"No Egito as bibliotecas eram chamadas Tesouro dos remédios da alma. De fato é nelas que se cura a ignorância, a mais perigosa das enfermidades e a origem de todas as outras.”

(Jacques Bossuet).

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segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Uma explicação não cartesiana para consciência

consciência

O texto a seguir é do site Spirit Science and Metaphysics. Considero oportuno postá-lo aqui porque se trata da validação de um cientista renomado de assuntos que expomos neste blog. Negritos por minha conta.

“Um livro intitulado "O biocentrismo: Como a vida e a consciência são as chaves para entender a natureza do Universo" agitou a Internet, porque contém uma noção de que a vida não acaba quando o corpo morre, e ela pode durar para sempre. O autor desta publicação, o cientista Dr. Robert Lanza, que foi eleito o terceiro mais importante cientista vivo pelo NY Times, não tem dúvidas de que isso é possível.

Além do tempo e do espaço

Lanza é um especialista em medicina regenerativa e diretor científico da Advanced Cell Technology Company. Antes ele ficou conhecido por sua extensa pesquisa que tratava com células-tronco, também era famoso por várias experiências bem sucedidas sobre clonagem de espécies animais ameaçadas de extinção.

Mas não há muito tempo, o cientista se envolveu com física, mecânica quântica e astrofísica. Esta mistura explosiva, deu à luz a nova teoria do biocentrismo, que o professor vem pregando desde então. O biocentrismo ensina que a vida e a consciência são fundamentais para o universo. É a consciência que cria o universo material, e não o contrário.

Lanza aponta para a estrutura do próprio universo e que as leis, forças, e as constantes do universo parecem ser afinadas para a vida, o que implica inteligência existindo antes da matéria. Ele também afirma que o espaço e o tempo não são objetos ou coisas, mas sim ferramentas de nosso entendimento animal. Lanza diz que carregamos espaço e tempo em torno de nós “como tartarugas com conchas." O que significa que quando a casca sai (espaço e tempo), nós ainda existimos.

A teoria sugere que a morte da consciência simplesmente não existe, só existe como um pensamento porque as pessoas se identificam com o seu corpo. Eles acreditam que o corpo vai morrer, mais cedo ou mais tarde, pensando que a sua consciência vai desaparecer também. Se o corpo gera a consciência, então a consciência morre quando o corpo morre. Mas se o corpo recebe a consciência da mesma forma que uma caixa de cabos recebe sinais de satélite, então é claro que a consciência não termina com a morte do veículo físico. Na verdade, a consciência existe fora das restrições de tempo e espaço. Ela é capaz de estar em qualquer lugar: no corpo humano e no exterior da mesmo. Em outras palavras, é não-local, no mesmo sentido que os objetos quânticos são não-local.

Lanza também acredita que múltiplos universos podem existir simultaneamente. Em um universo, o corpo pode estar morto. Em outro ele continua a existir, absorvendo consciência que migrou para esse universo. Isto significa que uma pessoa morta, enquanto viaja através do mesmo túnel acaba não no inferno ou no céu, mas em um mundo semelhante em que ele ou ela uma vez habitou. E assim por diante, infinitamente. É quase como um efeito “boneca russa” cósmico de vida após vida.

Alma

Assim, há abundância de lugares ou outros universos, onde a nossa alma poderia migrar após a morte, de acordo com a teoria de neo-biocentrismo. Mas será que a alma existe? Existe alguma teoria científica da consciência que poderia acomodar tal afirmação? Segundo o Dr. Stuart Hameroff, uma experiência de quase-morte acontece quando a informação quântica que habita o sistema nervoso deixa o corpo e se dissipa no universo. Ao contrário de explicações materialistas da consciência, Dr. Hameroff oferece uma explicação alternativa de consciência que pode, talvez, apelar para a mente racional científica e as intuições pessoais.

Consciência reside, de acordo com Stuart e físico britânico Sir Roger Penrose, nos microtúbulos das células cerebrais, que são os sítios primários de processamento quântico. Após a morte, essa informação é liberada do corpo, o que significa que a  consciência vai com ela. Eles argumentaram que a nossa experiência da consciência é o resultado de efeitos da gravidade quântica nesses microtúbulos, uma teoria que eles batizaram redução objetiva orquestrada (Orch-OR).

Consciência, ou pelo menos proto-consciência, é teorizado por eles como sendo uma propriedade fundamental do universo, presente até mesmo no primeiro momento do universo durante o Big Bang. Em um desses esquemas - “experiência proto- consciente” é uma propriedade básica da realidade física, acessível ao processo quântico associado com atividade cerebral.

