"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Mulheres descartáveis

mulheres

“Michel Houellebecq é um escritor francês de péssima reputação entre as mulheres. Escreveu Partículas Elementares, livro em que lança mão de uma ciência duvidosa (a sociobiologia) para defender uma tese controversa: a de que a revolução sexual liquidou as chances de felicidade feminina.

O livro sugere que as mulheres se tornaram objetos de prazer descartáveis, que perderam o amparo que as estruturas tradicionais costumavam oferecer. Envelhecem, perdem o atrativo e a função reprodutiva e vivem à mercê dos filhos, cada vez menos respeitosos. É pessimista a não poder mais. Quem quiser ter contato com uma versão adocicada do livro pode pegar o filme nas locadoras, com o mesmo nome.

Desde a primeira vez em que tive contato com as idéias de Houllebecq elas me deixaram um gosto esquisito na boca. Por me considerar profundamente feminista, briguei silenciosamente com elas. Por ser, como o autor, um tanto pessimista, não consegui me livrar inteiramente da impressão de que as mulheres, de alguma forma, estão sendo enganadas pela história: no momento da sua maior conquista, no momento da liberdade e da igualdade de direitos, muitas se descobrem de mãos e vidas vazias.

Na semana passada aconteceram duas coisas que reforçaram meu pessimismo.

Primeiro, publicamos aqui na ÉPOCA uma reportagem perturbadora sobre infelicidade feminina. Desde 1972, ano após ano, um percentual cada vez maior de mulheres se diz infeliz com a própria vida, enquanto um número cada vez maior de homens se diz feliz com a deles. Quando a pesquisa começou, logo depois da revolução social e sexual dos anos 60, as mulheres eram muito mais felizes e esperançosas do que os homens. Agora a situação se inverteu. Pior: as mulheres ficam cada vez mais tristes à medida que envelhecem, enquanto os homens ficam mais satisfeitos.

Outra coisa que me deixou pessimista foi a conversa com uma amiga querida que já passou dos 40, tem filhos pequenos, nenhum marido e acabou de romper um namoro importante. Ela está desolada, tomada pela sensação de que as dores de amor são cada vez maiores, o tempo de recuperação é cada vez mais longo e a paixão, que viria a enterrar a dor passada, é cada vez mais rara. Os filhos dão trabalho, a vida é dura e ela já não se sente atraente como costumava ser. Eu tentei animá-la o quanto pude, mas saí da conversa mais pesado do que entrei. Pensei no livro de Houllebecq.

Hesito em escrever o que planejei escrever agora. Faltam palavras e a convicção profunda. O sentido do que eu quero dizer me parece francamente conservador, ainda assim talvez seja a coisa certa a ser dita. Talvez. Considerando, então, que as dúvidas podem ser melhores que as certezas, avancemos.

Pode ser que a revolução dos costumes tenha traído as mulheres, como sugere Houllebecq. Digo isso e me lembro, imediatamente, de mulheres bem-sucedidas e livres que eu conheço. Elas tocaram sua vida sem se lixar para preconceitos e para a tutela dos homens. Criaram seus filhos de forma não convencional. Tiveram maridos, mas nunca foram prisioneiras de casamentos. São filhas dos anos 60. Agora estão chegando aos 50 ou 60 no controle das próprias vidas. Têm dinheiro, prestígio social e familiar e – não menos importante – estão acompanhadas. São felizes, me parece. Mas talvez sejam exceções: personalidades exuberantes, talentos privilegiados que teriam dado certo em qualquer época e qualquer ambiente.

A maioria das mulheres acima de 40 que eu conheço não é assim. A maioria é gente normal, que viveu as liberdades herdadas dos anos 60 e 70 como teria vivido o conservadorismo anterior, com naturalidade. Não eram revolucionárias. Elas acreditaram na ideia da época de que poderiam ser sexualmente livres, economicamente independentes e que tinham pleno direito à felicidade. E não foi bem assim que aconteceu. O sexo escasseia quando se deixa de ser jovem e bonita. A independência econômica ainda é uma miragem para homens e mulheres. E a felicidade, agora se sabe, não é sinônimo de liberdade e igualdade. Talvez seja o contrário, o que seria muito humano.

