"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma explicação não cartesiana para consciência

consciência

O texto a seguir é do site Spirit Science and Metaphysics. Considero oportuno postá-lo aqui porque se trata da validação de um cientista renomado de assuntos que expomos neste blog. Negritos por minha conta.

“Um livro intitulado "O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo" agitou a Internet, porque contém uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre, e ela pode durar para sempre. O autor desta publicação, o cientista Dr. Robert Lanza, que foi eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço

Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. Antes ele ficou conhecido por sua extensa pesquisa que tratava com células-tronco, também era famoso por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.

Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva, deu à luz a nova teoria do biocentrismo, que o professor vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo. É a consciência que cria o universo material, e não o contrário.

Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e que as leis, forças, e as constantes do universo parecem ser afinadas para a vida, o que implica inteligência existindo antes da matéria. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas, mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos espaço e tempo em torno de nós “como tartarugas com conchas." O que significa que quando a casca sai (espaço e tempo), nós ainda existimos.

A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe, só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer, mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência, então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de cabos recebe sinais de satélite, então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade, a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior da mesmo. Em outras palavras, é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo, o corpo pode estar morto. Em outro ele continua a existir, absorvendo consciência que migrou para esse universo. Isto significa que uma pessoa morta, enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante em que ele ou ela uma vez habitou. E assim por diante, infinitamente. É quase como um efeito “boneca russa” cósmico de vida após vida.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos, onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo-biocentrismo. Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff, uma experiência de quase-morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário de explicações materialistas da consciência, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa de consciência que pode, talvez, apelar para a mente racional científica e as intuições pessoais.

Consciência reside, de acordo com Stuart e físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais, que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte, essa informação é liberada do corpo, o que significa que a  consciência vai com ela. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram redução objetiva orquestrada (Orch-OR).

Consciência, ou pelo menos proto-consciência, é teorizado por eles como sendo uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. Em um desses esquemas - “experiência proto- consciente” é uma propriedade básica da realidade física, acessível ao processo quântico associado com atividade cerebral.

Nossas almas estão, de fato, construídas a partir da própria estrutura do universo - e podem ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência, que é não-material e vai viver após a morte de seu corpo físico?

(...) Esta explicação de consciência quântica explica coisas como experiências de quase-morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação , sem a necessidade de recorrer a ideologias religiosas. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento, e nesse meio tempo, ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade, e, possivelmente, em outro universo.”

Fonte: http://www.spiritscienceandmetaphysics.com/scientists-claim-that-quantum-theory-proves-consciousness-moves-to-another-universe-at-death/

Imagem: http://www.spiritscienceandmetaphysics.com

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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

EQM ou Experiência de Quase Morte

EQM

O assunto é meu conhecido já há bastante tempo, mas recentemente tomei conhecimento de um caso específico que me chamou a atenção por tratar-se do relato de um neurocirurgião, que até a data de seu coma, era um cientista cético e materialista como os demais e que acreditava que consciência era apenas uma ilusão criada pelo funcionamento bioquímico do cérebro.

Em 2008 o Dr. Eben Alexander foi levado ao hospital, já inconsciente, devido a uma meningite bacteriana (e. coli). Durante seis dias esteve em coma devido aos estragos causados pela bactéria em seu cérebro e também sedado por causa das convulsões que apresentava na chegada ao hospital e posteriormente quando a sedação diminuía.

Após seu restabelecimento refletiu muito sobre o que tinha lhe acontecido, enquanto em coma, procurando explicações científicas para o sucedido. Considerou e rejeitou como possíveis causas para sua experiência:

1) Programa do tronco cerebral primitivo

2) Recordação distorcida de memórias do sistema límbico

3) Bloqueio glutamato endógeno com excito-toxidade

4) DMT de despejo

5) Preservação isolada de regiões corticais do cérebro

6) Perda de neurônios inibitórios que levam a altos níveis de atividade entre redes neuronais excitatórias para gerar uma aparente "hiper-realidade"

7) A ativação do tálamo, gânglios basais e “tempestade de idéias” para criar uma experiência de hiper-realidade

8) Fenômeno reboot (reinicialização)

9) Geração de memória incomum através de vias visuais arcaicas. (http://www.naturalnews.com/037917_Proof_of_Heaven_afterlife_Creator.html )

Discutiu seu caso com colegas e finalmente nada encontrando que explicasse cientificamente o que lhe tinha ocorrido resolveu escrever um livro contando sua experiência, mesmo que isso lhe trouxesse o escárnio do meio científico, que chamou de “Proof of Heaven” (prova do céu).

