"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

E a ciência encontra o misticismo ...

DNA

Os mestres sempre dizem que a ciência, em algum momento, irá descobrir e esclarecer conceitos ditos metafísicos ou místicos. Já começou.

A notícia não é recente, mas como não é sobre alguma celebridade do meio artístico ou sobre algum político mafioso, passou quase despercebida.

Vejamos então um resumo sobre descoberta, que é sensacional, e um começo de avanço da ciência em assunto que ela não gosta de participar porque supõe ser “crendice” ou “fantasia”.

“Enquanto a ciência ocidental investiu no projeto internacional do genoma humano focando os 5% dos tripletos codificados do DNA, na União Soviética, em 1990, um grupo de cientistas russos da Academia Russa de Ciências foi formado para estudar o genoma humano completo. Esta pesquisa foi conduzida pelo Dr. Pjotr Garjajev, membro da Academia Russa de Ciências, bem como a Academia de Ciências de Nova York. A pesquisa russa estava se portando como uma grande angular e manteve uma visão aberta em seus estudos. A equipe de investigação incluiu biofísicos, biólogos moleculares, embriologistas e mesmo linguistas.

Sua pesquisa revelou que o suposto DNA lixo, que foi completamente negligenciado e esquecido pela ciência ocidental, não é sobra redundante da evolução. Estudos linguísticos revelaram que o sequenciamento dos códons do DNA não codificado segue as regras de uma sintaxe básica. Há uma estrutura definida e lógica na seqüência desses tripletos, como uma linguagem biológica. A pesquisa revelou ainda que os códons realmente formam palavras e frases assim como nossa linguagem humana comum segue regras gramaticais.”

(...) “A experiência mais surpreendente que foi executada pelo grupo de Garjajev foi a reprogramação das sequências de códons de DNA usando luz laser modulada. Desde sua descoberta da sintaxe gramatical da linguagem de DNA, eles foram capazes de modular coerente luz de laser e até mesmo ondas de rádio e adicionar semântica (significado) à onda portadora. Desta forma, eles foram capazes de reprogramar o DNA “in vivo” em organismos vivos, usando as frequências ressonantes corretas do DNA. A descoberta mais impressionante feita até agora é que a língua falada pode ser modulada para a onda do portador com o mesmo efeito de reprogramação. Agora, isto é uma descoberta científica desconcertante e deslumbrante! Nosso próprio DNA simplesmente pode ser reprogramado pela fala humana, supondo que as palavras são moduladas nas freqüências corretas do portador!”

(...) “Os russos provaram que tiveram sucesso em reparar “in vivo” material danificado do DNA!”

(...) “As conclusões de Garjajev vão muito além das de Popp: de acordo com estudos de Garjajev, DNA é não só transmissor e receptor de radiação eletromagnética (sob a forma de energia), mas também absorve a informação contida na radiação e a interpreta mais tarde. Assim, o DNA é um biochip ótico interativo extremamente complexo.”

(...) “O DNA humano é uma Internet biológica e superior em muitos aspectos à artificial. A mais recente pesquisa científica russa, direta ou indiretamente, explica fenômenos como a clarividência, intuição, espontâneos e remotos atos de cura, autocura, as técnicas de afirmação, a luz incomum/aura em torno de pessoas (nomeadamente os mestres espirituais), influência da mente sobre padrões climáticos e muito mais. Além disso, há evidências para um novo tipo de medicamento em que o DNA pode ser influenciado e reprogramado por palavras e freqüências sem ser preciso cortar e substituir genes únicos.”

(...) “Professores esotéricos e espirituais sabem há muito tempo que nosso corpo é programável pela linguagem, palavras e pensamento. Isso agora foi cientificamente provado e explicado. Claro, a frequência tem que ser a correta. Por isso é que nem todos são igualmente bem sucedidos ou podem fazê-lo com a mesma força sempre.”

(...) Substância de DNA vivo (em tecido vivo, não “in vitro”) sempre reagirá a raios laser, linguagem-modulada e até mesmo a ondas de rádio, se forem usadas as frequências adequadas. Isto finalmente e cientificamente explica por que afirmações, treinamento autógeno, hipnose e afins podem ter tão fortes efeitos sobre os seres humanos e seus corpos. É completamente normal e natural para o nosso DNA reagir à linguagem.”

