"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

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sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Roubo que passa despercebido

roubos
Existe um tipo de roubo que é anterior até à criação e povoamento da Terra: o roubo de energia do outro. O que aconteceu lá atrás não vou tratar aqui porque trata-se de assunto ligado à Cosmogonia, o que não é o escopo do texto de hoje.
O que importa é que saibam ser uma prática antiga e que se manifesta até os dias atuais.
Motivo dessa prática: percepção subjetiva do ser individualizado de não estar recebendo a energia ou força vital da Fonte De Tudo Que É.
Energia ou força vital é o que permeia toda e qualquer forma permitindo-lhe a existência. Desde um simples grão de areia ou bactéria até um ser humano, isto em se tratando de formas físicas densas, aquilo que os nossos cinco sentidos podem perceber, mas no Universo existem outras manifestações, em outras dimensões, como a Física Quântica já está descobrindo.
Voltando ao nosso ambiente, no aqui e agora, como é que a coisa funciona? Quase todo ser humano rouba energia dos seus congêneres, alguns até de plantas. Conhecem o cognome “seca pimenteira”? Pois é, é disso que estou falando.
Que fique bem esclarecido que esse roubo é inconsciente, exceção, talvez, aos invejosos assumidos.
Isso não acontece só entre desconhecidos, conhecidos ou amigos, mas também entre familiares já que é uma atitude inconsciente e não intencional na maior parte das vezes.
Crianças e idosos por se sentirem mais desprotegidos ou sem poder são “adoráveis” e “inocentes” ladrãozinhos. rsrs Este é o principal motivo por cansarem tanto as pessoas que cuidam deles.
Nas relações amorosas este roubo corre solto. Não em todas, claro, mas na maioria porque o ser humanos ainda se liga ao outro por carência e muitos para exercerem poder sobre o outro.
O roubo de energia por outra pessoa pode causar alguns sintomas (senti-los pode variar em função da sensitividade de cada um): bocejos, sensação de fraqueza ou cansaço, tontura, mal estar físico indefinível, dor de cabeça são os mais comuns.
Pessoas que têm muita sede de poder são as que mais roubam energia dos outros.
O desejo de poder está intrinsecamente ligado ao “tirar algo do outro”, seja energia , que é feito despercebidamente, seja algo como um bem físico, posses móveis ou imóveis (dinheiro, jóias, carros, casas, empresas, etc) ou ainda intangíveis como reputação ou cargos profissionais. No ambiente empresarial, nos vultuosos negócios financeiros este “roubo” é bem comum.
O sistema capitalista é o “ninho dos ovos de ouro” para os sedentos de poder já que dentro das regras dele é possível tirar dos outros legalmente, sem ser punido.
Resumindo, se você não quer ter mais sua energia tão roubada, afaste-se das pessoas que lhe causam algum dos sintomas mencionados ou daquelas que você já sabe serem sedentas de poder.
Agora, não se assuste, você sempre terá sua carga de energia vital porque ela está sempre sendo renovada. Se quiser recarregar mais suas baterias, busque a recarga na natureza: caminhar sobre terra ou grama sem calçados, abraçar uma árvore frondosa ou o que sua imaginação ou intuição lhe indicar.
Bom, e algum dia esse roubo de energia vai acabar? Sim. Depende exclusivamente do crescimento em consciência e da evolução dos seres humanos. Atualmente pessoas que já estão mais evoluídas não roubam mais a energia dos outros porque têm consciência de que isso não é preciso.
Imagem:http://grupodereiki.blogspot.com/
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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entender um pouco sobre a palavrinha misteriosa: energia

átomo

Em posts posteriores a energia vai ser uma palavra citada, portanto vamos começar, para aqueles que não conhecem, explicando um pouco sobre energia.

“Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere "ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação” (Wikipedia) já que a palavra tem sua origem no grego – ergos, que quer dizer trabalho.

Podemos dividir a energia em dois tipos, dependendo se ela está em movimento ou armazenada: a energia em movimento chama-se energia cinética ou dinâmica e a energia armazenada chama-se energia potencial.

Estes são os conceitos que usamos aqui em nossa terceira dimensão produzidos pelo conhecimento acumulado até agora.

O conhecimento científico atual, bem como a visão do mundo são produtos da obra de dois grandes homens: Descartes e Newton.

Descartes queria chegar a um método científico inédito em sua época, um método que trouxesse absoluta certeza sobre os fatos investigados.