Nossas almas estão, de fato, construídas a partir da própria estrutura do universo - e podem ter existido desde o início dos tempos. Nossos cérebros são apenas receptores e amplificadores para a proto-consciência que é intrínseca ao tecido do espaço-tempo. Então, há realmente uma parte de sua consciência, que é não-material e vai viver após a morte de seu corpo físico?

(...) Esta explicação de consciência quântica explica coisas como experiências de quase-morte, projeção astral, experiências fora do corpo e até mesmo a reencarnação , sem a necessidade de recorrer a ideologias religiosas. A energia de sua consciência potencialmente é reciclada de volta em um corpo diferente em algum momento, e nesse meio tempo, ela existe fora do corpo físico em algum outro nível de realidade, e, possivelmente, em outro universo.”

Fonte: http://www.spiritscienceandmetaphysics.com/scientists-claim-that-quantum-theory-proves-consciousness-moves-to-another-universe-at-death/

Imagem: http://www.spiritscienceandmetaphysics.com

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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

É possível tudo “ver” e memorizar?

gorila

Já falamos aqui no blog sobre como nossa percepção pode nos enganar sobre a realidade que nos circunda. Além dos quesitos já apontados, dependemos também de nossa capacidade de atenção e memória para nos apropriar convenientemente da realidade.

Cristopher Chabris e Dan Simons, psicólogos norteamericanos, publicaram um livro chamado O Gorila Invisível onde detalham ilusões do dia a dia que influenciam nossa vida: ilusões de atenção, memória, confiança, saber, causa e potencial. Aqui vamos nos deter na capacidade de atenção e memória.

Os autores apontam que mesmo sabendo o quanto nossas convicções e palpites são equivocados continuamos obstinadamente resistentes a mudanças.

O título do livro refere-se a um experimento que ambos fizeram com estudantes de Psicologia da Universidade de Harvard. No experimento os participantes tinham de assistir a um vídeo onde algumas pessoas fazem passes de bola umas para as outras. Metade delas estão de camiseta branca e as outras de camiseta preta. Os participantes tinham de contar quantos passes eram feitos entre as pessoas vestindo camisetas brancas.

Os estudantes acertaram o número de passes, mas deixaram de ver um “gorila” que de repente cruza o ambiente onde estão os jogadores. Essa falha é chamada de cegueira não intencional ou cegueira por desatenção, termo que parece ter sido cunhado por Arien Mack e Irvin Rock, que escreveram um livro com esse nome

Após experimentos realizados, eles concluíram que quando a atenção é absorvida por uma tarefa visual exigente, é como se a pessoa tivesse um ponto cego para outras coisas.

“Por que isso acontece? Trata-se apenas do jeito como nossas mentes funcionam?

Você poderia chamá-lo de um efeito colateral da maneira como a mente é projetada. Outros pesquisadores descobriram que quando você prestar atenção a alguns aspectos de seu mundo visual, os sistemas do cérebro responsáveis por processar o que você está prestando atenção aumentam a atividade. Isso é parte do que é a atenção. É dedicar mais poder de processamento de informações para o que você está prestando atenção. Ele permite que você faça coisas com um estímulo que você não poderia fazer de outra forma. Por exemplo, você pode seguir uma bola movendo-se a velocidades muito altas, mas não pode fazer isso sem prestar atenção.

O fato de que podemos prestar atenção nos dá grande vantagem, aumenta o poder computacional do cérebro no que diz respeito ao que nós estamos prestando atenção, mas o custo é que diminui o processamento de informação feito noutro local. A atenção é uma habilidade maravilhosa, mas de certa forma, é como um jogo de soma zero, tira o nosso poder de perceber objetos inesperados. Isso surpreende as pessoas. Sua intuição é que essas coisas vão agarrar sua atenção. Acontece que a atenção pode ser dedicada tão fortemente a uma coisa que você absolutamente não percebe outras coisas.

Cegueira por desatenção e os outros exemplos em seu livro são conhecidos como "ilusões diárias." Como você define esse termo?

São ilusões sobre a forma como a nossa mente funciona. Pensar que você vai notar tudo de importante que acontece é uma ilusão sobre como sua mente funciona. Pensar que você vai se lembrar de coisas com mais detalhes e com mais precisão do que você faz é uma ilusão sobre como sua mente funciona. Quanto mais pensa sobre eles, mais percebe o grande papel que desempenham no comportamento e decisões todos os dias. Você não precisa de equipamentos especiais para experimentar isto. Elas acontecem o tempo todo na vida cotidiana.

A mídia tem sido conhecida por desancar políticos que contam histórias sobre o seu passado, que não aconteceram com eles. Mas de acordo com o seu trabalho eles poderiam estar sofrendo do que você chama de "a ilusão da memória." Descreva isso.

