"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Entendendo nosso vulcão interno: as emoções – Parte 2

vulcão2

Como podemos treinar o gerenciamento das emoções?

Antes de tudo é preciso você se perguntar: a emoção A ou B está atrapalhando a minha vida? Colocando-me muitas vezes numa saia justa? Já me fez perder um emprego ou um/a namorado/a? Etc.

Sendo assim, eu quero mudar meu comportamento? De verdade? Terei persistência para tanto?

Uma boa medida é fazer uma lista, por escrito, das “roubadas” em que você entrou por manifestar tal ou qual comportamento oriundo de uma emoção inadequada à situação.

Cada indivíduo tem um nível próprio de intensidade de emoções. Arianos, leoninos e sagitarianos, como signos de fogo que são, têm emoções mais intensas. Estes terão mais dificuldade em treinar a administração de suas emoções porque também são mais imediatistas e impulsivos. Contudo tudo é treinável nesta vida, o importante é querer realmente, ter a determinação.

Com a auto-observação e auto-análise gradativamente vamos tomando consciência de como, quando e por que nossas emoções se manifestam.

Como: uma situação assustadora deixa você catatônico, sem ação ou faz com que agrida o objeto causador? O objeto pode ser animado ou inanimado. Quando está muito nervoso começa a rir incontrolavelmente ou começa a gaguejar ou quiçá gritar?

Pare! Faça uma inspiração profunda e procure se observar como se fosse outra pessoa. E então? Se sente ridículo ou um ogro? A seguir reflita na situação em si mesma: merece tanto envolvimento de sua parte? Se você ficar calmo, será que não dominará a situação? Refletir é a chave!

Quando: procure analisar quais momentos ou situações deixam você “fora da casinha” e a partir daí sempre que tiver de enfrentar uma situação de tal tipo já vá se preparando antecipadamente. Tome um chá de erva cidreira, faça yoga ou meditação, sei lá, qualquer coisa que o deixe mais calmo.

Por que: este é o item principal. E o mais difícil ...

Os por quês do que sentimos é bem mais fácil de encontrar numa psicoterapia, com a ajuda de um profissional, mas se você não pode ter esta ajuda procure aprofundar sua auto-análise. Via de regra as causas estão na primeira infância (até os 7, 8 anos). Procure lembrar qual foi a primeira vez em que manifestou a emoção em pauta com mais intensidade. O que a causou? Foi uma situação de humilhação, de incompreensão, de muito medo, de maus tratos físicos, de indiferença por parte da mãe ou do pai? Cada caso é um caso.

Na nossa primeira infância uma infinidade de situações e tratamento por parte dos adultos nos fragiliza e marca o nosso psiquismo para sempre se não resolvermos o trauma gerado.

Veja bem, é muito comum as pessoas culparem, principalmente, as mães pelos seus traumas e dificuldades de comportamento quando já se encontram na fase adulta. Olímpico engano! Com exceção daquelas megeras que nunca deveriam ter parido, a média das mães fez e faz o que sabe e o que pode de acordo com suas próprias limitações.

Nossos traumas e neuras são 90% das vezes causados pela maneira como percebemos o mundo que nos rodeia (ver Como você vê o mundo II), lá na infância dependeu da ótica que tivemos sobre determinada situação. Se você duvida disso confira com algum irmão algum “causo” da infância. Talvez a ótica seja até parecida, mas nunca a mesma.

Voltando ao hoje. Existe diferença entre controle emocional e repressão de impulsos emocionais.

Primeiramente, devemos distinguir entre o controle da expressão externa da emoção e o controle da experiência interior dessa emoção.

O controle interior pode, muitas vezes, se tornar realmente uma repressão e a emoção em causa pode internalizar-se, causando problemas psicossomáticos ou transformar-se em ressentimento, ódio, neuroses, etc.

No convívio social, o que devemos fazer é controlar ou administrar a expressão externa das emoções que causam conflitos nas situações e principalmente nos relacionamentos.

A chave para o controle emocional é a transformação da situação ocorrente. Via de regra, é o que as pessoas fazem, muitas vezes, sem se dar conta. Por ex: contar uma piada numa situação conflitante, o que desviará a atenção das pessoas e conseqüentemente mudará seu foco emocional.

Finalizando por hoje, quero frisar um ponto muito importante para a nossa saúde mental e equilíbrio emocional: jamais, jamais se julgue!

Se você está disposto a mudar seu comportamento para melhorar sua vida e suas relações que isso seja uma tarefa gratificante e não um suplício totalmente imerecido. Digam o que disserem as religiões judaico-cristãs, você não merece castigo e não precisa ser salvo de nada.

Imagem: g1.globo.com

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4 comentários:

Luciana disse...

Voltando ao hoje. Existe diferença entre controle emocional e repressão de impulsos emocionais.

Primeiramente, devemos distinguir entre o controle da expressão externa da emoção e o controle da experiência interior dessa emoção.

O controle interior pode, muitas vezes, se tornar realmente uma repressão e a emoção em causa pode internalizar-se, causando problemas psicossomáticos ou transformar-se em ressentimento, ódio, neuroses, etc.

Achei muito legal vc fazer essa diferenciação. Porque muita gente confunde mesmo controle emocional com repressão.

Eu era uma dessas pessoas. Reprimia a raiva por exemplo. E explodia nos piores momentos. srsrsrs

Atena disse...

Uma coisa é controlar o que está se sentindo: isso é repressão, outra é controlar ou melhor dizendo, administrar, a expressão externa, ou seja, o como a pessoa está manifestando a emoção.
Ainda bem que você já saiu dessa neura. rsrs

Anônimo disse...

não acredito,acho que todos precisamos ser salvos,esteja este conciete ou não.

Atena disse...

Anônimo:
É uma prerrogativa sua acreditar que precisa ser salvo.
Eu prefiro acreditar num Criador que ama sua criação ao invés de condená-la.