"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

domingo, 26 de junho de 2011

Felicidade e liberdade não existem

felicidade

Sinto desapontá-los, mas este é o maior conto de fadas que existe.

Felicidade não existe, pelo menos aqui em terceira dimensão. Este é um conceito criado pela humanidade provavelmente decorrente dos resquícios de lembranças que alguns têm do que experimentaram do outro lado do véu (realidades não físicas).

Na realidade em que vivemos, limitada por nossa percepção pequena e distorcida, não conhecemos a felicidade. O que conhecemos são momentos de alegria ou contentamento ou prazer ou bem estar. São esses momentos que chamamos de felizes.

Não tenho como afirmar isso, mas talvez enquanto somos bebê (época em que ainda temos contato com outras realidades) conheçamos o que é ser feliz.

E por que desconhecemos a felicidade? Por mais de uma razão, mas a principal é porque nos consideramos separados da Divindade.

Depoimentos de pessoas que tiveram contato efetivo com um vislumbre da Divindade (com sua totalidade é impossível, pois queimaria nossos circuitos, rsrs) relatam um sentimento tão grandioso, literalmente arrasador, que parece não caber dentro de si. Foi chamado de êxtase ou nirvana por falta de conhecimento do que é felicidade.

Em tais momentos conhecemos a felicidade, mas para muitos, é assustador porque a sensação é que o corpo vai explodir; os batimentos cardíacos aceleram muito dando a impressão que o coração vai saltar do peito; a passagem do tempo é anulada; há a sensação de perda de controle dos movimentos e o mais aterrador (para alguns): a sensação de perda da individualidade.

Bem, dirão alguns: e isso é sentir-se feliz? Parece mais uma experiência assustadora. Sim, é assustadora porque com o passar dos milênios fomos nos limitando muito e voluntariamente nos afastando da Fonte., mas o contato com ela é sim a suprema felicidade.

E quanto à tão apregoada e desejada liberdade? Nossa primeira prisão é o nosso corpo físico denso (aqueles capazes de fazer projeção extra corporal ou viagem astral como é chamada, relatam a maravilhosa sensação de liberdade). Ele não nos permite atravessarmos paredes, o que facilitaria muito em certas ocasiões, rsrs e não nos permite cruzar o espaço em poucos segundos. Estamos presos ao nosso espaço geográfico circundante, dependendo de nossas duas pernas para locomoção ou dos veículos que a engenhosidade humana construiu.

A grande prisão: Governos. No momento em que os homens abdicaram de seu poder pessoal e o transferiram para um ou meia dúzia de representantes, estava decretado o nosso maior aprisionamento.

Nós estamos tão condicionados a ser comandados que muitos, neste momento, devem estar pensando: que loucura é essa, viver sem governos?

O mais engraçado é que apesar do condicionamento e aceitarmos como absolutamente natural termos governos, pelo mundo afora, constantemente, há reclamações a respeito dos governos e governantes (sem falar nos poderes legislativos, repletos de podridão).

Democracia é a palavra mais ultrajada que conheço. É uma grande farsa alimentada por todos.

Além das grades constitucionais e/ou legais ainda temos as grades subjetivas – as emocionais. Aí podemos enquadrar n fatores que limitam a nossa liberdade: timidez, medo, baixa auto-estima, indecisão, etc.

Não sei se prestaram atenção, mas nos últimos tempos a ingerência dos governos em nossas liberdades individuais têm aumentado consideravelmente. Somos todos reféns das idéias de jerico que há nas cabeças de nossos legisladores e governantes (medidas provisórias). Aff!!!

Vivermos num Estado altamente burocratizado e repleto de leis burras, algumas cheias de furos.