Quando os políticos dizem algo sobre seu próprio passado que não é verdade, o debate sempre se inflama. Eles são mentirosos? Eles estão perdendo a razão? Mas esta é a maneira como a memória funciona. Ela não é tão perfeita como pensamos. A ilusão da memória é a nossa maneira de resumir os resultados de décadas de pesquisas sobre o funcionamento da memória. Memória não funciona como uma câmera de vídeo. Não grava tudo o que acontece com você. É tendenciosa em formas sistemáticas. Normalmente, nossas lembranças têm-nos no centro da ação muito mais do que realmente foram. Nossas memórias nos fazem parecer melhor do que somos e nossas memórias também tendem a conformar-se ao que se espera que aconteça e perder detalhes sem importância.

Há algo que possamos fazer para melhorar a forma como a nossa mente funciona?

Nós estamos trabalhando em um novo livro, que vai tentar responder a essa pergunta. Sabendo que nossas mentes são limitadas dessa maneira, podemos ver o que está faltando? Podemos saber quando poderia estar em território cognitivo perigoso e precisamos prestar atenção extra ou repensar os pressupostos ou questionar o nosso conhecimento? Parte da resposta é aprender mais sobre como sua mente funciona. O próximo passo é ser mais honesto com você mesmo sobre o seu próprio nível de conhecimento. Muitas más decisões são feitas quando as pessoas superestimam seu próprio conhecimento. Adotar uma atitude de humildade sobre o seu próprio conhecimento é crucial.

Então você pode começar a pensar em maneiras específicas de ver o que está perdendo - talvez procurando por mais informações relevantes para a sua decisão. Você pode refletir sobre seus próprios processos de tomada de decisão. Eu estava usando toda a informação que eu deveria ter? Eu estava tirando conclusões precipitadas?” (http://www.smartplanet.com/blog/pure-genius/qa-christopher-chabris-psychology-professor-on-everyday-illusions/)

Excelentes sugestões as ofertadas pelo Dr. Chabris, principalmente para aqueles que se consideram sempre “certos” sobre tudo. rsrs

Aqui vai o link de uma das versões que existem no Youtube sobre o experimento citado acima. Quando o vídeo começa você deve contar quantos passes são dados entre os jogadores de camisa branca.

http://www.youtube.com/watch?v=2pK0BQ9CUHk

Imagem: http://www.smartplanet.com/

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Você é produto da evolução de um macaco ou de um desenho inteligente?

Design inteligente

Assistindo ao vídeo que indico ao final, refleti que toda a polêmica suscitada sobre o Design Inteligente não existiria se não houvessem criado religiões na antiguidade. O DI seria hoje uma ciência que nos explicaria cientificamente a criação do Universo (não essa teoria furada do Big Bang) e dos seres vivos.

Vamos, primeiramente, explicar sucintamente o que é o DI para aqueles que desconhecem.

Certas características do universo e dos seres vivos são mais bem explicadas por uma causa inteligente, e não por um processo não-direcionado como a seleção natural". (Discovery Institute)

Alguns biólogos evolucionários concordam que a mutação e a seleção natural não respondem sozinhos pela complexidade da vida, contudo é uma minoria de mentes abertas. A maioria defende com unhas e dentes a teoria Darwinista.

William Dembski elaborou o que, para ele, é um método infalível para detectar design. Esse método é um processo de eliminação que faz três perguntas sobre tudo que é encontrado na natureza:

- há uma lei que o explica?

- o acaso o explica?

- o design o explica?

A resposta da comunidade científica à abordagem dos três argumentos de Dembski para identificar design é quase a mesma resposta ao argumento da complexidade especificada. A maioria dos cientistas observa que ele não é, na verdade, um teste positivo para design, mas sim um teste negativo para eliminar o acaso e a necessidade. O processo de eliminação não pode levar a nenhuma conclusão definitiva no mundo da ciência.

De modo geral, a objeção mais significativa da comunidade científica ao design inteligente como teoria científica é que ele não é empírico. Os cientistas não podem testar, nem contestar, a presença do design. Os cientistas alegam que, por sua natureza, o design inteligente não é um argumento científico, mas sim filosófico.” ((http://pessoas.hsw.uol.com.br/design-inteligente1.htm )

Quem está com a razão? Do meu leigo modo de ver: ambos - até certo ponto.

Parece que a teoria do DI vem desde 1984, mas somente agora alcançou visibilidade. Nos Estados Unidos já causou muita celeuma e inclusive demissões de importantes acadêmicos, como Rchard Von Sternberg que foi forçado a demitir-se do Smithsonian Institute porque publicou um artigo de outro cientista apoiador do Design Inteligente. E, se assistirem ao vídeo, verão que há muitos outros.

