferir no julgamento de outros fatores, contaminando um resultado geral. Esse viés acontece muito em avaliações de desempenho de funcionários. Por exemplo: um determinado empregado chegou atrasado para o trabalho nos últimos três dias, eu percebi isso e conclui que ele é preguiçoso.

Há muitas razões possíveis pelas quais ele possa ter chegado tarde, talvez o carro quebrou, sua babá não apareceu ou a chuva prejudicou o trânsito. O problema é que, por causa de um aspecto negativo que pode estar fora do controle do empregado, presumo que ele é um mau trabalhador.

Fato interessante: No caso da atração física, isso acontece quando as pessoas assumem que os indivíduos atraentes possuem outras qualidades socialmente desejáveis, tais como sucesso, felicidade e inteligência. Isto se torna uma profecia autorrealizável, quando as pessoas atraentes recebem tratamento privilegiado, como melhores oportunidades de trabalho e salários mais elevados.

A escalada de compromissos é a tendência das pessoas a continuar apoiando os esforços anteriormente fracassados. Com tantas decisões que as pessoas têm de tomar, é inevitável que algumas não deem certo. Claro, a única coisa lógica a fazer nesses casos é mudar essa decisão ou tentar revertê-la.

No entanto, às vezes, as pessoas sentem-se compelidas não só a ficar com a sua decisão, mas também a continuar a investir nela devido aos custos irrecuperáveis. Por exemplo, digamos que você use metade de suas economias para começar um negócio. Após seis meses, é evidente que o negócio não vai dar certo. A única coisa lógica a fazer é desistir. No entanto, devido aos custos já gastos, você se sente comprometido com o negócio e investe ainda mais dinheiro para o projeto na esperança de que a situação se reverta.

Reatância é o desejo de fazer o oposto do que alguém quer que você faça, numa necessidade de resistir a uma tentativa de alguém restringir sua liberdade de escolha. Isso é comum com adolescentes rebeldes, mas qualquer tentativa de resistir à autoridade, devido às ameaças à liberdade, é uma relutância. O indivíduo pode não ter a necessidade de executar o comportamento específico, mas o fato de que ele não pode fazê-lo o faz querer.

Fato interessante: A psicologia reversa é uma tentativa de influenciar as pessoas que utilizam reatância. Diga para alguém (especialmente crianças) para fazer o oposto do que você realmente quer e eles vão se rebelar e acabar por fazer o certo.

Mentalidade de rebanho (já visto aqui neste post) é a tendência a adotar os comportamentos da maioria, para sentir mais segurança e evitar conflitos. Em sua forma mais comum, o sujeito agrega roupas, carros, hobbies, estilos para se identificar com um grupo de pessoas.

Fato interessante: As coisas que são pouco atraentes, não parecem legais ou populares acabam ganhando seguidores devido à mentalidade de rebanho. Os exemplos incluem as calças pára-quedas, pedras de estimação, tainhas, sutiãs de cone e outras coisas mais.

Para finalizar deixo aqui as palavras de um sábio (Bodhidharma, que foi um grande mestre zen do século VI):

“Usar a mente para buscar a realidade é ignorância. Não usar a mente para buscar a realidade é conhecimento. Liberar-se mesmo das palavras é liberação. Quando a mente deixa de mover-se, penetra no nirvana. Nirvana é uma mente vazia. Qualquer um que saiba que a mente é uma ficção e está vazia de qualquer coisa real, sabe que sua própria mente existe e não existe.

Se utilizares tua mente para estudar a realidade, não entenderás nem tua mente nem a realidade. Se estudares a realidade sem utilizar a mente, entenderás ambas.

Quando compreendes, então a realidade depende de ti. Quando não compreendes, és tu quem depende da realidade. Quando a realidade depende de ti, o que não é real se converte em real. Quando és tu quem depende da realidade, o que é real se converte em falso. Quando dependes da realidade, tudo é falso. Quando a realidade depende de ti, tudo é verdade.” (http://budacuantico.blogspot.com.br/2010_11_01_archive.html )

Imagem: opoderdamente.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Estar ciente ou estar consciente? Qual a diferença?

estar consciente

O tema de hoje é bastante complicado, até porque traz conceitos pouco conhecidos. Espero me fazer entender.