Parte dos problemas femininos se deve ao comportamento dos homens. Antigamente, eles ficavam no casamento, ainda que não ficassem necessariamente em casa. Manter os filhos era obrigação primordial do pai. Agora os homens vão embora e frequentemente deixam às mulheres a tarefa de criar os filhos. E está tudo bem. Não dão dinheiro suficiente e nem atenção suficiente. E está tudo bem. Na cultura de “vamos ser felizes”, herdada dos anos 60, que se espalhou por todas as classes sociais, a obrigação essencial de cada um é com a própria felicidade. A noção de dever e de obrigação vai se esgarçando até não significar coisa nenhuma. Lealdade (sobretudo sexual e afetiva) é uma palavra anacrônica. Vem junto com “traição” na lista daquelas que se usa entre parênteses.

É claro que a culpa pela infelicidade feminina não é dos homens. Nas últimas décadas as mulheres puderem fazer escolhas. Elas decidiram com quem e como gostariam de viver. Quantas vezes iriam casar ou se separar. Quando e em que circunstância seriam mães (esquecendo, por um segundo, que o aborto ainda é crime no Brasil). Se deixaram de perseguir a própria carreira (ou o sonho) com a dedicação que ela (ou ele) merecia, isso foi escolha, não imposição. Pelo menos na classe média. Se perseguiram a carreira e agora se sentem sozinhas, também isso foi resultado de escolha. O segundo filho, o casamento tedioso, a solidão apavorante: tudo decorre das escolhas. O amor que arrebata também. A família feliz também. A estabilidade. A luta na trincheira do lar. O que não é escolha é azar, como o abandono. Ou sorte, que também existe.

Assim tem vivido a minha geração. Ela fez e faz escolhas dentro daquilo que Brecht chamava de “o tempo que nos foi dado viver”. E eu acho que esse tempo tem beneficiado mais os homens que as mulheres. E, dentre as mulheres, tem beneficiado mais aquelas que fizeram opções mais conservadoras. Ainda é arriscado para as mulheres viver com a liberdade dos homens. O custo dos erros e dos azares não é o mesmo. E, ao longo do tempo, vai se tornando mais alto para as mulheres. Esse é o tema de Houllebecq. Homens não engravidam e raramente ficam com os filhos. Homens viajam mais leve pela vida e pelo mundo do trabalho. Homens (ainda) não dependem tão fundamentalmente da juventude e da beleza. Usufruem mais do mundo e por mais tempo. Estão mais bem aparelhados para viver o “cada-um-pra-si” do planeta egoísmo.

A que isso nos leva? A uma segunda revolução dos costumes, eu acho. Na primeira, quarenta anos atrás, homens e mulheres ficaram “iguais”. Na segunda, talvez a gente descubra que as mulheres – as mães dos nossos filhos – precisam de um grau adicional de proteção social, de lealdade afetiva e de celebração nas suas funções tradicionais. Sem hierarquias. Sem “ordem natural” masculina. Gente com poder igual, mas com necessidades diferentes.

Em 1875, descrevendo uma utopia, Karl Marx escreveu que a sociedade ideal deveria dar às pessoas de acordo com as suas necessidades e receber delas de acordo com a sua capacidade. Talvez muitas mulheres estejam dando mais do que deveriam e recebendo menos do que precisam, em vários terrenos. Talvez por isso as pesquisas mostrem que elas estão cada vez mais tristes. Talvez por isso a minha amiga esteja destroçada. A simpática barbárie de costumes em que vivemos nos últimos anos pode não ser um bom ambiente para moças de família. Ou para as moças construírem direito suas famílias.”

Ivan Martins – Revista Época – 21/10/2009

Dá o que pensar, não é? Meninas, reflitam mais nas suas escolhas!!!

Imagem: ligeiramentemegera.blogspot.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

15 comentários:

Manfred Horz disse...

Concordo em gênero, grau e número.
Hoje elas reclamam dos homens dizendo que não queremos nada sério com elas. Claro... É obvio.
Hoje não existem mais mulheres para se casar, porque casar para se separar daqui uns 2 anos, ah, me ajuda ai né...
Cada um escolhe o caminho que quer. Nós escolhemos os nossos e, faz tempo elas tem o direito de escolher os delas. Futilidade e mediocridade é o tempero.

Atena disse...

Manfred:
Obrigada por seu depoimento, vem ao encontro do que diz o texto.
Espero, com este post, alertar a meninada, pois ainda está em tempo de mudar - para melhor.
Seja bem vindo e volte sempre

Eduardo Medeiros disse...