Então temos pseudo felicidade e pseudo liberdade, mas esta constatação não é para deixar ninguém triste porque apesar disso podemos e devemos buscar os momentos gloriosos a que chamamos felizes como: o primeiro sorriso de nosso filho, a superação de um desafio, o reencontro com um ser amado que julgávamos perdido e tantos outros momentos que enchem nosso coração de alegria. Afinal, são os bons momentos a riqueza que conseguimos levar para o outro lado após batermos as botas. rsrs

Imagem: paraquedegraca.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

21 comentários:

Eduardo Medeiros disse...

atena, deusa da sabedoria divina, eu concordo com você. conheci também muitas pessoas que descreveram uma felicidade suprema ao terem uma experiência religiosa marcante; eu mesmo já a experimentei nos meus idos anos de evangélico pentecostal. mas não sabemos se essa felicidade mística é resultado apenas de sensações puramente cerebrais ou se há de fato uma ligação com algo transcendental, pois o transcendental por definição,não pode ser alcançado nem explicado, penso. mas a percepção de que somos um com o todo do universo me extasia sempre. assim como o sorrizinho do meu filho...rs

e quanto a liberdade, é isso mesmo, também concordo com você.

beijos não densos...

Atena disse...

Eduzinho:
Claro que as sensações, todas elas, são resultado de sinapses e química cerebral, mas nós não somos o nosso cérebro. Concorda? Somos mais do que isso. Portanto de onde vêm esses estados que você chama de transcendentais?
Sempre fui e continuo sendo muito cética e tudo o que me acontece passa pelo crivo da razão (cérebro), mas minhas vivências dentro do caminho espiritual já tiraram as minhas dúvidas a esse respeito. Já tive, vi e assisti situações que a razão e a ciência não explicam, daí as minhas certezas quando afirmo algumas coisas.
É muito fácil, segundo ateus e céticos sem vivência suficiente, atribuir tudo ao cérebro, mas este tem suas limitações, há coisas que definitivamente só o cérebro não explica.
Eu acredito piamente que a ciência, com o passar do tempo, irá explicar algumas coisas hoje chamadas místicas ou espirituais. Somos um poço de ignorância e alguns se acham muito sabidos porque fazem uso da razão em detrimento da imaginação e emoções. Já Einstein dizia que só a imaginação é superior ao conhecimento. Imaginação cria. É assim que criamos o mundo em que vivemos, só que ela ainda é confundida com visualização (ver filmes O Segredo e outros folclores da Nova Era).
Você é um ser iluminado (goste ou não desse qualificativo rsrs) e lhe desejo muitos momentos de êxtase ao contemplar os sorrisos de seu filhote e, ... se não for turrão, provavelmente também terá momentos de contato com a Divindade.

SUCRIS disse...

Oi Atena!Qual "divindade" vc se referia?A Fonte?O primeiro Logos Criador?Ou esse ou esses "deuses" que se intitularam e podem muito bem pelo que entendemos,criar esse estágio de "visão divina"" êxtase".
o Medeiros aí em cima disse que a pentecostal propiciou essa "experiência deslumbrante"!Acho q é pela perda da individualidade que realmente a maioria prefere " não gravitar pro lado do "Bem",da fonte que tudo é!Vc não acha? Ou puro esquecimento? As 2 coisas ao mesmo tempo???Rs..rs... Abraço Fraterno

Atena disse...

Sucris:
Não vejo que haja diferença entre deuses de religiões monoteístas. Todas elas cultuam o mesmo Deus, ou a Fonte, o tudo que é. O entendimento sobre o mesmo é que é diferente.
Quanto aos motivos das pessoas não escolherem o Criador em suas vidas, acho que há diversos motivos. Contudo concordo com você que o medo da perda da individualidade é um fato.
Bobice rsrsrs individualidade, no meu sentir, é uma questão de somenos importância.

sabrina disse...

pois então?! não preciso nem ler os comentarios dos outros pq tenho certeza que a maioria reluta contra, e isso me basta!
mas admiro muito quem tenta ampliar a consciencia de qualquer maneira, e de qualquer maneira a intenção é que é valida
bjinho

Fernando Franco disse...

Caríssima Atena,

Que maravilha de post hein! Que vontade de ter esse contato, o desejo da alma. O encontro é líquido e certo, pois é o nosso retorno à fonte. O mundo da Luz está despontando em nossas mentes (sim, essa que nos iude), em nossos corações. Deixaremos de ser escravos. Não é uma teoria, não é uma utopia. Vamos seguindo e brilhando com nossa luz.

Abração!

Lisavietra disse...

E aceitar isso é
l i b e r t a d o r !
rs

José S. Pereira disse...

