"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

terça-feira, 4 de maio de 2010

Você se sente diferente?

Ou os demais o consideram diferente?
Continuando nosso tema da auto-estima, vamos falar hoje sobre “os diferentes”.
Lembro que na minha adolescência e início da juventude me senti muitas vezes como se fosse um bicho raro em exposição numa jaula ou gaiola. Sofria por causa disso.
Na época eu não tinha muita consciência do fato, mas eu “sempre fui diferente”. Hoje me considero privilegiada por ser assim.
Bom, mas este blog não é para falar de mim e sim responder dúvidas e questões que as pessoas me propõem. Então vamos adiante.
Caro leitor: na infância foi perseguido ou ridicularizado na escola?
Como adolescente não conseguiu fazer parte de nenhum grupo ou fez parte do grupo dos diferentes?
Sentia-se feio ou desengonçado ou tímido ou incompreendido?
Hoje, como adulto, não consegue se inserir no sistema ou ser aceito por ele?
Porque você tem idéias muito diferentes dos outros, sente que está errado?
Não, não está!
Tenho boas notícias para você.
Você é incompreendido, insultado, rejeitado e outros “ados” porque as pessoas têm medo de você.
Os diferentes deixam as pessoas desconfortáveis porque, de alguma forma, eles acionam o botão da auto-análise. Em grande parte da humanidade tal botão está muito bem escondido no HD interno (o psiquismo).
As pessoas comuns vêm o diferente como aquele que tem a coragem de dizer ou fazer algo que eles não têm. Ou seja, se o fulano mostra coragem e eu não, então sou menos do que ele. Entendeu?
Voltamos à questão da auto-estima. Você, diferente, se sente menor ou errado porque não é como os outros e os outros se sentem assim quando o encontram porque não se sentem corajosos como você. Claro que esses sentimentos, na maior parte das vezes, são inconscientes.
A humanidade sente-se tão desconfortável com o que se apresenta fora do padrão que até inventou a Curva de Gauss.
Em Psicologia, utilizando-se a Curva de Gauss, as pessoas são catalogadas em termos de normalidade ou inteligência em categorias: Inferior. Médio Inferior, Médio, MédioSuperior e Superior. Aff...
Os diferentes deste mundo sempre se queixaram de assim o ser e conta-se, aos trilhões, as vezes em que exclamaram: “por que não sou igual a todo mundo?”
Bem, a resposta é simples: porque se fossem como todo mundo a humanidade não estaria no atual patamar de avanço civilizatório. São os diferentes que mudam o mundo – para melhor. Infelizmente para pior também: considere-se Hitler.
Leia um pouco de História que encontrará os diferentes que se destacaram nas mais diversas áreas do conhecimento humano: artes, ciências, filosofias, etc. Não estou querendo dizer que você, por ser diferente, também vai se destacar como um Einstein, mas posso afirmar com certeza: alguma coisa você tem a acrescentar ao nosso saber, pois estamos aqui, todos, para isso – contribuir para a Experiência Humana.
Muitas vezes você pode ser o seu pior inimigo!
Seja sempre quem você é, mesmo diferente, e Tudo que Você É.
Isso tudo não parece um jogo insano? He, he, he...
Esse é o ser humano: paradoxal e muitas vezes incongruente e irracional, mas ainda não conheci invenção mais maravilhosa. Declaro aqui minha absoluta paixão incondicional pela humanidade.

11 comentários:

Luciana disse...

Impressionante.!!! Eu erespondoi sim a todas as perguntas. Até pouco tempo atras achava que ser diferente era uma especie de maldição. srsrs

Mas hoje sei que não é bem assim. No entanto não me sinto privilegida da por isso. Mas estou aprendendo a me aceitar mesmo sendo diferente. srsrs

Luciana disse...

Adorei esse post!!! Respondi sim a todas as perguntas. srsrs

Eu achava ser diferente uma especie de maldição.

Mas agora estou aprendendo a me aceitar como sou. mesmo diferente.

Gisele Mello disse...

Já me senti diferente em algumas épocas. Minha vida sempre foi inconstante. Tinha milhões de amigos no segundo grau, mas me sentia um ET na faculdade. Já sofri de gozações na escola e já gozei muito também. Mas como sempre fui muito sensível, como boa canceriana, aprendi a me esconder dentro de uma casca quando o ambiente se tornava muito hostil.

Hoje acredito que sendo diferente ou não, o bacana é você encontrar uma maneira confortável de ser e se expressar na realidade. Quando a gente reconhece e valoriza o que possui de único (sendo essa característica comum ou bizarra ao mundo), a maneira como a realidade responde a nós muda. E no final, você entende que nem todo mundo vai te amar sempre. Que bom.

aahhhh, já ia esquecer de me apresentar: meu nome é Gisele, shaumbra como você. hehehehe. Tb tenho um blog. Quando puder, apareça por lá.

Beijos!

pricodelika disse...

Incrível como li esse texto e pareçe que estava falando de mim mesma. Respondi sim também a todas as perguntas. Não acho que sou uma privilegiada, as vezes fico muito mal por ser "diferente". Mas também não vou mudar, pois eu sou assim!. Quem tiver que gostar de verdade de mim, irá gostar da maneira como eu sou.