(...) O grupo de pesquisa de Garjajev conseguiu provar que com este método cromossomos danificados por raios-x, por exemplo, podem ser reparados. (...). Então eles com sucesso transformaram, por exemplo, embriões de rã para embriões de salamandra simplesmente transmitindo os padrões de informação do DNA! Desta forma, todas as informações foram transmitidas sem qualquer um dos efeitos colaterais ou desarmonias encontradas ao cortar e reintroduzir genes simples de DNA.”

(...) “Atualmente, já estão sendo são usados dispositivos também em clínicas da Universidade alemã, com cuja ajuda pacientes com câncer estão expostos à irradiação de frequência modulada de campo magnético. Os resultados são promissores.”

(...) “Os cientistas russos também descobriram que nosso DNA pode causar padrões perturbadores no vácuo, assim produzindo wormholes magnetizados! Buracos de minhoca são os equivalentes microscópicos das assim chamadas pontes de Einstein-Rosen nas proximidades de buracos negros Estes são as conexões de túnel entre áreas totalmente diferentes do universo através dos quais informações podem ser transmitidas fora do espaço e tempo. O DNA atrai estes pedaços de informação e transmite-as para nossa consciência. Este processo de hipercomunicação é mais eficaz em um estado de relaxamento.”

(...) “A informação, que será transferida através da luz é muito mais importante. O DNA comunica-se desta forma - talvez com outros organismos ou com um plano mais alto - um campo morfogenético, que pôde ser comprovado cientificamente, na pesquisa russa, pela primeira vez “

Fonte: (http://www.rexresearch.com/gajarev/gajarev.htm

Bem, este é o princípio. Somando-se as pesquisas holistas russas com as pesquisas ocidentais focadas na parte material do DNA podemos esperar grandes descobertas que levarão à cura uma série, senão a totalidade, de males que afetam o corpo humano.

Imagem: www.unacknowledged.info

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terça-feira, 19 de novembro de 2013

As coisas sempre foram assim por aqui ...

jaula de macacos

A seguinte estorinha é bem conhecida, mas vou repeti-la aqui caso algum leitor não a conheça:

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos em uma jaula. No meio, uma escada, e sobre ela um cacho de bananas.

Toda vez que um dos macacos começava a subir na escada, um dispositivo automático fazia jorrar água gelada sobre os demais macacos.

Passado certo tempo, toda vez que qualquer dos macacos esboçava um início de subida na escada, os demais o espancavam (evitando assim a água gelada).

Obviamente, após certo tempo, nenhum dos macacos se arriscava a subir a escada, apesar da tentação.

Os cientistas decidiram então substituir um dos macacos. A primeira coisa que o macaco novo fez foi subir na escada, dela sendo retirado pelos outros que o espancaram.

Após várias surras o novo membro dessa comunidade aprendeu a não mais subir na escada.

Um segundo macaco foi substituído e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado com entusiasmo na surra ao novato.

Um terceiro macaco foi trocado e o mesmo ocorreu. Um quarto e o quinto macaco foram trocados, um de cada vez, com intervalos adequados, repetindo-se os espancamentos dos novatos quando de suas tentativas para subir na escada.

Os cientistas então ficaram com um grupo de macacos que mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse pegar as bananas.

Se fosse possível conversar com os macacos e perguntar-lhes por que espancavam os que tentavam subir na escada, com certeza a resposta seria:

“Não sei, mas as coisas sempre foram assim por aqui”.

Esse comportamento ou essa resposta, não lhe parece familiar???

Este é um comportamento bem característico do ser humano: repetir o que lhe foi ensinado sem questionar ou pensar em mudar alguma coisa.

Outro dia lembrei-me de um livro que li há tempos. A pessoa que o escreveu diz ter canalizado as informações de seres extraterrestres com quem manteve contato. Não importando se isso é verdade ou não (sempre fico com um pé atrás nessas canalizações) o que importa é que o livro traz ideias e conceitos totalmente diferentes do que nós humanos estamos acostumados ou familiarizados.