Liberdade, felicidade... são conceitos coletivos mesmo, Atena. Inatingíveis por indivíduos. E você acertou em cheio quando lembrou do Nirvana. Acho que, poéticamente, é o conceito mais bonito que se tem da "divindade". Porque nos torna parte "exilada" dela. A parte que sofre por ansiar desfrutar a paz e quietude existente enquanto ligada ao todo.

Olha, eu não vou discorrer muito. Ando meio sem fôlego para tanto. Mas fico imaginando aquele feto, na satisfação plena e absoluta, dentro do ventre materno. Ali era o mundo. E, de repente...

Continuo sendo otimista. Sempre digo que o tempo é nosso aliado. Afinal, nem faz tanto tempo em que o Homem achava normal ser regido por tiranos. Menos tempo ainda quando era comum ser proprietário de escravos. E, até, lenhar o lombo deles, para disciplina-los.

Mas hoje, a Humanidade atravessa sua fase mais negra. Não há clareza na visão do inimigo. Lembro de médicos, que acusam "viroses". Um termo feliz. Nossos inimigos, hoje, são como vírus. Nos infectam por que é assim que fazem. Nada pessoal. Nada para se odiar ou se rebelar contra.

Pais não criam mais filhos: criam consumidores. E as escolas tentam salvar futuros meliantes. O Yahoo Responde. O Google encontra. O GPS nos leva. O Bispo nos guia. E a felicidade pode ser encomendada na AppleStore, em até 12 x sem juros. Tudo, com crédito pré-aprovada by Credicard Mastercard.

Há que se achar um ponto de ruptura. Temo a ferocidade desse ponto. Mas, há que se achá-lo. Não existe felicidade que não seja para todos. Não existe Liberdade que não seja para o outro. Essas são as reais. As individuais, são espasmos. Ou orgasmos. Pequenas satisfações paliativas, que nos fazem levantar mais um dia. E, quem sabe, renovarmos a possibilidade de um dia confrontar essa verdade: a minha felicidade e liberdade só existirá quando for nossa.

Namasté.

Abraços

Atena disse...

José:
Você, mesmo quando fala sobre assuntos sérios, me faz rir. Adoro sua jocosidade. rsrs Mas isto é uma grande qualidade porque não adianta nada chorar o leite derramado.

Como amo História e já li muito sobre ela, não considero esta a nossa pior fase. O que é diferente agora é a informação que temos sobre tudo ou quase tudo de ruim que acontece, mas se procurarmos com carinho também encontraremos muitas notícias sobre coisas boas acontecendo no mundo. Estou sempre atenta a tudo: o bom e o ruim porque como sou muito cética procuro checar as mensagens e informações que recebo dos mestres. Conferir se eles não estão nos engrupindo. rsrs Até agora não os reprovei em nenhuma matéria, estão nos informando direitinho. rsrs

Isto aqui será uma realidade: “E, quem sabe, renovarmos a possibilidade de um dia confrontar essa verdade: a minha felicidade e liberdade só existirá quando for nossa.” Mas claro que ainda falta um bom tempo para acontecer. Como já vivo meio fora do tempo linear, essa demora não me causa stress, mas tudo aquilo de bom que encontro hoje em dia me renova as energias para continuar o nosso trabalho pela humanidade (já estamos na casa dos milhões, o que também é muito promissor).
grande abraço

TEIA disse...

Olá Atena
Post divulgado no Teia
Até mais

Anônimo disse...

A vida nesta dimensão 3D é apenas uma experiência, ou seja, foi feita para justamente potencializarmos a consciência. Aqui na MATRIX, de fato, como bem dito em seu texto, há um afastamento máximo da fonte de consciência existencial, que somos nós.
Mas imagine se tivéssemos toda a consciência de nossa origem e se manifestássemos todo o potencial inato em cada "partícula da fonte" (nome do blog do Marcos Keld), esta experiência não teria mais sentido, pois teríamos aprendido tudo (consciência total).
A experiência aqui na TERRA deve ser assim mesmo, ou seja, as limitações são necessárias para experimentarmos as diversas e máximas limitações a que uma consciência é capaz de se submeter.
Antes de virmos para cá, aceitamos as condições deste "jogo" e uma delas é o esquecimento total ou parcial do que realmente somos, pois, senão, a brincadeira nesta dimensão perderia sentido.
Aqui, talvez, seja a experiência mais enriquecedora que uma consciência poderia ter, uma vez que progredir neste mundo de condições tão adversas, é para quem, de fato, deseja aprender muito.
Quanto mais a consciência se expande, tanto mais percebemos que a vida é um experimento no qual visa somente o crescimento potencial da consciência coletiva ou global.
O fato de experimentarmos diversas emoções faz parte do enredo que esta experiência nos oferece.
Quando percebemos o que esta aventura nos proporciona, o florescimento da consciência, mais gratos ficamos em estar aqui.
É uma expeirência muito interessante e engraçada.

