"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador relacionamento. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Relacionamento tipo tênis ou tipo frescobol?

Idosos

Hoje, para refletir, um primor de texto de Rubem Alves sobre os relacionamentos. Leia, deguste e pense de qual tipo é o seu relacionamento ...

“Depois de muito meditar sobre o assunto concluí que, os casamentos (relacionamentos) são de dois tipos: Há os casamentos do tipo tênis e há os casamentos do tipo frescobol.

Os casamentos do tipo tênis são uma fonte de raiva e ressentimentos e terminam sempre mal. Os casamentos do tipo frescobol são uma fonte de alegria e têm a chance de ter vida longa.

Explico-me.

Para começar, uma afirmação de Nietzsche com a qual concordo inteiramente. Dizia ele: “Ao pensar sobre a possibilidade do casamento, cada um deveria se fazer a seguinte pergunta: Você crê que seria, capaz de conversar com prazer com esta pessoa até sua velhice”?

Tudo o mais no casamento é transitório, mas as relações que desafiam o tempo são aquelas construídas sobre a arte de conversar.

Sheerazade sabia disso. Sabia que os casamentos baseados nos prazeres da cama são sempre decapitados pela manhã, terminam em separação, pois os prazeres do sexo se esgotam rapidamente, terminam na morte, como no filme “O Império dos Sentidos”.

Por isso, quando o sexo já estava morto na cama e o amor não mais se podia dizer através dele, ela o ressuscitava pela magia da palavra: começava uma longa conversa sem fim, que deveria durar mil e uma noites.

O sultão se calava e escutava as suas palavras como se fosse música. A música dos sons ou da palavra - é a sexualidade sob a forma da eternidade: é o amor que ressuscita sempre, depois de morrer.

Há os carinhos que se fazem com o corpo e há os carinhos que se fazem com as palavras. E contrariamente ao que pensam os amantes inexperientes, fazer carinho com as palavras não é ficar repetindo o tempo todo: ”Eu te amo...”

Barthes advertia: “Passada a primeira confissão, “eu te amo” não quer dizer mais nada. É na conversa que o nosso verdadeiro corpo se mostra, não em sua nudez anatômica, mas em sua nudez poética”.

Recordo a sabedoria de Adélia Prado: “Erótica é a alma”.

O tênis é um jogo feroz. O seu objetivo é derrotar o adversário. E a sua derrota se revela no seu erro: o outro foi incapaz de devolver a bola. Joga-se tênis para fazer o outro errar. O bom jogador é aquele que tem a exata noção do ponto fraco do seu adversário, e é justamente para aí que ele vai dirigir sua “cortada”, palavra muito sugestiva, que indica o seu objetivo sádico, que é o de cortar, interromper, derrotar.

O prazer do tênis se encontra, portanto, justamente no momento em que o jogo não pode mais continuar porque o adversário foi colocado fora de jogo. Termina sempre com a alegria de um e a tristeza de outro.

O frescobol se parece muito com o tênis: dois jogadores, duas raquetes e uma bola. Só que, para o jogo ser bom, é preciso que nenhum dos dois perca. Se a bola veio meio torta, a gente sabe que não foi de propósito e faz o maior esforço do mundo para devolvê-la gostosa, no lugar certo, para que o outro possa pegá-la.

Não existe adversário porque não há ninguém a ser derrotado. Aqui, ou os dois ganham ou ninguém ganha. E ninguém fica feliz quando o outro erra, pois o que se deseja é que ninguém erre. E o que errou pede desculpas, e o que provocou o erro se sente culpado. Mas não tem importância: começa-se de novo este delicioso jogo em que ninguém marca pontos...

A bola: são nossas fantasias, irrealidades, sonhos sob a forma de palavras. Conversar é ficar batendo sonho prá lá, sonho prá cá...

Mas há casais que jogam com os sonhos como se jogassem tênis. Ficam à espera do momento certo para a cortada. Tênis é assim: recebe-se o sonho do outro para destruí-lo, arrebentá-lo, como bolha de sabão ... O que se busca é ter razão e o que se ganha é o distanciamento. Aqui, quem ganha sempre perde.