É sobre o que é ter consciência e não simplesmente ter ciência (saber ou conhecer ou ter percepção).

Encontrei um texto de um psicólogo americano (Dr. Arthur Janov) que explica bem a diferença:

A Psicoterapia tem estado no negócio ter ciência por muito tempo. Desde os tempos de Freud temos deificado insights. Estamos tão acostumados a apelar para o córtex frontal todo poderoso, a estrutura que nos fez os avançados seres humanos, que esquecemos de nossos preciosos antepassados, seus instintos e sentimentos. Nós podemos enfatizar como o nosso neocórtex é tão diferente de outras formas animais enquanto desconsideramos nosso aparato de sentimentos compartilhados mutuamente. Precisamos de uma terapia de consciência, não de ciência (estar ciente). Se acreditarmos que temos um Id a estufar dentro de nós, não há nenhum tratamento adequado porque a causa é uma aparição, um fantasma que não existe. Ou pior, é uma força genética que é imutável e, portanto, não pode ser tratada. Em qualquer caso, nós somos os perdedores.

Não há nenhuma impotência tal como ser inconsciente; correndo à volta com dilemas sobre o que fazer sobre isso ou aquilo, sobre problemas sexuais, hipertensão arterial, depressão e explosões de temperamento. Tudo parece ser como um mistério. À pessoa ciente ou que procura a ciência (conhecimento) tem de ser dito tudo. Ele ouve, obedece — e sofre. Conhecimento ou constatação não nos faz sensível, empático ou amoroso. Faz-nos cientes de porque não podemos ser. É como estar ciente de um vírus. É bom saber qual é o problema, mas nada muda. O melhor que o estar ciente pode fazer é criar idéias que negam a necessidade e a dor.

Ciência não é a cura; a consciência o é. A verdadeira ciência consciente significa sentimentos e, portanto, humanidade. À pessoa consciente não é preciso ser dito sobre suas motivações secretas. Ela as sente e não são mais secretas. Consciência significa pensar o que sentimos e sentir o que pensamos; o fim de uma existência dividida e hipócrita. Ciência não pode fazê-lo porque tem de mudar a cada vez que há uma nova situação. É por isso que a terapia cognitiva é tão complexa. Ela tem de seguir cada nova mudança na estrada. Tem que combater a necessidade de drogas e depois batalhar a incapacidade de manter um emprego e ainda tentar entender porque relacionamentos estão caindo aos pedaços. Isso também explica porque a terapia convencional leva tanto tempo; cada avenida deve ser percorrida de forma independente.

A consciência é global; ela se aplica a todas as situações, engloba todos aqueles problemas de uma só vez. O verdadeiro poder da consciência é levar a uma vida consciente com tudo o que isso significa: não estar sujeito a comportamento descontrolado, ser capaz de se concentrar e aprender, capaz de ficar quieto e relaxar, ser capaz de fazer escolhas que são saudáveis, a escolha de parceiros que são os mais saudáveis e acima de tudo, ser capaz de amar.” (http://cigognenews.blogspot.com.br/2008/09/difference-between-awareness-and.html )

Enfim, estar consciente é ter sentimentos a respeito de algo, não é meramente um processo cognitivo, é mais amplo.

Quando apenas estamos cientes de algo, usamos o hemisfério cerebral esquerdo, o responsável pelo pensamento lógico. Estar ciente conscientemente é ter ambos os hemisférios cerebrais trabalhando em harmonia.

Como seres humanos complexos que somos, muitas vezes estamos conscientes de situações ou problemas externos, como a fome no mundo, por exemplo, mas não estamos conscientes do que se passa em nosso psiquismo, o por que de estarmos sofrendo neste momento de nossas vidas. Ou vice-versa: aqueles mais centrados no próprio umbigo têm consciência do que vai em seu interior, mas estão se lixando para o que vai pelo mundo com seus congêneres irmãos.