O vídeo/documentário é apresentado por Ben Stein (escritor e comentarista político e econômico estadunidense) e sua preocupação ao realizar o documentário deveu-se ao seu temor de que a liberdade de expressão e posicionamento esteja em risco de extinção. Com efeito, se cientistas e acadêmicos não podem manifestar uma opinião contrária à do “stablisment” (teoria Darwinista) sem perder seus empregos, estamos enfrentando o que Ben Stein chama de “Gulag intelectual”.

Nos USA a discussão é acirrada porque os evolucionistas dizem que os seguidores do DI querem, na realidade, que a mesma seja ensinada junto com a evolução em aulas de ciências nas escolas públicas e dizem que o DI nada mais é do que criacionismo sob nova roupagem pseudocientífica.

Além disso, há alegações generalizadas de que a maioria do dinheiro do Instituto Discovery (principal responsável pela divulgação do DI) vem de indivíduos e organizações fundamentalistas cristãs, sobretudo os milhões de dólares doados pelo filantropo Howard Ahmanson, um cristão evangélico.” (http://pessoas.hsw.uol.com.br/design-inteligente1.htm)

Está, portanto, declarada a guerra entre ateísmo e religião. O x da questão é que os evolucionistas ateus se baseiam na bíblia para externar seu repúdio ao criacionismo; no que concordo com eles, pois a bíblia conta histórias absolutamente inverossímeis.

Se não houvessem religiões e a bíblia, o DI já seria aceito há muito tempo, os cientistas teriam prestado mais atenção ao que a natureza nos diz sem o entrave do preconceito. Veja o que diz o post O que é um pseudocético.

Eu acredito na capacidade da ciência de nos revelar o mundo em que vivemos, mas não consigo aceitar cientistas preconceituosos e travados em suas posições pétreas. Isso só atrasa o desenvolvimento da ciência e o conhecimento humano. Não sou bióloga, mas do que li nos argumentos dos seguidores do Design Inteligente, muita coisa faz todo o sentido e as contra-argumentações dos evolucionistas vêm carregadas de repúdio sem oferecer uma explicação mais adequada por falta de pesquisa a respeito. Ou seja, é um assunto que necessita de mais pesquisa, o que não acontecerá se os cientistas fincarem pé em suas posições já estabelecidas.

Esta é uma característica dos cientistas e acadêmicos em geral de todas as áreas do conhecimento humano, colocarem num pedestal intocável suas teorias, postulados, etc. Devemos lembrar o que Schopenhauer já dizia: Toda grande verdade passa por três estágios: Primeiro é ridicularizada, segundo é violentamente combatida e terceiro, é aceita como óbvia.” Até a teoria da relatividade de Einstein foi combatida quando ele a formulou. Lembrar também que a ciência já disse que o Sol girava ao redor da Terra.

Pessoalmente considero a teoria do Design Inteligente muito mais adequada às complexidades dos seres vivos e também do Universo do que a teoria evolucionista e o Big Bang.

Reflitam, pesquisem e tirem sua própria conclusão, lembrando que a mente é como paraquedas, só funciona aberta. rsrs

Este é o vídeo citado: http://www.youtube.com/watch?v=sqmr5qMz7lE

Imagem: http://seteantigoshepta.blogspot.com.br

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sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Coitados dos diferentes! (Kaspar Hauser)

kaspar-hauser

“O que são de fato os homens sem aquilo que a sua cultura faz deles?” (Clifford:Gertz em A interpretação das culturas. Ed. Guanabara)

Já postei aqui sobre os diferentes , pessoas que muitas vezes se sentem infelizes por se perceberem excluídas dos “politicamente corretos” ou “politicamente aceitos”.

Ser diferente não deveria ser um estigma, mas infelizmente na nossa hipócrita e condicionada sociedade assim o é. Há tempos assisti um filme que mostra brilhantemente como a sociedade se comporta com os diferentes. O filme é “O enigma de Kaspar Hauser” do aclamado diretor Werner Herzog. É baseado em uma história verdadeira ocorrida em Nuremberg entre 1828 e 1833.

“Hauser passou os primeiros anos de sua vida aprisionado numa cela, não tendo contacto verbal com nenhuma outra pessoa, fato esse que o impediu de se expressar em um idioma. Porém, logo lhe foram ensinadas as primeiras palavras, e com o seu posterior contato com a sociedade, ele pode paulatinamente aprender a falar, da mesma maneira que uma criança o faz. Afinal, ele havia sido destituído somente de uma língua, que é um produto social da faculdade de linguagem, não da própria faculdade em si. A exclusão social de que foi vítima não o privou apenas da fala, mas de uma série de conceitos e raciocínios, o que fazia, por exemplo, que Hauser não conseguisse diferenciar sonhos de realidade durante o período em que passou aprisionado.