Já no frescobol é diferente: o sonho do outro é um brinquedo que deve ser preservado, pois se sabe que, se é sonho, é coisa delicada, do coração.

O bom ouvinte é aquele que, ao falar, abre espaços para que as bolhas de sabão do outro voem livres. Bola vai, bola vem - cresce o amor ... Ninguém ganha para que os dois ganhem. E se deseja então que o outro viva sempre, eternamente, para que o jogo nunca tenha fim...”

Rubem Alves

Imagem: www.reporternews.com.br/

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Fisiologia explica por que o amor é cego

amor cego

De vez em quando é bom dar uma folga aos neurônios dos leitores e postar temas mais palatáveis, ainda que seja de caráter científico. rsrs Então aí vai.

Desde a adolescência, a médica paulista Cibele Fabichak se perguntava sobre vários assuntos relacionados a amor, emoções e sexo. Quando entrou na faculdade de medicina, já no primeiro ano, apaixonou-se por fisiologia e começou a buscar as respostas nesta área para suas dúvidas. O resultado é o livro “Sexo, Amor, Endorfinas & Bobagens” (Editora Novo Século, R$ 29,90), em que a médica explica por meio de estudos científicos como funcionam os mecanismos da paixão e do amor no corpo e na mente.

A primeira pergunta da entrevista, portanto, não poderia ser outra: o amor pode ser explicado biologicamente? “Sim, já temos vários trabalhos para entender melhor como funciona o cérebro e os hormônios, além de outros elementos, como história pessoal, cultura e ambiente”, diz. Ela cita a antropóloga americana Helen Fisher, que classificou o amor em três etapas:

1ª – Desejo sexual, em que o principal hormônio envolvido é a testosterona.

2ª – Atração física ou sexual, caracterizada por grande euforia e felicidade intensa. Fase regida pelos hormônios que proporcionam bem-estar, como dopamina, endorfina e serotonina.

3ª – Vínculo duradouro, o amor.

Diante dessa classificação, outra pergunta é automaticamente respondida: o amor pode vir com o tempo. Mas, e o tal do famoso amor à primeira vista? De acordo com Cibele, seria mais correto dizer paixão à primeira vista. Segundo ela, o grande gatilho é olhar e gostar. Os estudiosos buscam explicação para esse comportamento nos homens primitivos: a natureza busca a procriação, portanto é importante que o macho (principalmente) tenha uma visão que o atraia. E esse mecanismo precisa agir rápido nos animais porque o período fértil é curto para a fêmea. “O ser humano herdou dos primórdios esse encantamento rápido pela fêmea. E esse comportamento é universal, de acordo com pesquisas feitas com vários povos”, afirma a médica.

A mulher também é atraída pela visão, mas nem tanto. Para ela é importante visualizar também o aspecto emocional no homem. E aí entram outros elementos: cultura, bom humor, status social, se dá segurança, se é provedor. “A velocidade com que o homem se apaixona é mais rápida. Já a mulher demora mais porque ela precisa de tempo para avaliar”, conclui Cibele.

Por que o amor é cego?

Pesquisas demonstram que a paixão tem duração de aproximadamente 12 a 48 meses. “Esse seria o tempo para fortalecer a união, acontecer o ato sexual, a gestação e a criação do bebê (até que tenha certa independência, por volta dos 2 anos). A natureza faz as contas perfeitamente”, brinca Cibele.

E isso só é possível porque, quando o indivíduo está apaixonado, o sistema límbico (central das emoções) produz uma avalanche de substâncias que tornam o amado “perfeito”. Por isso se diz que o amor é cego, além de ser uma boa explicação para escolhas erradas, casamentos precipitados e afins. Quando passa essa onda de prazer que distorce os novos julgamentos, o casal começa a enxergar o outro exatamente como ele é. Se os laços formados são fortes e existem outros elementos que ligam o casal além do sexo, a parceria continua.

A médica, no entanto, avisa que o principal ponto para a manutenção da união é o novo. “O casal deve realizar atividades novas, como um jantar romântico de vez em quando, tentar posições sexuais diferentes, planejar viagens etc.”, aconselha. “A cada novidade, nosso cérebro ativa as substâncias que trazem prazer”, diz.