OI, Atena, tudo bem? demorei mais voltei...heeee

Texto lúcido e verdadeiro. Também fico com a sensação de que a revolução sexual, o é "proibido proibir" excedeu em muito o razoável e acabou por construir esta sociedade que temos hoje, egoísta, onde a mulher ainda é vista como objeto, onde as famílias já não são mais famílias e filhos crescem
sem referências éticas sólidas, visto que os pais(quando vivem juntos) não
têm tempo para eles.

Fidelidade conjugal é um palavrão. Beijar 30 caras nas baladas e encher a cara de bebida alcóolica é o grande barato da juventude.

O sonho das moças há uns tempos era casar, ter filhos e ser dona-de-casa. Hoje, é ser popular no BBB, mostrar bem seus dotes físicos, para depois estampá-los em revistas, é claro, "masculinas".

Sem nenhuma dúvida, uma nova revolução é necessária, talvez, que busque uma síntese entre a revolução dos costumes e o cultivo dos bons costumes.

Valeu, Atena, beijos

tô por aqui selecoesdoedu.blogspot.com

Manfred Horz disse...

Atena, boa noite

Deixe-me esclarecer. Sei que existem mulheres fantásticas mas está ficando cada vez mais raro de se encontrar. Eu entendo que lá os homens de hoje são omens sem H, mas também ainda existem os fantásticos.
Sem fazer marketing pessoal, eu desisti de procurar estas mulheres. Já levei dois pares na cabeça sem sequer ter pulado o muro alguma vez. Mas só assume quem aceita e não me considero corno por não ter aceitado. Mas mesmo sabendo de que ainda existem estas mulheres fantásticas, não quero mais correr o risco, pois não sei onde elas estão. Vai que de repente me ferro outra vez. Prefiro usufruir de minha liberdade porque não há preço nem pessoa que valha ela.

Fique em paz

Atena disse...

Oi, Edu:
Saudades d'ocê.
Concordo com tudo que disse. Eu fico muito penalizada com o que vejo atualmente. Parece-me que as pessoas estão perdidas, tanto homens quanto mulheres. Ah, e perdidas entre si, o encontro, verdadeiro, anda difícil. Agora surgiu essa moda do "ficar" que substituiu o encontro (verdadeiro) entre homem e mulher.
Bons tempos foram os meus... rsrs
Apareça mais vezes e grande abraço

Atena disse...

Manfred:
O entendi perfeitamente porque tenho um amigo virtual, leitor daqui, que como você também está arredio por decepções acumuladas.
Claro que existem pessoas fantásticas em ambos os lados, mas parece-me que é voz geral que estão difíceis de encontrar.
Aguardemos tempos melhores. Aff!
Obrigada pela presença e não desanime.
abraços

Mary Miranda disse...

Querida e amiga Atena!

Não vou me estender dessa vez (acho! rs) porque encerro a discussão dentro de mim mesma assim: nada, em se tratando de meio social, é melhor que a LIBERDADE!
Oras, que não sejamos utópicos em dizer que ficou-se livre, se transformou em feliz, qual mágica da varinha de condão; obviamente que não...
A mulher foi massacrada por milênios - isso mesmo, MILÊNIOS!- desde dos tempos idos das primeiras civilizações até o começo da década de 50, e comparando com nossa vitória de apenas anos diante de uma história longínqua de poderio masculino, como poderíamos estar com a "casa arrumada" de uma hora para outra?
Vai demorar ainda para nós, mulheres, nos encontrarmos, mas no final, vai valer a pena!
E essa tal "felicidade" masculina é conversa mole porque NINGUÉM ESTÁ VERDADEIRAMENTE FELIZ!
A humanidade está caminhando num caminho paralelo da satisfação e só mais adiante iremos ter a luz tênue da caverna de Platão. Luz plena? Essa, só Deus sabe...
VIVA A LIBERDADE, independentemente de gênero!
E a felicidade é para todos, que lutemos até o fim por ela!...

Beijos, amiga! (Acho que não me estendi muito, né? rs)
Grandioso post seu, como é de costume!

Mary:)

Samanta Sammy disse...

Olá Atena !!! Como vai ?