Um abraço e adorei o blog!

Atena disse...

Pricodelika:
Claro que não precisa mudar, tornar-se igual aos demais. Você disse muito bem, quem gostar de verdade, gostará como é.
Eu sei que às vezes a gente se sente mal por ser diferente, faz parte... mas o importante é gostar de si como é.
Abraços e volte sempre

Anônimo disse...

O ruin da vida não é ser diferente, mas não ser aceito pela "maioria" das pessoas. Eu nunca fui aceita, nem mesmo pela minha família mas nunca me desanimei descobri que existem pessoas iguais a mim. Na maioria das vezes ser difernte nos faz especial e existe milhões de lugares que nos aceitam como somos é só procurar e nunaca desanimar.

Atena disse...

Sim, Anônima, sempre existirá pessoas que a aceitarão e apreciarão. O ser humano é bem diversificado, existe de tudo um pouco.
Fico contente que não desanima. É isso aí. Junte-se a nós - os diferentes. rsrs
abraços

Fabiano disse...

Tudo o que foi escrito no início do seu texto tem tudo a ver comigo, na escola eu era perseguido, fazia parte dos "diferentes" e não me misturava com pessoas "normais", mais por eu ser tímido, mesmo. Além do mais, gostava dos meus amigos. A partir dos 18 anos eu mudei radicalmente, passei a frequentar lugares (baladas, boates, bares etc), conhecer pessoas interessantes e fazer muitas coisas que nem sequer imaginava que algum dia faria. De repente descobri que podia fazer sucesso entre mulheres, muitas passaram a me procurar até os 23 anos, eu sempre fui considerado bonito. Não sei mais o motivo, a partir dos 25 anos mais ou menos... Olhei para esse mundo na qual estava tão bem e percebi que nada disso me fazia feliz, não eram ambientes nas quais eu almejava estar quando bem jovem... Meus melhores amigos casaram, tiveram filhos e seguiram a vida deles, eu continuei sozinho. Perdí total interesse nas pessoas, em mulheres, em amigos, em tudo. Me olho no espelho e não me vejo mais. Tinha cabelos lisos e na altura do queixo, louros, olhos verdes (bem, obviamente ainda tenho...), realmente me achava bonito. Hoje, não sei porque, raspo compulsivamente meu cabelo e há 3 anos estou totalmente careca, simplesmente peguei nojo do meu cabelo, não cuido mais do meu corpo, não faço mais a barba (faço de 4 em 4 meses e olha lá) e tornei-me dependemente de calmantes e anti-depressivos, além de precisar beber muita bebida alcoólica para realmente me sentir "bem". Hoje tenho 29 anos e sinto que não tenho mais lugar no mundo, até acho que minha vida está para acabar, desejo isso... quero isso, mas não tenho a chamada "a coragem para fazê-lo", sinto-me um covarde. Notei, porém, que isso começou por causa de uma mulher na qual amei muito... Houve uma promessa de amor que sinto que foi quebrada. Em resumo, fui jogado no lixo. Acho que minha auto-estima começou a desandar por conta disso. Vez ou outra a vejo e ela está tão bem... ao passo que eu estou tão mal... confesso que sinto ódio, muito ódio... Mas é claro que sei que cada pessoa fica com quem quer, não posso obrigá-la a nada. Acreditei em Deus quando jovem, hoje sou ateu. Sabe quando não vemos mais motivos para continuarmos vivos? Pois bem. Vim aqui apenas para me desabafar, pois nunca disse isso a ninguém no mundo. Não espero e não quero ajuda de ninguém, realmente queria apenas me desabafar. Se alguma pessoa sente-se como eu, saiba que eu compreendo do fundo da alma e espero que essa pessoa, diferente de mim, supere isso. Tem gente que reclama de falta de dinheiro, de fato, dinheiro é importante, mas até certo ponto. Não ser amado por ninguém e ser abraçado carinhosamente apenas pela solidão e tristeza, isso sim, é uma dor insuportável.

Atena disse...

Fabiano:
Você desistiu da vida após a desilusão amorosa porque, na realidade, nunca se amou de verdade.
Quando nos amamos mesmo, ser amado é apenas um bônus, não é essencial.
Você disse não querer ajuda, mas pense, apenas pense um pouco em fazer uma terapia. É disso que você está precisando ao invés de bebida ou drogas. É muito cedo para você desistir da vida!
Desejo de coração que você se encontre e passe a sentir carinho por si mesmo.

gabriel disse...

Geeeeente estou me sentindo muito mal's me sinto diferente de tudo , pareçe que eu vou acabar saindo do meu corpo e uma coisa muito loca ,eu sinto que isso e coisa da minha cabeça , fico com um peso enorme na cabeça , quando chega a noite só pensso em coisas ruins que pode aconteçer comigo , oque serpa que deve ser isso , já faz uns 4 meses que to com essas coisas na cabeçaaa , maais graças a deus nada de grave aconteçeu cmg , oque será que poder ser isso ?

Atena disse...

Gabriel:
Podem ser duas coisas: problema psíquico ou espiritual.
Procure logo um/a psicólogo/a transpessoal que saberá atender a ambos os casos.
abraços