Rompimento

Estudos mostram que a pessoa apaixonada se acostuma com as substâncias produzidas pelo cérebro que geram uma onda de prazer e satisfação. “Após a separação, é como se o cérebro estivesse ‘viciado’, por isso o indivíduo entra em estado de abstinência”, explica a autora.

Como resultado, pode-se citar a raiva, a busca intensa pelo parceiro e até o aumento do estado de paixão, já que são mantidas as atividades cerebrais que estimulam a paixão. “Essa fase pode demorar de dias a meses”, avisa a médica. E, a partir do momento em que cessam os estímulos do parceiro, a pessoa pode entrar numa fase de tristeza e depressão.

“Toda essa química do cérebro começa a diminuir e a estimular a atividade do córtex pré-frontal, região importante para o julgamento crítico, discernimento. Começa, então, a construção do ódio, o oposto do amor, e sentimento de total distanciamento, o que facilita o rompimento”, explica a especialista. Segundo ela, algumas exageram e chegam à vingança. Vários elementos, como educação, personalidade, cultura, ambiente, transtornos psíquicos etc., vão determinar se o indivíduo vai passar por essas fases e seguir em frente ou cometer loucuras de amor.

Fonte: Rosana Ferreira - Editora-assistente de UOL Estilo Comportamento

Imagem: baudakinha.blogspot.com

Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Sedução, arte da conquista amorosa ou enganação?

sedução
Digitei no Google “conquista amorosa” e o obtido foi: aproximadamente 1.410.000 resultados e para “arte de seduzir”: aproximadamente 360.000 resultados.
Existem cursos, livros, uso de PNL (Programação Neuro-linguística), sites e até vídeos no YouTube “ensinando a arte e a ciência da conquista amorosa”.
Fiquei pasma com tanto interesse, pois como nunca fiz uso desta “arte” não tinha percebido como as pessoas precisam dela e procuram subsídios a respeito.
Se você procurar a palavra seduzir no dicionário encontrará significados como: atrair, induzir, manipular ou enganar ardilosamente.
Agora a sedução amorosa não parece tão charmosa, não é? No entanto é o que a maioria faz quando na fase da conquista.
Nas minhas andanças pela web descobri que na antiga Roma um poeta de nome Ovídio já escrevia sobre o assunto em seu poema de caráter didático: Ars Amatoria (Arte do amor), um verdadeiro manual de sedução, intriga e cinismo.
E por que as pessoas se utilizam de ardis e manipulação quando querem conquistar alguém? Se não for por pura canalhice, o que é exceção, é por falta de confiança em si mesmo ou sede de poder.
No primeiro tipo encontram-se os tímidos e introvertidos e, embora pareça paradoxal, os muito expansivos e exibicionistas, o tipo: “cheguei!” (sua insegurança faz com que use uma máscara, mecanismo de defesa chamado formação de reação).
O segundo tipo, o que tem sede de poder, considero mais perigoso, inclusive usará de mais truques e de forma sutil para não serem percebidas as suas intenções. Na fase da conquista deixará o/a parceiro/a sentir que está dominando e só após sentir-se seguro/a de ter alcançado seu objetivo irá começar a mostrar “as garras”. Muitos do tipo ciumento também se enquadram aqui.
Encontrei o seguinte gráfico que mostra o resultado da pesquisa feita pelo autor do site:
Como vemos pelos percentuais, 67% estão mais interessados em: um guia para conquistar qualquer mulher ou rapidez na conquista ou como transar com todo tipo de mulher. Somente 33% estão interessados em mudar comportamento ou melhorar o relacionamento.
Que triste! O que pode se esperar desse tipo de homens e que parece ser a maioria?
Não encontrei pesquisa sobre o universo feminino, mas como a web está lotada de blogs e sites sobre seus comportamentos é muito fácil encontrar dicas e receitas sobre tudo que pode ser feito para conquistar “seu homem”. Aff...
Quando eu disse que nunca usei a “arte” da conquista, não foi porque eu fosse uma pessoa muito autoconfiante (quem me dera que com o conhecimento e confiança de hoje eu voltasse a ter uns 30 aninhos), mas simplesmente porque sempre fui espontânea e transparente. É isso que conta mais quando se quer conquistar alguém: ser o que se é realmente.
Você pode não ser bonito/a ou brilhar com frases de efeito numa conversa na balada, mas acredite: cada um é bom em alguma coisa e que pode ser ressaltada de alguma forma no primeiro ou primeiros encontros com o par almejado. Sem falar que sempre haverá alguém que vai se iteressar por você. È só uma questão de ser persistente na busca.
A mentira tem perna curta. Não adianta a mulher fazer caras e pamela bocas, olhares de Pamela Anderson e depois, na cama, o sujeito constatar que ela é ruim de fazer dó como transa.
Do outro lado, o homem que durante a conquista envia flores e fala sobre seus sentimentos, passada a fase vai mostrar que para expressar alguma coisa do que está sentindo vai ser preciso usar um saca-rolhas. rsrs
Ah, e aquele truque ridículo e muito usado, o chamado “tratamento quente e frio” (fase de ir atrás e fase de ignorar o/a parceiro/a)? Deve funcionar com quem está muito carente ou que é muito sem auto-estima, mas é uma tática que pode, muitas vezes, sair pela culatra. Quem já a usou que me contradiga.
Aqueles/as que querem seduzir e conquistar simplesmente por passatempo ou para sentir-se poderoso/a, sigam com seus truques, mas quem está realmente interessado/a em conquistar um parceiro/a para manter um relacionamento pense no que foi exposto aqui.
Um relacionamento deve estar fundamentado, principalmente, em confiança, honestidade e transparência para poder durar e ser satisfatório.
Imagem P.A.:galocego.com.br
Este blog foi criado para você, leitor. E só saberei se você está satisfeito se comentar os posts, ou então, pergunte, questione e sugira temas ou modificações.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A expectativa na relação amorosa