Após muito estudo e reflexão chegou à seguinte conclusão: todos os fenômenos complexos podem ser entendidos desde que reduzidos a seus componentes básicos – o reducionismo, que virou sinônimo de método científico.

Para ele, o universo material era como se fosse simples máquina, composta de diferentes partes ou peças independentes e desprovidas de um propósito espiritual.

Newton, na sua própria busca de explicações para o mundo material, acatou as idéias de Descartes. O modelo newtoniano de matéria era atomístico (átomo, em grego: indivisível), ele pensava que a matéria era composta de partículas sólidas, duras e impenetráveis que se moviam exclusivamente por causa da atração gravitacional.

Somente com o advento da Física Quântica, no começo do século 20, é que esta visão da matéria sofreu transformação e ... radical!

A teoria quântica ou mecânica quântica foi formulada por um grupo de físicos, entre os quais Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Louis De Broglie, Erwin Schrödinger, Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg e Paul Dirac.

A Física Quântica veio demonstrar que o átomo não é aquela partícula sólida que se supunha, mas sim, um elemento vibrátil que está em constante movimento.

A característica mais interessante do átomo é que ele é mais espaço vazio do que matéria. O átomo é enorme em relação ao tamanho do núcleo. Fritjof Capra faz a seguinte comparação: se o átomo tivesse o tamanho da abóbada da Catedral de São Pedro (Vaticano) o núcleo teria o tamanho de um grão de sal.

O porquê do nome quântica :

Max Planck provou que toda energia não é irradiada de forma contínua, mas em “pacotes individuais” que Einstein chamou de quanta.

Em primeiro lugar, para aceitar a Física Quântica, temos de nos libertar do raciocínio cartesiano/newtoniano e esse é o maior obstáculo que os físicos têm enfrentado.

Já no início dos experimentos com átomos os dados obtidos deixaram os cientistas atônitos, pois os eventos no nível quântico são de natureza totalmente estranha e indeterminada, tudo são possibilidades, não há condições de prever resultados. Citando Capra: “o paradoxo partícula/onda forçou os físicos a aceitarem um aspecto da realidade que contestava o próprio fundamento da visão mecanicista do mundo - o conceito de realidade da matéria. Em nível subatômico a matéria não existe com certeza em lugares definidos, em vez disso mostra “tendências para existir” e os eventos atômicos não ocorrem com certeza em tempos definidos e de maneiras definidas, mas antes mostram “tendências para ocorrer”.(O Ponto de Mutação. Ed. Cultrix)

A substância quântica é ao mesmo tempo onda e partícula, mas somente uma delas está disponível num determinado momento. Não se consegue medir ao mesmo tempo a posição exata de um elétron (quando ele se manifesta como partícula) e sua velocidade (quando ele se manifesta como onda).

O mundo que percebemos é real? Os objetos, os seres, a matéria em geral é tudo sólido? Para responder estas questões temos duas explicações na Física Quântica:

a) dentro do átomo os elétrons assumem uma velocidade altíssima, em torno de 960 km/seg. Isso faz com que o átomo aparente ser uma esfera rígida, como acontece com a hélice de um ventilador que girando em alta velocidade parece-nos como um disco.

b) a função de onda do elétron entra em colapso quando interage com outro sistema físico mais amplo, como um aparelho de medição ou o cérebro do observador, assumindo então o aspecto partícula e o modo especial que escolhemos para observar a realidade também determina o que veremos.

Portanto, o mundo não é sólido, é constituído por energia e esta toma forma através do pensamento daqueles que dele participam. A mente de todos é que mantém os átomos e moléculas aglutinados em determinada forma (colapso da função de onda).

O prêmio Nobel Ylya Prigogine assim se manifestou a respeito: “Seja o que for que chamemos realidade, ela só nos é revelada através de uma construção ativa da qual participamos.”

Então vejam: o mundo que vemos, a nossa tão preciosa realidade nada mais é que um constructo que depende da concordância da grande maioria ou seja, pode mudar se assim o quisermos e tivermos a intenção. Os xamãs fazem isso há milênios.

Os indianos, sempre disseram que o mundo em que vivemos é maya=ilusão. Os ocidentais, principalmente acadêmicos e cientistas já riram muito disso, no entanto a Física Quântica agora nos prova sua razão.

Para finalizar é importante lembrar que tudo, absolutamente tudo é energia, inclusive nossos pensamentos, nossos sonhos à noite, nossos desejos, nossas emoções ...tudo.