"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

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sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Se Deus falasse com você, o que Ele lhe diria?

space10

Palavras que todo crente seja católico, evangélico, muçulmano, etc. deveria ler e refletir (com a própria cabeça, se é que ainda não sofreu lavagem cerebral).

As palavras abaixo são de Baruch Spinoza - nascido em 1632 em Amsterdã, falecido em Haia em 21 de fevereiro de 1677, foi um dos grandes racionalistas do século XVII dentro da chamada Filosofia Moderna.

Não concordo com a totalidade do pensamento de Spinoza, mas seu entendimento do Criador, vislumbrado nas palavras abaixo, é sem dúvida brilhante e lógico.

Infelizmente, ainda estamos longe de entender apropriadamente o que vem a ser o Criador, pois segundo as próprias palavras de Spinoza: “Um entendimento finito não pode compreender um infinito”.

Deus falando com você:

“Para de ficar rezando e batendo no peito!

O que Eu quero que faças é que saias pelo mundo e desfrutes de tua vida. Eu quero que gozes, cantes, te divirtas e que desfrutes de tudo o que Eu fiz para ti.

Para de ir a esses templos lúgubres, obscuros e frios que tu mesmo construíste e que acreditas ser a minha casa.

Minha casa está nas montanhas, nos bosques, nos rios, nos lagos, nas praias.

Aí é onde Eu vivo e aí expresso meu amor por ti.

Para de me culpar da tua vida miserável:

Eu nunca te disse que há algo mau em ti ou que eras um pecador, ou que tua sexualidade fosse algo mau.

O sexo é um presente que Eu te dei e com o qual podes expressar teu amor, teu êxtase, tua alegria.

Assim, não me culpes por tudo o que te fizeram crer.

Para de ficar lendo supostas escrituras sagradas que nada têm a ver comigo.

Se não podes me ler num amanhecer, numa paisagem, no olhar de teus amigos, nos olhos de teu filhinho...

Não me encontrarás em nenhum livro!

Confia em mim e deixa de me pedir. Tu vais me dizer como fazer meu trabalho?

Para de ter tanto medo de mim. Eu não te julgo, nem te critico, nem me irrito, nem te incomodo, nem te castigo. Eu sou puro amor.

Para de me pedir perdão. Não há nada a perdoar.

Se Eu te fiz... Eu te enchi de paixões, de limitações, de prazeres, de sentimentos, de necessidades, de incoerências, de livre-arbítrio.

Como posso te culpar se respondes a algo que eu pus em ti?

Como posso te castigar por seres como és, se Eu sou quem te fez?

Crês que eu poderia criar um lugar para queimar a todos meus filhos que não se comportem bem, pelo resto da eternidade?

Que tipo de Deus pode fazer isso?

Esquece qualquer tipo de mandamento, qualquer tipo de lei; essas são artimanhas para te manipular, para te controlar e que só geram culpa em ti.

Respeita teu próximo e não faças o que não queiras para ti.

A única coisa que te peço é que prestes atenção à tua vida, que teu estado de alerta seja teu guia.

Esta vida não é uma prova, nem um degrau, nem um passo no caminho, nem um ensaio, nem um prelúdio para o paraíso. Esta vida é a única que há aqui e agora, e a única que precisas.

Eu te fiz absolutamente livre. Não há prêmios nem castigos.

Não há pecados nem virtudes. Ninguém leva um placar. Ninguém leva um registro.

Tu és absolutamente livre para fazer da tua vida um céu ou um inferno.

Não te poderia dizer se há algo depois desta vida, mas posso te dar um conselho.

Vive como se não o houvesse.

Como se esta fosse tua única oportunidade de aproveitar, de amar, de existir.

Assim, se não há nada, terás aproveitado da oportunidade que te dei.

E se houver, tem certeza que Eu não vou te perguntar se foste comportado ou não.

Eu vou te perguntar se tu gostaste, se te divertiste... Do que mais gostaste? O que aprendeste?

Para de crer em mim - crer é supor, adivinhar, imaginar.

Eu não quero que acredites em mim. Quero que me sintas em ti.

Quero que me sintas em ti quando beijas tua amada, quando agasalhas tua filhinha, quando acaricias teu cachorro, quando tomas banho no mar.

Para de louvar-me! Que tipo de Deus ególatra tu acreditas que Eu seja?

Aborrece-me que me louvem. Cansa-me que agradeçam.

Tu te sentes grato? Demonstra-o cuidando de ti, de tua saúde, de tuas relações, do mundo.

Sentes-te olhado, surpreendido?... Expressa tua alegria! Esse é o jeito de me louvar.

Para de complicar as coisas e de repetir como papagaio o que te ensinaram sobre mim.

A única certeza é que tu estás aqui, que estás vivo, e que este mundo está cheio de maravilhas.