discussao
Um dos assuntos que mais chama a atenção dos humanos são as relações amorosas.
Hoje vamos abordar aqui um dos grandes entraves ao sucesso de uma relação a dois – a expectativa.
Quando alguém começa uma relação afetiva geralmente logo nos primeiros encontros estabelece expectativas sobre o outro. É uma variada gama de características que esperamos ou desejamos encontrar no outro.
Compatibilidades, caráter, simpatias, antipatias,, gênio (humores), hobbies, time de futebol, interesses culturais, tipos de diversão preferidos, ser carinhoso/a, ser bom ou boa de cama, que tipo de família tem, etc. Ou seja, esperamos que todas ou a maioria de nossas expectativas a respeito do outro sejam favoráveis ao nosso gosto ou desejo.
Claro que boa parte dessas expectativas nem são conscientes, mas são elas que vão marcar o relacionamento com sutis nuances de comportamentos reativos de ambos.
Nos primeiros tempos da relação, como a paixão deixa todo mundo cego e burro, os casais passam incólumes por dúvidas e/ou questionamentos. Passado algum tempo, variado para cada casal, cada um começa a ver os “defeitos” do outro e isso se manifesta muito mais nas mulheres por serem mais sensitivas e observadoras do que os homens.
É aí que a relação começa a degringolar. Os mais carentes continuam mantendo a relação assim mesmo, com altos e baixos. Os demais acham por bem terminar a relação e depois de algum tempo começam outra nas mesmas bases fantasiosas.
Fantasiosas? Sim, porque se escolhemos uma pessoa para nos relacionar por características que achamos que ela tem, isso é fantasiar.
Vejam bem, isso é regra geral, mas há exceções. Existem pessoas bem pragmáticas que até “pagam pra ver” e se acertarem sentem que saíram no lucro. Outras, com muito baixa auto-estima não esperam nada do outro porque o que vier, vem bem para elas.
O ideal é não termos expectativas, mas isso é difícil, precisa de muito treino, bastante autoconhecimento e motivação para mudar. Para o que nem todos estão dispostos.
Gente, uma relação de amor real é aquela onde ambos devem caminhar juntos numa mesma direção, independentemente das diferenças ou idiossincrasias de cada um. Quando estamos dividindo nossa vida com alguém é necessário que se obedeça a uma regrinha de ouro: ter tolerância e respeito pelo outro. Ele/ela não é o que eu imaginava? Mesmo assim o/a amo? Então vale a pena investir na relação mesmo que nossas expectativas tenham sido frustradas.
A criação de expectativas não se restringe só às relações amorosas, nós as estabelecemos para quase tudo que se encontra no nosso caminho futuro, por isso tantas e tantas vezes “damos com os burros n’água”. O que é ter uma expectativa? É esperar obter o resultado desejado de uma determinada situação. Quando não o obtemos, ficamos frustrados, dizemos que não temos sorte ou que a culpa é do fulano ou beltrano.
Depois que aprendemos a deixar as coisas fluírem, no seu ritmo natural, tudo começa a ficar mais fácil e as sincronias começam a acontecer. É um longo aprendizado, mas vale a pena!
Foto: http://deboralopesmodaestetica.blogspot.com/2008/09/diferenas-entre-antes-e-depois-de-casar.html