Como sempre nos brindando com temas interessantíssimos !!
Minha opinião sobre isso é que depende de cada pessoa, algumas mulheres entram em contradição quanto aos seus desejos e atitudes, querem casar, ser respeitadas e amadas, mas se comportam de uma maneira que as distancia deste caminho.
Não que a maneira delas se comportarem está errada, simplesmente os homens também não estão prontos para aceitar de mente aberta certas novidades, digamos assim, pois sabemos que a maioria ainda é bem machista e se sente intimidado com uma mulher moderna.
Isso acaba gerando conflitos na hora da realização dos anseios de ambos.
Se uma mulher quer usufruir da sua liberdade de ser mulher fruta, malhar até ficar com bíceps de 50 cm, sair com meia dúzia de caras a cada fim de semana, ela tem que arcar com as consequências e saber que nem todos os homens vão querer alguém deste tipo para ser sua companheira.
Já a mulher que acha que deve ser recatada mesmo não tendo esta essência, para desta forma se casar, também deve estar ciente do sacrifício que faz e se ele vale a pena para si.
Acho que nenhum dos dois sexos está completamente confortável com as mudanças que surgiram na sociedade, por isso tanta confusão e angústias.
Quando se derem conta do que realmente lhes faz feliz, as situações que surgirem serão mais bem encaradas e a carência, menor.
O que ainda acho ruim é preconceito com a idade e o físico das mulheres, taí um aspecto no qual ainda somos arcaicos e que ainda gera muitas frustrações para quem já não tem mais seus vinte e poucos.
É preciso que o ser humano aprenda muito...
Pode ser que agora passemos a impressão de carne no açougue, mas isso não é culpa só nossa, e sim da visão bitolada dos homens, mas pode ser também que o clichê de família feliz de antigamente também trouxesse muita infelicidade, mas devido ao comportamento da época, as mulheres preferissem ser discretas ao revelar isso e hoje, já somos mais desbocadas rsrs
Enfim, infelizmente estamos longe da era das flores, onde estaremos satisfeitos e teremos a mente aberta para viver plenamente tudo que conquistamos da forma como deve ser :)
desculpa aí o comentárião hihihi
adorei, como sempre !!

Um beijãooooooooo

Atena disse...

Mary:
concordo com você que a libertação da mulher ainda é muito recente e assim mesmo só no lado ocidental do planeta. O objetivo da postagem é levar à reflexão sobre as escolhas. Infelizmente escolhas equivocadas estão ocasionando a falta do verdadeiro encontro entre homem/mulher.
Concordo também com o "viva a liberdade", mas será que o ser humano já sabe o que é realmente liberdade?
Na história humana existe essa tendência de ir do 8 para o 80. Para o bem de ambos: homens e mulheres espero que não demorem muito para chegar ao meio termo, ao equilíbrio.
Seus comentários sempre enriquecem as postagens, obrigada.
beijos

Valéria Braz disse...

Oi minha querida Atena... nossa que tempão que não vinha por aqui... e que bom ter sido hoje e me deparar com este post.
Eu concordo com o texto sobre esta tal libertação feminina! Caminhamos muito rápido por um terreno difícil, desconhecido. Tomamos decisões sem pensar nas raízes que ainda temos com a civilização que ajudamos a construir.
Esta total mudança de valores tem tumultuado a vida a dois... não acredito que os homens estejam mais felizes, acredito que ainda estão pisando em terreno asfaltado, pra eles mau começou o terreno arenoso, enquanto que pra nós mulheres, este terreno entre o tradicional e moderno ainda está bem alagado com a chuva ácida de não se saber onde pisar!
Enfim, é difícil aceitar e processar mudanças e quando elas são como as que as mulheres estão vivendo é difícil não se ter a angustia. Mas,também acredito que logo termos estradas mais asfaltas e seguras para percorrermos.
Só precisamos lembrar que somos iguais em determinação e coragem, mas continuamos sendo homens e mulheres em busca de complementos!
beijo no coração

Vera Alvarenga ... disse...