Diz no livro, por exemplo, que os seres do planeta de origem do informante não constituem família. Eles têm filhos, mas os mesmos são criados e educados por qualquer um ou todos que o quiserem fazer. As crianças são amadas como legítimos filhos por todos os habitantes do planeta onde vivem.

É dito ainda que não existem sentimentos como ódio, raiva, inveja, preconceito e atitudes violentas como brigas e guerras. Diferenças de opinião ocorrem, bem como desentendimentos, contudo são resolvidos com diálogos e debates racionais e isentos de emoções negativas.

Claro está que num tipo de sociedade como essa é bem possível as crianças serem educadas por todos, mas ... aí lembro-me de que existem sociedades indígenas que não são tão pacíficas quanto essa do outro planeta e que onde também as crianças pertencem à tribo, são criadas e queridas por todos.

Ultimamente muito eu ouço e leio as pessoas afirmando que a família é a base da sociedade, que sem ela o mundo está perdido, etc.

Será???

Esta não é simplesmente mais uma das crenças que foram passadas de geração em geração e ninguém parou para questionar se era verdade?

Ah, mas que pensamento blasfemo este, dirão alguns... Por quê?

Precisamos lembrar que a família é uma expressão de nossa capacidade limitada de amar, restringimos o nosso amor a poucos.... Se a humanidade seguisse a orientação do mestre Jesus, as coisas seriam diferentes.

Também, nesse planeta citado no livro, o trabalho e a propriedade privada não existem. Os indivíduos moram em residências, é claro, mas estas não lhes pertencem, portanto se chega alguém de fora é prontamente alojado em qualquer residência pelos seus moradores.

Utopia? Talvez para um mundo materialista, competitivo e capitalista como o que vivemos. Fomos condicionados desde sempre a pensar que isso é o certo e o “normal”. Será???

Bem, normal é o que é representado pela parte mediana da Curva de Gauss, outra criação nossa.

Coloquei aqui três “pilares” fundamentais de nossa sociedade que podem ter uma diferente abordagem. E quanto ao restante de nossas “certezas”, de nossos “certo e errado”? É tudo produto de nossas crenças, que foram passadas a nós desde que nascemos e que nunca questionamos.

Pensem nisso. Reflitam, sem ideias preconcebidas.

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

EQM ou Experiência de Quase Morte

EQM

O assunto é meu conhecido já há bastante tempo, mas recentemente tomei conhecimento de um caso específico que me chamou a atenção por tratar-se do relato de um neurocirurgião, que até a data de seu coma, era um cientista cético e materialista como os demais e que acreditava que consciência era apenas uma ilusão criada pelo funcionamento bioquímico do cérebro.

Em 2008 o Dr. Eben Alexander foi levado ao hospital, já inconsciente, devido a uma meningite bacteriana (e. coli). Durante seis dias esteve em coma devido aos estragos causados pela bactéria em seu cérebro e também sedado por causa das convulsões que apresentava na chegada ao hospital e posteriormente quando a sedação diminuía.

Após seu restabelecimento refletiu muito sobre o que tinha lhe acontecido, enquanto em coma, procurando explicações científicas para o sucedido. Considerou e rejeitou como possíveis causas para sua experiência:

1) Programa do tronco cerebral primitivo

2) Recordação distorcida de memórias do sistema límbico

3) Bloqueio glutamato endógeno com excito-toxidade

4) DMT de despejo

5) Preservação isolada de regiões corticais do cérebro

6) Perda de neurônios inibitórios que levam a altos níveis de atividade entre redes neuronais excitatórias para gerar uma aparente "hiper-realidade"

7) A ativação do tálamo, gânglios basais e “tempestade de idéias” para criar uma experiência de hiper-realidade

8) Fenômeno reboot (reinicialização)

9) Geração de memória incomum através de vias visuais arcaicas. (http://www.naturalnews.com/037917_Proof_of_Heaven_afterlife_Creator.html )

Discutiu seu caso com colegas e finalmente nada encontrando que explicasse cientificamente o que lhe tinha ocorrido resolveu escrever um livro contando sua experiência, mesmo que isso lhe trouxesse o escárnio do meio científico, que chamou de “Proof of Heaven” (prova do céu).

