"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

Tenha consciência na hora de consumir medicação

industria farmaceutica

Quanto mais expandida é nossa consciencia, mais estamos atentos aos maleficios que as drogas alopáticas podem causar ao nosso organismo. É sempre melhor prevenir uma doença do que tratá-la, pois todos os medicamentos alopáticos causam efeitos colaterais.

Abaixo transcrevo uma entrevista dada pelo Dr. Joan-Ramon Laporte, catedrático de Farmacología pela Universidade Autônoma de Barcelona. É chefe do serviço de Farmacología do Hospital de Vall d’Hebron de Barcelona. Dirige o Instituto Catalão de Farmacologia, centro colaborador da Organização Mundial da Saúde (OMS).

- Analisa fármacos que já estão no mercado?

- Sim, porque quando um fármaco sai ao mercado foi provado por uns poucos milhares de voluntários, mas ao ser comercializado em todo o mundo é tomado por milhões de pessoas e é então quando podem aparecer efeitos indesejados, algumas vezes com desenlace mortal.

- Qual é o medicamento que mais gente tem matado?

- A aspirina, porque é o medicamento que mais gente tem tomado e a percepção de seu risco está distorcida. A doses baixas - cem miligramas ao dia- é um excelente protetor cardiovascular, mas a doses analgésicas - um grama- pode produzir hemorragia gastrointestinal.

- Há dados?

- Na Catalunha se produzem uns 3000 casos anuais de hemorragia gastrointestinal dos quais uns 40% são atribuídos à aspirina e a outros antiinflamatórios. Nos USA. morrem ao ano, por hemorragia gastrointestinal e por antiinflamatórios, umas 15.000 pessoas; enquanto que de AIDS morrem 12.000.

- Impactante.

- Qualquer enfermidade pode ser produzida por un. medicamento: um infarto de miocárdio por um antiinflamatório e por muitos outros fármacos; uma pneumonia, qualquer enfermidade neurológica ou patologia psiquiátrica pode ser favorecida por medicamentos.

- Vejo que os efeitos secundários são sérios....

- Muitos causam depressão, como alguns que tratam a pressão arterial ou os diuréticos em pessoas de idade avançada. Os medicamentos para a insônia podem provocar crises de agressividade, muitos casos de irritabilidade, ao levantar-se pela manhã, se devem a medicamentos deste tipo, como as benzodiazepinas ou outros hipnóticos de ação curta.

- Estamos hipermedicados?

- Sim, chegamos ao ponto de que quando uma pessoa está triste se diz coloquialmente que está depre. Os antidepressivos só servem para uma depressão profunda, a tristeza não é una enfermidade, é uma reação saudável.

- Não há medicamentos sem efeitos indesejados?

- Não, cada medicamento tem seu pedágio. A Agencia Européia de Medicamentos calcula que cada ano falecem na Europa 197.000 pessoas a causa de efeitos adversos. Nos USA os efeitos adversos são a quarta causa de morte, detrás do infarto de miocárdio, AVC e câncer; e está acima da diabetes, enfermidades pulmonares e dos acidentes de tráfego.

- É uma loteria?

- Não, se a tomada ou a prescrição do medicamento fosse mais atenta aos riscos que implica se calcula que se poderia evitar entre uns 65% a 75% dessas mortes.

- Anunciar fármacos por televisão deveria ser proibido.

- Opino o mesmo. Em Espanha só se podem anunciar os que não são financiados pela Seguridade Social, senão a arruinariam. Somos o país de Europa que, em relação ao PIB, mais medicamentos consome.

- Falemos de seus preços.

- São arbitrários. Fabricar o medicamento mais caro, de cem a quinhentos euros, não custa mais de dois euros, incluindo a embalagem. Supostamente pagamos o esforço de investigação. Mas entre 30% e 40% do gasto médio dos laboratórios se destina à promoção comercial.

- O preço é negociado pelo Governo ...

- Sim, mas com pouco êxito. Em Espanha o preço do medicamento está alcançando o da Alemanha que nos duplica a renda per capita.

- Que grande negocio.

- Segundo o informe de desenvolvimento da ONU é o terceiro setor econômico, detrás da indústria armamentista e do narcotráfico.