Olá Atena, boa noite!
Acho que as mulheres estão ficando mais tristes porque mais conscientes e, quando isto traz a elas a visão clara de que seria possível, teriam direito ou seria mais justo serem tratadas de outra maneira (melhor e mais digna), isto, sem dúvida dói!
E dói mais quando algumas ouvem outras mulheres papagaiarem soluções /normas/regras como se fosse fácil virar a mesa e resolver tudo, como se teoria fosse facilmente aplicável à realidade( de cada consciência). Sei que penso diferente da maioria, mas acredito de fato que nem todas tem ou tiveram chance de "escolher" o que queriam ou gostariam, seja porque pesou-lhes mais a responsabilidade e comprometimento com o que acreditavam depender delas (segurança emocional dos filhos,estabilidade familiar,etc.) seja porque estavam sob o peso/condições de uma cultura, ou por imposições financeiras que são uma realidade a ser levada em conta/ ou ainda seja porque em seu coração há ainda a inocência de acreditarem que o amor deveria ter como base amizade e respeito e se dedicam a isto, às vezes sem perceber que se está tentando carregar responsabilidade de dois.
Por falar em respeito, e pensando em felicidade...sabe o que acho mesmo? Que felicidade seria a gente poder ser o que pode ou acredita que precisa ser (inclusive uma mulher que tem a coragem de ser dedicada à família,ao serviço doméstico,mas cujo trabalho é desvalorizado por toda a sociedade inclusive por outras mulheres)e MESMO ASSIM, formar pares complementares, e nesta primeira célula ( o casal)sermos tratadas com dignidade, respeito e consideração. No trabalho,fora de casa, idem,formarmos "pares" com chefes/funcionários, e podermos nos sentir complementares. Felicidade seria não ter vergonha de ser uma mulher dedicada ao trabalho doméstico ou a outro qualquer, e formar uma "equipe" onde somos respeitadas/valorizadas na medida certa,pelo que somos, não mais do que os homens, mas não inferiores a eles como sempre fomos consideradas. E teríamos a maior felicidade em respeitar, oferecer dedicação e lealdade. Felicidade seria não termos medo de ver que somos limitados e,com o outro podemos formar algo mais forte e duradouro.
O problema é que ao se desejar isto, sempre há quem abuse, e aí, o ciclo (ou circo) começa novamente.
Gostei muito do texto e me alonguei.Beijos, Vera.

Atena disse...

Sam:
Desculpa nada, está brilhante o seu comentário.
Você analisou muito bem a situação atual. Também não acho errado certos comportamentos vulgares que estão em moda, mas, como você bem disse, as que agem assim precisam pagar o preço. O machismo ainda está muito presente na sociedade humana, não só lá nas arábias, rsrs mas no ocidente também.
Ninguém me tira da cabeça que foram os homens da mídia que estimularam as mulheres a se portar como algumas o estão fazendo hoje. Aí os outros que estão interessados não só em bundas ficam chocados.
Saímos do 8 para o 80 e ainda vai levar um tempo para as mulheres alcançarem o equilíbrio e os homens deixarem de ser machistas.
C’est la vie! rsrs
Obrigada pela colaboração e beijos

Atena disse...

Valéria:
Que bom encontrá-la por aqui.
Sim, as mudanças causam angústia às vezes, principalmente quando se trata de comportamentos humanos.
Acho comportamentos conservadores muito chatos, mas também alguns comportamentos femininos atuais são extremamente vulgares. Neste quesito creio que a responsabilidade não é só das mulheres, como comentei para a Sam.
Quanto à pesquisa mencionada que disse os homens estarem mais felizes, precisaríamos ter acesso às questões para saber o que, exatamente, foi pesquisado.
Eles ainda levam vantagem em muitos aspectos, o profissional se destacando.
Obrigada pela visita e excelente comentário.
Beijos

Atena disse...

Vera:
Estou adorando os comentários de vocês. Incrível como cada leitora abordou óticas diferentes do mesmo assunto. Claro, é um assunto que mexe com nossos brios, não é?
Você está certíssima quando diz que aquela que escolhe a vida do lar não deveria ser menosprezada. Gosto não se discute.
Conheci algumas mulheres, já falecidas, que cresceram e formaram a personalidade nos parâmetros antigos, nunca foram mais do que donas de casa e possuíam inteligências brilhantes, pessoas atuantes e bem esclarecidas. Enfim, tinham ótimo nível de consciência e é isso o que faz a diferença.
Atualmente ainda estamos atravessando uma fase de mudança, com todas as angústias e perplexidades que isso acarreta. Acho que homens e mulheres estão muito perdidos, cada qual ao seu jeito.
Assim como hoje aparecem muitas mulheres-objeto, também existem muitas que estão ralando num emprego onde são menos valorizadas que os homens e ainda há aquelas que não têm o seu trabalho doméstico reconhecido (que deveriam ganhar troféus rsrs).
Vamos torcer para que o equilíbrio venha logo, pois há queixas de ambos os lados. Creio que o pior do que está acontecendo é a dificuldade das pessoas em serem espontâneas. Há muita desconfiança e muito medo.
Obrigada pelo excelente comentário. Acrescentou ao post.
beijos

Blogueiros do Brasil disse...

Orgulhosamente programei uma 'chamada' para este ótimo artigo no novo site dos Blogueiros do Brasil. O post será publicado dia 14/02/12 às 16h .


Abraços cordiais.