Se quisermos evoluir como pessoas é preciso estarmos conscientes não só de nós mesmos como também do mundo em que vivemos, do que acontece com nossos irmãos de jornada.

Aqui no blog você encontra textos para ajudá-lo a expandir sua consciência em vários aspectos. Sinta-se à vontade para garimpá-los.

Imagem: psicologia1.com.br

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

Intuição é fé, inspiração ou conteúdo inconsciente?

intuição

Dei uma rápida pesquisada na internet e encontrei os mais variados conceitos sobre intuição. Por exemplo:

- Depoimento de um espírita: seriam conhecimentos prévios (de vidas anteriores) sobre determinado assunto, situação, etc.

- Segundo a Psicologia: são conteúdos inconscientes.

- Segundo a Filosofia: há duas grandes modalidades da atividade racional, realizadas pela razão subjetiva ou pelo sujeito do conhecimento - a intuição (ou razão intuitiva) e o raciocínio (ou razão discursiva). A razão intuitiva pode ser de dois tipos: intuição sensível ou empírica e intuição intelectual.

- Segundo um determinado autor: uso da linguagem do coração.

- De um site espírita: o insight de uma descoberta poderia, perfeitamente, provir do sopro de um espírito amigo.

Segundo experiência própria e pesquisas realizadas, nenhuma das asserções acima está correta.

Vidas anteriores influenciam mais é o nosso comportamento e não nosso conhecimento.

Conteúdos inconscientes não são capazes de saber o que vai acontecer e, portanto, nos impedir de tomar um avião que vai cair, por exemplo.

Insight é uma compreensão repentina e está baseada em prévio conhecimento (memória), é um mecanismo cognitivo, não possui as características da intuição.

Já relatei aqui um fato que ocorreu comigo e que é um exmplo perfeito do que é a intuição. Vou repeti-lo para aqueles que não o leram.

Eu tinha uns 14 anos mais ou menos quando voltando para minha casa, estando já no lado da rua onde a mesma se situava, inesperadamente (sem pensar) atravessei a rua para o outro lado. Exatamente quando cheguei à calçada oposta ouvi um forte barulho e me virei para o lado de onde tinha vindo e vi um cabo de alta tensão chicoteando no chão exatamente onde eu iria estar passando. Parece que me salvei da morte.

Meu inconsciente teria condições de saber que o cabo iria rebentar? Claro que não. Foi algo intuído e não racionalizado. O racional teria sido continuar caminhando pela mesma calçada de minha casa.

Então de onde vem a intuição? Ela vem de nossa essência - que é divina. É uma parte nossa à qual são poucos os que dão atenção. Se fosse cultivada, com certeza, teríamos uma vida melhor.

“A intuição está sendo cada vez mais reconhecida como uma faculdade mental natural, um elemento-chave na descoberta e resolução de problemas, na tomada de decisões, um gerador de idéias criativas,um premonitor, um revelador da verdade.” (Philip Goldberg)

Segundo Goldberg, as percepções dos sentidos e o pensamento racional não são as únicas maneiras de conhecermos alguma coisa. Para ele, a intuição é uma forma superior de PES (percepção extra-sensorial).

Em seu livro Intuitive Edge, Philip Goldberg descreve seis tipos de intuição:

Descobridora – introvisão de fatos a serem descobertos (é o famoso ahá!).

Geradora – oportunidades ou possibilidades alternativas.

Avaliadora – voz interior que em certas situações censura ou critica.

Possibilitadora - (estar no lugar certo, na hora certa seria um dos casos).

Operativa – guia as nossas ações (não entrar num avião que sofrerá um acidente, por exemplo).

Profética – pressentimento ou palpite que algo irá acontecer.

Iluminação - no sentido espiritual; é a forma superior da intuição.

Como diferençar um pensamento de nossa mente da intuição? Sinto muito, mas não há receita pronta para quem não está acostumado a seguir a sua intuição. Isso vem com o tempo. O que oferece mais ou menos uma pista é termos uma “certeza” que não sabemos explicar.

E não esquecem: sempre que não seguirem sua intuição, vão se dar mal. Isso não falha.

Imagem: portalterrabase.blogspot.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.