- Dizem que se inventam cada ano novas enfermidades

.

- Sim, sobretudo em relação com a mente e o sexo. Convertem a timidez em enfermidade e a medicam. Agora inventaram a disfunção sexual feminina: “Você padece disfunção sexual feminina..., não se ria...

- De acordo.

- ... se nos últimos seis meses você rechaçou uma proposição de relação sexual ou não teve uma com satisfação plena”. Cada vez que se reúne um dos comitês de hipertensão arterial (o estadounidense, o europeu, ou o da OMS) baixam o nível de pressão arterial considerado normal, e o mesmo ocorre com o colesterol.

- Explique-me.

- Em poucos anos se diminuiu de tal maneira o limite de normalidade do colesterol que cada vez há mais população que deve tratar-se. Nos USA, aumentou de 3 milhões de pessoas a 25 em 10 anos.

- Assombroso.

- A indústria farmacêutica dedica o dobro (na Espanha, o triplo) de seu orçamento para promoção comercial que para a investigação. Uma visita do representante comercial vem a gerar umas 35 novas receitas do medicamento. O assombroso é que não haja em Saúde uma espécie de central de compras de medicamentos com gente formada.

- Quem se ocupa da formação continuada do pessoal sanitário?

- Os laboratórios, assim que é muito difícil assegurar que não haja uma influência de interesses comerciais.

“A diferença entre um medicamento e um veneno consiste na dose”. (Dr. Joan-Ramon Laporte)

“As empresas farmacêuticas muitas vezes não estão tão interessadas na cura, mas na obtenção de dinheiro, assim a investigação, de repente, foi desviada para a descoberta de medicamentos que não curam completamente, tornam isso sim, a doença crônica. Medicamentos que fazem sentir uma melhoria, mas que desaparece quando o doente pare de tomar a droga.(Dr. Richard J. Roberts, Prêmio Nobel de Medicina em 1993)

Fonte: http://www.lavanguardia.com/lacontra/20110124/54105214595/las-medicinas-curan-o-causan-cualquier-enfermedad.html

Imagem: jaderresende.blogspot.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

14 comentários:

Luciana disse...

é, hoje em dia as pessoas andam tomando medicação para tudo mesmo.. e o pior auto medicação.. mas eu não costumo sentir efeitos colaterais não..meu organismo deve ser forte.. até porque eu nem preciso muito de remédio.. não fico doente com tanta frequência.. espero que continue assim

Wa Mor disse...

Me lasquei, só porque repliquei a receita de uma droga pra micose.
Nem a medica e nem o laboratório me informaram do risco.

Beth Muniz disse...

Oi Atena,
Há tempos, desde que eu trabalhava em hospital, que desconfiava dessa relação indústria farmacêutica-medicina.
Sempre me perguntei qual seria o interesse dos laboratórios financiarem congressos médicos, passagens e hospedagem para médicos, especialmente em determinadas especialidades. Tenho vários amigos médicos que em of, me confirmaram as suspeitas demonstradas no texto. Especialmente aqui: “Em poucos anos se diminuiu de tal maneira o limite de normalidade do colesterol que cada vez há mais população que deve tratar-se. Nos USA, aumentou de 3 milhões de pessoas a 25 em 10 anos”.
Ainda bem que o Conselho Federal de Medicina em cooperação com o Conselho Nacional de Saúde pôs um limite nisso.
Agora, o mais triste, é a mania que o ser humano tem de se medicar sem orientação profissional. As pessoas tomam remédio como se estivessem comendo um bife ou tomando um café...
E aí, na hora em que será mesmo necessário, aparecerá a tal resistência orgânica. E os laboratórios ser resistência ao capital, continuarão a produzir novos parâmetros para diagnósticos médicos.
Beleza de texto.
Compartilhado, indicado e votado.
Beijo Mestra!

Neen disse...

Surpreendente esse post seu Atena!Quero agradecer IMENSAMENTE você por compartilhar conhecimento! ;)

Atena disse...

Luciana:
Parabéns por não precisar de remédios com frequência. Continue assim, pois às vezes os efeitos colaterais só aparecem em tratamentos mais longos.
beijos

Atena disse...

