"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Os “espíritos de porco”

porco-espinho

Conhecem esta expressão?

Para quem não conhece: se refere àquelas pessoas que são sempre do contra, estraga-prazeres, que querem aparecer chamando a atenção de modo negativo.

O mundo está cheio delas.

Como profissional de comportamento humano, até sei os motivos (inconscientes) de serem assim, contudo não consegui ainda deixar de me irritar com algumas.

Vou dar um exemplo: temos em nossa mídia um jornalista que me dá muita vontade de escrever ao Presidente (do país) pedindo para lhe caçar a cidadania. Por que? Porque ele passa o tempo todo falando mal do Brasil e dos brasileiros. Pombas, se há uma coisa que acho execrável é virar o coxo em que se come. É o que ele faz. Se acha tudo aqui tão ruim por que não volta para a Itália?

Esse falar mal do nosso país é o que mais me incomoda na dita figura, mas outras vezes ele solta pela boca umas pérolas de burrice que me deixam pasma. Uma delas (essa tá no meu caderninho preto) dita na fase de invasão do Iraque (na época a grande maioria do planeta era contra, ele, pra contrariar, era a favor e disse - “é melhor que haja uma guerra civil do que continuar com um ditador como o Sadam.” Acreditam nisso? Pois ele disse na TV!

Como alguém pode achar que guerra civil é melhor que ditadura? Quantos morreram na época do ditador e quantos até agora depois da invasão? E continuam morrendo!?

Quanto a este “espírito de porco”, ainda não consegui descobrir se:

a) só está tentando imitar (mal) o Paulo Francis

b) só precisa chamar a atenção de qualquer jeito

c) o que precisa mesmo, urgente, é de terapia

d) todas estão corretas

O fator crítico dos espíritos de porco é que eles não contribuem em nada, a não ser criar irritação nos que os ouvem e, muitas vezes, são obrigados a os aturar.

Na webesfera também há muitos do tipo, volta e meia a gente vê algum exemplo.

Nos ambientes corporativos essas figuras, e são muitas, conseguem emperrar projetos, atrasar prazos, causar gastrite no chefe, detonar com metas.

No âmbito social são os estraga-festas. O grupo todo quer ir comer pizza, ele/a quer comida tailandesa, num restaurante caro!

No ambiente familiar é aquele parente que ninguém quer convidar para as festas ou reuniões familiares porque já sabem que vai dar rolo.

O espírito de porco pode ter sido muito mimado na infância, o que faz com que cresça com o rei na barriga e não dá a mínima para as necessidades dos demais

Pode também ser tão inseguro e carente de auto-estima que precisa, doentiamente, ser alvo de atenção o tempo todo. Enfim, as causas podem ser várias, mas o efeito é sempre o mesmo: o “espírito de porco” irrita.

O que fazer com essas “figuraças”? Não lhes dar atenção!

O ser do contra é um jogo psicológico e para ser anulado é só não jogar junto. O velho ditado não diz que quando um não quer, dois não brigam?

Então procure ignorar o espírito de porco quando ele estiver tendo a sua grande cena de estrelismo. Nem sempre é possível, mas, por exemplo, se ele estiver num grupo, todas as pessoas devem dizer que aquela idéia que ele está combatendo é dele mesmo, que a deu há um tempo atrás e não se lembra. Inicialmente ele vai negar irritado, mas se o grupo mantiver dizendo que a idéia é dele e ele não lembra, acabará ficando confuso e mesmo contra a vontade concordando com o grupo.

6 comentários:

Sissym disse...

Existem uns que vivem para apontar defeitos. Isso é ruim, se ele tem algum lugar de destaque na mídia colabora ao desanimo, impedindo ver meios de melhorar nossas atitudes como cidadaos para o beneficio da nação.

Beth Muniz disse...

Muito bem!
É o que mais existe por aí.
Em todas as dimensões.
Na política então...
Grande abraço.

Atena disse...

O que se poderia esperar de duas mulheraças? Dois bons comentários.
Concordo com o que as duas disseram.
Obrigada pelos comentários.

Natacha Domingues disse...

Então, Atena...O problema é conseguir ignorar o chato do contra, até porque ele faz de tudo para ser amplamente enxergado.Acho que todo mundo conhece pelo menos uma pessoa assim, e não é fácil. Haja paciência.Mas dentro da política, é mesmo o pior lugar para um "espírito de porco" estar.E parece-me que é um dos habitats preferidos pela espécie.Outra coisa:gostei da idéia de "fazer ele de maluco", mas prefiro dizer: "Sai, encosto, queimaaaa"!!!rsrs...(Vi o seu comentário em um post, vim retribuir, já gostei, e estou te seguindo...)Um Abraço.

Eduardo Medeiros disse...

Atena, fiquei aqui matutando quem seria o tal espírito espinhoso..rssss mas como você não disse o nome, não vou ficar especulando. O importante mesmo é a mensagem do teu texto. De fato, os tais são bem incovenientes, adoram contrariar só pelo prazer de contrariar.

Escolher entre uma ditatura sanguinária e uma guerra civil? Olha, eu não queria fazer tal escolha...

beijos

Atena disse...

Natasha:
Seja muito bem vinda. Adoro as arianas. São o que são na cara, sem subterfúgios. Ah, o meu sobrenome também deveria ser Por que.Algumas respostas do porque somos assim ou assado você encontra em A Matrix de todos nós.
beijão