Durante os seis dias em estado comatoso ele “viajou”, nas asas de uma borboleta acompanhado por uma linda moça de olhos azuis, por lugares lindos e de muita paz. Finalmente Alexander entrou em um vazio infinito imenso, completamente escuro, mas também repleto de uma luz de um Orbe brilhante. Estava agora no núcleo. The Orb foi o seu companheiro, mas dentro do núcleo, permeando-o, era a Fonte, o Deus Criador. Através do Orbe, Deus revelou muitos segredos e mistérios da existência para Eben, conhecimento que ele recebeu instantaneamente e diretamente e armazenado sem memorização-conhecimento que o levará a uma vida inteira para processar.” (http://iands.org/news/news/front-page-news/970-esquire-article-on-eben-alexander-distorts-the-facts.html )

A neurociência informa que para manter a consciência, a pessoa precisa ter o córtex e o tronco cerebral funcionando perfeitamente e esse não foi o caso do Dr. Alexander, pois “em seu coma foi mostrada atividade zero do cérebro superior. Ele somente foi mantido vivo pelo aparelho respirador e fluidos intravenosos. Os médicos assistentes logo concluíram que o Dr. Alexander iria morrer em questão de dias e que, mesmo que ele vivesse, seria um "vegetal" com função cerebral limitada. Estatisticamente, a taxa de mortalidade para pacientes com infecções de escherichia coli do cérebro é de 97%.” (http://www.naturalnews.com/037917_Proof_of_Heaven_afterlife_Creator.html )

Há também um detalhe da estória que ratifica a experiência vivida pelo médico. Ele tinha sido adotado aos quatro meses de idade. Somente um ano antes do coma ele finalmente reencontrou seus pais biológicos e ficou sabendo que tinha tido uma irmã, mas que esta havia morrido há nove anos.

Após quatro meses da saída do hospital, o Dr. Alexander teve acesso a uma fotografia da irmã falecida e, para seu espanto, nela reconheceu a moça que o tinha acompanhado na asa de borboleta durante a experiência EQM.

“Cada experiência de quase-morte é única, mas há uma série de elementos comuns. A maioria das EQMs têm algum subconjunto desses elementos: a sensação de paz e ausência de dor, um sentimento de ser separado do corpo físico, uma transição para um nível mais alto (por vezes através de um túnel), estar em um lugar paradisíaco de beleza esmagadora , encontrando entes queridos falecidos, estar na presença de um ser de luz ou de algum outro ser espiritual, ter uma revisão de vida, sendo transportado para um local de puro Amor e de Sabedoria, atingindo uma barreira ou sendo dito você deve voltar e, finalmente, voltando para o corpo físico.” (http://iands.org/news/news/front-page-news/970-esquire-article-on-eben-alexander-distorts-the-facts.html ) A experiência EQM do Dr. Alexander mostra alguns desses elementos.

É importante notar que os acontecimentos durante a EQM são interpretados pelos sujeitos de acordo com suas crenças e vivências pessoais. O Dr. Alexander interpretou o Orbe como Deus e o espaço onde se encontrava como céu. Embora não fosse religioso, não podemos esquecer que seu país é profundamente influenciado pela religião cristã.

Pensem a respeito e tirem suas conclusões sobre a veracidade ou não da vida após morte.

Imagem: pensaralem.wordpress.com

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quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Quando a profecia falha, a fé acaba?

raposa e as uvas

Em1956 Leon Festinger, psicólogo social estadunidense, lançou o livro Quando a Profecia Falha onde analisava o aprofundamento da fé dos membros de uma seita após o fracasso da profecia que um pouso UFO era iminente.

Os membros da seita sofreram o que Festinger chamou de dissonância cognitiva, que é definida como um conflito entre duas ideias, crenças ou opiniões incompatíveis ou que se contradizem. Quando isso acontece, porque o conflito é desconfortável, as pessoas procuram encontrar "elementos de consonância", mudando uma das crenças, ou as duas, para torná-las mais compatíveis. Isto faz parte dos paradoxos humanos e explica muitos dos comportamentos diários dos indivíduos.

O desconforto causado pela dissonância cognitiva pode tomar a forma de ansiedade, culpa, vergonha, fúria, embaraço, stress e outros estados emocionais negativos, daí a urgência em superar a dissonância encontrada.

