A imposição de mãos para a cura é um método talvez tão antigo quanto o ser humano, mas ainda hoje, pleno século 21, é desconhecido o seu funcionamento pela ciência, considerada pelos desinformados como picaretagem e para alguns, dependendo de quem a aplica, pode ser dom de “Deus” ou ato do “demônio”.
Não sei quem é pior, se os religiosos que deturpam tudo ou os cientistas cartesianos com seu ceticismo estúpido. Os humanos, no seu afã de separar o conhecimento das superstições, acabaram por deixar de lado a pesquisa de assuntos considerados “mágicos” com isso travando o desenvolvimento de uma medicina mais humanista, mais natural e que acabou se tornando uma prostituta mantida pela indústria farmacêutica.
A imposição de mãos não tem nada a ver com desencarnados (como alguns detratores do espiritismo pensam) e não é dom divino de uns poucos escolhidos (todo e qualquer um pode fazê-lo além dos pastores) é simplesmente a utilização de energias que não foram ainda estudadas pela ciência (está timidamente começando agora).
Encontrei uma dissertação de mestrado de Ricardo Monezi, provavelmente um cientista de mente aberta, que traz um pouco de luz para este assunto.
Eis o resumo de sua dissertação: “Avaliação de efeitos da prática de impostação de mãos sobre os sistemas hematológico e imunológico de camundongos machos. São Paulo, 2003.75p.Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo.
Estudamos a impostação de mãos sobre camundongos, avaliando parâmetros hematológicos e imunológicos. Nossos resultados demonstraram nos animais que receberam a impostação de mãos uma diminuição significativa do número de plaquetas, elevação do número de monócitos na leucometria específica, elevação da atividade citotóxica de células não-aderentes com atividade NK (células Natural Killer) e LAK (células matadoras ativadas por linfocinas). Os grupos controle e placebo não mostraram qualquer alteração Os resultados encontrados nos levam a concluir que há uma alteração fisiológica decorrente à impostação de mãos e que há que se estudar por que ela ocorre.”
Os céticos costumam dizer que as curas da medicina alternativa ou de “curandeiros” são única e exclusivamente produtos da autosugestão dos pacientes. Bom, o Dr. Monezi usou camundongos e constatou alterações fisiológicas. E agora, ratos também são autosugestionáveis? rsrs
Em sua dissertação ele cita algumas imposições de mãos bem conhecidas como:
“Entre as diversas técnicas que trabalham com a impostação de mãos podemos citar o Toque Terapêutico (KRIEGER, 1976), o Jin Shin Jyutsu (BURMEISTER, 1997), o Reiki (WARDELL, 2001), o Qi Gong e o Johrei (OSCHMAN, 2000).
De acordo com KRIEGER (1976), o TT não possui qualquer base religiosa e independe da fé ou crença daquele que o recebe ou do praticante para ser efetivo. Sua aplicação requer, entretanto, a intencionalidade consciente do praticante com o intuito de repadronizar o campo energético humano.
O Jin Shin Jyutsu, descrito por Jiro Murai, no Japão, envolve o toque em pontos determinados do corpo do paciente, chamados “pontos de segurança de energia”. Os praticantes acreditam que suas mãos funcionam como “baterias energéticas”, que podem “carregar” determinadas áreas e “descarregar” outras, conforme a necessidade da pessoa, visando restabelecer e harmonizar os padrões circulatórios da energia (BURMEISTER, 1997).
O Qi Gong é considerada uma técnica chinesa de impostação de mãos milenar. “Qi” significa energia e “Gong” é a união das condições fisiológicas, mentais e emocionais do praticante. É um método que visa mobilizar, harmonizar e aplicar o "fluxo energético" no corpo. Os praticantes acreditam que, ao realizar os exercícios de Qi Gong, os pontos de entrada de energia estarão abertos absorvendo a energia da natureza (ZHANG, 1998).
O Johrei é uma prática de impostação de mãos, descrita por Mokiti Okada, no Japão, vinculada à igreja messiânica. Seus praticantes acreditam que através da impostação de mãos sobre o corpo de uma pessoa energias invisíveis podem provocar alterações tanto no físico quanto no emocional e espiritual (OSCHMAN, 2000).
O Reiki é uma técnica de impostação de mãos que foi concebida no Japão, no final do século XIX; seus praticantes acreditam na existência de uma energia sutil que pode ser canalizada e transmitida a outras pessoas através de pontos específicos intitulados de Chakras (BULLOCK, 1997; WARDELL, 2001).”
Há relatos de aplicações destas técnicas em inúmeras áreas da medicina como recurso complementar às terapias convencionais (KELNER & WELLMAN,1997;WIRTH & BARRET, 1994) demonstrando resultados promissores, sobretudo na recuperação de pacientes crônicos e imunodeprimidos, como, por exemplo, pacientes oncológicos, tanto pediátricos quanto adultos (OLSON & HANSON, 1997; FERNANDEZ, 1998), pacientes com síndrome de imunodeficiência adquirida (SIDA) (TOUPS, 1999) e, também, no alívio de sintomas como dispnéia, edemas e ansiedade em pacientes terminais (BULLOCK, 1997), como adjuvante na terapia com opióides no manejo da dor e em pacientes obstétricas durante a gravidez (PETRY, 2000A, B, C; RANZINI, 2001; SATYA, 2001).”
Felizmente encontram-se mentes abertas também no meio científico, portanto suspeito que daqui pra frente haverá mais pesquisas a respeito, o que ajudará a humanidade a sair das trevas da ignorância em que ainda se encontra.
Fonte: Dissertação de mestrado de Ricardo Monezi Julião de Oliveira
Imagem: retirada da dissertação de mestrado do Dr. Monezi
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