Para que precisas de mais milagres?

Para que tantas explicações?

Não me procures fora! Não me acharás. Procura-me dentro de ti... aí é que estou."

Einstein, quando perguntado se acreditava em Deus, respondeu: “Acredito no Deus de Spinoza, que se revela por si mesmo na harmonia de tudo o que existe.”

Imagem: foto do Hubble

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

domingo, 15 de agosto de 2010

História da Criação que a Matrix não conta

creation
O post de hoje é para atender pedidos sobre qual é a idéia que os shaumbra têm de Deus e da Cosmologia.

Então vamos lá:
Um belo dia a Unidade estava meio aborrecida. Não tinha muita certeza sobre o que ou quem era, não havia parâmetros de comparação ou espelho, e também queria entender mais sobre criação e energia. Resolveu criar companhia para ver se então matava a charada.
Defratou-se em muitas, muitas partes (para facilitar a compreensão vamos chamar essa partes de Anjos) e gostou de sua criação.. Dotou os Anjos de polaridades opostas no sentido de equilibrar as energias e também possibilitar a transmutação. E juntos viveram por alguns eons.
De repente, não mais que de repente, algum Anjo ou alguns se deram conta que não tinham soberania, dependiam da Unidade para tudo, pois dela faziam parte. Consultaram a Unidade e ela lhes disse que teriam de partir para viver por conta própria (exatamente como nós fazemos quando nossos filhos querem ter uma vida independente). E assim foi feito.
Quando os Anjos se separaram da Unidade passaram a ter uma identidade individual própria que nós humanos chamamos de Alma.
Os Anjos, então, decidiram abandonar o lar e partir para manifestar suas próprias expressões e criações. Só que ao se separar da Unidade todos eles também se fragmentaram em bilhões de partes. Por isso hoje nos dizem que somos seres multidimensionais.
De início foi tudo um mar de rosas, brincaram criando universos, galáxias e tudo que lhes apetecesse, pois eles como parte da Unidade tinham também o dom de criar. Após certo tempo começou uma síndrome deveras preocupante: Síndrome de Separação da Unidade com o conseqüente medo de perder ou não ter a energia suficiente para voltar para casa.
Como obter energia – se perguntaram? Algum, primeiro, deve ter tido a idéia: vou tirar do fulano ou do beltrano (essa memória atávica pode explicar as lendas de vampiros). A essa altura do campeonato os Anjos já tinham se agrupado em famílias (as chamada famílias espirituais). Foi aí que começaram o que nos registros humanos é chamado de Guerras dos Deuses ou Guerras nos Céus, um período em que os anjos batalharam entre si para conseguir energia. Praticamente toda a mitologia humana fala sobre isso: a suméria, a indiana, a nórdica, a grega, etc. Claro que tais contos mitológicos são carregados de simbologia e alegorias, pois, para os humanos sempre foi, e ainda é, difícil o entendimento de assuntos tão transcendentais.
Não se sabe como acabaram tais guerras, nem se houve um lado vencedor. Também porque num determinado ponto os Anjos notaram que a criação estava estacionada. Não havia mais “nada de novo no front”. Um tédio!
O propósito da força de energia de vida, Deus, Unidade, Fonte, como queira que se chame é: se expressar e criar, então era preciso tomar uma atitude para reverter a situação de estagnação.
Chegaram à conclusão que para a energia criativa ser compreendida mais profundamente uma solução seria criar um mundo mais denso (ainda não tentado) e onde seus habitantes não soubessem sua origem divina ou procedente do Um. Isto abriria todo um novo leque de possibilidades de expressão e criação.
Um grupo de Anjos criou então ....tchan, tchan, tchan, tchan ... a Terra!
Após criada a água, entraram nos pequenos corpos dos seres unicelulares, depois nos pluricelulares e o resto você já sabe como funcionou a evolução aqui.
Que tipo de Anjos vieram para cá encarnar? Para haver equilíbrio de energias vieram os “bonzinhos” e também os “mauzinhos”. Isso no nosso ignorante conceito humano, pois para a Unidade são todos iguais. Nossas expressões (vivências, atitudes) nada mais são do que input de dados para o HD da Unidade. É assim que ela aprende e se expande.
Esse é o conhecimento dos Shaumbra e sei perfeitamente que todo o exposto é “osso duro de roer”, pois vai de encontro a tudo que a humanidade aprendeu das religiões, mas, para mim, bem mais lógico do que as historinhas da bíblia, pois explica muitas de nossas questões humanas:
De onde viemos?
R: da Fonte, da Unidade.
Por que estamos aqui?
R: para expressar e criar, assim expandindo a capacidade criativa da Unidade.
Existe vida após a morte?
R: Só existe morte, ou melhor dizendo, transmutação, do corpo físico denso. A vida é infinita, mas pode passar por diferentes formas de manifestação. Hoje corpo carnal denso, amanhã corpo só de energia.
Se Deus é bom por que permite as guerras, as matanças, a fome da criancinhas da África e todas as tragédias que afligem a humanidade?
R: Porque sabe que foi escolha nossa passarmos por isso para aprender e como filhos somos extremamente amados e esse amor inclui liberdade total e absoluta. Se a Unidade interviesse em nossas questões estaria nos cerceando.
Creio que fica bem claro que não existe um Deus antropomórfico que está no céu nos julgando ou passando a mão na cabeça dos filhos “bonzinhos”, muito menos atendendo às nossas preces, pois para Ele/Ela tudo está sempre certo já que estamos fazendo o nosso papel que é expressar e criar. Ele/Ela é ao mesmo tempo uma Unidade e uma Coletividade, pois todos nós somos Ele/Ela também, somente esquecemo-nos disso.
Este é também um entendimento absolutamente capenga porque o nosso cérebro não dá conta de processar e analisar algo tão grandioso e fora da nossa pueril realidade. Contudo, como shaumbra eu sinto/sei que é assim e isso também não dá para explicar.
Claro que esta exposição está bem resumida, mas é fruto de muitos anos de acompanhamento dos ensinamentos de mestres ascensionados, acrescido de outras tantas leituras, vivências e pesquisas que dão sentido ao aqui exposto.