Segundo Festinger, as pessoas procuram eliminar a dissonância através de três maneiras: reduzindo a importância de um dos fatores discordantes, adicionando elementos consoantes ou mudando um dos fatores dissonantes.

A dissonância cognitiva geralmente dá ensejo a manifestarem-se mecanismos de defesa do ego, como a negação (de evidências) e racionalizações (explicações com aparência de verdade).

“A partir dessa teoria podemos entender que o indivíduo se comporta de acordo com suas percepções e não de acordo com a realidade, ou seja, reage conforme àquilo que é confortável ou não com suas cognições.” (http://www.portaleducacao.com.br/psicologia/artigos/41439/teoria-da-dissonancia-cognitiva )

Em 1959 Festinger e Carlsmith realizaram um experimento que confirmou a existência da dissonância cognitiva.

Os escolhidos para o experimento foram estudantes de graduação na Universidade de Stanford. Foram informados que o experimento era sobre como suas expectativas afetam a experiência real de uma tarefa.

Os alunos foram convidados a passar uma hora em tarefas chatas e tediosas. As tarefas foram projetadas para gerar uma atitude forte e negativa. Uma vez que os indivíduos tinham feito isso, os experimentadores pediram a alguns deles para fazerem um favor simples. Eles foram convidados a falar com outro “sujeito” (na verdade, um ator) e persuadi-lo de que as tarefas eram interessantes e envolventes. A alguns participantes foram pagos 20 dólares para este favor, outro grupo recebeu 1 dólar e um grupo controle não foi convidado a realizar o favor.

Quando solicitados a classificar as tarefas aborrecidas na conclusão do estudo (não na presença do outro "sujeito"), os do grupo 1 dólar as classificaram de forma mais positiva do que aqueles dos 20 dólares e do grupo de controle. Isto foi explicado por Festinger e Carlsmith como evidência de dissonância cognitiva.

Os pesquisadores teorizaram que as pessoas do grupo de 1 dólar experimentaram dissonância entre as cognições contraditórias: "Eu disse a alguém que a tarefa era interessante", e "Eu realmente achei chato”. A mente resolve este dilema ao decidir que, na verdade, o trabalho foi interessante, afinal, ajudou na conclusão da pesquisa.

Aqueles do grupo de 20 dólares, entretanto, tinham uma óbvia justificativa monetária para seu comportamento e, portanto, experimentaram menor dissonância.” (http://en.wikipedia.org/wiki/Cognitive_dissonance )

Quanto mais enraizada nos comportamentos do indivíduo uma crença estiver, geralmente mais forte será a reação de negar crenças opostas. Já vi isto acontecer quando o líder de uma igreja evangélica brasileira foi acusado e processado por lavagem de dinheiro, evasão de divisas e formação de quadrilha, no entanto seus fiéis continuam solidários e frequentando a igreja dele – não tiveram sua fé no bispo abalada.

Outro exemplo são as profecias do fim do mundo, até agora várias profecias já foram anuladas e as pessoas continuam crentes que “talvez a data estivesse errada”, mas vai acontecer porque está escrito. Sua fé no apocalipse continua.

A dissonância cognitiva tem um exemplo bem conhecido na literatura: a fábula de Esopo, “A raposa e as uvas”. Quando a raposa percebe que não consegue alcançar as uvas, ela decide que não as quer de qualquer modo, pois estão verdes (racionalização para eliminar a dissonância cognitiva).

E o leitor, quantas vezes já se enfrentou com a dissonância cognitiva? Reflita a respeito.

Imagem: www.ludicas.com.br

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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Insanidade ou zombaria?

Olavo de Carvalho

Dando continuidade aos textos sobre o cuidado que devemos ter quanto ao que nos chega de informações ou ideias de terceiros, temos como objetivo a matéria de hoje.

Nesta era da internet qualquer pessoa que tenha acesso à mesma, com um mínimo de capacidade de fazer um vídeo, pode se tornar um sucesso de um dia para o outro. Vemos issso acontecer com pseudo cantores, bailarinos, piadistas, etc e ... também com aqueles que têm um recado a transmitir sobre suas ideias e crenças, sejam elas positivas ou negativas, tenham credibilidade ou não.