Hauser, supostamente com quinze anos de idade, foi deixado em uma praça pública de Nuremberg, em 26 de maio de 1828, com apenas uma carta endereçada a um capitão da cidade, explicando parte de sua história, um pequeno livro de orações, entre outros itens que indicavam que ele provavelmente pertencia a uma família da nobreza.

Entre as idiossincrasias originadas pelos seus anos de solidão, Hauser odiava comer carne e beber álcool, já que aparentemente havia sido alimentado basicamente por pão e água. Aprendeu a falar, a ler e a se comportar, e a sua fama correu a Europa, tendo ficado conhecido à época, como o "filho da Europa". Obteve um desenvolvimento do lado direito do cérebro notoriamente maior que o do esquerdo, o que teoricamente lhe proporcionou avanços consideráveis no campo da música.

Hauser foi assassinado com uma facada no peito, em Dezembro de 1833, nos jardins do palácio de Ansbach. As circunstâncias e motivações ou autoria do crime jamais foram esclarecidas, apesar da recompensa de 10.000 Gulden (c. 180.000,00 Euros) oferecida pelo rei Luís I da Baviera.” (Wikipédia)

Sua história já foi motivo de muitas análises por psicólogos, sociólogos etc.. O que mais chama a atenção é a forma como foi visto e tratado pela sociedade da época.

“O século XIX, época em que Kaspar Hauser viveu, foi um período marcado pela perspectiva positivista, evolucionista e desenvolvimentista. A visão de que havia um modelo de civilização e de desenvolvimento a ser alcançado, tanto pelos homens, como pelas sociedades, estava em seu auge. Todos aqueles que não correspondiam ao protótipo do homem "civilizado" eram classificados como primitivos, atrasados e deveriam ser "ajudados" a alcançar graus mais avançados na escala de desenvolvimento e evolução. É dentro dessa visão de mundo que Kaspar Hauser vai ser socializado.”

(...) “A forma diferente como ele percebia a realidade parecia suficiente para que fosse visto como "diferente," estranho, o "outro" pela sociedade da época.”

(...) “Os objetos não eram percebidos por K. Hauser da forma como a prática social definia previamente, ou seja, K. Hauser estava despido dos "filtros" e estereótipos culturais que condicionam a percepção e o conhecimento. Tais "filtros" ou estereótipos, por sua vez, são garantidos e reforçados pela linguagem.”

“Tanto Masson (1997), quanto Herzog (1974) e Blikstein (1983), apontam para o fato de que após algum tempo de convivência com a comunidade de Nuremberg, Kaspar Hauser passa a representar um incômodo, pois vê a realidade, que aos olhos dos outros estava tão bem ordenada, com outros olhos: os olhos "subversivos" que não aceitam os referenciais que a sociedade insiste em lhe impor, negando, de certa forma, a ordem social vigente. Ele olha as pessoas, os objetos e as situações com o espanto e a perplexidade de um olhar "puro," sem "filtros" ou estereótipos perceptuais. A sua aproximação cognitiva da realidade é direta, ou seja, percebe o mundo de uma maneira ainda não programada pela estereotipia cultural.”

Nesse sentido, Blikstein (1983) afirma que o que concebemos como realidade é apenas uma ilusão, pois a práxis opera em nosso sistema perceptual, ensinando-nos a "ver" o mundo com os "óculos sociais" e gerando conteúdos visuais, tácteis, olfativos e gustativos que aceitamos como naturais. Como Kaspar Hauser não passou por esta práxis, ou apenas começou a vivenciá-la quando adolescente, sua forma de comportamento abala os fundamentos da ilusão referencial, pois não "enxerga" a realidade da forma como os outros esperam.” (Maria Clara Lopes Saboya)

Kaspar, por exemplo, não entendia porque somente as mulheres realizavam as tarefas domésticas e ainda serviam aos homens como se fossem suas serviçais.

Foi-lhe imposta uma evangelização à qual reagiu muito mal, pois não conseguia entender a existência de um Deus. Claro que o Deus que lhe apresentaram é aquela figura controversa da Bíblia.

No curto período em que conviveu entre os homens Kaspar sofreu muito devido ao preconceito com que era tratado e muitas vezes hostilizado.

Em vista do exposto é de se refletir quais as convenções sociais que vivemos e o que se chama de normal, dentro da estrutura de uma sociedade que não sabe como reagir ao entrar em contato com um homem inocente, puro, sem cultura e sem regras a seguir.

Aconselho a assistirem a esse filme, é tocante e coloca-nos em cheque quanto às nossas “convicções” e percepções da realidade em que vivemos.

