"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

sábado, 12 de novembro de 2011

Sentir o som?

som

Expandir a consciência também tem a ver com ser mais consciente do próprio corpo e de suas reações. É incrível como, ao conhecermos melhor o nosso corpo, evitamos muitos desconfortos como dores de estômago ou garganta, resfriados, etc. Eu já o comprovei há um bom tempo

Navegando por esta bendita web, encontrei um texto singular e apropriado para compartilhar aqui com vocês sobre um dos nossos sentidos corporais. Acrescento que, além de sentir o som, também podemos visualizar sua forma/s, mas isso já é bem mais complicado, rsrs acontece só depois de já se ter desenvolvido a consciência cioporal.

Sentir o som?

“Escutar não é mais como costumava ser.

Uma vez, participei de uma sessão demonstrativa de cantoterapia, e essa experiência proporcionou uma descoberta muito útil relacionada à forma como percebemos os sons.

Os outros participantes e eu ficamos deitados em colchonetes, em círculo. A terapeuta tinha um aparelho de som e, após um relaxamento, reproduziu a música Esquadros (aquela do refrão Pela janela do quarto/Pela janela do carro/Pela tela, pela janela/Quem é ela, quem é ela?/Eu vejo tudo enquadrado/remoto controle), cantada por Belchior, solicitando que observássemos onde as vibrações da voz do cantor eram sentidas, predominantemente. No meu caso, notei ressonâncias na altura do peito. A terapeuta em seguida tocou a mesma música, desta vez cantada por Gal Costa. Curiosamente, desta vez as vibrações da voz foram sentidas por mim na região da cabeça. Em uma terceira execução da mesma música, desta vez cantada por Adriana Calcanhoto, notei a ressonância também na cabeça.

A terapeuta solicitou-nos então que nos lembrássemos da primeira experiência relacionada à nossa mãe. Não me lembro de muitas coisas de quando era pequeno, e achei que nem ia conseguir, mas me veio uma lembrança bastante curiosa: eu estava em um canto e minha mãe gritando algo comigo, e o que me incomodava não era propriamente o que ela estava dizendo e sim as vibrações do som de sua voz em minha cabeça.

Minha percepção, posteriormente reforçada por outras experiências, foi de que não apenas ouvimos os sons, também os sentimos. Escutamos a voz e a interpretamos, incluindo o tom, ao mesmo tempo em que reagimos às vibrações provocadas pelas características particulares do som das vozes. Ou pelo menos, podemos reagir. Não é somente a região do corpo onde sentimos as vibrações que define nossa reação; pelas minhas observações, isso depende também do nosso estado no momento e de alguma outra característica das vibrações, que não imagino quais sejam.

A maior novidade aqui não é exatamente reagir à vibração; podemos notar isso facilmente quando próximos de uma caixa de som e um contrabaixo ou bateria faz nosso peito vibrar. O ponto aqui é que podemos reagir a vibrações inconscientes, isto é, que não estamos notando, e isso pode nos levar a conclusões inadequadas. A partir dessa consciência, comecei a notar e compreender vários incômodos que por desconhecimento estava ligando a pessoas, e não às vibrações de suas vozes (sublinhado meu). Por exemplo, o incômodo causado pela voz de uma criança falando alto e o fato de não gostar de certos cantores ou músicas. Se você às vezes se sente incomodado com alguém mastigando certas coisas crocantes, preste atenção nas vibrações em sua cabeça!

As vantagens que percebo em fazer essa distinção são várias:

- Distinguindo uma origem mais precisa para a reação que temos, evitamos desgostar da pessoa inteira, somente do tom de sua voz em certos momentos. Mais distinções, mais opções.

- Conhecendo o problema, podemos eventualmente ter a escolha de ignorar as sensações e prestar mais atenção ao que a pessoa está dizendo ou ao que está acontecendo, evitando distrair-nos com percepções não relevantes para nossos propósitos.

- Praticamos um pouco mais da habilidade de percepção corporal, um dos fatores relacionados à intensidade dos prazeres sensoriais.

- Podemos apreciar ainda mais as vozes das quais gostamos: o fato é que adoramos a ressonância daquela voz maravilhosa em nosso corpo!”

Virgílio Vasconcelos Vilela

Fonte: http://www.possibilidades.com.br/

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

8 comentários:

Um Ator Social disse...

Parabéns pela dinamização desse espaço... irmão de caminhada evolutiva. Que a Luz esteja sempre lhe iluminando para que possas iluminar a caminhada dos que merecem teu carinho e teu respeito.

Cidadão Araçatuba disse...

Olá Atena, finalmente encontrei um tempo pra trocar umas idéias com você, e isso é algo muito prazeroso diga-se de passagem!
Realmente lendo o texto lembrei-me de umas experiências musicais interessantes. Sabe quando você está sozinho no quarto, liga uma música que gosta, e fica sentindo ela?
Se for agitada, os dedos do pé não param de mexer, a mão também. E os instrumentos então? Conseguia ouvi-los separadamente, um "barato". Isso lá pelos 15! Ouvindo Kiss! Rs...
Tem uma música de um quarteto irlandês (4 irmãos-The Corrs) que adoro ouvi-la, repito-a no carro inúmeras vezes, pois ela me dá uma paz tremenda, uma sensação muito boa, e às vezes me emociona, veja só! Compartilharei-a com você, depois você me diz se deu "barato", Rs.

http://www.youtube.com/watch?v=jYoq2Nijqvw&feature=related

Grande Abraço, excelente final de semana!

Atena disse...

Diógenes:
Obrigada apelas palavras gentis.
Seja sempre bem vindo. Como professor, talvez possa se interessar por um projeto maravilhoso que está em curso e que divulgo no meu outro blog: http://www.edupreciso.blogspot.com/
Um blog voltado para uma educação progressista e centrada no aluno.
Amei a performance Govinda.
abraços

Atena disse...

Cidadão;
Gostei demais da música. Fechei os olhos e fiquei "viajando". rsrs
Sempre que ouço músicas celtas, facilmente me vem à mente imagens daquelas paragens, provavelmente porque já vivi por lá...
Achei interessante a batida pop que eles deram à música.
Obrigada pela visita e abração

Blog Teia disse...

Oi Atena.
Acredito sim que podemos sentir o som,matéria muito interessante.
Post divulgado no blog Teia.
Até mais

Atena disse...

Olá Alfredo. Pois não é? É um barato essa história. rsrs
abraços e obrigada

Diogo disse...

Muito bom seu blog me ajudaria a divulgar o meu http://lefranconews.blogspot.com/ ?

Atena disse...

Diogo:
prazer em recebê-lo aqui.
Posso divulgar seu blog para alguns amigos que pensam como você, contudo não para os meus leitores porque este é um espaço para expandir as consciências e não para entrar no jogo dos pseudo poderosos, ou seja espraiar o medo na internet. É exatamente isso que eles querem. Pense nisso.
abraços