Pois bem, outro dia dei-me ao desplante de assistir um vídeo inteiro de uma dessas figuras emblemáticas do Youtube: o senhor Olavo de Carvalho. Fiz isso porque tinha lido num blog alguns comentários (elogiosos) sobre o mesmo . Como do pouco que sabia desse indivíduo tirei uma conclusão nada elogiosa, resolvi aprofundar mais meu conhecimento sobre ele. Quem sabe eu tinha sido precipitada em minha avaliação?

Ao acaso escolhi uma palestra proferida na OAB, afinal, numa instituição séria, considerei que a mensagem seria relevante. Nos outros vídeos que já havia assistido o senhor em questão usa e abusa de palavrões bem “cabeludos” (estilo bem diferente de suas matérias em jornais que eu já tinha lido).

O tema da palestra era: O Brasil perante os conflitos da Nova Ordem Mundial. (http://www.youtube.com/watch?v=DNGkOCi9Zi8) Assunto muito em moda atualmente em que se encontra de tudo um pouco: algumas colocações críveis e outras totalmente absurdas.

Bem o mesmo ocorre nesse vídeo. O sujeito é muito bem informado, dá para perceber que tem bom grau de erudição e é inteligente também, mas ... continuo na dúvida: é insano ou um baita de um “sarrista”? Do tipo que lança ideias polêmicas e estapafúrdias pra ver se tem gente que acredita em qualquer coisa que se diga?

Ele tem uma legião de fãs, pelo que já tinha percebido no Youtube. É citado por alguns como mestre e o que é pior: como alguém capaz de dizer “verdades” que ninguém mais diz. Verdades???

Volto a bater na mesma tecla: não pode se acreditar em tudo que se lê ou se ouve. No vídeo citado ele faz várias afirmações sobre as quais não apresenta provas ou sequer evidências. Tudo fica dependendo da ótica dele sobre o assunto.

Certamente que nem todas as suas afirmações são absurdas, porém muitas são baseadas em literatura de analistas sociais ou econômicos, citados por ele, que refletem uma posição paranóica, uma forte característica do povo americano. Parece que após morar por um bom tempo nos Estados Unidos ele foi contagiado com a doença americana.

O assunto é vasto, complicado e que requer muita informação para se poder chegar a uma conclusão. O importante é não ir acreditando em tudo de saída como se o Sr. Olavo fosse a máxima sumidade na matéria. Aliás, ele se coloca assim. Passa a seus ouvintes uma imagem de que só ele domina o assunto e os demais são uns idiotas (palavra que eles usa várias vezes durante a palestra).

Para que se tenha uma melhor ideia sobre o personagem, é bom assistir outros vídeos dele, como um onde diz que Barak Obama é muçulmano e o 12° imã. (http://www.youtube.com/watch?v=Z54JBeJhpk0 )

Acho difícil que uma figura pública como Barak Obama não tenha sido flagrado nenhuma vez fazendo as orações ajoelhado no chão, como todo bom muçulmano é obrigado a fazer…

Em outro vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=cvVO3cnsp1c ) ele refuta o heliocentrismo e também a teoria da relatividade pelo simples motivo de ele não entender a curvatura do espaço.

Então, convenhamos, é difícil, ao menos para quem tenha um mínimo de cultura e inteligência, dar crédito ao que diz esse senhor.

Resumindo, creio que o Sr. Olavo de Carvalho gosta é de aparecer, criticando figuras célebres e emitindo teorias controversas e polêmicas.

“A crítica não tem sobre a psicologia das massas o poder sugestivo que tem as crenças afirmativas, mesmo falsas.” (Olavo de Carvalho)

Se ele estiver certo nesta frase... cuidem-se!

Nesta outra frase dá para notar uma de suas incongruências, pois a economia de mercado permite muitas coisas exceto - humanitarismo: “O conservadorismo é a arte de expandir e fortalecer a aplicação dos princípios morais e humanitários tradicionais por meio dos recursos formidáveis criados pela economia de mercado.” (Wikipédia)

Na Wikipédia encontra-se um resumo bem pesquisado sobre o personagem.

Não saiam formando opinião pelo exposto aqui, mas procurem se informar e principalmente – refletir.

Imagem: kdfrases.com

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