Durante os seis dias em estado comatoso ele “viajou”, nas asas de uma borboleta acompanhado por uma linda moça de olhos azuis, por lugares lindos e de muita paz. “Finalmente Alexander entrou em um vazio infinito imenso, completamente escuro, mas também repleto de uma luz de um Orbe brilhante. Estava agora no núcleo. The Orb foi o seu companheiro, mas dentro do núcleo, permeando-o, era a Fonte, o Deus Criador. Através do Orbe, Deus revelou muitos segredos e mistérios da existência para Eben, conhecimento que ele recebeu instantaneamente e diretamente e armazenado sem memorização-conhecimento que o levará a uma vida inteira para processar.” (http://iands.org/news/news/front-page-news/970-esquire-article-on-eben-alexander-distorts-the-facts.html )

A neurociência informa que para manter a consciência, a pessoa precisa ter o córtex e o tronco cerebral funcionando perfeitamente e esse não foi o caso do Dr. Alexander, pois “em seu coma foi mostrada atividade zero do cérebro superior. Ele somente foi mantido vivo pelo aparelho respirador e fluidos intravenosos. Os médicos assistentes logo concluíram que o Dr. Alexander iria morrer em questão de dias e que, mesmo que ele vivesse, seria um "vegetal" com função cerebral limitada. Estatisticamente, a taxa de mortalidade para pacientes com infecções de escherichia coli do cérebro é de 97%.” (http://www.naturalnews.com/037917_Proof_of_Heaven_afterlife_Creator.html )

Há também um detalhe da estória que ratifica a experiência vivida pelo médico. Ele tinha sido adotado aos quatro meses de idade. Somente um ano antes do coma ele finalmente reencontrou seus pais biológicos e ficou sabendo que tinha tido uma irmã, mas que esta havia morrido há nove anos.

Após quatro meses da saída do hospital, o Dr. Alexander teve acesso a uma fotografia da irmã falecida e, para seu espanto, nela reconheceu a moça que o tinha acompanhado na asa de borboleta durante a experiência EQM.

“Cada experiência de quase-morte é única, mas há uma série de elementos comuns. A maioria das EQMs têm algum subconjunto desses elementos: a sensação de paz e ausência de dor, um sentimento de ser separado do corpo físico, uma transição para um nível mais alto (por vezes através de um túnel), estar em um lugar paradisíaco de beleza esmagadora , encontrando entes queridos falecidos, estar na presença de um ser de luz ou de algum outro ser espiritual, ter uma revisão de vida, sendo transportado para um local de puro Amor e de Sabedoria, atingindo uma barreira ou sendo dito você deve voltar e, finalmente, voltando para o corpo físico.” (http://iands.org/news/news/front-page-news/970-esquire-article-on-eben-alexander-distorts-the-facts.html ) A experiência EQM do Dr. Alexander mostra alguns desses elementos.

É importante notar que os acontecimentos durante a EQM são interpretados pelos sujeitos de acordo com suas crenças e vivências pessoais. O Dr. Alexander interpretou o Orbe como Deus e o espaço onde se encontrava como céu. Embora não fosse religioso, não podemos esquecer que seu país é profundamente influenciado pela religião cristã.

Pensem a respeito e tirem suas conclusões sobre a veracidade ou não da vida após morte.

Imagem: pensaralem.wordpress.com

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domingo, 10 de fevereiro de 2013

Experiências fora do corpo – parte I

EFC

Robert Monroe, engenheiro e jornalista, no ano de 1958, começou a passar por estranhas experiências fora do corpo (também chamadas viagens extrafísicas, desdobramento, projeção ou viagem astral). De início suas saídas extracorpóreas aconteciam espontaneamente, sem que ele tivesse tido vontade disso ou comando sobre as mesmas. aos poucos, conforme o tempo passava, foi se acostumando com as saídas e finalmente as programava, saindo do corpo por vontade própria.

A partir daí todo um novo universo se descortinou para Monroe, mudando sua visão de mundo e inclusive sua fisiologia. Ele relata suas viagens e descobertas no livro Viagens fora do corpo, Ed. Record, 1971.