Imagem: fredburlenocinema.com

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Você sabia que ...

pilha de Bagda

Hoje vamos expandir a consciência numa área do conhecimento humano que é uma das que mais mentiras e lacunas contém: a História oficial, a que a gente aprende na escola.

A história humana está muito, mas muito mal contada. Arqueólogos, paleontólogos e historiadores tecem teorias sobre seus achados e qualquer coisa que não encaixe em suas teses, eles simplesmente ignoram ou dão explicações descabidas.

Aquela que é chamada de pré-história é uma verdadeira fábula, relatando-nos que os homens viviam em cavernas, de forma muito primitiva, tal como hoje vivem parecido os bosquímanos da África, entretanto isso não quer dizer que o resto da humanidade assim o viva. Como diz Charroux: “O homem pré-histórico não era esse ser obtuso, tacanho, grosseiro que se pretende. Era pintor, oleiro, desenhista, de gênio (as grutas de Lascaux, Altamira, Glozel). As cavernas não eram senão ateliers dos ‘minus’ da sociedade. Os seus contemporâneos mais evoluídos conheciam o vidro, o carvão e, muito possivelmente, os metais e a indústria do ferro” ((O livro dos segredos traídos, Robert Charroux. Ed. Livraria Bertrand, pg. 98)

Vamos ver então alguns exemplos da História desconhecida dos homens.

- Você sabia que já houve uma guerra atômica na antiguidade? Veja o que dizem escritos sagrados indianos:

O fogo da terrível arma destruía as cidades, produzindo uma luz mais clara que cem mil sóis ... Este fogo fazia cair as unhas e os cabelos dos homens, embranquecia as penas das aves, coloria as suas patas de vermelho e entortava-as.” (Ibid, pg. 61)

- Você sabia queo homem pré-histórico usava, como todos os homens civilizados do Ocidente: chapéu, casaco, calças, sapatos”? “Este fato é incontestável porque está provado pelos desenhos gravados nas lajes da biblioteca seqüestrada no Museu do Homem, em Paris.” (Ibid, pg. 97)

- Você sabia que Os homens pré-históricos conheciam a escrita, como o provam as tabuinhas gravadas de Glozel, as quais são incontestavelmente autênticas”? (Ibid pg. 97)

- Você sabia que no Museu Topkapi existem mapas antigos que pertenceram ao capitão turco Piri Reis (comandante da frota otomana em 1550) que mostram cadeias de montanhas na Antártida que só foram descobertas em 1952; que à época mostrada nos mapas a Antártida não estava totalmente sob a capa de gelo o que situa a observação contida nos mapas em 4000 AC?

Os mapas dão algumas informações que só podem ser possíveis de obter vistas do alto. Havia veículos aéreos em 4000 AC?

- Você sabia que à época da conquista da América Latina pelos espanhóis havia pessoas loiras e de olhos azuis no Peru?

“Pedro Pizarro, primo do conquistador diz na sua crônica: Os cabelos dos homens e das mulheres são loiros como o trigo e certos indivíduos têm a pele mais clara do que os espanhóis.” (História desconhecida dos homens, Robert Charroux. Ed. Círculo do Livro, pg. 64)

- Você sabia que “Em Gargayan, província ao norte da Filipinas, foi descoberto o esqueleto de um gigante que não media menos do que 5,18 metros.? Ou que foram descobertas no sudoeste da China ossadas pertencentes a outros seres humanos com 3 metros de altura”? (Ibid pg. 171)

- Você sabia que “vários cronistas do século XIII afirmam que Jechielé, rabino francês de rara erudição à qual o rei São Luis gostava de prestar homenagem conhecia o segredo de um candeeiro resplandecente que se iluminava espontaneamente”?

“Esse candeeiro não continha azeite nem pavio e por vezes o rabino o colocava na janela à noite, o que intrigava profundamente seus contemporâneos. (...) Segundo os cronistas o rabino tinha uma forma muito pessoal de desencorajar os importunos que lhe iam bater à porta. Tocava num prego colocado na parede de seu gabinete e imediatamente dele jorrava uma faísca crepitante e azulada. Infeliz daquele que, nesse preciso momento, tocasse na aldrava de ferro da porta; o importuno dobrava-se, contorcia-se e berrava como se estivesse prestes a ser absorvido pela terra e finalmente fugia sem querer saber de mais nada.” (Ibid pg. 96)

Você sabia que existe uma pilha elétrica que foi encontrada numa ruína próxima à capital do Iraque e cuja idade é estimada em 2000 anos? A mesma é composta por eletrodos de ferro e de cobre e um eletrólito desconhecido: a Pilha de Bagdá.

Bom acho que deu para dar uma ideia do quanto nossa verdadeira História é subtraída de nós, pois estas informações não estão nos livros comuns de acesso ao grande público.