Fernando Franco disse...

Olá Atena!

Que maravilha de post hein! Como eu gostaria de sentir toda essa palpitação, parecendo que eu não poderia mais caber em mim. O sistema nos mantém aprisionados em estado mental e grande esforço (não deveria haver esforço, apenas "desligamento" dos sensores de proteção) e disciplina são necessários para nos desligarmos de toda a ilusão do mundo. Obrigado por compartilhar.

Abração,

Fernando Franco.

Cidadão Araçatuba disse...

Bate e assopra né dona Atena! Rs...
De legislativo ruim e ingerências governamentais nós todos entendemos, mas ainda assim, me surpreendo com o que é capaz de acontecer no meu feudo, ooops... Cidade!
Será que a crença em algo não terreno, não visível não nos impede de sermos felizes?
Vejo muitos religiosos e religiões falarem disso o tempo todo. Mesmo as pessoas que se desprendem desses conceitos e buscam através de estudos “elevar-se”, já foram contaminadas com o “vírus do céu”, não é? Não seria isso?
É assustador, pois você está sozinho no mundo, com um ”ser” superior te vigiando, ele te dá livre arbítrio, mas se você errar, você tá ferrado!
Vai para o inferno mesmo! A não ser é claro que converta-se,e pague o diziminho (que dizem os “estudiosos” é bíblico.
Não entra na minha cabeça, quer dizer, nasci para me ferrar? Eu não pedi para nascer, de quem é a culpa? Não adianta eu ter livre arbítrio, pensar, pois se eu pensar errado estou “lascado”!
Pare o mundo, eu quero descer! Rs...
Diz aí devo ou não tentar “elevar-me”?
Abração!

Atena disse...

Sabrina:
Desculpe, mas não entendi o que você quis dizer. A maioria reluta contra o que? Leia os comentários então e me explique, se for do seu interesse.
abraços

Atena disse...

Lisavietra:
Adorei, disse tudo em uma só palavra!
beijos

Atena disse...

Anônimo:
Ah, cara. Vamos discordar feio. rsrs Experiência engraçada??? Interessante, tipo bizarra, até pode ser, mas de engraçado não tem nada. Isso aqui é um circo dos horrores.
Cada vez que os mestres vêm com conversinha mole pra cima de nós, eu bato boca mesmo com eles. Digo-lhes horrores. rsrs Eu sei que eles me aceitam como sou por isso não tenho medo de ser como sou com eles.
Continuando: concordo com você que se tivéssemos consciência do que somos esta experiência Terra não se justificaria, contudo sendo o ser altamente empático que sou, ainda por cima, manteiga derretida, é muuuuuito difícil aceitar com um sorriso esse nosso mundinho. O máximo que consigo é ficar o tempo todo, e isto é bem difícil, olhando o panorama geral, para evitar as emoções tomarem conta.
Enfim, tudo aqui é difícil e quem disser o contrário é porque tem sangue de barata ou é um mestre ascensionado se passando por gente comum. rsrs
Ah, tenho plena consciência que sabia do jogo antes de vir pra cá e o que é pior: não precisava ter vindo nesta vida. Vim num “ataque burrícimo” de vontade de ajudar a humanidade. rsrs

Atena disse...

Fernando:
Hoje já existem muitos que estão fora da ilusão ou de Maya, como dizem os indianos. Contudo como ainda vivemos aqui, em corpo físico, tendo de participar do sistema para sobreviver, só temos esse contato esporadicamente. Mas aos poucos pode se tornar mais frequente, depende de nós, principalmente priorizando a emoção e a imaginação.
Gosto muito de suas participações. Volte sempre.
Abraços

Atena disse...