WaMor:
Tá vendo no que dá a automedicação? rsrs
Garanto que agora aprendeu, né?
abraços

Atena disse...

Beth:
Sim, amiga, você desconfiou com razão. Essa história já é antiga, somente agora as pessoas estão mais alertas para o assunto.
A automedicação, com consequente resistência orgânica aos antibióticos foi o motivo da proibição da venda dos mesmos sem receita. Ainda bem, pois muitos dos nossos rios já apresentam antibióticos em suas águas.
Eu consumo medicamento alopático o mínimo possível, dou preferência aos naturais.
beijos

Atena disse...

Neen:
Fico feliz em saber que apreciou. O Objetivo do blog é esse mesmo - compartilhar conhecimentos para expandir consciências.
Obrigada pela visita.

Samanta Sammy disse...

Olá querida Atena, como vai? Espero que tudo bem :)

Este artigo é um dos mais importantes que li até hoje, pois serve de alerta para condutas nocivas que interferem em nosso bem maior, que é a saúde.
Meu marido sempre diz que com tanto avanço, já deveriam ter descoberto a cura de certas doenças que matam em massa, mas que o interesse financeiro, acaba prevalecendo e ele não deixa de ter sua razão, na minha opinião, creio mesmo que seja assim, infelizmente.
Outro péssimo hábito, é que além disso tudo, temos a mania da auto medicação. Felizmente, depois de quase ter um treco do coração com um remédio que tomei por conta própria, parei com isso. Mas realmente acho que os efeitos podem ser ruins, principalmente em tratamentos longos, minha avó, que faleceu ano passado, tomava uns 20 medicamentos e era visível as sequelas psicológicas e até mesmo físicas que isso lhe trazia...
Fiquei surpresa também com as colocações sobre as aspirina, ainda bem que não uso este medicamento. E podemos ver até na mídia, a quantidade de jovens famosos que andam falecendo pelo uso desmedido de medicamentos que muitas vezes, são recomendados por profissionais...

Obrigadíssimo por compartilhar conosco!
Um beijãoooo e bom fim de semana :D

Atena disse...

Oi, Sam, é sempre uma alegria encontrá-la por aqui.
Pois é, eu já sou antiga inimiga dos remédios alopáticos, mas achei importante publicar este texto aqui para alertar aos demais, sempre na intenção de levar à reflexão.
A gente nunca pode esquecer que remédios são drogas, apesar de também trazerem benefícios, portanto todo cuidado é pouco.
Eu só compro uma medicação receitada pelos médicos após consultar em artigos científicos na internet, não em qualquer site. Se eu não gostar do que ler, aí procuro um remédio similar que seja natural. Atualmente estou fazendo isso com uma medicação que me foi receitada e que descobri ter muitos efeitos colaterais e que troquei por outra natural. Até os remédios naturais podem ter contraindicação e efeitos colaterais ....
Sei que nem todos possuem conhecimento para tanto, mas só o fato de não se automedicar já ajuda.
Infelizmente já faz muitos anos que a medicina transformou-se num comércio e aí, minha amiga, haja saúde pra aguentar!
Beijos e bom findi pra você também

Solange Brandão disse...

Parabéns pelo assunto que ao meu ver é de suma importância, principalmente para aqueles que não tem muito amor a sua própria saúde e fazem uso da auto medicação. Aqui em casa só tomamos remédio quando é estritamente necessário, caso contrário, as dicas da vovó sempre resolvem.
Boa Semana!
Visitando e ficando.

Atena disse...

Solange:
Sente na poltrona e fique à vontade. rsrs
Pois é, os remedinhos da vovó ajudam muito e não têm efeitos colaterais. Que bom que sua família não se automedica.
Obrigada pela visita e seja sempre bem vinda.
abraços

Sara disse...

Eu acho que a medicação deve ser dada pelos profissionais de saúde e só para eles, porque caso contrário, a pessoa pode estar fazendo um grande mal para o seu corpo, eu acho que unimed bh é gente boa para isso.

Atena disse...

Sara:
Você esta certa, é preciso cuidado com medicação.
Obrigada pela visita e seja sempre bem vinda.