domingo, 11 de julho de 2010

O primeiro encontro

Após um post sobre assunto tão espinhoso e controverso, hoje vamos falar de coisas mais zen.
 montanha
Imagine você no alto de uma montanha, sentado numa grande pedra. O panorama descortinado é lindíssimo. A vista alcança muitos quilômetros de verde entremeado por outras cores da luxuriante natureza. O céu está de um azul profundo adornado por muitas nuvens brancas.
Você está encantado olhando toda aquela beleza quando ouve a voz da pessoa que está ao seu lado: “Feche os olhos. Respire fundo”
Você obedece.
Com os olhos fechados, sente o odor da mata em volta e ouve a algaravia dos pássaros. Tudo é paz.
A voz fala novamente: “Você se entrega ao serviço do Espírito? Sem medo e sem restrições?”
Imediatamente você responde mentalmente: “Sim”.
Então uma profunda emoção toma conta de todo seu ser e com os olhos da mente você vê uma luz fortíssima, branca, brilhante sair de todo o seu corpo e se projetar para fora em todas as direções. Você parece uma estrela brilhando!
A voz ao seu lado diz ternamente: “Expanda essa luz, faça-a alcançar todo o planeta.”
E como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem refletir sobre o pedido, você o faz, sem saber como. Sua luz começa a expandir, você vê os raios se alongando mais e mais até atingirem a linha do horizonte e você sabe que seus raios de luz estão banhando a Terra toda.
O amor que você sempre sentiu pelo planeta, neste momento, cresce tanto dentro do seu peito que o ar custa a entrar. Sua respiração fica difícil.
O mental, esse velho corta-barato se manifesta: “O que é isso? O que está acontecendo?” Mas uma outra voz dentro de você fala: “Não importa, é maravilhoso!”
Não se sabe quanto tempo durou esse momento de luz, de paz e de tanto amor. Provavelmente poucos minutos.
Você e sua acompanhante, após mais alguns minutos, levantam e começam a descer a montanha até onde ficou o automóvel que serviu de ajuda na subida.
Você não sente seus pés tocando o chão, está estupidificado. Não entende o que aconteceu, mas os sentimentos de paz e alegria são tão grandes que não importa, nada é tão importante quanto tais sentimentos.
E aí, amigo/a, você mal sabia que estava começando uma jornada que duraria alguns anos – a da aceitação de seu Deus interior e depois a da incorporação, que levaria outros tantos anos.
Anos de dor emocional, sofrimento psíquicos e físicos, separações, perdas de seres queridos, angústias mil, dúvidas – ah, quantas dúvidas..., mas ao mesmo tempo quantos episódios de alegria, encantamento, aventura, conhecimento de novos seres, momentos de êxtase (outros encontros como o primeiro), enfim uma vida completa e repleta.
Esta não é uma estória de ficção, ela já aconteceu com muitos que hoje caminham sobre a Terra. Claro que as circunstâncias de cada um foram diferentes. Para alguém o primeiro encontro pode ter sido enquanto tomava banho, para outro enquanto dirigia seu automóvel, para outro, ainda, ao colocar seu pequeno filho no berço para dormir.
Cada um tem sua estória particular, mas com certeza os sentimentos devem ter sido os mesmos.
Sentimentos de paz, amor, alegria, completude e principalmente o sentimento de:
Eu Sou o que Sou.