Cidadão, querido amigo:
Ah, como eu lhe entendo. Acabei de manifestar minha rebeldia na resposta ao comentário do Anônimo.
Mas, contudo, todavia, não é exatamente como você está pensando. rsrs
Nós, seres humanos, somos quem criamos nossa realidade, Papai do Céu não tem nada a ver com isso nem com o que fazemos ou deixamos de fazer. Ele realmente não dá a mínima, pois para Ele tudo É e ESTÁ PERFEITO. Leia o post História da criação que a Matrix não conta. Esse texto, claro que escrito no meu jeito debochado, ajuda a entender outras facetas do Criador e de nossa vida aqui. Claro que você tem toda a liberdade de rejeitá-lo. È o que os shaumbra aceitam como mais plausível.
Bom, você, mesmo quis vir para cá. Amigos meus, que sabem o mesmo que eu, não costumam reclamar por terem vindo. Eu, como sou reclamona mesmo, contínuo reclamando. rsrs

O inferno , no meu entender, é aqui mesmo. O criado pelas religiões foi simples artifício para submissão ao poder dos sacerdotes e ou pastores. O Criador não está lhe vigiando, ele pode estar acompanhando seu dia a dia, (há momentos ou dias, não marquei ao certo, em que ele se afasta. Provavelmente vai cuidar de outros afazeres. rsrs), mas somente com sentimento de amor, jamais com julgamento.

Quanto a “tentar elevar-se”, isso não existe. Quem fica no tentar, não faz. rsrs O caminho espiritual é algo que chegará para toda a humanidade, mas cada um começará esse caminho no seu tempo. Já que você lê meus “delirantes” posts imagino que esteja já pertinho da porta de entrada.

abração

MFrangelli disse...

Respeito quem pense em felicidade como apenas momentos felizes nessa terceira dimensão. Mas, tenho ponto de vista diferente.
Penso que felicidade assim como amor, são estados de ser que se pode sim, adquirir aqui e agora.
Eu mesma, que fiz de mim minha própria cobaia, já comprovei isso na pele.
Penso que o problema são as deturpações dos termos pela doença da ótica humana em relação a vida.
Grande abraço!

Um Ser Pensante disse...

Ah Atena, discordo de você e de todos os seus amigos. O fato de 99,95% dos seres humanos não serem capazes de ser felizes e livres não significa que felicidade e liberdade não existam. Eu sou obrigado a discordar veementemente, senão estarei traindo o maior pensador do século XX, meu ídolo, Erich Fromm.

Outra coisa, deve-se considerar que essas "grandezas" não são "binárias": mesmo em computação nem tudo se lida da forma "feliz"/"infeliz", "livre"/"escravo". Leia sobre lógica fuzzy: é como o clima, pode estar muito quente, quente, um pouco quente, ameno, friozinho, frio, muito frio.

Da mesma forma, eu não me considero "escravo" porque provavelmente seja impossível ser 100% livre de 100% tudo que nos cerca. Mas 80, 90%... pra mim está ótimo.

Essa "lógica" de Liberdade, Felicidade, Amor, Consciente não existirem porque não se pode alcançar os 100% tem servido de desculpa para os "fazedores de frases feitas" se contentarem com o fundo do poço, com 10, 5, 1% -- o que dificulta ainda mais o nosso esforço de alcançar e manter um patamar satisfatório.

Eu entendo o conteúdo do texto e sei o que você quer dizer na maior parte dele, e inclusive concordo com muita coisa. Mas acho que ou o título foi muito mal escolhido, ou nós discordamos totalmente sobre o que concluir desse conteúdo que você expôs.

Nunca poderei duvidar da existência do que pulsa com toda força dentro de mim: Amor e Consciência -- das quais Liberdade e Felicidade são consequências.

Abraço
Um Ser Pensante

Atena disse...

Margarida:
Acho que deixei claro que podemos sentir felicidade aqui, atendida uma condição. Só que os que conseguem isso é tão minoria que nem dá para aparecer em estatística.
Sei que você me entende.
abraços