sábado, 12 de junho de 2010

Você ama de verdade?

Aproveitando o dia dos namorados, vamos examinar hoje o que consideramos amor.

O amor é tido como o melhor sentimento do ser humano, talvez porque seja o que mais nos aproxima do Deus de nossa visão.

Só que até este baluarte de nossa “perfeição” já foi e é bastante deturpado.

Há quem acha ou pensa que ama para encobrir uma carência afetiva muito grande, para afastar a solidão, para sentir-se normal (mentalmente falando), para sentir-se melhor consigo mesmo (baixa auto-estima) ou para estar na moda – pertencer ao grupo.

Sim, o amor é muito louvado e também superestimado. Você acha que não? Então vejamos, por exemplo, o amor entre homens e mulheres. Responda sinceramente.

Você, mulher, consegue amar em seu parceiro:

- a característica dele de responder e-mail ou mensagens monossilabicamente?

- o fato dele só fazer carinho quando está querendo sexo?

- ele nunca falar sobre os próprios sentimentos?

- ele só lavar a louça quando você lhe pede?

- quando você está contando como foi o seu dia ele ficar repetindo an-hã, sem realmente estar ouvindo?

E você, homem, consegue amar em sua parceira:

- o fato dela levar mais de hora para se aprontar para sair?

- sua mania de ligar para você várias vezes ao dia sem realmente ter algo importante para falar?

- quando ela se faz de vítima e faz chantagens emocionais?

- quando ela quer discutir a relação?

- quando ela ouve seus recados no telefone ou percebe que ela vasculhou as suas gavetas?

Enfim, ambos, homem ou mulher, conseguem amar cada um dos ditos “defeitos” do seu parceiro?

Quando amamos tudo, absolutamente tudo, no outro é a prova do real amor – o amor incondicional. Só que a humanidade ainda não chegou nesse estágio de evolução. O amor entre homem e mulher é principalmente possessivo.

O ser humano, no geral, pelo fato de amar possessivamente acaba tolhendo e limitando o objeto de seu amor. Depois ainda se perguntam por que a relação não deu certo.

As relações de amor são inerentes à nossa espécie, sejam elas homem x mulher, paternais, maternais ou de amizade.

Pode se melhorar as coisas? Sim, para começar, não criando muitas expectativas logo que começa a relação e depois não querendo controlar o outro ou mudá-lo. Até porque isso não funciona, a mudança sempre vem de dentro de cada um.

Embora considere alguns livros de auto-ajuda bem ineficientes, existe um bastante útil para ajudar os casais: Homens são de Marte, Mulheres são de Vênus. Nesse, pelo menos, você vai descobrir que seu parceiro/a não é nenhuma figurinha rara, que é igual ou parecido/a com os demais de seu respectivo gênero.

Meus queridos, não levem as coisas tão à sério, empreguem o seu tempo curtindo mais e deixando a relação fluir, pois terão mais sucesso.

Feliz dia dos namorados para todos!