Como cientista que era, e até por instinto de preservação, quis pesquisar sobre o assunto e o caminho levou-o para longe das religiões, parapsicologia e disciplinas orientais, pois aí não encontrou a confirmação científica que procurava. Quase nada encontrando resolveu, lá pelos anos 70, junto com alguns colaboradores, todos profissionais de grau universitário, fundar um instituto para pesquisar e desenvolver técnicas de saída do corpo – o Instituto Monroe de Ciências Aplicadas.

O laboratório de testes consistia em três cabines de isolamento com uma cama com colchão d’água aquecida, controle de ar, temperatura e acústica. Todas as três ligadas separadamente à sala de controle onde eram registrados sinais fisiológicos dos participantes: EEG (eletroencefalografia) com oito canais, EMG (tônus muscular), pulsação e voltagem corporal.

Seus experimentos com os voluntários “pacientes” eram à noite o que acarretou que muitos acabavam dormindo durante as sessões. Como Monroe era engenheiro de som, pensou em utilizar sons para manter os pacientes acordados num estado de pré-sono e plenamente conscientes. Pôs mãos à obra e criou o que chamou de FFR (Frequency Following Response) ou Resposta Imediata à Frequência. Introduzindo certos tipos de sons nos ouvidos dos participantes descobriram que havia uma resposta elétrica semelhante nas suas ondas cerebrais e controlando essas freqüências de ondas conseguiam manter a pessoa acordada ou fazê-la dormir.

A partir de então Monroe e sua equipe alcançaram considerável progresso em seus experimentos. Com a divulgação de seus trabalhos começaram os convites para palestras e posteriormente para experimentos com vários participantes na forma de workshops. À época do lançamento de seu livro Viagens além do universo (1985), milhares de pessoas já tinham participado dessas experiências de saída do corpo assistidas pela equipe do Instituto.

Monroe deu palestras em grandes universidades americanas e organizações como o Smithsonian Institution e apresentou estudos sobre o assunto à Associação Psiquiátrica Americana. Seu trabalho foi sempre acompanhado por psicólogos e psiquiatras.

Estudos realizados após a publicação do livro Viagens fora do corpo indicaram que uma a cada quatro pessoas teve, no mínimo, uma experiência extracorporal espontânea (eu já tive umas cinco das quais me lembro).

A leitura dos livros de Monroe foi uma das mais instigantes que já chegou às minhas mãos. Seu conteúdo ratifica outras leituras minhas sobre expansão de consciência e confirma a existência de outras realidades bem como a reencarnação.

Já disse aqui e volto a dizer: somos muito, mas muito ignorantes a respeito do que é a realidade e o universo. Infelizmente as religiões ocidentais se encarregaram de nos condicionar com conceitos e crenças bobas e limitantes. Não temos a menor ideia do que nos rodeia que não conseguimos ver com os olhos físicos.

Os anos todos que Monroe despendeu em suas “viagens” fora do corpo o levaram a ter uma diferente visão de mundo, espaço e tempo.

Esta é a mensagem que os monitores do Instituto Monroe fornecem para os participantes memorizarem antes de iniciar seus experimentos fora do corpo:

“Sou mais do que o meu corpo físico. Por ser mais do que matéria física, posso perceber aquilo que é maior do que o mundo físico.

Assim, desejo me expandir, experimentar: conhecer, compreender, controlar, utilizar as energias e sistemas energéticos superiores que possam ser benéficos e construtivos para mim e para aqueles que me seguem.

Também desejo a ajuda e cooperação, a compreensão dos indivíduos cuja sabedoria, evolução e experiência são iguais ou maiores que as minhas. Peço a eles orientação e proteção contra qualquer influência ou força que possa me proporcionar menos do que os meus desejos expressos.” (livro Viagens além do universo)

Esta mensagem se justifica porque Monroe constatou que ele e outros participantes entravam em contato com outras entidades (algumas constituídas só de luz, mas também algumas desencarnadas de corpos físicos).

Aos céticos, sugiro assistirem este vídeo sobre um paciente sob anestesia geral que experimenta uma saída do corpo: http://www.youtube.com/watch?v=8GoVFGsLmzk&feature=youtu.be

Imagem: http://www.viagemastral.com/

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