Nossa real História é muito mais apaixonante e instigante do que sequer imaginamos.

Imagem: sitedecuriosidades.com

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segunda-feira, 8 de agosto de 2011

O poder da imaginação

imaginação

Einstein já dizia que só a imaginação é mais importante que o conhecimento. Estava absolutamente certo porque com a imaginação nós nos igualamos ao nosso Criador: nós criamos também.

A humanidade cria desde que veio para a face da Terra. Existem criações humanas que são visíveis materialmente: tudo aquilo que serve para nos abrigar ou proteger dos elementos, nos vestir e ser útil de alguma maneira, bem como encantar os nossos sentidos - as obras de arte. Contudo o que a maioria não se dá conta é que nós criamos absolutamente tudo o que experienciamos, situações, vivências, etc.

Acertou na loteria? Criação sua. Um caixote caiu na sua cabeça? Criação sua também ou de alguém que não vai com a sua cara. rsrs

Após Descartes, com seu penso, logo existo, a humanidade valorizou demais a razão em detrimento de outras capacidades nossas, como a imaginação. No entanto sem a imaginação não teríamos evoluído tecnologicamente, pois qualquer invento humano primeiro foi imaginado para depois vir a se concretizar na matéria.

Tudo o que nos acontece somos nós que criamos, seja consciente ou inconscientemente. E aí reside o problema: criações do nosso inconsciente.

Se vocês estão lembrados do post sobre os aspectos, somos formados por n partes que atuam independentemente de nosso consciente e essas partes, muitas vezes, criam situações bem desagradáveis, como o Ego Negativo, por exemplo, mestre em nos puxar o tapete.

Eu acho horrível dizer isto, mas, resumindo, somos reféns do nosso inconsciente. Infelizmente a maior parte de nosso psiquismo é composta por conteúdos inconscientes e assim sendo não temos controle sobre eles nem sobre o que criam. Daí a humanidade criar e manifestar tanta coisa que consideramos ruim ou negativa.

É comum ver pessoas recitando afirmações do tipo: “Eu sou a abundância manifestada em minha vida”. Aqui a pessoa, através de seu Deus interior (o Eu Sou), declara o que quer criar em sua vida. O que ela não está levando em conta é que pode haver um conteúdo inconsciente seu com uma determinação em contrário (ex: não posso ter dinheiro, ele é sujo, corrompe, etc.). então, por mais que recite sua frase, seu conteúdo não se realizará, não será criado porque para que algo seja criado ou manifestado tem de haver clareza, sem dúvidas ou contradições internas.

O ingrediente principal na receita da criação é a imaginação. É esta que vai formatar, abstratamente, o que queremos manifestar seja consciente ou inconscientemente e o catalisador da manifestação é a emoção e/ou sentimento que deve acompanhar a imaginação.

Sem emoção também não há criação ou manifestação. Este é o motivo de, atualmente, muitas pessoas que se utilizam da visualização, não alcançarem seus objetivos porque visualizar é um produto da mente e se não houver emoção não funciona.

Sei que as informações que atualmente lotam a web sobre visualizar ou recitar afirmações levam muitas pessoas a crer que basta fazer isso para manifestar o que quiserem em suas vidas. Bom, às vezes funciona, outras não pelos motivos que citei. Ainda temos muito caminho pela frente até chegar a fazer o que Sai Baba fazia.

O primeiro passo é ter consciência que precisamos usar a imaginação acompanhada pela emoção ou sentimento.

Provavelmente muitos que estão lendo este post devem estar pensando que todo o aqui exposto é “viagem na maionese”, que isso não funciona, mas aqueles que já se utilizaram dessa ferramenta, acessível a todo ser humano, sabem do que estou falando e usando a imaginação alcançaram seus objetivos. Negar aquilo que se desconhece não é demonstração de inteligência, não é?

Imagem: comunidade.sol.pt

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terça-feira, 24 de agosto de 2010

Entender um pouco sobre a palavrinha misteriosa: energia

átomo

Em posts posteriores a energia vai ser uma palavra citada, portanto vamos começar, para aqueles que não conhecem, explicando um pouco sobre energia.

“Em geral, o conceito e uso da palavra energia se refere "ao potencial inato para executar trabalho ou realizar uma ação” (Wikipedia) já que a palavra tem sua origem no grego – ergos, que quer dizer trabalho.

Podemos dividir a energia em dois tipos, dependendo se ela está em movimento ou armazenada: a energia em movimento chama-se energia cinética ou dinâmica e a energia armazenada chama-se energia potencial.

Estes são os conceitos que usamos aqui em nossa terceira dimensão produzidos pelo conhecimento acumulado até agora.

O conhecimento científico atual, bem como a visão do mundo são produtos da obra de dois grandes homens: Descartes e Newton.

Descartes queria chegar a um método científico inédito em sua época, um método que trouxesse absoluta certeza sobre os fatos investigados.

Após muito estudo e reflexão chegou à seguinte conclusão: todos os fenômenos complexos podem ser entendidos desde que reduzidos a seus componentes básicos – o reducionismo, que virou sinônimo de método científico.

Para ele, o universo material era como se fosse simples máquina, composta de diferentes partes ou peças independentes e desprovidas de um propósito espiritual.

Newton, na sua própria busca de explicações para o mundo material, acatou as idéias de Descartes. O modelo newtoniano de matéria era atomístico (átomo, em grego: indivisível), ele pensava que a matéria era composta de partículas sólidas, duras e impenetráveis que se moviam exclusivamente por causa da atração gravitacional.

Somente com o advento da Física Quântica, no começo do século 20, é que esta visão da matéria sofreu transformação e ... radical!

A teoria quântica ou mecânica quântica foi formulada por um grupo de físicos, entre os quais Max Planck, Albert Einstein, Niels Bohr, Louis De Broglie, Erwin Schrödinger, Wolfgang Pauli, Werner Heisenberg e Paul Dirac.

A Física Quântica veio demonstrar que o átomo não é aquela partícula sólida que se supunha, mas sim, um elemento vibrátil que está em constante movimento.

A característica mais interessante do átomo é que ele é mais espaço vazio do que matéria. O átomo é enorme em relação ao tamanho do núcleo. Fritjof Capra faz a seguinte comparação: se o átomo tivesse o tamanho da abóbada da Catedral de São Pedro (Vaticano) o núcleo teria o tamanho de um grão de sal.

O porquê do nome quântica :

Max Planck provou que toda energia não é irradiada de forma contínua, mas em “pacotes individuais” que Einstein chamou de quanta.

Em primeiro lugar, para aceitar a Física Quântica, temos de nos libertar do raciocínio cartesiano/newtoniano e esse é o maior obstáculo que os físicos têm enfrentado.

Já no início dos experimentos com átomos os dados obtidos deixaram os cientistas atônitos, pois os eventos no nível quântico são de natureza totalmente estranha e indeterminada, tudo são possibilidades, não há condições de prever resultados. Citando Capra: “o paradoxo partícula/onda forçou os físicos a aceitarem um aspecto da realidade que contestava o próprio fundamento da visão mecanicista do mundo - o conceito de realidade da matéria. Em nível subatômico a matéria não existe com certeza em lugares definidos, em vez disso mostra “tendências para existir” e os eventos atômicos não ocorrem com certeza em tempos definidos e de maneiras definidas, mas antes mostram “tendências para ocorrer”.(O Ponto de Mutação. Ed. Cultrix)

A substância quântica é ao mesmo tempo onda e partícula, mas somente uma delas está disponível num determinado momento. Não se consegue medir ao mesmo tempo a posição exata de um elétron (quando ele se manifesta como partícula) e sua velocidade (quando ele se manifesta como onda).

O mundo que percebemos é real? Os objetos, os seres, a matéria em geral é tudo sólido? Para responder estas questões temos duas explicações na Física Quântica:

a) dentro do átomo os elétrons assumem uma velocidade altíssima, em torno de 960 km/seg. Isso faz com que o átomo aparente ser uma esfera rígida, como acontece com a hélice de um ventilador que girando em alta velocidade parece-nos como um disco.

b) a função de onda do elétron entra em colapso quando interage com outro sistema físico mais amplo, como um aparelho de medição ou o cérebro do observador, assumindo então o aspecto partícula e o modo especial que escolhemos para observar a realidade também determina o que veremos.

Portanto, o mundo não é sólido, é constituído por energia e esta toma forma através do pensamento daqueles que dele participam. A mente de todos é que mantém os átomos e moléculas aglutinados em determinada forma (colapso da função de onda).

O prêmio Nobel Ylya Prigogine assim se manifestou a respeito: “Seja o que for que chamemos realidade, ela só nos é revelada através de uma construção ativa da qual participamos.”

Então vejam: o mundo que vemos, a nossa tão preciosa realidade nada mais é que um constructo que depende da concordância da grande maioria ou seja, pode mudar se assim o quisermos e tivermos a intenção. Os xamãs fazem isso há milênios.

Os indianos, sempre disseram que o mundo em que vivemos é maya=ilusão. Os ocidentais, principalmente acadêmicos e cientistas já riram muito disso, no entanto a Física Quântica agora nos prova sua razão.

Para finalizar é importante lembrar que tudo, absolutamente tudo é energia, inclusive nossos pensamentos, nossos sonhos à noite, nossos desejos, nossas emoções ...tudo.